Indecisos ainda pesam no Acre em pesquisa que mostra Alan Rick e Gladson Cameli na frente
A pesquisa Delta/TV Gazeta divulgada nesta terça-feira, 9 de junho de 2026, mostra que a disputa eleitoral no Acre ainda tem amplo espaço para mudanças, apesar da liderança do senador Alan Rick (Republicanos) na corrida pelo governo e do ex-governador Gladson Cameli (PP) na disputa ao Senado. O dado que mantém o cenário aberto é o tamanho do eleitorado sem definição: na espontânea, 69,11% não souberam ou não responderam para governador e 73,93% aparecem sem voto definido para senador.
No cenário estimulado para o governo, quando os nomes são apresentados aos entrevistados, Alan Rick aparece em primeiro lugar, com 39,55% das intenções de voto. A governadora Mailza Assis (PP) ocupa a segunda posição, com 19,40%, em empate técnico com Tião Bocalom (PSDB), que registra 17,07%. Thor Dantas (PSB) soma 2%. Brancos e nulos são 2,58%, e outros 19,40% não souberam ou não responderam.
A comparação com a rodada de março mostra estabilidade na liderança. Alan Rick tinha 40,36% e agora aparece com 39,55%. Mailza passou de 20,78% para 19,40%. Bocalom subiu de 15,60% para 17,07%. As oscilações ficam dentro da margem de erro, de três pontos percentuais.
Nas simulações de segundo turno, Alan Rick venceria os principais adversários testados. Contra Mailza Assis, o senador marca 50,87%, enquanto a governadora aparece com 27,14%. Contra Bocalom, Alan chega a 54,62%, diante de 22,98% do tucano. Nos dois cenários, o percentual de eleitores que não souberam ou não responderam é de 16,90%.
O levantamento também mediu um cenário sem Alan Rick. Nessa hipótese, Mailza Assis lidera com 43,13%, contra 27,48% de Tião Bocalom. Brancos e nulos somam 10,24%, e 19,15% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
Na espontânea para o governo, Alan Rick tem 14,99%, Mailza Assis aparece com 8,99%, Bocalom registra 4,91% e Thor Dantas soma 0,75%. O resultado mostra que a maioria do eleitorado ainda não consolidou voto sem o estímulo da lista de nomes.
A rejeição é maior para Tião Bocalom, citado por 31,14% dos entrevistados como candidato em quem não votariam de jeito nenhum. Thor Dantas aparece com 25,31%, Mailza Assis com 11,99% e Alan Rick com 11,16%. Outros 20,40% não souberam ou não responderam.
Na disputa ao Senado, Gladson Cameli lidera o cenário estimulado, com 21,73% das citações somadas entre primeira e segunda opção de voto. Márcio Bittar (PL) aparece em segundo, com 19,11%, seguido por Jorge Viana (PT), com 14,69%. Mara Rocha soma 10,95%, Sérgio Petecão tem 9,57%, Eduardo Veloso registra 6,41% e Inácio Moreira aparece com 0,83%. Os indecisos ou sem resposta somam 13,28%.
Sem Gladson Cameli na lista, Márcio Bittar assume a primeira posição, com 21,64%. Jorge Viana aparece com 15,57%, Mara Rocha tem 14,53%, Sérgio Petecão soma 11,53%, Eduardo Veloso registra 8,78%, Jéssica Sales aparece com 7,95% e Inácio Moreira marca 1%. Em outro cenário, sem Gladson e com Coronel Ulysses, Bittar também lidera, com 22,36%, seguido por Jorge Viana, com 15,52%, Mara Rocha, com 14,36%, e Petecão, com 12,82%.
Na espontânea para o Senado, Gladson Cameli aparece com 8,83%, Márcio Bittar tem 7,49% e Jorge Viana soma 5,33%. Jéssica Sales registra 1,67%, Mara Rocha tem 0,58%, Eduardo Veloso aparece com 0,42% e Coronel Ulysses soma 0,17%. O volume de eleitores sem definição, acima de 70%, reforça que a corrida pelas duas vagas ainda depende de articulação política, exposição dos candidatos e consolidação das alianças.
A pesquisa ouviu 1.201 eleitores entre os dias 1º e 6 de junho, em 18 municípios do Acre. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números AC-09056/2026 e BR-03074/2026.