Acre cai para 26º lugar em eficiência da máquina pública no Ranking de Competitividade 2026

O Acre aparece na 26ª posição nacional no pilar de Eficiência da Máquina Pública do Ranking de Competitividade dos Estados 2026. O levantamento avalia as 27 unidades da Federação e coloca o estado entre os últimos do país nesse recorte, que mede aspectos relacionados à capacidade administrativa, ao controle de gastos e à gestão do setor público.

O resultado representa uma piora em relação à edição de 2025. No levantamento anterior, o Acre ocupava a 22ª colocação nacional em Eficiência da Máquina Pública e era o quarto colocado entre os sete estados da Região Norte. Com a nova posição, o estado perdeu quatro colocações.

O pilar tem peso de 10% na composição do Ranking de Competitividade e reúne indicadores relacionados aos custos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, eficiência e produtividade do Judiciário, qualidade das informações contábeis e fiscais, transparência, oferta de serviços públicos digitais, relação salarial entre os setores público e privado e critérios ligados à gestão de pessoal.

A posição na eficiência administrativa acompanha o desempenho do Acre na classificação geral do Ranking de Competitividade dos Estados. Na edição de 2026, o estado ocupa o 26º lugar entre as 27 unidades da Federação, com 24,73 pontos, à frente apenas do Amapá. Santa Catarina assumiu a liderança nacional, seguida por São Paulo e Paraná.

O levantamento utiliza 100 indicadores distribuídos em dez pilares: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação.

Apesar da permanência entre os últimos colocados no resultado geral, o Acre avançou em algumas áreas em 2026. O maior crescimento ocorreu em Inovação, com salto da 22ª para a 16ª posição. O estado também passou do 23º para o 21º lugar em Solidez Fiscal e ganhou uma posição nos pilares de Sustentabilidade Ambiental, Educação e Infraestrutura.

Acre fica entre os piores do país e ocupa penúltimo lugar em ranking de educação

O Acre aparece entre os estados com pior desempenho educacional do Brasil e ocupa a 26ª posição entre as 27 unidades da Federação no pilar Educação do Ranking de Competitividade dos Estados 2026. O resultado coloca o estado em penúltimo lugar no país e na 6ª posição entre os sete estados da Região Norte.

A avaliação integra o levantamento elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), que compara o desempenho dos estados brasileiros em dez áreas ligadas ao desenvolvimento e à gestão pública. A Educação representa 11,3% da nota final e está entre os pilares de maior peso na classificação.

O desempenho acreano é calculado a partir de sete indicadores: Avaliação da Educação, Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Índice de Oportunidades da Educação Brasileira (Ioeb), frequência líquida no ensino fundamental, frequência líquida no ensino médio e atendimento da educação infantil.

A metodologia considera não apenas o acesso de crianças e adolescentes às escolas, mas também a qualidade da aprendizagem e o desenvolvimento de competências ao longo da formação.

No recorte regional, o Tocantins tem o melhor desempenho do Norte e ocupa a 15ª posição nacional. Rondônia aparece em 17º lugar. Amazonas e Pará estão, respectivamente, nas 24ª e 25ª posições. O Acre surge logo depois, em 26º, enquanto o Amapá fecha o ranking na 27ª colocação.

No cenário nacional, São Paulo lidera o pilar Educação, seguido por Santa Catarina e Minas Gerais.

A posição do Acre reforça a distância do estado em relação às unidades da Federação com melhores resultados educacionais e mantém o sistema de ensino acreano na faixa inferior do ranking nacional.