O senador Márcio Bittar (PL-AC) levou nesta terça-feira, 11, à tribuna do Senado Federal o caso do jornalista Chico Melo, agredido durante uma invasão à própria residência, em Cruzeiro do Sul. O parlamentar cobrou das autoridades de segurança do Acre celeridade nas investigações e a identificação da motivação do crime.
Durante o pronunciamento, Bittar relatou que quatro homens encapuzados invadiram a casa do jornalista na madrugada de 22 de julho, mantiveram Chico Melo como refém e o agrediram. De acordo com o senador, durante a ação, os criminosos fizeram perguntas relacionadas ao trabalho jornalístico desenvolvido por Melo e Rogério Wenceslau.
“Quatro marginais encapuzados fizeram de Chico Melo refém — coronhada na cabeça, sangue para todo lado. Ele ficou refém durante mais de meia hora”, afirmou Bittar na tribuna.
Para o senador, o fato de os invasores terem questionado Chico Melo sobre conteúdos divulgados no rádio aumenta a gravidade do episódio.
“Mais grave ainda é que esses bandidos andaram perguntando a ele muitas coisas sobre as matérias que ele levou ao ar, sobre as opiniões que ele expressou na rádio”, disse.
Bittar defendeu que esse ponto seja esclarecido pelas autoridades para determinar se o ataque teve relação com a atividade profissional do jornalista.
“Isso tem que ser mais celeremente investigado”, afirmou. Segundo o senador, caso seja confirmada uma retaliação motivada pelas opiniões ou matérias divulgadas pelos comunicadores, o episódio passa a representar também um ataque à liberdade de expressão.
“Aí é que as forças da segurança pública precisam elucidar o mais rápido possível porque, se tiver uma retaliação à liberdade de expressão, é contra todos nós; não é só contra o Chico Melo, não é só contra a família dele”, declarou.
O senador também manifestou solidariedade ao jornalista e aos familiares e fez um pedido direto às autoridades estaduais responsáveis pela investigação.
“Quero aqui, de público, manifestar a minha solidariedade ao Chico Melo e à família dele e, mais uma vez, pedir às autoridades do meu estado da área de segurança que acelerem ao máximo as investigações para elucidar o problema”, afirmou.
Bittar encerrou o trecho dedicado ao caso reforçando a cobrança: “Fica aqui a minha solidariedade e o meu pedido, na tribuna do Senado, para que as forças de segurança do meu querido Estado do Acre possam elucidar isso o mais rápido possível”.