Prefeitura conclui etapa principal de obra na Joaquim Távora e prepara liberação do trânsito em Cruzeiro do Sul

A construção da nova galeria de drenagem da Avenida Joaquim Távora, em Cruzeiro do Sul, chegou à fase final. Com investimento de aproximadamente R$ 800 mil, a intervenção foi executada em ritmo acelerado pela Prefeitura, que programou a liberação do trânsito para domingo (1º), antecipando em cerca de 15 dias o prazo inicialmente previsto.

A obra foi necessária devido às condições da antiga tubulação metálica instalada sobre o Igarapé Boulevard Thaumaturgo. O desgaste da estrutura comprometia o escoamento da água, provocando alagamentos e danos ao pavimento, principalmente durante o inverno amazônico.

Para solucionar o problema, foram instaladas duas galerias paralelas de concreto, com 2,5 metros de largura e altura cada uma. A nova passagem possui aproximadamente 25 metros de extensão e foi montada com 50 peças pré-moldadas, produzidas antes do início da interdição da avenida.

O planejamento permitiu reduzir o tempo de execução dos serviços. As equipes trabalharam em horários ampliados, inclusive à noite, nos fins de semana e feriados, para concluir a etapa principal e restabelecer a circulação de veículos.

De acordo com o secretário adjunto de Obras, Josinaldo Batista, um dos principais desafios foi controlar o volume de água durante a instalação das galerias. Para manter o andamento dos trabalhos, foi necessário realizar desvios temporários no curso do igarapé.

A intervenção conta com mais de R$ 200 mil de recursos próprios da Prefeitura de Cruzeiro do Sul. O restante do investimento foi viabilizado por emenda parlamentar do deputado estadual Nicolau Júnior.

Embora a parte principal da estrutura tenha sido concluída, ainda estão previstos serviços complementares, como a ligação da nova galeria à rede existente, a construção de caixas de inspeção e a recuperação de calçadas e meios-fios.

A gestão do prefeito Zequinha Lima espera que a substituição da antiga tubulação melhore a drenagem da região central, diminua os transtornos causados pelas chuvas e evite novos afundamentos na avenida.

Prefeito Alysson Bestene se emociona ao lembrar da mãe durante homenagem no Dia de Finados em Rio Branco

O Dia de Finados foi marcado por emoção para o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, que visitou o túmulo da mãe nesta segunda-feira (2), no Cemitério Morada da Paz, na região do Calafate. Durante a homenagem, o gestor relembrou momentos vividos ao lado dela e falou sobre a saudade e os valores que recebeu da família.

A visita aconteceu durante uma agenda pelos cemitérios da capital, onde o prefeito acompanhou os serviços oferecidos pela administração municipal às milhares de pessoas que foram prestar homenagens a familiares e amigos falecidos.

Emocionado, Alysson recordou a importância da mãe em sua formação pessoal e os ensinamentos que continuam presentes em sua vida. Ele falou sobre o exemplo de solidariedade, humildade e respeito ao próximo deixado por ela.

O prefeito também dirigiu uma mensagem de conforto às famílias que compareceram aos cemitérios. Para Alysson, a data representa um momento de preservar lembranças e reconhecer a importância das pessoas que fizeram parte da história de cada família.

Além da homenagem pessoal, o gestor percorreu os cemitérios São João Batista, Cruz Milagrosa, São Francisco e Jardim da Saudade. Durante as visitas, conversou com servidores municipais, acompanhou a movimentação de visitantes e verificou os serviços preparados para o feriado.

A Prefeitura de Rio Branco realizou antecipadamente trabalhos de limpeza, roçagem, pintura e manutenção dos espaços. Equipes municipais também foram mobilizadas para orientar os visitantes e oferecer atendimentos básicos de saúde.

No Cemitério Cruz Milagrosa, na Estrada Transacreana, Alysson acompanhou as melhorias realizadas na entrada do local, incluindo a pavimentação asfáltica do acesso, uma demanda antiga das famílias que frequentam o cemitério.

A estrutura preparada pelo município levou em consideração a expectativa de circulação de mais de 40 mil pessoas nos cemitérios públicos da capital durante o período de Finados.

Prazo para inscrições em vagas remanescentes do Fies termina nesta terça-feira

Estudantes que pretendem ingressar ou continuar no ensino superior com financiamento do governo federal têm até esta terça-feira (3) para concorrer às vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Nesta etapa, o Ministério da Educação (MEC) oferece 50 mil vagas em instituições particulares de todo o país, destinadas ao segundo semestre de 2026.

O processo é gratuito e ocorre pela internet, no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Para participar, o candidato precisa utilizar uma conta Gov.br e preencher as informações exigidas pelo sistema.

A seleção é voltada a estudantes que participaram de alguma edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) desde 2010, alcançaram pelo menos 450 pontos na média das provas e não zeraram a redação. Também é necessário ter renda familiar bruta mensal de até três salários mínimos por pessoa.

Como as oportunidades são destinadas ao semestre letivo em andamento, os interessados precisam comprovar condições de frequentar as aulas e cumprir as exigências acadêmicas das instituições escolhidas.

Uma parte das vagas é destinada ao Fies Social, modalidade criada para ampliar o acesso de estudantes de baixa renda à graduação. Nesse grupo, podem concorrer pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda familiar mensal de até meio salário mínimo por integrante. Dependendo das condições estabelecidas pelo programa, o financiamento poderá cobrir até 100% dos custos educacionais.

Após o encerramento das inscrições, o MEC divulgará o resultado da chamada única em 16 de novembro. Os candidatos pré-selecionados terão os dias 17 e 18 para comprovar as informações apresentadas durante a inscrição.

Quem não conseguir uma vaga na primeira chamada ainda poderá participar da lista de espera, com convocações previstas entre os dias 25 e 30 de novembro.

O Fies é um programa federal que facilita o acesso à educação superior por meio do financiamento de mensalidades em faculdades particulares participantes. Os valores financiados deverão ser pagos conforme as condições previstas no contrato.

Idaf leva atendimento e orientação a produtores rurais de comunidades de Xapuri

Produtores rurais de Xapuri receberam atendimento do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) durante uma ação itinerante realizada nos dias 27 e 28 de outubro. A iniciativa, promovida pelo governo do Estado em parceria com a prefeitura, levou serviços de regularização e orientações sanitárias a comunidades onde o deslocamento até a cidade costuma ser difícil.

Os atendimentos ocorreram no Seringal Cachoeira e na comunidade São João do Guarani, das 8h às 17h. Entre os serviços oferecidos estavam a Declaração Anual de Rebanhos 2026, o Cadastro de Propriedade Rural e orientações sobre o Cadastro do Produtor Online.

As equipes também esclareceram dúvidas sobre vacinação contra brucelose e raiva dos herbívoros, uso adequado de agrotóxicos e prevenção de doenças que afetam a produção agrícola, como a vassoura-de-bruxa da mandioca e o moko da bananeira.

Durante a passagem pela comunidade São João do Guarani, um produtor comunicou aos técnicos uma suspeita de monilíase em frutos de cupuaçu. A equipe foi até a propriedade, examinou os frutos e descartou a presença da doença.

A coordenadora de Grandes Culturas do Idaf, Ligiane Amorim, explicou que o trabalho busca ampliar a confiança dos agricultores no serviço de defesa agropecuária. Além da fiscalização, o instituto atua na orientação e na prevenção de problemas que podem comprometer a produção rural.

Para Rudinei da Silva, morador do Seringal Boa Vista, o atendimento na comunidade representou uma oportunidade de resolver pendências sem precisar enfrentar o deslocamento até a sede do município.

“Quando fiquei sabendo da vinda do Idaf, fiquei feliz, porque é muito complicado ir até a cidade. Então, aproveitei a oportunidade e já declarei meu rebanho”, contou o produtor.

O prefeito de Xapuri, Maxsuel Maia, afirmou que a parceria permite ampliar o acesso dos moradores da zona rural aos serviços públicos, especialmente nas localidades mais afastadas.

Atendimentos continuam no Alto Acre

A programação itinerante terá continuidade em novembro. Em Brasileia, o próximo atendimento está previsto para o dia 11, no km 68 da BR-317, ao lado da Escola Francisco Germano da Silva.

Já em Assis Brasil, a ação será realizada no dia 12 de novembro, na Escola Estadual Rural Sandoval Batista de Araújo, no Ramal do Icuriã, Colocação Divisão. O atendimento precisou ser remarcado devido às chuvas na região.

Economista do Plano Real acusa Banco Central de agravar dívida pública com juros elevados

Um dos responsáveis pela criação do Plano Real, o economista André Lara Resende, responsabiliza a política de juros elevados do Banco Central (BC) pelo crescimento da dívida pública brasileira. Em artigo que ganhou repercussão nesta segunda-feira (2), ele contesta a ideia de que o desequilíbrio das contas públicas seja provocado principalmente pelos gastos do governo e defende mudanças na condução da política econômica.

Lara Resende, que também foi diretor do Banco Central e presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), afirma que o pagamento de juros sobre a dívida pública representa um peso muito maior para as contas do país do que as despesas com serviços e programas governamentais.

Nos últimos 12 meses, os juros da dívida consumiram mais de R$ 1,1 trilhão, valor equivalente a 8,9% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo período, a dívida pública manteve sua trajetória de crescimento, depois de passar de 71,7% do PIB, em 2022, para aproximadamente 82,9% em agosto de 2026.

Para o economista, esses números contrariam o argumento de que o corte de despesas públicas seria suficiente para controlar o endividamento. Ele sustenta que o resultado primário do governo, que desconsidera os juros da dívida, permaneceu próximo do equilíbrio nos últimos anos, enquanto o déficit total continuou elevado justamente por causa dos encargos financeiros.

“A grande despesa do Estado é com os juros sobre a dívida”, escreveu.

O economista também critica setores do mercado financeiro e da imprensa por concentrarem o debate econômico na redução dos gastos públicos, sem dar a mesma atenção ao impacto das taxas de juros. Na avaliação dele, essa abordagem favorece os interesses de quem recebe rendimentos de aplicações financeiras vinculadas aos juros.

Lara Resende reconhece, entretanto, que existem problemas na distribuição dos recursos públicos. Entre os exemplos mencionados estão as emendas parlamentares, os benefícios salariais no Judiciário e as diversas isenções tributárias. Ainda assim, considera que a revisão dessas despesas, isoladamente, não resolveria a trajetória de crescimento da dívida.

O posicionamento contraria a política defendida pelo Banco Central, que mantém a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. A autoridade monetária argumenta que os juros elevados são necessários para conter a inflação, reduzir pressões sobre o consumo e evitar que o aumento das despesas públicas comprometa a estabilidade econômica.

O economista questiona a eficácia dessa estratégia e argumenta que a manutenção prolongada de juros altos prejudica a atividade econômica, aumenta os custos do endividamento e dificulta o equilíbrio fiscal. Ele admite que uma redução dos juros pode provocar pressões inflacionárias no curto prazo, mas considera que esses efeitos seriam transitórios.

Como alternativa, Lara Resende propõe a criação de um novo regime fiscal e monetário, com metas de inflação e de juros definidas conjuntamente para períodos de quatro a cinco anos. Pela proposta, o Banco Central assumiria compromissos para manter a taxa básica dentro de limites compatíveis com a inflação e o crescimento potencial da economia.

O economista também defende a utilização das reservas internacionais brasileiras, superiores a US$ 350 bilhões, para conter eventuais desvalorizações mais intensas do real durante a transição para uma política de juros menores.

A proposta amplia o debate sobre o controle da dívida pública e o papel da política monetária na economia brasileira, especialmente diante das pressões por novos cortes de gastos federais. Enquanto o Banco Central considera os juros elevados necessários para controlar a inflação, Lara Resende sustenta que a própria política monetária se tornou um dos principais obstáculos ao ajuste das contas públicas.