Política

Edvaldo cobra explicações sobre merenda após alunos relatarem semanas de ovo e sardinha em Cruzeiro do Sul

O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) cobrou nesta terça-feira (25), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), explicações sobre a alimentação oferecida aos estudantes da Escola de Ensino Médio Integral Craveiro Costa, no bairro Remanso, em Cruzeiro do Sul. A manifestação ocorreu após alunos gravarem um vídeo reclamando da repetição do cardápio e afirmando que alimentos como ovo e sardinha vêm sendo servidos com frequência na unidade.

Durante o pequeno expediente, Edvaldo exibiu o vídeo aos demais parlamentares e afirmou que a situação precisa ser esclarecida pela Secretaria de Estado de Educação. Por funcionar em tempo integral, a escola mantém os estudantes durante grande parte do dia, o que aumenta a necessidade de refeições adequadas ao período de permanência na unidade.

Os estudantes relataram a recorrência de pão, ovo e sardinha e reclamaram da pouca variedade da alimentação. Ao comentar as queixas, o deputado resumiu a situação descrita pelos alunos: “Um dia é ovo e sardinha, no outro, é sardinha com ovo”.

Edvaldo também comparou as reclamações com os produtos previstos nas atas de registro de preços destinadas à alimentação escolar. Segundo o parlamentar, os documentos incluem diferentes tipos de proteína animal em quantidade que, na avaliação dele, não corresponde ao cardápio relatado pelos estudantes.

O deputado afirmou que vai apresentar um requerimento para solicitar informações formais à Secretaria de Educação sobre o fornecimento da merenda nas escolas de tempo integral. Entre os pontos que pretende esclarecer estão a regularidade dos pagamentos aos fornecedores, a entrega dos alimentos contratados e os motivos para a repetição do cardápio.

Durante o discurso, Edvaldo levantou questionamentos sobre eventuais problemas na execução dos contratos, mas não apresentou provas de irregularidades ou desvio de recursos. Ele defendeu que a pasta detalhe como ocorre o abastecimento das unidades e afirmou que as reclamações não deveriam ser tratadas como uma situação normal.

O parlamentar também declarou que o problema pode atingir outras escolas de tempo integral e pediu uma avaliação mais ampla da alimentação oferecida na rede estadual. Para ele, a exposição pública feita pelos próprios estudantes exige uma resposta sobre a qualidade e a variedade das refeições servidas.

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