“Medo de morrer”, relata ex-esposa de Madson Cameli; vítima de agressão cobra Justiça 

Melissa Sampaio contou, em entrevista exclusiva ao Grupo Integração, detalhes da violência que afirma ter sofrido durante o relacionamento com Madson de Castro Cameli, seu ex-marido, denunciado pelo Ministério Público do Acre por lesão corporal e violência psicológica. A fala veio depois que vídeos atribuídos ao caso passaram a circular em grupos de mensagens e nas redes sociais. Melissa não entregou os vídeos à reportagem. Ela foi procurada para falar sobre o conteúdo que já circulava e, ao responder, abriu uma parte dura da própria história: a lembrança de agressões, o medo de morrer, a sensação de viver sob intimidação e a angústia de ver o processo caminhar lentamente enquanto o homem que ela acusa segue ocupando espaços de poder.

“É muito difícil para mim revisitar essas lembranças”, disse Melissa. Ela afirmou que as agressões não eram apenas verbais. “Existiam agressões físicas, psicológicas. Viver com Madson Cameli era viver pisando em ovos. Eu nunca sabia qual seria a reação dele diante de uma situação simples do dia a dia e estava sempre tentando evitar conflitos para salvar um casamento na expectativa de uma mudança que nunca acontecia.”

“Viver pisando em ovos”

Melissa contou que falar sobre o assunto ainda exige esforço. “É muito difícil para mim revisitar essas lembranças”, afirmou. Segundo ela, as agressões não eram apenas verbais. “Existiam agressões físicas, psicológicas. Viver com Madson Cameli era viver pisando em ovos. Eu nunca sabia qual seria a reação dele diante de uma situação simples do dia a dia e estava sempre tentando evitar conflitos para salvar um casamento na expectativa de uma mudança que nunca acontecia.”

A frase descreve uma rotina de medo antes mesmo da agressão. É a mulher medindo cada palavra, cada gesto e cada silêncio para tentar evitar uma explosão. É a casa deixando de ser abrigo e virando território de vigilância. Melissa afirma que passou anos tentando preservar um casamento enquanto esperava uma mudança que não veio.

O medo do mata-leão

O relato mais grave aparece quando Melissa fala sobre o jiu-jitsu. Ela afirma que Madson era lutador e usava isso para intimidá-la. “Houve episódios em que me aplicou golpes de mata-leão e me imobilizou. A sensação que eu tinha quando ele fazia isso era uma sensação desesperadora de morte. Era algo tão absurdo, tão assustador, que eu não consigo nem explicar direito o que passava pela minha cabeça naquele momento. Eu só sentia pavor, pois achava que ia morrer.”

Melissa disse que o medo daquele golpe passou a ser maior do que a dor física. “Chegou um momento em que eu pedia a ele que, se fosse me bater, podia fazer qualquer coisa, mas que não me aplicasse o mata-leão. Aquilo me apavorava mais do que qualquer outra agressão. Eu preferia suportar a dor física do que sentir novamente aquela sensação de que estava morrendo.”

O episódio do celular

Melissa também relatou o episódio envolvendo um vídeo que, segundo ela, acabou vindo a público depois de sair do processo. Ela afirma que, após uma briga em que teria sido agredida, decidiu gravar Madson admitindo que havia batido nela. “Quando descobriu, ele tomou meu celular, me bateu tanto e ainda aplicou um mata-leão. Eu fiquei desesperada porque ele disse que ia arremessar meu celular na parede, como fez com tantos outros celulares. Eu implorei para que ele não quebrasse o celular.”

Na mesma sequência, Melissa afirma que Madson exigiu que ela pedisse perdão. “Ele disse que eu teria que pedir perdão a ele. O Madson pediu para eu ficar de joelhos no chão e implorar o perdão dele, mesmo sendo eu a vítima de toda aquela situação. Foi uma das maiores humilhações que vivi.” Ela contou que os vídeos foram apagados, mas não retirados da lixeira do celular. “Foi como eu recuperei e enviei para o meu e-mail.”

A dor não é saudade

Melissa fez questão de separar a dor que sente hoje de qualquer vínculo afetivo com Madson. Ela não quer que sua fala seja confundida com sofrimento pelo fim do relacionamento. A angústia, segundo ela, nasce do que afirma ter sofrido e da sensação de impunidade.

“O que eu sofro hoje é pelo mal que ele me fez e pela impunidade. Por estar sendo injustiçada. Isso me deixa chateada. A morosidade da Justiça”, afirmou.

Esse ponto muda o centro da história. Melissa não fala como alguém presa à ausência do ex-marido. Fala como uma mulher que diz ter se libertado de uma relação violenta, mas que ainda se vê obrigada a conviver com as marcas do que viveu porque o processo não chega a uma resposta.

O processo que parece nunca andar

“O mais difícil é que, anos depois, por conta de um processo que parece nunca andar, eu continuo tendo que reviver algo que já deveria ter sido apurado pela Justiça. Cada vez que preciso falar sobre isso, é como se eu voltasse um pouco para aqueles momentos”, disse Melissa.

A frase resume o peso da morosidade em casos de violência contra a mulher. A denúncia deveria abrir caminho para proteção e resposta. Mas, quando o processo anda devagar, a vítima continua presa ao fato. Precisa recontar, explicar, lembrar, responder, sustentar a própria palavra e enfrentar a dúvida pública enquanto tenta reconstruir a vida.

A espera diante da ascensão pública

No caso de Melissa, a espera tem uma camada política. Enquanto ela cobra uma resposta da Justiça, Madson aparece em espaços públicos e passou a circular no núcleo do poder estadual, ao lado da governadora Mailza Assis, sua atual esposa. Para uma mulher que acusa o ex-marido de agressões, ver o homem denunciado sorrindo, ocupando espaço e ascendendo publicamente antes de uma decisão definitiva pode ferir de novo.

Melissa não pede condenação fora dos autos. Pede que sua dor não seja engolida pelo tempo. Justiça lenta, em casos de violência doméstica, pode virar uma nova forma de sofrimento porque mantém a mulher ligada ao trauma enquanto a vida do acusado segue em outra velocidade.

Denunciar não deveria virar uma batalha sem fim

Nos últimos dias, Melissa também cobrou publicamente que iniciativas de defesa das mulheres discutam a celeridade dos processos de violência doméstica e familiar. Para ela, proteger mulheres não se resume a campanhas, programas ou eventos. A proteção precisa chegar no processo que anda, na audiência que acontece, na decisão que vem antes da prescrição e no acolhimento de quem teve coragem de denunciar.

A história de Melissa toca em uma ferida conhecida por muitas mulheres. Antes da denúncia, existe medo. Depois da denúncia, muitas vezes vem a exposição. E, quando a Justiça demora, chega outra violência: a obrigação de continuar vivendo perto da própria dor, esperando que o Estado trate como urgência aquilo que já custou demais para ser contado.

O que Melissa pede agora é simples e profundo: ser ouvida sem ter que reviver tudo indefinidamente. Enquanto o processo contra Madson Cameli segue sem uma resposta definitiva, sua fala deixa uma cobrança direta às instituições. Uma mulher que denuncia violência não pode passar anos presa ao mesmo medo para provar que merece Justiça.

Prefeito de Rio Branco é homenageado no lançamento das Olimpíadas de Educação Financeira no Acre

O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, foi homenageado nesta terça-feira, 23 de junho, durante o lançamento da segunda edição das Olimpíadas de Educação Financeira, em cerimônia realizada no auditório da Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre, em Rio Branco. O projeto prevê alcançar 50 escolas públicas e privadas distribuídas em cinco regionais e atender estudantes de 11 municípios acreanos com conteúdos sobre planejamento financeiro, consumo consciente, prevenção ao endividamento e formação de reservas.

Durante o evento, que reuniu autoridades, empresários e representantes da área educacional, Bestene associou a iniciativa à parceria entre o poder público e o setor empresarial. Ao agradecer a homenagem, afirmou que a educação financeira pode ter efeito além da sala de aula, ao influenciar hábitos dentro das famílias e estimular mudanças de comportamento no uso do dinheiro. O prefeito também disse que a rede municipal já discute a ampliação de atividades ligadas ao tema para alunos da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental.

A organização anunciou mudanças para a edição deste ano. Entre elas, está a criação de categorias separadas para escolas públicas e privadas e a ampliação da premiação total, que passará de R$ 180 mil para R$ 560 mil. A divisão prevista é de R$ 280 mil para cada rede. Em cada série, o primeiro colocado receberá R$ 30 mil, o segundo R$ 20 mil e o terceiro R$ 10 mil. O professor responsável pelo estudante vencedor também terá prêmio de R$ 10 mil.

Segundo a coordenação do projeto, as inscrições seguem até 20 de julho. Depois dessa etapa, as escolas participantes receberão cartilhas e orientações para aplicação das atividades. O material será usado como base para o trabalho em sala de aula ou no contraturno, de acordo com a organização de cada unidade de ensino. A proposta também prevê aproximação com universidades, sobretudo cursos ligados à economia e às finanças.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas, Marcello Moura, disse que a iniciativa foi desenhada para ajudar famílias a enfrentar o endividamento e preparar crianças e adolescentes para uma relação mais responsável com o dinheiro. Já o professor Emerson Silva, representante da Secretaria de Estado de Educação do Acre, afirmou que o foco do projeto vai além da premiação e busca promover mudança de mentalidade por meio do conhecimento.

A meta anunciada pelos organizadores é expandir gradualmente o alcance das Olimpíadas de Educação Financeira até chegar a todo o sistema de ensino acreano. Em Rio Branco, a cerimônia de lançamento marcou o início de uma nova etapa da iniciativa, agora com escala maior, divisão por redes de ensino e reforço no discurso de integração entre escolas, famílias e instituições.

Edvaldo Magalhães volta a cobrar convocação de aprovados do cadastro de reserva dos Bombeiros no Acre

O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) voltou a defender nesta terça-feira, 23, a convocação dos aprovados do cadastro de reserva do concurso do Corpo de Bombeiros Militar do Acre. Na tribuna, o parlamentar afirmou que o acórdão do Tribunal de Contas do Estado do Acre não trata apenas da reposição de vacâncias, mas também autoriza a convocação em caráter excepcional diante dos efeitos climáticos provocados pelo El Niño.

Segundo o deputado, o entendimento do TCE alcança tanto as vagas abertas por vacância quanto a possibilidade de preenchimento de postos já criados na corporação, desde que exista previsão orçamentária. Ao rebater interpretações mais restritivas, Edvaldo disse que a consulta feita ao tribunal teve como foco justamente a possibilidade de convocação excepcional do cadastro de reserva e não apenas a reposição automática de cargos vagos.

No discurso, ele afirmou que áreas como Saúde e Segurança Pública têm respaldo para nomeações dentro das regras da Lei de Responsabilidade Fiscal, desde que haja disponibilidade financeira. “A única vinculação feita é de que haja orçamento para pagar. É óbvio”, disse. Para o parlamentar, insistir em novas dúvidas sobre o alcance da decisão abre espaço para atrasos no processo de convocação. “Não podemos ficar nessa tática da enrolatividade”, afirmou.

Edvaldo também relacionou a necessidade de reforço no Corpo de Bombeiros ao agravamento dos eventos climáticos extremos no Acre. Ele lembrou que, em maio deste ano, 67% do estado já registrava efeitos da estiagem e afirmou que a resposta do poder público precisa considerar o aumento do risco de incêndios florestais no período seco.

Ao encerrar a fala, o deputado disse que o debate sobre crédito de carbono perde força sem ações concretas de proteção ambiental. “Só existe crédito de carbono, se você não deixar a floresta pegar fogo”, declarou, ao defender que o Estado amplie sua capacidade de prevenção e combate aos incêndios com a convocação dos aprovados.

Mâncio Lima sedia 29ª edição do Curso Operacional Integrado de Segurança Pública

A Prefeitura de Mâncio Lima e o Governo do Acre abriram na segunda-feira, 22, a 29ª edição do Curso Operacional Integrado de Segurança Pública (COISP), na Casa de Cultura Márcia Alencar. A capacitação reúne representantes das forças de segurança e autoridades municipais e estaduais com o objetivo de reforçar a atuação conjunta em ocorrências e operações de maior complexidade no Vale do Juruá.

Com carga horária de 120 horas, o curso vai reunir durante duas semanas profissionais da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Penal, Polícia Rodoviária Federal e de outras instituições ligadas à segurança pública. A proposta é ampliar a integração entre os órgãos, aperfeiçoar técnicas operacionais e fortalecer o intercâmbio de conhecimentos entre as corporações.

Ao representar o município na abertura, o prefeito Zé Luiz afirmou que a realização do curso em Mâncio Lima reforça o trabalho das forças de segurança e contribui para a tranquilidade da população. “É uma honra para Mâncio Lima receber a 29ª edição do Curso Operacional Integrado de Segurança Pública. Essa capacitação fortalece a atuação das nossas forças de segurança e contribui para ampliar a sensação de segurança da população”, disse.

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia, afirmou que a descentralização do COISP virou prioridade para levar qualificação e reforço operacional às regionais do Acre. Segundo ele, a mudança permite que cada edição conte com pelo menos 40 alunos e, depois da fase de treinamento, os agentes ainda passem por um período de vivência operacional na própria região, abrangendo Mâncio Lima, Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves.

Durante o curso, os participantes terão aulas teóricas e práticas sobre abordagem policial, armamento e tiro, atendimento pré-hospitalar tático, autopreservação e planejamento estratégico. A estrutura foi montada para melhorar a resposta integrada das forças de segurança e ampliar a presença das instituições no município ao longo da capacitação.

A realização do COISP em Mâncio Lima também marca a estratégia do Estado de expandir o treinamento para além da capital, repetindo o modelo já aplicado em outras regionais. A expectativa é que a formação fortaleça a cooperação entre as corporações e deixe um reforço operacional na região durante o período do curso.

Mailza quer Zequinha no barco ou quer empurrar o prefeito para fora?

A cada novo movimento do Palácio Rio Branco no Juruá, uma pergunta ganha força nos bastidores da política acreana: o grupo da governadora Mailza Assis quer mesmo manter o apoio do prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima?

A dúvida não nasce do nada. Zequinha não é um aliado qualquer. É prefeito da segunda maior cidade do Acre, foi reeleito em uma disputa dura, pertence ao mesmo campo político de Gladson Cameli e Mailza Assis, esteve ao lado do grupo em momentos decisivos e sempre foi tratado como peça importante para qualquer projeto governista no Juruá.

Mas os gestos recentes do governo caminham em outra direção.

O incômodo de Zequinha já havia aparecido publicamente. Em abril, o prefeito disse que não tomaria decisões com base em boatos, mas admitiu insatisfação com atitudes do governo em relação a Cruzeiro do Sul. A frase foi direta: ele sempre quis ser aliado, mas parecia que algumas pessoas não queriam essa aliança.

Na mesma entrevista, Zequinha apontou um problema que agora fica ainda mais evidente: a tentativa de ampliar alianças não pode significar o isolamento de quem já é de casa. Em outras palavras, o prefeito cobrou respeito aos aliados históricos.

De lá para cá, o cenário não melhorou. Pelo contrário.

Nos últimos dias, a governadora Mailza nomeou quatro integrantes da família do ex-vereador Leandro Cândido dos Santos em cargos comissionados no governo estadual. Leandro Cândido, apontado na imprensa local como ligado ao grupo do ex-prefeito Vagner Sales e opositor de Zequinha em Cruzeiro do Sul, foi nomeado em cargo na estrutura do Estado. Outros três integrantes da família Cândido também foram nomeados na Secretaria de Educação.

A nomeação pode até ser defendida administrativamente pelo governo, mas politicamente tem leitura clara no Juruá: o Palácio está dando espaço e estrutura a um grupo adversário do prefeito dentro da própria cidade.

Para aliados de Zequinha, esse é o tipo de gesto que não combina com o discurso de manutenção da aliança. Se o governo quer o prefeito no barco, por que entrega espaço justamente a quem faz oposição a ele em Cruzeiro do Sul?

A situação fica ainda mais delicada porque não se trata de um episódio isolado.

O deputado federal Zezinho Barbary, aliado de Mailza e figura ativa nas agendas do governo, também passou a atacar publicamente Zequinha. Em evento oficial no Juruá, Zezinho criticou a ausência de representantes da Prefeitura de Cruzeiro do Sul em solenidade de entrega de máquinas. Zequinha respondeu no dia seguinte, defendendo diálogo, respeito institucional e afirmando que divergências políticas não deveriam ser levadas para eventos administrativos, principalmente com a presença da governadora.

Mailza, teoricamente a líder do grupo, estava no centro da cena política. Mas, até aqui, não houve sinal público de uma intervenção firme para conter o desgaste entre seus próprios aliados.

Esse silêncio também comunica.

A coluna Tricas&Futricas, do AC24h, trouxe nesta terça-feira mais lenha para a fogueira ao registrar o sentimento de aliados de Zequinha de que estariam sendo “jogados ao vento”. A nota fala em suspeita de abandono do prefeito pelo Palácio Rio Branco, cita a nomeação de adversários políticos em cargos-chave do Estado em Cruzeiro do Sul e aponta que, aparentemente, já não haveria mais interlocução efetiva com o prefeito.

O quadro, portanto, é mais amplo do que uma simples intriga local. Há uma sequência de sinais políticos: Zequinha reclama de isolamento; adversários do prefeito ganham espaço no Estado; Zezinho Barbary o confronta publicamente; o Palácio não demonstra força para pacificar a base; e as informações internas que chegam à redação indicam que muitos aliados já avaliam pular fora do barco de Mailza.

O problema para a governadora é que, na política, abandono também se mede por gesto. E os gestos do governo com Zequinha parecem cada vez menos de aproximação e cada vez mais de empurrão.

Se Mailza quer mesmo o apoio do prefeito de Cruzeiro do Sul, precisa responder a uma pergunta simples: por que seu governo age como se Zequinha fosse dispensável?

Porque, se o Palácio continuar tratando aliados históricos como peça secundária, não será surpresa se o barco de Mailza começar a perder passageiros justamente no Juruá, região onde ela mais precisa mostrar força.

Mailza busca crédito de carbono em Londres enquanto Acre paga R$ 3,2 milhões em consultoria dos próprios cofres

A governadora Mailza Assis chegou a Londres para apresentar o Acre como vitrine ambiental, buscar espaço no mercado internacional de crédito de carbono e reforçar a imagem de um Estado capaz de transformar floresta em pé em dinheiro novo. A agenda ocorre enquanto a Companhia Agência de Desenvolvimento de Serviços Ambientais S.A., a CDSA, já pagou R$ 3.256.745,01 à VR Consultoria Empresarial LTDA, entre 2023 e 2026, com recursos próprios do Tesouro Estadual, para serviços ligados à pauta ambiental, financeira e climática que agora sustenta o discurso acreano fora do país.

A empresa, inscrita no CNPJ 44.204.117/0001-62, aparece nos registros de pagamento da CDSA, estatal que atua na elaboração de projetos, na gestão de ativos ambientais e na captação de recursos no mercado de carbono. A própria companhia descreve a VR Consultoria, também apresentada como VR Carbon Partners, como empresa especializada em negócios e políticas de desenvolvimento, com experiência em captação de recursos, trânsito no mercado financeiro, bancos de investimento, capitais de risco e administração de fundos de investimento. 

O ponto que pesa politicamente é a origem do dinheiro. Os pagamentos localizados aparecem com a fonte 15000100, classificada como Recursos Próprios do Tesouro Estadual. Na prática, a conta não aparece vinculada a dinheiro internacional já captado com crédito de carbono, nem a repasses diretos do KfW, da Alemanha, do Reino Unido ou de algum fundo climático. É dinheiro do próprio Estado do Acre financiando a engrenagem que tenta vender ao mercado global a promessa de receita futura com carbono.

A maior parte dessa despesa se concentrou em 2025. Dos R$ 3,25 milhões identificados, R$ 2.534.924,05 foram pagos somente naquele ano, quando o governo intensificou a estratégia de certificação, negociação e apresentação internacional dos créditos de carbono jurisdicionais. Antes disso, a empresa havia recebido cerca de R$ 75,6 mil em 2023 e R$ 448,7 mil em 2024. Em 2026, já aparecem mais R$ 197,4 mil em pagamentos.

Os registros analisados trazem contratos e empenhos associados a consultorias para temas ambientais, Sisa, Programa ISA Carbono, REDD+, créditos de carbono jurisdicionais, mercado financeiro internacional e articulação com atores públicos e privados. Na apuração aparecem o Contrato nº 6/2025 e os Contratos nº 12/2023 e nº 12/2025, todos ligados à agenda climática e ambiental conduzida pela CDSA.

É nesse ponto que a viagem de Mailza a Londres deixa de ser apenas uma agenda institucional e passa a exigir prestação de contas. Se o Acre já pagou mais de R$ 3,2 milhões, com dinheiro dos próprios cofres, para estruturar a pauta do crédito de carbono, o governo precisa dizer o que recebeu em troca. Houve venda efetiva de créditos? Entrou dinheiro novo na conta do Estado? Alguma comunidade indígena, extrativista, ribeirinha ou agricultora familiar já recebeu recurso dessa política? Ou o Acre ainda paga caro para vender uma promessa que não se materializou?

A agenda londrina foi organizada para aproximar o Acre de empresas e bancos que operam no centro do mercado climático. Entre os compromissos divulgados estão reuniões com a Sylvera, empresa que avalia a qualidade de créditos de carbono, e com representantes do Standard Chartered Bank, instituição financeira global ligada a finanças sustentáveis, financiamento de transição e mobilização de capital climático. O governo trata a viagem como parte de uma diplomacia climática e financeira para ampliar a confiança internacional nos ativos ambientais acreanos.

A discussão sobre crédito de carbono precisa ser colocada no lugar certo. O Acre tem uma estrutura legal antiga, construída em torno do Sisa e do Programa ISA Carbono, e tenta converter reduções jurisdicionais de desmatamento em créditos certificados pelo padrão ART/TREES. Mas o Estado ainda não tem, pelas informações públicas disponíveis, crédito ART/TREES emitido, venda concluída, comprador final identificado, receita comprovada no caixa estadual ou repasse demonstrado às comunidades. O que existe é uma candidatura avançada à certificação e uma tentativa de entrada no mercado internacional.

O próprio ART informou, em 26 de março de 2026, que aceitou os documentos enviados pelo Acre para o período de crédito 2023-2027, junto com o relatório de monitoramento de 2023. Essa aceitação permite que o programa siga para validação e verificação independente. A emissão de créditos serializados depende de validação, verificação e aprovação posterior pelo conselho do ART. Portanto, aceitação documental não é certificação final nem dinheiro garantido. 

O acordo com o Standard Chartered também precisa ser lido com precisão. O banco britânico anunciou em agosto de 2025 um acordo exclusivo de cinco anos para vender créditos jurisdicionais do Acre, com expectativa de até 5 milhões de créditos em 2026 e potencial de até US$ 150 milhões. A Reuters registrou, porém, que o acordo não é venda antecipada e que não há compromisso de vender créditos agora. A diferença é decisiva: trata-se de uma estrutura de comercialização futura, não de receita já recebida pelo Estado.

Cada crédito de carbono costuma representar 1 tonelada de CO₂ equivalente. Então, quando o Standard Chartered fala em “potencialmente 5 milhões de créditos chegando ao mercado em 2026”, está falando de até 5 milhões de toneladas de CO₂ equivalente que poderiam ser convertidas em créditos jurisdicionais do Acre, se passarem por validação, verificação e emissão no padrão ART/TREES. O banco anunciou que atuará como vendedor exclusivo desses créditos por cinco anos.  

Essa fronteira entre expectativa e resultado é o centro da cobrança. O Acre se apresenta em Londres como liderança ambiental, mas ainda precisa mostrar a cadeia completa do negócio: crédito certificado, auditoria concluída, contrato assinado, comprador definido, valor recebido, repartição executada e benefício chegando aos territórios. Sem isso, a política de carbono fica mais forte no discurso internacional do que na vida concreta de quem mantém a floresta em pé.

A repartição de benefícios é outra zona sensível. O governo publicou o Decreto nº 11.732/2025 para ratificar a estratégia do Programa ISA Carbono, com 28% dos benefícios financeiros para o Estado e 72% para beneficiários do Sisa. Dentro desse percentual, a divisão anunciada reserva 22% para povos indígenas, 26% para comunidades extrativistas e 24% para agricultores familiares. O governo também afirma que a construção envolveu consultas nas cinco regionais do Acre, com participação de cerca de 1.800 pessoas.

A controvérsia não desaparece com a edição do decreto. Em abril de 2025, MPF e MPAC recomendaram que o governo do Acre e o Instituto de Mudanças Climáticas garantissem consulta livre, prévia e informada antes de incluir territórios indígenas e comunidades tradicionais no Programa ISA Carbono. Os órgãos cobraram que as comunidades tenham direito de decidir se querem participar e, caso queiram, desenvolver seus próprios projetos. Também defenderam que consultas públicas regionais do Fórum Participativo Estadual não fossem tratadas como consulta válida nos termos exigidos pela Convenção 169 da OIT. Existe documentação formal, território por território, povo por povo, mostrando que os povos indígenas aceitaram participar da comercialização dos créditos de carbono feita pelo governo estadual?

Esse debate ganha mais peso porque o mercado de carbono não compra apenas toneladas de CO₂ evitadas. Compra confiança. Um crédito jurisdicional precisa carregar integridade ambiental, segurança jurídica, governança fundiária, respeito a direitos territoriais, consulta adequada e prova de que a redução de emissões não existe só no papel. Quando qualquer uma dessas peças falha, o ativo perde valor, atrai contestação e pode ficar parado antes mesmo de chegar ao comprador.

É aqui que entra a derrota recente do Acre no Supremo Tribunal Federal. Em março de 2026, o STF declarou inconstitucional norma estadual que permitia a transferência de áreas de florestas públicas estaduais para particulares com base em dez anos de posse ou uso. O julgamento ocorreu nas ADIs 7764, 7767 e 7769, movidas pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas, pela Procuradoria-Geral da República e pelo Partido Verde. A Corte derrubou a regra por entender que ela abria caminho para título de domínio definitivo em florestas públicas, reduzia proteção ambiental, dispensava exigências como estudos técnicos e análise de impacto, contrariava normas federais e feria a vedação ao retrocesso ambiental.

A decisão atinge a vitrine ambiental no ponto mais frágil. Enquanto o governo Mailza-Gladson tenta convencer investidores em Londres de que o Acre é um porto seguro para créditos de carbono de alta integridade, o STF teve de barrar uma regra estadual que fragilizava a proteção de florestas públicas. A contradição não impede o Acre de buscar financiamento climático, mas aumenta o risco jurídico, político e comercial da operação. Para bancos, certificadoras e compradores internacionais, floresta pública sob ameaça fundiária é problema de integridade.

O risco não é abstrato. O caso do Pará já virou alerta para os estados amazônicos. Em 2025, o MPF foi à Justiça para pedir a anulação de contrato bilionário de crédito de carbono, citando venda antecipada e ausência de consulta prévia, livre e informada. Em 2026, o órgão também recomendou ao ART a suspensão da certificação e da venda de créditos do Pará até a solução judicial da disputa. O Acre tenta se diferenciar porque o acordo com o Standard Chartered não foi estruturado como venda antecipada, mas a lição permanece: sem consulta robusta, transparência contratual e segurança territorial, o mercado de carbono pode virar passivo judicial.

A Fase II do Programa REM Acre também impõe cautela. Financiado pela Alemanha, por meio do KfW, e pelo Reino Unido, o programa foi apresentado com 30 milhões de euros para execução entre 2017 e 2021, com 70% dos recursos destinados a beneficiários locais e 30% ao fortalecimento do Sisa, de instrumentos de REDD+ e de políticas de controle do desmatamento. Em 2024, novos acordos empurraram a execução até 2026, com liberação de aproximadamente 11 milhões de euros para finalização da fase. Um programa pensado para cinco anos caminha para quase uma década de execução.

O histórico ambiental recente também não permite triunfalismo. O governo usa a queda do desmatamento como trunfo e há redução nos números mais recentes. Ainda assim, a Nota Técnica do Ministério Público do Acre sobre desmatamentos, embargos e multas trata de fragilidades na responsabilização de infratores, na cobrança efetiva de multas, no registro de embargos e na inscrição de débitos em dívida ativa. Para uma política de carbono, fiscalização fraca não é detalhe administrativo. É ameaça direta à qualidade do crédito que o Estado pretende vender.

O Acre deve buscar recursos ambientais. A floresta acreana presta um serviço real ao Brasil e ao mundo, e quem vive nesses territórios precisa ser remunerado por isso. Mas o caminho entre Londres e a ponta não pode ser ocupado apenas por consultorias, viagens, apresentações e promessas. Resultado é crédito emitido, dinheiro recebido, contrato público, comunidade consultada, benefício repartido e floresta protegida por lei e por fiscalização.

A pergunta que acompanha Mailza em Londres, portanto, continua a mesma: depois de mais de R$ 3,2 milhões pagos à VR Consultoria com recursos próprios do Tesouro, o Acre está perto de vender créditos de carbono ou apenas financiando a construção de uma narrativa internacional? A resposta precisa aparecer em documentos, números, contratos e repasses. Até lá, a conta é do contribuinte acreano, a promessa é do governo e o risco está sobre a floresta.

No Jornal da Manhã, Jorge Viana diz que quer ser “resolvedor de problemas” do Acre

O ex-governador Jorge Viana usou a entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração, nesta terça-feira, 23, no Juruá, para apresentar sua pré-candidatura ao Senado como uma disputa centrada na reconstrução da capacidade política do Acre em Brasília, na recuperação da BR-364 e na relação direta com prefeitos, governo estadual e governo federal. “Eu não estou desesperado para ganhar uma eleição. Eu quero muito ganhar essa eleição, eu quero muito ajudar o Acre. A causa é o Acre”, disse Jorge, ao defender que a política precisa sair da lógica de ataque pessoal e voltar a resolver problemas concretos da população.

A entrevista ocorreu em meio à agenda que Jorge Viana cumpre pelo Vale do Juruá. Ele citou passagens por Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Jordão e Santa Rosa, dentro de uma estratégia de escuta antes da formalização da candidatura. O tom adotado foi de cobrança sobre o atual momento do estado. “Eu estou descontente com o caminho que o Acre pegou. As coisas não estão boas e eu posso ajudar. Eu estou me oferecendo para ajudar”, afirmou.

O ponto mais forte da conversa foi a BR-364. Jorge disse que percorreu a estrada “quilômetro a quilômetro” e levou ao Dnit um plano para enfrentar os trechos mais críticos da rodovia. Segundo ele, a proposta foi apresentada ao ministro dos Transportes, Renan Filho, que esteve no Acre e aceitou o encaminhamento. “Hoje um ônibus demora dezoito horas daqui de Cruzeiro para Rio Branco. Uma carreta, dois dias. Uma caminhonete, doze a quinze horas. E, se Deus quiser, em setembro nós vamos ter uma estrada regular, com aquelas áreas intragáveis e péssimas resolvidas”, declarou.

A fala mira diretamente a vida de quem depende da estrada para trabalhar, vender, estudar, fazer tratamento de saúde ou viajar entre o Juruá e a capital. Ao tratar da BR-364, Jorge tentou amarrar sua experiência administrativa à promessa de articulação federal. “Eu fui governador, fui senador, fui prefeito. Juntaram uns técnicos, montaram um plano quilômetro a quilômetro, e o ministro dos Transportes veio e acatou o plano”, disse.

Jorge também falou sobre a ponte que caiu em Sena Madureira e comparou o caso com obras feitas em governos anteriores no Juruá, como a ponte de Cruzeiro do Sul, iniciada em seu governo, executada por Binho Marques e inaugurada por Tião Viana. “Essa ponte tem dezesseis anos. Ela foi preparada inclusive para algum tipo de terremoto. Caiu lá uma ponte em Sena, é lamentável, com dois anos de uso, mas eu não posso acusar ninguém. Eu quero que tenha uma apuração rigorosa, porque era dinheiro público”, afirmou.

Na leitura política de Jorge, o Acre perdeu planejamento e passou a depender de ações soltas. Ele criticou a substituição de políticas públicas estruturadas por emendas parlamentares usadas como vitrine eleitoral. “Acabar com essa onda de emenda para cá, emenda para lá. Tem que ter políticas públicas”, disse. Em seguida, citou obras de sua gestão no Juruá, como o Hospital do Juruá, o aeroporto, a avenida em Mâncio Lima, a chegada da universidade a Cruzeiro do Sul, a ponte e a própria estrada. “Não dá para a gente não ter mais governos que não têm um projeto”, completou.

Ao falar de Cruzeiro do Sul, Jorge foi direto na crítica ao ritmo de investimentos públicos na cidade nos últimos anos. “Eu não vejo obras aqui em Cruzeiro do Sul. Se tirar as coisas que o governo federal ainda está fazendo, não sobra nada”, disse. Para ele, a falta de obras afeta o comércio, o emprego e o ambiente social. “O comércio não vende, ninguém emprega. Há um ambiente de sofrimento na população”, afirmou.

A entrevista também abriu espaço para uma proposta voltada à economia digital. Jorge defendeu que Cruzeiro do Sul e o restante do Acre precisam de mais cabos de fibra óptica e internet de alta qualidade para permitir que jovens trabalhem de casa prestando serviços para empresas de outros países. “Eu quero três, quatro cabos de fibra óptica daqui para Rio Branco, e a cidade fibrada, com internet de altíssima qualidade”, disse. “Essa nova geração de garotos de 15, 16, 20 anos é talentosa. Nós estamos na era do serviço. Eles podem, de casa, prestar serviço para empresa na China, na Índia, na Europa, nos Estados Unidos.”

A relação com o presidente Lula ocupou outro bloco central da entrevista. Jorge criticou políticos acreanos que, segundo ele, evitam reconhecer investimentos federais por divergência ideológica. “O cara ganha um mandato para fazer guerra ideológica. Não conte comigo para isso”, declarou. Ele disse que, caso seja eleito, pretende atuar como ponte entre o governo federal, o governo estadual e as prefeituras. “Eu serei o interlocutor do presidente Lula aqui em Cruzeiro do Sul e nos municípios todos. Como é que eu só vou trabalhar quando o PT tiver? Eu não estou candidato para ser senador do PT. Eu estou candidato para ser senador do Acre e do Brasil.”

Jorge citou o cumprimento à governadora Gladson Cameli durante a agenda com o ministro dos Transportes e defendeu relação institucional com qualquer gestor. “Se eu quero ser senador da República, eu vou ter que trabalhar por dois anos com todos os prefeitos do Acre. É assim que funciona”, disse. A frase funciona como recado para um ambiente político estadual marcado por alinhamentos nacionais, disputas de grupo e dificuldade de convivência entre adversários.

A entrevista também teve resposta aos ataques contra jornalistas do Juruá. Sem citar nome, Jorge criticou um pré-candidato que, segundo ele, teria acusado profissionais da imprensa de serem comprados. “Eu queria ser solidário com vocês, porque teve um dos pré-candidatos que veio agredir o jornalismo dizendo que jornalista aqui se compra. Eu não combinei nunca nenhuma entrevista na minha vida”, afirmou. “Eu não estou usando microfone nem minhas redes sociais para agredir ninguém. Tomei uma decisão. Não tenho mais idade, não tenho tempo, e acho que a população cansou desse tipo de malandragem política.”

Jorge buscou se diferenciar de adversários que apostam no confronto permanente nas redes sociais. “Não contem comigo para ficar rebatendo coisa, agredindo ninguém. Não vai ter isso. Me esperem com a minha vivência para ser um resolvedor de problemas”, disse. A fala resume o eixo escolhido para sua pré-campanha: experiência administrativa, acesso a Brasília, crítica ao improviso e promessa de reconstruir pontes políticas em um estado que depende de obras federais para destravar transporte, produção, saúde e conectividade.

Cruzeiro do Sul inaugura sala de informática com 15 computadores na Escola Terezinha Saavedra

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul inaugurou nesta segunda-feira, 22 de junho, uma sala de informática na Escola Municipal Integral Terezinha Saavedra, no Acre. O espaço foi entregue pelo prefeito Zequinha Lima e pela secretária municipal de Educação, Rosa Lebre, à equipe pedagógica, professores e estudantes, com o objetivo de ampliar o acesso dos alunos à tecnologia, à pesquisa e ao aprendizado digital.

A escola é uma das três unidades de ensino integral da rede municipal. O novo laboratório conta com 15 computadores e será usado pelas turmas integrais como apoio às disciplinas e às atividades desenvolvidas no contraturno escolar. Como as turmas têm cerca de 30 alunos, os equipamentos serão utilizados em dupla.

A estudante Amanda Vitória Souza afirmou que a nova estrutura vai ajudar nas atividades escolares. “É muito bom porque vai ajudar a gente nas atividades, nas pesquisas e em tudo o que precisar. Vai ser muito bom para todos nós”, disse. O aluno Maxwell Silva também comemorou a entrega. “É legal porque fica mais fácil de estudar, aprender mais e até fazer cursos aqui na escola”, afirmou.

A secretária Rosa Lebre disse que a implantação do laboratório faz parte do fortalecimento das escolas integrais do município. A meta da gestão é entregar espaços semelhantes ainda este ano nas outras duas unidades integrais da rede municipal, as escolas Francisca Lima e Rita de Cássia.

“Esse investimento vai auxiliar os professores, motivar ainda mais os alunos e contribuir para melhores resultados educacionais”, afirmou Rosa Lebre.

O prefeito Zequinha Lima disse que a tecnologia deve fazer parte da formação dos estudantes da rede municipal. “Estamos investindo em educação porque acreditamos que ela transforma vidas. Essa sala de informática representa mais uma oportunidade para que nossos alunos tenham acesso ao conhecimento, desenvolvam novas habilidades e estejam preparados para um mundo cada vez mais tecnológico”, afirmou.