Prefeitura de Rio Branco amplia consultas em urologia para reduzir fila de espera no SUS

A Prefeitura de Rio Branco ampliou, nesta segunda-feira, 20, a oferta de consultas especializadas em urologia na rede municipal de saúde. A medida, executada pela Secretaria Municipal de Saúde, tem como objetivo atender pacientes regulados pelo Sistema Único de Saúde e reduzir a fila de espera na especialidade, que reúne cerca de 3,5 mil pessoas.

O atendimento ocorre de forma gradual, conforme critérios técnicos e assistenciais definidos pelo setor de regulação. A organização da demanda busca dar prioridade aos casos já encaminhados pela rede, ordenar os chamados e evitar que pacientes com necessidade de acompanhamento especializado permaneçam por mais tempo sem consulta.

A força-tarefa deve atender, em média, de 20 a 24 pacientes por semana. O diretor de Regulação, Controle e Avaliação, Emerson Bezerra, afirmou que a ampliação do serviço melhora o acesso ao diagnóstico, ao tratamento e ao acompanhamento de doenças urológicas. “A iniciativa fortalece o atendimento especializado, amplia o acesso ao diagnóstico e ao tratamento e garante mais qualidade de vida aos usuários do Sistema Único de Saúde”, disse.

O serviço atende homens e mulheres com diferentes problemas urológicos, principalmente casos de cálculos renais e urinários. Também são acompanhados pacientes com doenças da próstata e alterações urinárias, além de outras condições que exigem avaliação médica especializada.

O médico urologista Cláudio Freire explicou que os casos ambulatoriais são avaliados e conduzidos na própria rede, enquanto pacientes com indicação cirúrgica ou necessidade de atendimento de maior complexidade são encaminhados para continuidade do tratamento. “Realizamos as consultas e avaliações necessárias, resolvendo os casos ambulatoriais e encaminhando para cirurgia quando necessário”, afirmou.

Entre os pacientes atendidos está o aposentado Denis Morais, de 67 anos, que aguardava havia cerca de três anos e meio pela consulta. Ele contou que recebeu uma ligação da equipe de saúde para confirmar se ainda tinha interesse no atendimento. “Confirmei que sim e hoje estou aqui. Já faço tratamento da próstata há três anos e meio e vou continuar o acompanhamento com o médico. É importante cuidar da saúde e manter esse acompanhamento”, relatou.

A ampliação das consultas em urologia integra as ações da gestão municipal para reorganizar a demanda por atendimentos especializados. Com a força-tarefa, a rede busca diminuir o tempo de espera, melhorar o fluxo de encaminhamentos e garantir acompanhamento a pacientes que precisam de diagnóstico e tratamento na área.

Prefeitura de Rio Branco amplia regulação e reduz filas para consultas, exames e cirurgias

A Prefeitura de Rio Branco ampliou, em julho, a atuação da Regulação municipal para reduzir filas de espera e acelerar o acesso de pacientes a consultas, exames e cirurgias eletivas pelo Sistema Único de Saúde. As ações são conduzidas pela Secretaria Municipal de Saúde e incluem mutirões, novos atendimentos especializados, parcerias com clínicas credenciadas e ampliação de procedimentos de média complexidade.

Em pouco mais de um mês, a Diretoria de Regulação, Controle e Avaliação passou a concentrar esforços em áreas com maior demanda reprimida. Uma das primeiras medidas foi o mutirão de ultrassonografias, realizado em parceria com clínicas credenciadas e unidades de saúde. A ação zerou a fila de ultrassonografias de mama, com cerca de 500 pacientes atendidos, e ampliou a oferta de ultrassonografias de abdômen total.

Os pacientes atendidos já haviam passado pelo processo de regulação da Secretaria Municipal de Saúde e aguardavam o agendamento dos procedimentos. A reorganização do fluxo busca direcionar com mais rapidez as vagas disponíveis para quem já está na fila, obedecendo aos critérios do SUS e à ordem de espera.

“Nosso compromisso é tornar a Regulação cada vez mais eficiente e garantir que os serviços cheguem à população com mais rapidez. Estamos trabalhando para diminuir o tempo de espera, sempre respeitando os critérios do SUS e priorizando quem aguarda há mais tempo”, afirmou o diretor de Regulação, Controle e Avaliação, Emerson Bezerra.

A Secretaria Municipal de Saúde também iniciou mutirões de fonoaudiologia para atender a alta procura pelo serviço. O primeiro atendimento aos fins de semana contemplou 120 pacientes, e a previsão é manter a ação mensalmente. Na saúde mental, a Diretoria de Regulação prepara um mutirão de psicologia para ampliar os atendimentos especializados.

A rede municipal também passou a ofertar consultas de urologia duas vezes por semana. A especialidade foi incorporada recentemente ao atendimento municipal e deve acelerar a avaliação de pacientes que aguardavam consulta.

Nas cirurgias eletivas, a Secretaria Municipal de Saúde ampliou a parceria com o Hospital Santa Juliana para procedimentos ginecológicos de média complexidade. O planejamento prevê mais de 500 cirurgias, entre laqueadura tubária, histerectomia e laparotomia por videolaparoscopia.

Até agora, mais de 60 pacientes foram agendados para avaliação pré-operatória. Desse total, 16 passaram por laqueadura tubária e quatro por histerectomia. Novos atendimentos seguem em programação pela fila única de regulação, em ação conjunta entre Município e Estado.

Os procedimentos por videolaparoscopia são feitos com técnica minimamente invasiva, que reduz o tempo de recuperação e o desconforto no pós-operatório. A expectativa da gestão municipal é ampliar gradualmente o número de cirurgias e diminuir o tempo de espera dos pacientes.

O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, afirmou que a ampliação dos mutirões e das cirurgias faz parte de uma estratégia contínua para melhorar o acesso da população aos serviços especializados. “Em pouco mais de um mês, já vemos resultados importantes, como a intensificação dos mutirões, a ampliação da oferta de consultas, exames e cirurgias eletivas e a redução das filas de espera. Esse é um trabalho que terá continuidade”, disse.

Acre chega a 2026 entre serviços em crise, dependência do FPE e silêncio político, diz Leonildo Rosas

A disputa eleitoral de 2026 começou no Acre, mas, para o jornalista Leonildo Rosas, o principal debate ainda não entrou na campanha. Durante participação no programa Central de Política, da TV Gazeta, ele descreveu um estado que, na sua avaliação, perdeu a capacidade de reagir diante do avanço dos problemas estruturais. Em vez de discutir projetos para saúde, educação, economia e desenvolvimento, o Acre estaria mergulhado em um ambiente de acomodação política e social. “A sociedade acreana, a que a gente vive, a que a gente está presente, ela está caminhando de uma forma sonâmbula rumo ao abismo. Não há qualquer manifestação, qualquer reivindicação, qualquer protesto quanto aos desmandos que a gente vê ao longo dos últimos anos no nosso estado”, afirmou. Em seguida, elevou o tom do diagnóstico: “O pior dessa rumo ao abismo é que pode também ir para o fundo do poço, o subsolo do fundo do poço que a gente caminha.”

A imagem do “Acre sonâmbulo” tornou-se o eixo da análise apresentada por Rosas. Para ele, o silêncio da sociedade não decorre apenas do desgaste natural da política, mas da ausência de enfrentamento público diante de uma sucessão de problemas administrativos que, segundo sua leitura, deixaram de provocar indignação coletiva.

Na avaliação do jornalista, esse cenário começou a ser construído após a eleição de 2018. Ele atribui parte da responsabilidade às forças políticas derrotadas naquele pleito, que, segundo disse, abandonaram o espaço do debate público e permitiram a consolidação de um ambiente sem contraponto. “O que está acontecendo é o reflexo da covardia das forças de esquerda ao longo dos últimos oito anos. É um pessoal que perdeu a eleição em 2018, a maioria vazou do estado do Acre, fugiu, não fez o enfrentamento, não fez o combate político. E dentro da política não tem espaço vazio. Deixou-se criar um discurso único: rejeição a um grupo político que fez muito pelo Acre.”

Para Rosas, a consequência dessa ausência foi uma campanha cada vez mais superficial, incapaz de discutir um projeto de Estado. Na visão dele, muitos candidatos sequer demonstram disposição para construir uma candidatura competitiva. “O candidato precisa primeiro levar essa candidatura a sério. Então, se ele não leva, como é que as pessoas vão acreditar?”

As críticas avançaram para a relação entre governo e imprensa. Ex-secretário estadual de Comunicação, Rosas afirmou que nunca houve um investimento tão elevado em publicidade institucional. Na interpretação dele, esse volume de recursos reduziu o espaço para o escrutínio público sobre a administração estadual. “Primeiro, nunca se gastou tanto para calar a imprensa no Acre como o governo de Gladson Cameli. Eu fui secretário de Comunicação, eu sei o tanto que era o orçamento da Secretaria de Comunicação para mídia. Dobrou oficialmente. A população, obviamente, ela não ficou sabendo dos desmandos que foram cometidos desde o primeiro dia do Gladson Cameli.”

Ao relacionar comunicação institucional e cobertura jornalística, Rosas sustentou que episódios de grande repercussão acabaram perdendo espaço no debate público. “Nós temos um governador ou um ex-governador que, de forma inédita, levou a Polícia Federal para dentro do palácio, para dentro da sua casa, para a casa dos pais dele, e ele é condenado a 25 anos e 9 meses de cadeia. Tem pessoas que não sabem que ele foi condenado porque a imprensa não cumpriu o papel dela. A oposição não cumpriu o papel dela. Ela não fez o combate, se acovardou. Aqueles que não se acovardaram, foram embora.”

Ao comentar a atual governadora Mailza Assis, Rosas fez uma distinção entre responsabilidades administrativas e responsabilidades políticas. Segundo ele, ela não ocupava a posição de ordenadora de despesas durante os fatos que citou, mas assumiu um governo identificado com a continuidade do grupo político. “A partir de agora, se houver desmando dentro do governo dele — porque já há indícios e muitas denúncias de continuidade de casos de corrupção —, se ela souber que está acontecendo e mantiver essas pessoas, aí sim passará a ter culpa. Mas ela assumiu um governo com o discurso da continuidade. Será que nós queremos para o Acre a continuidade da corrupção?”

Depois das críticas políticas, Rosas concentrou a análise nos serviços públicos. Para ele, o debate eleitoral ignora justamente as áreas que mais afetam a rotina da população. “A discussão é rasa da nossa política. Ninguém discute mais um projeto de Estado. Ninguém discute os rumos da nossa saúde, que todo dia a gente vê coisas absurdas. Ninguém debate a nossa educação, que voltou a ser a pior do país em apenas oito anos. Foram anos construindo um processo para a educação melhorar. Nós temos uma assistência social que é um desastre.”

Na economia, o jornalista descreveu um estado paralisado, sem novos investimentos capazes de alterar a estrutura produtiva. “A nossa produção não produz nada. A construção civil não constrói nada. Passaram-se sete anos sem construir uma casa sequer.” Para ele, o Acre abandonou políticas voltadas à diversificação econômica e voltou a depender quase exclusivamente da circulação de recursos públicos.

Foi nesse contexto que Rosas apresentou um dos dados que considera mais preocupantes para o futuro das contas estaduais. Segundo ele, o Acre voltou a depender majoritariamente do Fundo de Participação dos Estados (FPE), revertendo um processo que buscava ampliar a arrecadação própria. “A economia do contracheque voltou agora. Quando o Tião Viana deixou o governo, nós estávamos quase que FPE e receita própria equivalente: 53% a 47%. Voltamos a depender quase 80% do FPE.”

Ao defender políticas de incentivo adotadas em governos anteriores, Rosas citou cadeias produtivas que continuam movimentando parte da economia acreana. “Se critica por ter iniciativa de fazer? Eu nunca vi isso. Se critica por não fazer. Nós estamos há oito anos no marasmo, na paralisação. A única coisa que cresceu no Acre foi a corrupção, que voltou para dentro do governo.”

Mais do que uma crítica à gestão estadual, a entrevista foi construída como um alerta sobre o rumo do Estado. Na avaliação do jornalista, o Acre corre o risco de chegar às urnas discutindo nomes e alianças enquanto deixa em segundo plano a deterioração dos serviços públicos, a dependência crescente de transferências federais e a ausência de uma estratégia de desenvolvimento capaz de reduzir a vulnerabilidade econômica. O “estado sonâmbulo” descrito por Leonildo Rosas resume, para ele, uma sociedade que deixou de reagir justamente quando os problemas passaram a exigir maior mobilização.

Rio Branco amplia vacinação antirrábica até novembro

A Prefeitura de Rio Branco iniciou nesta segunda-feira (13) uma campanha itinerante de vacinação antirrábica para cães e gatos em diferentes regiões da capital. A ação, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde, seguirá até novembro para facilitar o acesso dos tutores, aumentar a cobertura vacinal e prevenir a transmissão da raiva.

A primeira etapa ocorre no Arasuper Tangará até sexta-feira (17), com atendimento das 8h às 12h. A vacinação é gratuita e destinada a cães e gatos com pelo menos três meses de idade.

Um trailer instalado em frente à Unidade de Referência de Atenção Primária Francisco Roney Meireles também funciona como ponto fixo. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, no mesmo horário, das 8h às 12h.

Após a passagem pelo Tangará, as equipes atenderão no Arasuper Isaura Parente, de 20 de julho a 7 de agosto, e no Arasuper Betel, de 10 a 28 de agosto. A campanha seguirá pelo Arasuper Sobral, de 31 de agosto a 18 de setembro, e pelo Arasuper Aviário, de 21 de setembro a 9 de outubro.

Em outubro, a vacinação será realizada no Arasuper 6 de Agosto, entre os dias 12 e 23, e no Arasuper Amapá, de 26 de outubro a 6 de novembro. A última etapa ocorrerá no Aramix Vila Acre, de 9 a 20 de novembro.

“Ao levarmos a vacinação para pontos estratégicos da cidade, conseguimos atender mais tutores, ampliar a cobertura vacinal e fortalecer a prevenção contra a raiva”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths.

Os cães devem ser levados com coleira e guia. A focinheira deve ser usada quando necessária. Os gatos precisam ser transportados em caixas ou recipientes seguros. Os tutores também devem apresentar a carteira de vacinação do animal. Quem não possuir o documento receberá uma nova carteira gratuitamente.

A raiva é uma zoonose que pode ser transmitida aos seres humanos e apresenta alta letalidade após o aparecimento dos sintomas. A vacinação de cães e gatos é a principal forma de prevenção da doença e protege tanto os animais quanto a população.

Cruzeiro do Sul cria programa de vacinação nas escolas públicas

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul instituiu um programa de vacinação nas escolas públicas para ampliar a cobertura vacinal de crianças e adolescentes. O decreto foi assinado pelo prefeito Zequinha Lima e publicado na sexta-feira, 10 de julho, com ações integradas entre as secretarias municipais de Saúde e Educação.

O atendimento será destinado prioritariamente aos estudantes da educação infantil e do ensino fundamental matriculados em escolas públicas ou instituições que recebem recursos públicos. Alunos do ensino médio e superior, além de outros integrantes da comunidade escolar, também poderão ser incluídos, conforme a disponibilidade de vacinas e as normas do Programa Nacional de Imunizações.

As atividades serão organizadas pela Coordenação Municipal de Imunização, pelas Unidades Básicas de Saúde e pelo Programa Saúde na Escola. A previsão é que a vacinação seja realizada pelo menos uma vez por ano, com possibilidade de novas ações durante campanhas específicas ou buscas ativas por estudantes com doses atrasadas.

As escolas deverão avisar os pais ou responsáveis com antecedência mínima de cinco dias. Para menores de 18 anos, a aplicação das vacinas dependerá de autorização e da apresentação da caderneta de vacinação. Na ausência do documento, as equipes poderão consultar os sistemas oficiais e emitir um novo cartão.

O decreto também determina que as unidades de ensino enviem, no início de cada ano letivo, uma cópia digital ou fotografia da carteira de vacinação dos estudantes à Unidade Básica de Saúde responsável pela região. A medida permitirá o acompanhamento da situação vacinal e a convocação de alunos que precisem atualizar as doses.

O secretário municipal de Saúde, Rafael Gomes, afirmou que a integração entre as áreas de Saúde e Educação facilitará o acesso às vacinas e ajudará a proteger os estudantes e a comunidade escolar.

Cruzeiro do Sul reduz casos de dengue e malária com reforço nas ações de saúde

Cruzeiro do Sul registrou queda nos casos de dengue e malária em 2026, no Acre, após reforçar ações de prevenção, monitoramento e assistência à população. Entre a 1ª e a 27ª semana epidemiológica deste ano, os casos prováveis de dengue caíram de 2.367, no mesmo período de 2025, para 179. No caso da malária, os registros passaram de 1.536 para 797 entre 1º de janeiro e 6 de julho, redução de 48%.

A queda nos casos de dengue ocorre em meio ao trabalho de agentes de endemias em visitas domiciliares, eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti e orientação aos moradores. A atuação é voltada principalmente para pontos com acúmulo de água, que favorecem a reprodução do mosquito transmissor da doença.

Mesmo com a redução, as equipes de saúde devem intensificar o trabalho durante o período de estiagem. O coordenador da Divisão de Controle de Vetores, Leonísio Messias, afirmou que a atenção será ampliada para reservatórios mantidos nos quintais. “Com menos chuvas, os depósitos nos quintais estão secos, mas nós temos um risco em potencial que são as caixas d’água no nível do solo, que concentram o maior número de larvas”, disse.

A Secretaria Municipal de Saúde orienta que moradores com febre, dores no corpo, dor de cabeça e manchas na pele procurem a unidade de saúde mais próxima. O diagnóstico precoce ajuda no tratamento e reduz o risco de agravamento da doença.

Na malária, a redução de 48% também está ligada à ampliação das ações de vigilância e atendimento. Com o verão amazônico, o acesso aos ramais melhora e permite que as equipes cheguem a comunidades rurais onde a incidência da doença costuma ser maior.

Leonísio Messias afirmou que a melhora das condições de acesso deve ampliar a presença dos agentes nas áreas mais afastadas. “A vigilância vai ser intensificada para que os agentes cheguem até as residências nesses locais, tratando de forma oportuna e garantindo um diagnóstico de qualidade para reduzir ainda mais os casos de malária”, declarou.

USF Ana Rosa Amorim passa por reforma de R$ 432 mil em Rio Branco

A Unidade de Saúde da Família Ana Rosa Amorim, localizada no Ramal Gurgel, na região do Amapá, em Rio Branco, começou a passar por reforma nesta terça-feira (7). A obra tem investimento de R$ 432.170,00, com recursos de emenda parlamentar, e prazo de seis meses para conclusão.

A intervenção inclui melhoria, adequação e recuperação da estrutura física da unidade, com foco em acessibilidade, segurança, funcionalidade dos ambientes e melhores condições de atendimento à população. O espaço também deve oferecer estrutura mais adequada para o trabalho dos servidores da saúde.

Entre os serviços previstos estão demolições e remoções, retirada de revestimentos, forros, telhas, pintura antiga, luminárias, portas, janelas e louças. A reforma também contempla impermeabilização, transporte de entulho, adequações elétricas, nova iluminação interna e externa, instalação de tomadas, interruptores, cabos e implantação de rede lógica.

A unidade receberá ainda substituição de portas e janelas, novos revestimentos de paredes e pisos, porcelanato, forro em gesso e PVC, além de reforma da cobertura com telha metálica termoacústica, calhas, rufos e tubulação para águas pluviais.

Na área de segurança, estão previstas adequações de combate a incêndio, com extintores, iluminação de emergência, placas de sinalização, saídas de emergência e central de GLP. A obra inclui ainda pintura interna e externa, recuperação de muro, gradis metálicos, calçada de contorno, estacionamento, piso intertravado, piso podotátil e outras adaptações de acessibilidade.

O prefeito Alysson Bestene afirmou que a unidade é importante para ampliar a cobertura da Atenção Primária no Segundo Distrito. “É importante para a população, porque temos trabalhado na ampliação da cobertura em todas as regionais de Rio Branco, garantindo melhores condições de trabalho aos profissionais e uma unidade boa, limpa, adequada e acessível para as famílias que utilizam o SUS”, disse.

Bestene também afirmou que mais de 40 unidades já foram reformadas e que há uma programação de novas intervenções na rede municipal. Segundo ele, quatro unidades recebem ordem de serviço neste mês.

O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, disse que a reforma faz parte de um programa de reestruturação iniciado em 2021. “Já foram reformadas 42 unidades e a nossa meta é reformar toda a rede municipal de saúde”, afirmou.

Biths também informou que o atendimento à população não será suspenso durante a execução da obra. Os serviços serão mantidos em parceria com a associação de moradores, em um espaço que passa por adequações para receber os usuários enquanto a unidade estiver em reforma.

Saúde Rural leva mais de 3,2 mil atendimentos à comunidade Boa União, em Rio Branco

A quinta edição do Saúde Rural realizou 3.264 procedimentos no sábado, 27 de junho, na comunidade Boa União, localizada no Barro Alto da Transacreana, zona rural de Rio Branco. A ação ocorreu na Escola Municipal União Floresta e levou serviços de atenção básica, prevenção e acompanhamento de saúde a moradores que vivem distante das unidades da área urbana.

O atendimento foi realizado das 8h às 14h e reuniu consultas médicas, de enfermagem e odontológicas, pré-natal, vacinação, testes rápidos, aferição de pressão arterial, teste de glicemia e exame preventivo do colo do útero. A estrutura também ofereceu inserção do implante contraceptivo subdérmico Implanon, entrega de medicamentos, acompanhamento do Bolsa Família e ações de controle de endemias, com foco em malária e leishmaniose.

A iniciativa integra a estratégia municipal de ampliar o acesso da população rural aos serviços de saúde. O formato leva equipes e estrutura de atendimento até comunidades mais afastadas, o que reduz a necessidade de deslocamento até a cidade e facilita o acompanhamento de pacientes que precisam de cuidados contínuos.

O coordenador do Saúde Rural, Jhon Willer, afirmou que a presença das equipes nas comunidades aumenta a resolutividade dos atendimentos e aproxima a rede municipal da população. Para moradores da região, a oferta dos serviços na própria comunidade representa mais facilidade, especialmente para idosos, gestantes e famílias que dependem de transporte para buscar atendimento.

Entre os moradores atendidos estavam Eurídes Coelho Bezerra, de 72 anos, e Wisliane de Aquino, de 28. Eurídes procurou atendimento durante a ação e agradeceu a presença das equipes na comunidade. Wisliane fez a inserção do Implanon e relatou que o serviço perto de casa traz mais segurança para organizar o cuidado com a saúde.

O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, afirmou que o Saúde Rural faz parte da determinação da gestão municipal de chegar a áreas onde o acesso aos serviços públicos ainda é mais difícil. A proposta é manter o atendimento itinerante como reforço à rede de atenção básica na zona rural de Rio Branco.

Prefeito sanciona leis para saúde, inclusão e infraestrutura em Rio Branco

O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, sancionou um pacote de leis municipais em Rio Branco, em solenidade com vereadores, lideranças comunitárias, representantes de entidades civis e do setor produtivo. As medidas, aprovadas pela Câmara Municipal, tratam de saúde preventiva, inclusão social, proteção às mulheres, segurança hídrica, meio ambiente, infraestrutura urbana e apoio a instituições sociais.

As novas leis ampliam a atuação do município em áreas consideradas sensíveis para a população. O conjunto inclui normas para manutenção do Igarapé São Francisco, acesso à água potável em áreas periféricas e rurais, prevenção de amputações em pacientes com diabetes, acolhimento de mulheres vítimas de violência, prioridade de matrícula para pessoas com Transtorno do Espectro Autista e outras deficiências, além de regras contra tatuagens e piercings estéticos em animais.

Durante a cerimônia, Bestene afirmou que as propostas atendem demandas da população e dependem da integração entre Prefeitura e Câmara para sair do papel. “São projetos de lei que vêm ao encontro das necessidades da população. Quero parabenizar e agradecer à Câmara de Vereadores, em especial aos vereadores que hoje tiveram suas leis sancionadas”, disse o prefeito.

Entre as medidas sancionadas está o Programa Permanente de Limpeza e Manutenção do Igarapé São Francisco, de autoria do vereador Joabe Lira. A lei estabelece ações contínuas para conservação do manancial urbano, com foco na redução do assoreamento, no combate ao descarte irregular de resíduos e na prevenção de alagamentos.

Na área ambiental e de saúde pública, foram sancionadas a Lei nº 2.692/2026, que institui o Plano de Segurança Hídrica do Município, e a Lei nº 2.693/2026, que prevê a exibição obrigatória de conteúdos educativos sobre saúde pública nas salas de espera dos órgãos municipais. O pacote também cria o Programa Água Boa, voltado ao acesso à água potável em comunidades periféricas e rurais.

A saúde preventiva recebeu a Lei nº 2.686/2026, de autoria do vereador Leôncio Castro, que cria a Política Municipal de Prevenção e Combate às Amputações em Pacientes com Diabetes. A medida prevê ações para diagnóstico precoce e acompanhamento especializado na rede pública.

Na área social, a Lei nº 2.697/2026 cria o Programa Municipal de Acolhimento Seguro às Mulheres Vítimas de Violência. A iniciativa prevê suporte para mulheres em situação de vulnerabilidade, com encaminhamento ao mercado de trabalho, acompanhamento psicológico e apoio para retomada da autonomia.

A inclusão também entrou no pacote com a Lei nº 2.687/2026, que altera norma municipal de 2018 e assegura prioridade na matrícula em creches e escolas da rede municipal próximas à residência de pessoas com TEA e outras deficiências. Outra lei, a de nº 2.699/2026, cria o Dia Municipal de Conscientização sobre Experiências Adversas na Infância.

O conjunto de normas ainda inclui a Lei nº 2.691/2026, voltada à desburocratização da administração pública, com restrições a exigências e fiscalizações repetitivas feitas a cidadãos e empreendedores. Também foram concedidos títulos de Utilidade Pública ao Instituto Acolher e Transformar, ao Instituto Gaiato e à Associação Integrada Afro Ginga Capoeira.

Alysson Bestene avalia reforma e ampliação da UBS Luana de Souza Freitas em Rio Branco

O prefeito Alysson Bestene visitou nesta sexta-feira, 19, a Unidade Básica de Saúde Luana de Souza Freitas, em Rio Branco, para acompanhar de perto as condições da estrutura e avaliar melhorias no atendimento à população. A agenda fez parte do acompanhamento da gestão municipal nas unidades da rede básica de saúde.

Durante a visita, Alysson conversou com servidores, verificou as demandas da unidade e afirmou que a prefeitura já incluiu a reforma da UBS no cronograma de obras. O prefeito também disse que a gestão analisa a possibilidade de ampliar o prédio para melhorar o fluxo de atendimento e oferecer melhores condições de trabalho às equipes.

“A gente observa que precisa melhorar o espaço físico. Já está no nosso cronograma fazer toda a reforma e estamos avaliando também a possibilidade de ampliação da unidade”, afirmou Alysson Bestene.

A unidade atende moradores da região dentro da atenção primária, principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde. Para o prefeito, as visitas às unidades ajudam a gestão a identificar problemas estruturais, ouvir os profissionais e definir prioridades para a área da saúde.

A coordenadora administrativa da UBS, Fátima Moraes, afirmou que a presença do prefeito permite apresentar as principais necessidades da unidade. Segundo ela, a UBS tem grande demanda e aguarda há 11 anos por melhorias na estrutura.

“É importante a visita do prefeito para que ele venha ver de perto o trabalho da equipe e olhar as deficiências, onde pode ser melhorado para atender melhor a população”, disse Fátima.

O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, acompanhou a agenda e afirmou que Rio Branco mantém um trabalho de reestruturação da rede municipal desde 2021. Segundo ele, 41 unidades já passaram por reforma, duas novas foram inauguradas e outras duas estão próximas de ser entregues.

Alysson Bestene afirmou que a prefeitura busca recursos para ampliar os investimentos na saúde básica. A gestão aguarda a liberação de verbas pelo Ministério da Saúde para avançar com novas obras e incluir a UBS Luana de Souza Freitas no pacote de melhorias previsto para as unidades do município.