Eduardo Velloso defende centros cirúrgicos nos 22 municípios e fim da escala 6×1

O candidato ao Senado Eduardo Velloso defendeu a implantação de centros cirúrgicos nos 22 municípios do Acre, a valorização dos profissionais de saúde e o fim da escala de trabalho 6×1 durante sabatina realizada na noite de segunda-feira (31), em Rio Branco. Na entrevista, ele também apresentou propostas para habitação, infraestrutura e atuação parlamentar.

Na área da saúde, Velloso afirmou que pretende ampliar a capacidade de atendimento no interior para reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes até a capital. A proposta prevê centros cirúrgicos adaptados à estrutura e à demanda de cada município.

O candidato também defendeu a criação de um plano de cargos e carreira para médicos e outros profissionais da saúde como forma de estimular a permanência de trabalhadores no interior do estado. “A saúde como um todo merece um avanço, merece um plano de cargos e carreira, sim”, afirmou.

Na habitação, Velloso citou articulações feitas junto ao Ministério das Cidades para viabilizar projetos do Minha Casa, Minha Vida no Acre. Ele afirmou ter contribuído para o direcionamento de 150 unidades habitacionais a municípios do interior e disse que pretende manter diálogo com o governo federal, independentemente de quem estiver no comando do Executivo.

“Eu estou lá para representar você, para dialogar”, declarou ao defender uma relação institucional entre o mandato parlamentar e o governo federal.

A jornada de trabalho também entrou na sabatina. Velloso se posicionou contra a escala 6×1 e favorável ao modelo 5×2, com um período de transição para trabalhadores e empresas. Para o candidato, a mudança pode ampliar o tempo destinado ao descanso e à convivência familiar sem comprometer necessariamente a produtividade.

“Eu sou contra a escala 6×1”, afirmou.

Velloso também respondeu a perguntas sobre fundo partidário, emendas parlamentares e alianças políticas. Ao tratar da atuação no Congresso Nacional, disse que não pretende seguir automaticamente orientações partidárias e que as decisões do mandato devem considerar os interesses do Acre.

O candidato relacionou parte das propostas à experiência como médico e deputado federal. Segundo ele, a decisão de disputar uma vaga no Senado foi tomada após viagens pelos municípios acreanos e conversas com moradores, especialmente sobre dificuldades enfrentadas na saúde pública.

“Eu decidi escutar a população. Houve um chamado para que eu fizesse mais do que o mandato de deputado proporciona, as pessoas pediam por mais ações na saúde, que no Senado podem ser feitas”, afirmou.

Bocalom, Alysson e Velloso discutem emprego e fortalecimento de empresas acreanas com Sindpan

O candidato ao Governo do Acre Tião Bocalom, o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, e o candidato ao Senado Eduardo Velloso participaram, na noite de quinta-feira (27), de uma reunião com representantes do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Acre (Sindpan). O encontro teve como foco medidas para fortalecer empresas locais, ampliar as compras públicas de produtos fabricados no estado e estimular a geração de empregos.

Durante a reunião, Bocalom, Alysson e Velloso discutiram formas de aumentar a participação das empresas acreanas no fornecimento de produtos e serviços ao poder público. A proposta é ampliar a circulação de recursos dentro do próprio estado, fortalecendo negócios locais e criando condições para a abertura de novas vagas de trabalho.

A experiência adotada pela Prefeitura de Rio Branco entrou no debate como referência para uma política mais ampla de valorização da produção local. A intenção é estimular que o Governo do Estado também amplie a aquisição de produtos fabricados por empresas acreanas.

“Quando o poder público compra de uma empresa daqui, esse dinheiro continua girando no Acre. A empresa vende mais, consegue crescer e abre novas vagas. Precisamos olhar primeiro para quem produz e gera emprego dentro do nosso estado”, afirmou Velloso.

A geração de oportunidades para jovens também esteve entre os temas tratados no encontro. O grupo defendeu que o fortalecimento do setor produtivo pode ampliar a oferta do primeiro emprego e reduzir a saída de trabalhadores que deixam o Acre em busca de oportunidades em outras regiões do país.

“Tem muito jovem querendo começar a vida profissional e não encontra uma oportunidade. Quando fortalecemos nossas empresas, criamos condições para surgir o primeiro emprego e para esse jovem construir a vida aqui, perto da família, sem precisar arrumar a mala pra ir embora do Acre e procurar uma chance”, disse Velloso.

O debate também abordou a necessidade de ampliar crédito e investimentos para empresas instaladas no Acre. Velloso afirmou que pretende atuar no Senado em busca de políticas federais voltadas ao setor produtivo, enquanto Bocalom e Alysson participaram da discussão sobre medidas que podem ser adotadas no âmbito estadual e municipal para estimular a economia local.

“O nosso desafio é fazer o Acre gerar mais emprego aqui dentro. Brasília tem instrumentos para ajudar nisso, e eu quero usar o Senado para abrir essas portas para quem empreende e para quem está procurando trabalho”, afirmou Velloso.

Bocalom lidera segunda carreata em Rio Branco ao lado de Velloso e Alysson Bestene

O candidato ao Governo do Acre Tião Bocalom liderou, neste domingo (23), a segunda carreata da coligação Produzir para Empregar em Rio Branco. A mobilização reuniu apoiadores e centenas de veículos em um percurso que começou no Calafate e terminou na região do Jequitibá, com a participação do candidato ao Senado Eduardo Velloso e do prefeito da capital, Alysson Bestene.

A concentração ocorreu em frente ao Campo do Calafate. De lá, carros e motocicletas seguiram por ruas da região até a Avenida Paulo Lemos, onde a programação foi encerrada em frente à quadra coberta do Jequitibá. Durante o trajeto, moradores acompanharam a passagem da comitiva das calçadas, residências e estabelecimentos comerciais.

Bocalom percorreu o trajeto ao lado de Velloso e Alysson, além de candidatos a deputado estadual e federal que integram a coligação. Kelen Bocalom, esposa do candidato ao governo e candidata a deputada federal, também participou da agenda.

A presença de Alysson Bestene reforçou a aproximação política mantida com Bocalom. Atual prefeito de Rio Branco, Alysson foi vice durante a administração de Bocalom e assumiu o comando da prefeitura após a saída do então titular para disputar o Governo do Acre.

Durante a mobilização, Bocalom concentrou o discurso na geração de emprego, produção e criação de oportunidades. O candidato também afirmou que pretende manter uma campanha voltada ao contato direto com moradores da capital e do interior.

Eduardo Velloso acompanhou a carreata e defendeu a ampliação das agendas nos bairros como parte da estratégia para apresentar as propostas da chapa. A campanha tem colocado desenvolvimento econômico e geração de empregos entre os principais temas defendidos nas atividades eleitorais.

Bocalom e Velloso provocam adversários em Plácido de Castro e pregam união na campanha

Tião Bocalom e Eduardo Velloso aproveitaram uma agenda política em Plácido de Castro nesta terça-feira (18) para reforçar a união do grupo e provocar os adversários na disputa eleitoral deste ano. Durante a passagem pelo município, os dois defenderam que a aliança da chapa foi construída em torno de princípios, valores e de um projeto comum para o Acre.

Bocalom percorreu o comércio da cidade, conversou com moradores e lembrou a relação que mantém com Plácido de Castro desde que chegou ao estado. O candidato ao governo afirmou que o município fez parte do início de sua trajetória no Acre e citou investimentos feitos na região antes de ingressar na vida política.

Ao falar com apoiadores, Bocalom disse considerar Plácido de Castro como uma de suas bases históricas. Ele também mencionou outros municípios do Baixo Acre e afirmou que espera ampliar o apoio ao grupo durante a campanha.

Eduardo Velloso adotou um discurso mais voltado para a disputa política. O candidato ao Senado afirmou que a aliança liderada por Bocalom representa uma união construída a partir de compromissos comuns e fez críticas indiretas aos adversários.

“Aqui tem união. O que não tem é do lado de lá”, afirmou Velloso durante a agenda. Ele acrescentou que o grupo está reunido em torno de princípios e valores e voltou a defender uma gestão com controle dos gastos públicos.

A passagem dos candidatos por Plácido de Castro também teve como foco temas ligados ao desenvolvimento econômico e à produção rural. Velloso citou a importância do município para a agricultura e a pecuária do Acre e defendeu investimentos em infraestrutura e serviços públicos.

O grupo aposta em agendas presenciais nos municípios para ampliar o contato com os eleitores durante a campanha. Bocalom disputa o governo do Acre, enquanto Velloso concorre a uma vaga no Senado.

Sargento Adônis confirma candidatura a vice de Bocalom e fala em “libertação” do Acre

Escolhido para compor a chapa de Tião Bocalom, o militar atribuiu sua entrada na disputa à providência divina, defendeu o modelo de gestão do candidato ao governo e citou Mahatma Gandhi ao projetar a vitória nas urnas.

A convenção da coligação “Produzir para Empregar”, realizada no ginásio do Sesi, em Rio Branco, nesta sexta-feira, 31, oficializou a chapa majoritária liderada por Tião Bocalom na disputa pelo Governo do Acre. Um dos principais discursos da noite foi feito pelo candidato a vice-governador, Sargento Adônis, que concentrou sua fala em referências religiosas, na defesa da trajetória administrativa de Bocalom e na promessa de mudança no comando do estado.

Adônis subiu ao palco e apresentou a candidatura como parte de um projeto coletivo. Logo no início, associou a campanha à democracia e ao enfrentamento dos problemas econômicos e sociais do Acre:

“Não é uma festa minha, não é uma festa do Bocalom, é uma festa nossa, é a festa da democracia, é a festa da libertação do estado do Acre deste subdesenvolvimento.”

A Lei da Semeadura e o pragmatismo na gestão

Ao defender Tião Bocalom e Eduardo Velloso, candidato ao Senado, Adônis recorreu ao princípio bíblico da semeadura. Para ele, a trajetória política dos dois sustenta a confiança no projeto apresentado pela coligação. “Certamente eles plantaram no passado com uma história íntegra, justa, honesta e vão colher bons frutos à frente deste novo projeto.”

O candidato a vice também direcionou o discurso para a experiência administrativa de Bocalom. Adônis afirmou que a campanha não dependerá apenas de promessas, mas do histórico do candidato nas prefeituras de Acrelândia e Rio Branco.

“Eu não tenho dúvidas por que esse time vai sair vencedor. É porque o Tião Bocalom não vai apresentar propostas, não. Ele vai apresentar um projeto consolidado de gestão que já deu certo em Acrelândia por três vezes prefeito e que também deu certo aqui em Rio Branco.”

De Eclesiastes a Gandhi

No encerramento do discurso, Adônis deixou as referências bíblicas e citou o líder pacifista indiano Mahatma Gandhi. A frase foi usada para convocar os apoiadores a participar da campanha e reforçar a confiança na vitória eleitoral.

“Tem uma frase que eu gosto muito de Mahatma Gandhi que diz o seguinte: ‘Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é um desejo de vencer’. E é com esse desejo no coração, de mãos dadas com todos vocês aqui, que nós vamos juntos levantar a bandeira da vitória no dia 4 de outubro.”

Bocalom oficializa candidatura ao Governo do Acre com Adônis de vice e Velloso ao Senado

A convenção realizada na noite desta sexta-feira, 31 de julho, no Ginásio do Sesi, em Rio Branco, oficializou Tião Bocalom, do PSDB, como candidato ao Governo do Acre, Sargento Adônis como vice e o deputado federal Eduardo Velloso, do Solidariedade, na disputa pelo Senado. O ato reuniu PSDB, Cidadania, Solidariedade e PRD em torno da chapa que pretende levar para o governo estadual o programa “Produzir para Empregar”, usado por Bocalom em administrações anteriores.

Bocalom chegou ao ginásio acompanhado de Adônis, Velloso, da esposa Kelen Bocalom e do prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene. A composição apresentada no palco definiu o núcleo político da campanha e confirmou a presença de Alysson ao lado do ex-prefeito, mesmo com o atual gestor da capital filiado ao Progressistas, partido da candidata ao governo Mailza Assis.

Na chegada ao evento, Bocalom comparou a estrutura política montada para a eleição deste ano com a primeira vez em que disputou o Governo do Acre, em 2006. “O Bocalom hoje é mais experiente, não tenho dúvida nenhuma. Em 2006, meu Deus do céu, não tinha ninguém na nossa convenção, era muito pouca gente. Mas hoje, graças a Deus, isso aqui é esperança. Isso é resultado do que a gente trabalhou em Acrelândia e Rio Branco. Mostramos que sabemos trabalhar e que o dinheiro na nossa mão rende”, afirmou.

O candidato colocou a produção rural, o comércio e a indústria no centro do discurso econômico. “O dinheiro precisa chegar aos mais necessitados, com políticas de geração de emprego e renda. Vamos apoiar desde os pequenos até os médios e grandes produtores, comerciantes e industriais. É a linha do ‘Produzir para Empregar’ que vai vencer desta vez”, declarou Bocalom.

Escolhido para ocupar a vaga de vice, Sargento Adônis levou para a chapa o discurso ligado à segurança pública e a representação política do Vale do Juruá. O militar afirmou que a proposta defendida por Bocalom já foi testada nas administrações de Acrelândia e Rio Branco. “É muito gratificante saber que o Bocalom, lá atrás, quando iniciou sua caminhada, tinha como proposta ‘Produzir para Empregar’. Hoje está mais do que evidente que ele estava certo. Ele tem um projeto de gestão consolidado para apresentar ao povo do estado do Acre”, disse.

Adônis também assumiu o compromisso de participar da campanha em todas as regiões acreanas. “Estamos aqui à disposição do povo do Acre para a gente construir um dos melhores projetos de desenvolvimento para o nosso estado, começando de Assis Brasil até Mâncio Lima”, afirmou. A escolha de um vice do Juruá busca ampliar a presença territorial da chapa e aproximar Bocalom dos municípios do interior.

Eduardo Velloso apresentou a chapa como uma divisão de responsabilidades entre segurança pública, produção e saúde. “Sinto-me muito honrado de fazer parte desse time. Nós temos um representante da segurança pública, que é um dos maiores problemas do estado; temos uma pessoa que já mostrou que sabe construir e tem olho na produção rural, juntando com a saúde, que é um dos calos do nosso estado”, declarou o candidato ao Senado.

Velloso encerrou a participação com um discurso voltado à mobilização dos apoiadores. “Esse time aqui vai sair vencedor. Hoje começa uma nova história, um novo desenvolvimento, um novo capítulo do Estado do Acre. Aqui tem força, tem fé e tem trabalho”, afirmou. A candidatura do deputado ao Senado foi incorporada à chapa de Bocalom após o parlamentar deixar o grupo político ligado à candidatura de Mailza Assis.

Alysson Bestene concentrou sua fala na continuidade do modelo administrativo iniciado por Bocalom na Prefeitura de Rio Branco. “É esse time que respeita as pessoas em primeiro lugar, que faz com que o dinheiro público chegue de fato e mude a vida das pessoas. O exemplo está aí, seja em Acrelândia e em Rio Branco. Eu tenho orgulho de dar continuidade a esse trabalho no município de Rio Branco”, declarou.

O prefeito também afirmou que sua relação política com Bocalom permanece acima da posição adotada pelo Progressistas na eleição estadual. “Nós não estamos na política para se beneficiar de recurso público, para ganhar dinheiro. Nós estamos na política para servir as pessoas em primeiro lugar e, principalmente, aqueles que mais precisam. Conheço você desde 2012, e essa sensibilidade nunca morreu: a de olhar para quem mais precisa”, disse Alysson.

Na disputa pelo Senado, Alysson confirmou apoio a Eduardo Velloso e ao ex-governador Gladson Cameli. “O Eduardo Velloso compôs aqui a chapa com a gente. É um prazer tê-lo junto, é meu amigo de infância”, afirmou. Ao defender a candidatura de Bocalom, Alysson afirmou que a chapa reúne nomes comprometidos com o desenvolvimento do estado. “Tenho certeza de que o Acre vai se desenvolver com pessoas sérias que querem fazer o melhor para a população de todo o estado do Acre”, declarou o prefeito.

A convenção fechou as três principais definições eleitorais do grupo: Bocalom para o Governo do Acre, Adônis como vice e Eduardo Velloso para o Senado. Também tornou pública a distância entre Alysson Bestene e a direção estadual do Progressistas. Embora permaneça no partido, o prefeito escolheu participar da campanha de Bocalom e defender a continuidade estadual do projeto administrativo que os dois implantaram juntos em Rio Branco.

Eduardo Velloso promete priorizar saúde no Senado e cita ações no Juruá

O deputado federal Eduardo Velloso afirmou nesta sexta-feira, 31, durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, que pretende colocar a saúde no centro de sua campanha ao Senado. O parlamentar citou serviços financiados pelo mandato no Vale do Juruá e defendeu uma atuação voltada aos municípios do interior do Acre.

“O Senado merece uma pessoa que tenha um olhar mais especial para a saúde”, declarou Velloso. Ele afirmou que também trabalha com infraestrutura, aquisição de máquinas e apoio aos produtores rurais, mas definiu a saúde como a principal área de atuação do mandato.

“Nosso forte é saúde. A principal pauta do interior é a saúde. Como eu sou municipalista e tenho esse olhar, vou continuar trabalhando para mudar a vida das pessoas”, disse.

Velloso citou a oferta de exames de ressonância magnética e atendimentos nas áreas de cardiologia e oftalmologia no Vale do Juruá. Segundo ele, os serviços não estavam disponíveis na região antes da destinação de recursos pelo mandato.

“No Vale do Juruá não existia ressonância, e o nosso mandato levou. Não existia atendimento de cardiologia, e o nosso mandato levou. Não existia atendimento de oftalmologia, e o nosso mandato levou”, afirmou.

O deputado também falou sobre o tratamento de pacientes com doenças reumáticas e sobre o uso de câmara hiperbárica para pessoas com diabetes que enfrentam feridas graves e risco de amputação.

“Hoje nós temos o tratamento da câmara hiperbárica para aquelas pessoas diabéticas que precisavam amputar um dedo ou uma perna. O nosso mandato levou”, declarou.

Outro projeto citado por Velloso foi a implantação de cirurgia robótica no Acre, em parceria com o governo estadual. O deputado afirmou que o serviço deverá atender homens com câncer de próstata e mulheres que precisam de procedimentos relacionados à histerectomia e à endometriose.

“Nosso mandato está trazendo agora, em parceria com o governo do Estado, a cirurgia robótica, que vai ajudar homens com câncer de próstata e mulheres na histerectomia e na endometriose”, disse.

O parlamentar não apresentou durante a entrevista os valores destinados aos serviços, o número de pacientes atendidos nem o cronograma completo dos projetos mencionados. Ele afirmou que pretende usar os resultados do atual mandato como base para pedir o voto dos eleitores.

“É dessa forma que a gente trabalha, mudando a vida das pessoas, principalmente no momento de maior dor, que é na falta de saúde”, declarou.

Ao ser questionado sobre possíveis ataques durante a campanha, Velloso afirmou que está preparado para responder sobre sua conduta e fez uma promessa pública de renunciar ao mandato caso seja comprovada alguma irregularidade envolvendo cobrança de propina.

“Quem não deve não teme. Se acharem um desvio da minha conduta, de pedir propina ou pedir alguma coisa, eu renuncio ao meu mandato”, afirmou. O deputado acrescentou que espera o surgimento de acusações durante a disputa, mas disse acreditar que não haverá fatos concretos contra ele.

Velloso também afirmou que pretende evitar confrontos pessoais com antigos aliados e concentrar a campanha na apresentação de projetos e resultados.

“Não adianta eu ficar criticando. O nosso foco é trabalho. Cada um tem que mostrar o seu projeto e o seu trabalho”, declarou.

Prefeitura de Cruzeiro do Sul entrega 114 óculos em ação com Eduardo Velloso

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul entregou 114 óculos nesta quinta-feira (2), no Ceanon, a pacientes atendidos pelo Programa Olhar de Carinho, em ação realizada em parceria com o Instituto Progresso Amazonas e com participação do deputado federal Eduardo Velloso. A iniciativa amplia o acesso da população a consultas, exames, cirurgias e óculos gratuitos na rede municipal de saúde.

A solenidade reuniu o prefeito Zequinha Lima, a vice-prefeita Delcimar Leite, representantes do instituto, beneficiários do programa e equipes envolvidas no atendimento oftalmológico. Parte dos pacientes já havia recebido os óculos antes da entrega oficial por causa da urgência dos casos, principalmente pessoas com alta miopia e alta hipermetropia que dependiam do acessório para trabalhar e retomar atividades diárias.

Criado para reduzir a demanda por atendimento oftalmológico especializado, o Programa Olhar de Carinho já atendeu 2.800 pacientes em 2025. Em 2026, o número chegou a 3.600 pessoas beneficiadas. Ao todo, a iniciativa soma mais de 18 mil procedimentos, entre consultas, exames, cirurgias e entrega de óculos.

O prefeito Zequinha Lima afirmou que o programa foi criado após a gestão identificar dificuldades enfrentadas por moradores que conseguiam consulta, mas não tinham condições de comprar os óculos. “Mais do que entregar uma armação e uma lente, estamos devolvendo dignidade às pessoas. São crianças, jovens e, principalmente, idosos que voltaram a ler, costurar, frequentar a igreja e realizar atividades simples do dia a dia com mais autonomia”, disse.

O deputado federal Eduardo Velloso disse que a iniciativa tem impacto direto na vida de crianças, trabalhadores e idosos. “Esse é um programa que leva dignidade e transforma vidas. Muitas crianças deixam de desenvolver seu aprendizado por não terem acesso a um atendimento oftalmológico ou a um simples par de óculos”, afirmou.

Além da entrega de óculos, o programa realiza cirurgias de catarata, pterígio e capsulotomia, acompanha pacientes com glaucoma e doenças da retina e oferece aplicação de anti-VEGF, tratamento usado em casos de retinopatia diabética. Antes, pacientes que precisavam desse procedimento eram encaminhados pelo Tratamento Fora de Domicílio.

Uma das beneficiadas, Josefa Araújo de Freitas, disse que estava sem óculos e já tinha dificuldade para ler e usar o celular. “Esse programa chegou em boa hora. Eu estava sem óculos e já não conseguia ler nem mexer no celular. Também não tinha condições de comprar um. Esse benefício vai me ajudar muito e sou muito grata por essa oportunidade”, afirmou.

Jornal da Manhã em Coluna – 2 de julho de 2026

A coluna desta quinta-feira reúne bastidores, comentários e informações levadas ao ar no Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM 99,9, apresentado por Chico Melo, com análise política de Rogério Wenceslau, entrevista com o deputado federal Eduardo Velloso e cobertura de Gledson Albano em Cruzeiro do Sul.

Palácio em tremor

A política do Acre amanheceu com barulho de parede rachando no Palácio Rio Branco. Não foi apenas a frase da governadora Mailza Assis chamando Eduardo Velloso de “novo senador” que mexeu no tabuleiro. Foi a frase chegando no mesmo momento em que aliados históricos de Gladson Cameli começam a perder espaço dentro do governo.

Quando a troca acontece em cargo pequeno, o Palácio chama de ajuste. Quando passa pela Casa Civil, pelo Deracre e por nomes ligados ao ex-governador, a palavra muda de tamanho. Já não parece manutenção. Parece rearrumação de poder.

Donadoni fora da costura

A saída de Jonathan Xavier Donadoni da Casa Civil abriu a semana política com uma pergunta difícil de empurrar para debaixo do tapete. A Casa Civil não é uma sala comum. É o lugar onde se costura governo, se destrava nomeação, se conversa com deputado, se escuta prefeito e se segura crise antes que ela vire manchete.

Donadoni era visto como nome herdado da gestão Gladson Cameli. Ao tirá-lo da cadeira, Mailza mexeu numa peça administrativa, mas atingiu um símbolo político. Em governo rachado, símbolo fala alto.

Mário Neto também caiu

Depois de Donadoni, veio Mário Vieira da Silva Neto, o Mário Neto, exonerado da Diretoria de Gestão de Atos Oficiais da Casa Civil. A queda reforçou a leitura de que a mudança não parou no chefe. Alcançou o entorno.

Mário Neto era ligado à engrenagem da Casa Civil e atuava em área sensível da máquina. Quando sai o comandante e depois sai o braço direito, a conversa de bastidor ganha corpo. O governo pode chamar de decisão pontual. A política chama de limpa.

Sula saiu do Deracre

A saída de Sula Ximenes do Deracre pesa mais fora de Rio Branco do que muita gente imagina. No interior, Deracre não é sigla. É ramal aberto, ponte de madeira, bueiro, patrol, máquina chegando antes da chuva e produtor conseguindo tirar a produção do roçado.

Quando a presidente deixa o cargo reclamando de falta de condições para trabalhar, o problema deixa de ser gabinete e vira estrada. No Juruá, o eleitor entende essa linguagem sem precisar de tradução.

Gladson tenta apagar o fogo

Gladson Cameli apareceu na Expoacre Juruá, tirou foto, conversou, circulou e mostrou que ainda tem força de rua. Esse é o ponto que incomoda adversários e aliados: mesmo ferido juridicamente, Gladson continua carregando presença popular.

A cena é conhecida no Acre. O processo corre em Brasília, a política corre na rua e o eleitor olha as duas coisas ao mesmo tempo. Gladson sabe disso. Por isso aparece. Quem some, perde antes de pedir voto.

Avião no chão

O avião PT-WGK, registrado em nome de Gladson Cameli, voltou ao centro da Operação Ptolomeu após informação de nova apreensão pela Polícia Federal em Cruzeiro do Sul, por ordem atribuída à ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça.

A imagem do avião parado no aeroporto tem força política própria. Num Acre em que deslocamento aéreo, poder e dinheiro público sempre rendem conversa, uma aeronave sob restrição judicial vira mais que patrimônio. Vira fotografia de crise.

Frase de Mailza virou senha

Quando Mailza chamou Eduardo Velloso de “novo senador”, a frase saiu do protocolo e entrou no cálculo eleitoral. Pode ter sido gentileza. Pode ter sido lapso. Pode ter sido recado. O problema é que, em ano de montagem de chapa, ninguém ouve frase solta.

A pergunta que ficou no estúdio foi direta: se Velloso entra na disputa ao Senado pelo campo da governadora, quem perde espaço? Gladson? Márcio Bittar? Outro nome da base? No Acre, duas vagas parecem muitas até o momento em que todos querem sentar nelas.

Velloso não fugiu

Eduardo Velloso foi ao Jornal da Manhã no dia em que muitos prefeririam agenda longe de microfone. Isso conta. Política também se mede pela disposição de responder quando a pergunta vem sem anestesia.

Velloso não fechou a equação da chapa, mas deixou claro que está se movimentando. Falou como pré-candidato, defendeu entregas na saúde, valorizou o Juruá e tentou transformar a frase de Mailza em empurrão, não em armadilha.

Saúde como palanque

Velloso escolheu a saúde como território político. Falou de ressonância, cardiologia, oftalmologia, mutirões, emendas e atendimento nos municípios isolados. É uma escolha esperta porque, no Juruá, saúde não é tema abstrato. É madrugada na estrada, espera por exame, família fazendo vaquinha, paciente tentando chegar vivo a Rio Branco.

Quando o deputado diz que a maior dor das pessoas é a saúde, não está apenas descrevendo um problema. Está escolhendo o lugar de onde quer falar com o eleitor.

Clodoaldo virou fiador

O deputado estadual Clodoaldo Rodrigues apareceu ao lado de Velloso como mais que convidado. Entrou como fiador político da relação do deputado federal com Cruzeiro do Sul e com o Juruá.

Clodoaldo disse que encontrou em Velloso um parceiro para tocar demandas do mandato. Em política local, isso pesa. Deputado estadual precisa de estrada, prédio, ambulância, iluminação, entidade atendida e recurso chegando. Sem isso, discurso fica sem chão.

Delcimar na mesa

O momento mais forte da entrevista veio quando Velloso convidou Delcimar Leite, vice-prefeita de Cruzeiro do Sul e mulher de Clodoaldo Rodrigues, para ser sua primeira suplente ao Senado.

O convite foi feito ao vivo, sem Delcimar no estúdio. Clodoaldo respondeu com cautela e lembrou que a decisão cabe a ela. A cena, porém, já fez o serviço político. Velloso mostrou que não está apenas pensando em candidatura. Está começando a montar chapa.

Juruá como base

Escolher Delcimar não é detalhe. Ela ocupa a vice-prefeitura de Cruzeiro do Sul, segundo maior colégio eleitoral do Acre, e tem ligação direta com uma região que costuma cobrar presença antes de entregar voto.

Velloso está tentando amarrar saúde, emenda, prefeitura, mandato estadual e identidade regional no mesmo pacote. É um movimento claro: transformar o Juruá em base de largada para uma disputa majoritária.

Peru entrou na conversa

Velloso também levou para o rádio a defesa da ligação com o Peru, especialmente por Pucallpa. Falou de rota mais barata, comércio, interesse asiático e presença de autoridades peruanas na ExpoJuruá.

A pauta parece distante para quem olha só a briga eleitoral, mas não é. O Juruá vive o isolamento no preço do frete, no custo do combustível, na dificuldade de vender e comprar. Quando alguém fala em saída pelo Pacífico, está falando com o comerciante, o produtor e o jovem que quer ver a região deixar de ser fim de linha.

Madson e Ney no radar

Nos bastidores, Madson Cameli e Ney Amorim aparecem como nomes observados na reorganização do governo. Madson, marido da governadora e chefe de gabinete, virou alvo das críticas sobre articulação política. Ney surge como operador chamado para tentar reorganizar uma casa que perdeu escuta.

O problema é que articulação não se resolve só com nome novo entrando na conversa. Governo que deixa prefeito esperando, deputado contrariado e aliado sem resposta começa a perder antes da convenção.

Alan Rick colhe defecções

A ida do prefeito Zequinha Lima para o campo de Alan Rick continua ecoando. No Juruá, Zequinha não é apoio lateral. É prefeito de Cruzeiro do Sul, com presença numa região decisiva.

Quando um prefeito desse tamanho se move, outros observam. Uns por convicção. Outros por sobrevivência. No Acre, debandada raramente começa com barulho. Primeiro vem o silêncio. Depois a foto ao lado do adversário.

Bocalom não quer ser vice

A conversa sobre uma possível aproximação de Mailza com Tião Bocalom entrou no debate com um problema evidente: Bocalom não construiu candidatura ao governo para virar acessório de chapa alheia.

Quem conhece o ex-prefeito de Rio Branco sabe que ele gosta de campanha com o nome dele no centro. Uma composição só faria sentido se entregasse algo maior do que acomodação de última hora. Até aqui, a pergunta segue sem resposta: quem cede primeiro?

Márcio Bittar na conta

A fala de Mailza sobre Velloso também respinga em Márcio Bittar. Se a governadora começa a tratar outro nome como senador, o senador atual precisa medir o tamanho do sinal.

Bittar tem mandato, presença em Brasília e máquina política. Mas 2026 não será eleição de conforto para ninguém. Com Jorge Viana competitivo, Gladson tentando sobreviver juridicamente e Velloso buscando espaço, a disputa ao Senado virou corredor estreito.

Gastos com voos voltam à pista

O Jornal da Manhã também colocou na mesa os gastos do governo do Acre com fretamento de aeronaves descritas como jato, com valores citados acima de R$ 13,5 milhões entre 2023 e 2026, ligados a pagamentos à Ortiz Táxi Aéreo e ao contrato 34/2023.

Esse tipo de dado entra na política com força porque conversa com uma sensação simples do eleitor: enquanto o cidadão espera consulta, estrada e resposta, o governo precisa explicar por que gastar tanto para voar. Número público sem explicação vira munição.

Crítica não é gênero

A bancada também respondeu às acusações de que as críticas ao governo teriam relação com o fato de Mailza ser mulher. O ponto foi colocado de forma direta: a cobrança recai sobre atos administrativos, decisões políticas, gastos públicos e escolhas de governo.

Mulher na política deve ser respeitada. Governadora no poder deve ser cobrada. Uma coisa não anula a outra. Quem ocupa a cadeira principal do Estado entra na vitrine porque suas decisões alcançam a vida de muita gente.

Eleitor fora da bolha

A frase mais importante da manhã talvez não tenha sido sobre cargo, exoneração ou chapa. Foi sobre o eleitor. O governo pode reorganizar gabinete, trocar articulador, apagar incêndio e chamar crise de ajuste. Mas quem decide a eleição está fora do Palácio.

Está no ramal esperando máquina, na fila da saúde, no comércio pagando frete caro, na feira ouvindo rádio, no carro indo para o trabalho, no Juruá olhando quem aparece e quem só manda recado. No fim, é esse eleitor que vai dizer se a rachadura era pequena ou se o prédio inteiro já estava cedendo.

No Jornal da Manhã, Velloso convida Delcimar Leite para primeira suplência ao Senado

O deputado federal Eduardo Velloso fez nesta quinta-feira, 2, em Cruzeiro do Sul, o movimento mais explícito até agora na montagem de sua pré-campanha ao Senado: convidou Delcimar Leite, vice-prefeita de Cruzeiro do Sul e mulher do deputado estadual Clodoaldo Rodrigues, para ser a primeira suplente em sua chapa. O convite foi feito ao vivo, em primeira mão no Jornal da Manhã, em tom de surpresa, depois de Velloso admitir que havia pedido a Clodoaldo para levar Delcimar ao encontro porque queria fazer o chamado pessoalmente.

“Eu quero fazer um convite aqui. Eu tinha pedido para o Clodoaldo trazer a esposa dele, Delcimar, porque eu queria fazer um convite para ela, para que ela seja a minha primeira suplente. Eu não sei se ela vai aceitar ou não”, disse Velloso, antes de passar a palavra ao deputado estadual.

Delcimar não estava presente no estúdio. Clodoaldo respondeu com cautela e deixou claro que a decisão caberá a ela. “A resposta tem que ser dela”, afirmou. Em seguida, o deputado brincou com a situação, disse que precisaria conversar em casa e evitou aceitar o convite em nome da mulher. A reação arrancou comentários da bancada, que tratou o anúncio como a primeira peça concreta da chapa que Velloso tenta montar para disputar uma vaga no Senado em 2026.

O gesto tem peso político porque Delcimar não é apenas a mulher de Clodoaldo. Ela ocupa a vice-prefeitura de Cruzeiro do Sul, segundo maior colégio eleitoral do Acre, e carrega presença direta no Juruá, região que Velloso tem tratado como base prioritária para seu projeto majoritário. Ao chamá-la para a primeira suplência, o deputado federal tenta amarrar três forças no mesmo movimento: a estrutura municipal de Cruzeiro do Sul, o mandato estadual de Clodoaldo e o eleitorado regional que costuma cobrar presença antes de entregar voto.

A fala também deixa Velloso em posição mais clara na sucessão. Até aqui, ele vinha tratando a candidatura ao Senado como uma construção em andamento, repetindo que sua pré-candidatura está crescendo e que busca diálogo com a população. O convite a Delcimar, no entanto, muda o tom. Ninguém oferece primeira suplência sem estar montando chapa. E ninguém escolhe uma vice-prefeita do Juruá por acaso.

Clodoaldo, que acompanhava Velloso na entrevista, virou personagem central do anúncio. Ele já vinha defendendo publicamente que o deputado federal tem condições de disputar o Senado mesmo fora de uma composição fechada com o governo. Ao ser colocado diante do convite à mulher, preferiu não atropelar Delcimar, mas também não rompeu o clima de aliança. A parceria, que já vinha aparecendo em emendas, agendas e discursos conjuntos, ganhou forma eleitoral.

A primeira suplência ao Senado não é cargo decorativo. Em uma eleição majoritária, ela ajuda a dar musculatura política à chapa, amplia bases regionais e pode virar mandato em caso de licença, renúncia ou afastamento do titular. Foi justamente esse cenário que entrou na conversa depois do convite: se Velloso vencer e, no futuro, deixar o Senado por algum motivo, Delcimar poderia assumir a cadeira.

A resposta definitiva de Delcimar ainda não saiu. Mas o convite foi feito, ao vivo, em primeira mão, diante de Clodoaldo e de uma audiência que acompanhou a pré-campanha sair do campo da especulação para a montagem de chapa. No Acre, esse tipo de gesto raramente acontece por acaso. Velloso escolheu Cruzeiro do Sul para abrir a jogada, escolheu Delcimar para testar a força do Juruá e colocou Clodoaldo diante de uma decisão que pode levar a aliança dos dois para dentro da disputa mais importante de 2026.