Edvaldo Magalhães volta a cobrar convocação de aprovados do cadastro de reserva dos Bombeiros no Acre

O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) voltou a defender nesta terça-feira, 23, a convocação dos aprovados do cadastro de reserva do concurso do Corpo de Bombeiros Militar do Acre. Na tribuna, o parlamentar afirmou que o acórdão do Tribunal de Contas do Estado do Acre não trata apenas da reposição de vacâncias, mas também autoriza a convocação em caráter excepcional diante dos efeitos climáticos provocados pelo El Niño.

Segundo o deputado, o entendimento do TCE alcança tanto as vagas abertas por vacância quanto a possibilidade de preenchimento de postos já criados na corporação, desde que exista previsão orçamentária. Ao rebater interpretações mais restritivas, Edvaldo disse que a consulta feita ao tribunal teve como foco justamente a possibilidade de convocação excepcional do cadastro de reserva e não apenas a reposição automática de cargos vagos.

No discurso, ele afirmou que áreas como Saúde e Segurança Pública têm respaldo para nomeações dentro das regras da Lei de Responsabilidade Fiscal, desde que haja disponibilidade financeira. “A única vinculação feita é de que haja orçamento para pagar. É óbvio”, disse. Para o parlamentar, insistir em novas dúvidas sobre o alcance da decisão abre espaço para atrasos no processo de convocação. “Não podemos ficar nessa tática da enrolatividade”, afirmou.

Edvaldo também relacionou a necessidade de reforço no Corpo de Bombeiros ao agravamento dos eventos climáticos extremos no Acre. Ele lembrou que, em maio deste ano, 67% do estado já registrava efeitos da estiagem e afirmou que a resposta do poder público precisa considerar o aumento do risco de incêndios florestais no período seco.

Ao encerrar a fala, o deputado disse que o debate sobre crédito de carbono perde força sem ações concretas de proteção ambiental. “Só existe crédito de carbono, se você não deixar a floresta pegar fogo”, declarou, ao defender que o Estado amplie sua capacidade de prevenção e combate aos incêndios com a convocação dos aprovados.

Pedro Longo cobra decisão do TCE sobre cadastro de reserva dos Bombeiros no Acre

O deputado estadual Pedro Longo voltou a defender a convocação dos aprovados no cadastro de reserva do concurso do Corpo de Bombeiros Militar do Acre e afirmou que a corporação precisa ser reforçada diante da proximidade do fim da validade do certame e do cenário de estiagem previsto para os próximos meses. A manifestação ocorre enquanto o Tribunal de Contas do Estado analisa a consulta encaminhada pelo governo sobre a possibilidade de novos chamamentos.

Na fala, Pedro Longo disse que acompanha a situação dos concursados e reforçou a necessidade de convocação. “Seguimos acompanhando a situação do cadastro de reserva e reforçando a importância da convocação dos concursados. O coronel Charles já encaminhou ofício solicitando a contratação, destacando a necessidade de fortalecer a corporação neste momento”, afirmou. O parlamentar também citou a atuação do secretário Donadoni e do diretor jurídico Dr. Cristóvão Moura na busca por mais segurança jurídica para viabilizar o avanço das convocações.

A cobrança ocorre num momento decisivo para os aprovados que seguem à espera de uma definição. O concurso já entrou na reta final de validade, e a expectativa agora está concentrada na posição do TCE. A avaliação do tribunal é vista como fundamental para dar respaldo ao governo e permitir que os candidatos sejam chamados para o curso de formação ainda dentro do prazo do certame.

Pedro Longo também relacionou a necessidade de reforço do efetivo ao cenário ambiental previsto para os próximos meses. Com a chegada do período mais seco do ano e o aumento do risco de incêndios e outras ocorrências, a ampliação do número de bombeiros passou a ser tratada como medida importante para fortalecer a capacidade de resposta do estado.

Governo do Acre reforça assistência a famílias após desbarrancamento em Rodrigues Alves

O governo do Acre levou ajuda emergencial a famílias atingidas por um desbarrancamento na comunidade Foz do Paraná dos Mouras, na zona rural de Rodrigues Alves, no Vale do Juruá. A ação ocorreu na quinta-feira, 14, depois que a erosão provocada pela cheia do Rio Juruá destruiu moradias, ampliou a área de risco e deixou moradores sob ameaça de novos deslizamentos.

Equipes da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, da Casa Civil e do Corpo de Bombeiros foram enviadas à comunidade para entregar 20 cestas básicas, vistoriar o local e cadastrar as famílias afetadas direta e indiretamente. O levantamento também vai orientar as próximas medidas do poder público diante do avanço do barranco e da mudança no curso do rio.

Cinco casas já foram retiradas da área mais vulnerável. Outras seis ainda correm risco, segundo avaliação feita pelos bombeiros. O tenente Rosenildo Pires afirmou que não é possível prever quando novos desabamentos podem ocorrer, mas confirmou que a situação continua instável. “Não é possível informar o tempo, mas podemos afirmar que o rio vem tomado outro sentido aqui nesse percurso e logo pode atingir outras residências, afetando ainda mais famílias”, disse.

A diretora de Direitos Humanos da SEASDH, Joelma Pontes, afirmou que a resposta foi articulada assim que a prefeitura comunicou a situação ao Estado. “Aqui o governo se faz presente, estendendo a mão e levando um pouco mais de dignidade neste momento de tantas dificuldades enfrentadas por essas famílias. Assim que fomos acionados pela prefeitura local, recebemos de imediato a determinação do secretário João Paulo Silva e também da governadora Mailza Assis para nos deslocarmos até a comunidade e trazer apoio às pessoas atingidas”, afirmou.

Entre as famílias atingidas está a pescadora Francisca Isamilde Leite, que perdeu a casa levada pela força da água. Ao receber alimentos, resumiu o impacto da ajuda no momento de maior dificuldade. “A ajuda chegou em boa hora e vai ajudar bastante nesses dias difíceis”, disse.

O sentimento na comunidade ainda é de apreensão. Mesmo entre moradores que não tiveram a casa destruída, o medo de novos deslizamentos permanece. O marceneiro José Vazem afirmou que a presença das equipes deu algum alívio à população. “A gente agradece o apoio que o governo vem prestando neste momento. Nos sentimos mais seguros ao ver tantas pessoas envolvidas, especialmente as equipes do Corpo de Bombeiros, que estão trabalhando e avaliando os riscos. Acreditamos que hoje vamos conseguir dormir mais tranquilos, sem medo de o barranco desabar”, declarou.

A representante do gabinete da governadora no Juruá, Rosa Sampaio, afirmou que novas providências devem ser definidas após a conclusão do levantamento técnico. “Estamos aqui, por determinação da governadora Mailza Assis, em parceria com a Defesa Civil de Rodrigues Alves, levando o apoio necessário para este momento difícil. Após o levantamento que será realizado pelo Corpo de Bombeiros, será possível definir novas medidas que possam beneficiar de forma concreta todas as famílias que enfrentam dificuldades nesta comunidade”, afirmou.

O desbarrancamento em Rodrigues Alves expõe mais uma vez os efeitos da cheia do Rio Juruá sobre comunidades ribeirinhas do Acre, onde a força da água altera margens, derruba estruturas e impõe deslocamento a famílias inteiras. Com a área ainda sob risco, a expectativa agora é pela adoção de medidas emergenciais para reduzir danos e garantir segurança aos moradores que seguem na comunidade.