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Eduardo Velloso defende centros cirúrgicos nos 22 municípios e fim da escala 6×1

O candidato ao Senado Eduardo Velloso defendeu a implantação de centros cirúrgicos nos 22 municípios do Acre, a valorização dos profissionais de saúde e o fim da escala de trabalho 6×1 durante sabatina realizada na noite de segunda-feira (31), em Rio Branco. Na entrevista, ele também apresentou propostas para habitação, infraestrutura e atuação parlamentar.

Na área da saúde, Velloso afirmou que pretende ampliar a capacidade de atendimento no interior para reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes até a capital. A proposta prevê centros cirúrgicos adaptados à estrutura e à demanda de cada município.

O candidato também defendeu a criação de um plano de cargos e carreira para médicos e outros profissionais da saúde como forma de estimular a permanência de trabalhadores no interior do estado. “A saúde como um todo merece um avanço, merece um plano de cargos e carreira, sim”, afirmou.

Na habitação, Velloso citou articulações feitas junto ao Ministério das Cidades para viabilizar projetos do Minha Casa, Minha Vida no Acre. Ele afirmou ter contribuído para o direcionamento de 150 unidades habitacionais a municípios do interior e disse que pretende manter diálogo com o governo federal, independentemente de quem estiver no comando do Executivo.

“Eu estou lá para representar você, para dialogar”, declarou ao defender uma relação institucional entre o mandato parlamentar e o governo federal.

A jornada de trabalho também entrou na sabatina. Velloso se posicionou contra a escala 6×1 e favorável ao modelo 5×2, com um período de transição para trabalhadores e empresas. Para o candidato, a mudança pode ampliar o tempo destinado ao descanso e à convivência familiar sem comprometer necessariamente a produtividade.

“Eu sou contra a escala 6×1”, afirmou.

Velloso também respondeu a perguntas sobre fundo partidário, emendas parlamentares e alianças políticas. Ao tratar da atuação no Congresso Nacional, disse que não pretende seguir automaticamente orientações partidárias e que as decisões do mandato devem considerar os interesses do Acre.

O candidato relacionou parte das propostas à experiência como médico e deputado federal. Segundo ele, a decisão de disputar uma vaga no Senado foi tomada após viagens pelos municípios acreanos e conversas com moradores, especialmente sobre dificuldades enfrentadas na saúde pública.

“Eu decidi escutar a população. Houve um chamado para que eu fizesse mais do que o mandato de deputado proporciona, as pessoas pediam por mais ações na saúde, que no Senado podem ser feitas”, afirmou.

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