Zequinha Lima questiona exemplo de candidata que “convive com suspeito de violentar mulheres”

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, elevou o tom ao explicar o afastamento do atual grupo governista e a decisão de apoiar a pré-candidatura do senador Alan Rick ao governo do Acre. Durante entrevista ao programa “Papo Informal”, apresentado pelo jornalista Luciano Tavares, o prefeito colocou o combate à violência contra a mulher no centro de sua justificativa política.

Questionado sobre os motivos que o levaram a escolher Alan Rick, Zequinha afirmou que o senador é um candidato em quem “as mulheres podem confiar”. Na sequência, sem citar nominalmente a governadora Mailza ou o marido dela, o prefeito dirigiu uma crítica à principal adversária de seu candidato na disputa estadual.

“Eu não sei se eu deveria falar isso aqui, mas as mulheres não merecem ser violentadas. O que é que a candidata do governo hoje pode dar de exemplo para as mulheres se convive com a pessoa que é suspeita de violentar mulheres? O que é que as mulheres podem esperar disso, principalmente aquelas que são violentadas?”, questionou.

Ao fazer a declaração, Zequinha não apresentou detalhes sobre o caso nem mencionou diretamente os nomes das pessoas às quais se referia. Ainda assim, deixou claro que o tema teve peso em sua decisão de romper com o grupo governista e seguir ao lado de Alan Rick.

Para o prefeito, a defesa dos direitos das mulheres precisa ultrapassar os discursos e orientar a postura de quem ocupa ou pretende ocupar cargos públicos.

“As mulheres são a maioria dos eleitores e precisam ter o respeito de todos nós, não só da classe política, mas têm uma importância na sociedade grande no sentido de desenvolvimento. Todo mundo tem que respeitar. Não é porque ela é mulher que eu tenho o direito de bater, de oprimir de maneira nenhuma”, declarou.

Ao concluir o raciocínio, Zequinha afirmou que o Acre precisa mudar a realidade relacionada ao respeito e à segurança das mulheres. Na avaliação dele, Alan Rick reúne as condições para conduzir esse processo e colocar o estado em um “outro patamar”.

Zequinha Lima reafirma apoio a Alan Rick, elogia escolha de vice e promete mobilização no Juruá

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, reafirmou apoio ao senador Alan Rick na disputa pelo Governo do Acre e anunciou que pretende mobilizar seu grupo político para fortalecer a candidatura na região do Juruá. Em entrevista ao programa “Papo Informal”, apresentado pelo jornalista Luciano Tavares, o gestor defendeu o perfil municipalista do senador, aprovou a escolha do empresário conhecido como Rico para compor a chapa como vice e criticou a atual gestão estadual.

Zequinha afirmou que Alan Rick reúne as condições necessárias para conduzir o Acre a uma nova fase de desenvolvimento. Para o prefeito, um dos principais diferenciais do senador está na relação construída com as prefeituras e na distribuição de recursos para diferentes cidades do estado.

“O Alan tem usado as emendas dele e tem botado essas emendas em todos os municípios do Acre”, afirmou.

Na avaliação do prefeito, os principais problemas enfrentados pela população estão concentrados nas cidades e precisam ser tratados por um governo que mantenha diálogo permanente com os gestores municipais. Ele também disse que Alan Rick assumiu o compromisso de trabalhar com todos os prefeitos, independentemente das alianças partidárias formadas durante a eleição.

A escolha do empresário Rico como pré-candidato a vice-governador também recebeu o apoio de Zequinha. Embora tenha afirmado que ainda não o conhece pessoalmente, o prefeito disse considerar positiva a trajetória do empresário, marcada pela origem humilde, pela atuação no setor privado e pela geração de empregos.

Para Zequinha, a experiência empresarial pode complementar a articulação política de Alan Rick e contribuir para a construção de medidas voltadas ao crescimento econômico do estado.

“A gente precisa criar os meios e as condições políticas para que o Estado possa crescer, e o empresário vai ajudar a criar esses mecanismos, apontar caminhos para que as pessoas possam melhorar de vida”, declarou.

Durante a entrevista, o prefeito também direcionou uma mensagem ao eleitorado feminino e afirmou que Alan Rick é um candidato em quem as mulheres podem confiar. Sem mencionar nomes, Zequinha criticou a atual gestão estadual e questionou a postura da candidatura apoiada pelo governo diante de suspeitas de violência contra mulheres envolvendo uma pessoa próxima ao grupo político.

A declaração foi apresentada pelo prefeito como um dos motivos para defender uma mudança no comando do Executivo estadual. Zequinha afirmou que as mulheres precisam ser respeitadas pela classe política e associou a candidatura de Alan Rick a esse compromisso.

Com mais de 64 mil eleitores em Cruzeiro do Sul, o prefeito disse que pretende participar diretamente da campanha e ampliar a presença do senador entre os diferentes grupos políticos da região. A estratégia será vincular o nome de Alan Rick aos cinco pré-candidatos a deputado federal apoiados pelo grupo comandado por Zequinha.

“O material que nós vamos distribuir dos candidatos a deputados federais é o material com o nome do Alan. Todas as reuniões que nós vamos fazer em Cruzeiro do Sul com esses candidatos, lá vai estar o nome do Alan como candidato a governador”, explicou.

A expectativa do prefeito é reunir eleitores de diferentes candidaturas proporcionais em torno do mesmo nome para o Governo do Acre. Com a mobilização, Zequinha pretende transformar Cruzeiro do Sul e os demais municípios do Juruá em uma das principais bases eleitorais de Alan Rick na disputa estadual.

Confira a entrevista completa:

Alan Rick oficializa candidatura ao governo do Acre e coloca combate à corrupção no centro da campanha

Sob chuva e diante de apoiadores reunidos no ginásio do Sesc, em Rio Branco, o senador Alan Rick, do Republicanos, oficializou a candidatura ao governo do Acre com um discurso voltado ao combate à corrupção, à recuperação da confiança no poder público e à permanência dos acreanos no estado. Ao lado do empresário Ricardo Leite, anunciado como candidato a vice-governador, Rick atacou a atual administração e apresentou o enfrentamento aos desvios de recursos públicos como uma das principais bandeiras da campanha pelo Palácio Rio Branco.

O senador usou a expressão “corrupção endêmica” para definir o cenário que pretende enfrentar. A acusação atravessou a entrevista coletiva concedida antes da convenção e voltou ao centro do discurso no palco, quando ele associou suspeitas de desvio, obras públicas com problemas e investigações recentes à perda de serviços essenciais para a população.

“Nós precisamos nos livrar dessa corrupção endêmica. Não é possível nos acostumar com isso, achar que é normal a roubalheira que assola o nosso estado”, declarou o senador para uma multidão de apoiadores.

Rick citou episódios que chegaram ao noticiário político e policial do Acre e usou os casos para sustentar a crítica ao funcionamento da máquina estadual. Entre eles, mencionou a queda de uma ponte construída havia menos de três anos e uma investigação envolvendo recursos destinados à educação, à merenda escolar e ao transporte de estudantes.

“Não é normal uma ponte construída há menos de três anos cair e nada ser feito. Não é normal roubarem R$ 51 milhões da educação, da merenda escolar e do transporte dos alunos”, disparou o candidato, sendo ovacionado pelo público presente.

Ao levar a discussão para além das denúncias e dos valores citados, Alan Rick relacionou a corrupção e a falta de oportunidades à saída de moradores do Acre. A migração de famílias, jovens e trabalhadores em busca de emprego e melhores condições de vida em outros estados apareceu como uma das consequências de um poder público que, na avaliação do senador, deixou de oferecer perspectivas à população.

Ao ser questionado sobre sua principal missão, ele foi taxativo: “Trazer de volta a esperança para o povo do Acre, que perdeu tanta gente que foi embora do estado por falta de esperança, por essa corrupção endêmica que hoje nos envergonha. Não podemos aceitar mais tanta corrupção, tanta crueldade com o erário público e com o nosso povo”.

A declaração transformou o êxodo de acreanos em um dos eixos políticos da candidatura. Rick apresentou a recuperação da confiança no estado como condição para gerar empregos, atrair investimentos e impedir que parte da população continue enxergando a mudança para outras regiões como única possibilidade de crescimento profissional e segurança econômica.

O senador também mencionou suspeitas de caixa dois, lavagem de dinheiro e uso de institutos para movimentar recursos com finalidade eleitoral. As acusações foram atribuídas por ele a investigações e denúncias já divulgadas publicamente.

“Não é normal tentarem desviar dinheiro através de institutos para guardar recurso para a campanha deles. E aí, todos os órgãos de controle… não sou eu que estou dizendo, são as denúncias estampadas nos jornais”, pontuou.

A candidatura nasce diante de uma disputa em que o grupo governista dispõe da estrutura administrativa do estado e de alianças construídas ao longo dos últimos anos. Alan Rick reconheceu esse desequilíbrio ao falar sobre o uso da máquina pública durante o processo eleitoral. A resposta, segundo ele, dependerá da mobilização dos eleitores e da capacidade da oposição de transformar insatisfação em voto.

“Dizem que vão nos atropelar com a máquina, que vão usar o dinheiro para nos vencer, que eles vão fazer o que puder ser feito e o que tiver que ser feito para nos derrotar. Só que eles não combinaram com o povo do Acre”, desafiou.

Para reforçar a mensagem, Rick recorreu à memória da Revolução Acreana e à luta liderada por Plácido de Castro e pelos seringueiros. A comparação colocou a eleição como uma disputa pela condução política do estado e pela recuperação do que chamou de dignidade da população. O senador, no entanto, afastou qualquer referência à violência e apresentou o voto como instrumento dessa mudança.

“Estamos com a melhor arma, que é uma arma que não precisa ser preenchida com chumbo nem com pólvora. É a arma do voto, é a arma da democracia”, concluiu.

Com o lema “O Trabalho da Esperança”, a convenção marcou o início público da campanha de Alan Rick ao governo e apresentou Ricardo Leite como o nome escolhido para compor a chapa. O discurso deixou clara a estratégia eleitoral: confrontar o grupo que administra o estado, associar denúncias de corrupção à precariedade dos serviços públicos e defender uma mudança de comando como caminho para recuperar empregos, investimentos e confiança no futuro do Acre.

Foto: Sérgio Vale/AC24h

Jorge Viana reúne Thor Dantas e Binho Marques e fala em “curar” o Acre

O pré-candidato ao Senado Jorge Viana (PT) recebeu o pré-candidato ao governo do Acre Thor Dantas (PSB), o ex-governador Binho Marques (PT) e o jornalista Toinho Alves para um café da tarde neste sábado (25). O encontro foi divulgado nas redes sociais e usado por Viana para defender uma mudança na condução política e administrativa do estado.

No vídeo, Viana aparece preparando e servindo café aos convidados. Ao entregar a bebida a Thor Dantas, afirmou que “o Acre precisa ter jeito” e associou a formação médica do pré-candidato à necessidade de recuperar o estado dos problemas que atribui à atual realidade acreana.

A reunião também reforçou a aproximação política entre Viana e Thor, apontado durante o encontro como candidato ao governo. O petista citou ainda a presença de Binho Marques e Toinho Alves ao falar sobre a construção de um projeto voltado ao futuro do Acre.

“A gente vai cuidar dele”, declarou Viana ao comentar os planos do grupo. A gravação terminou em clima descontraído, com brincadeiras sobre a qualidade do café, produzido na propriedade do próprio pré-candidato ao Senado.

Antes do brinde, Viana elogiou os convidados e afirmou que a bebida estava sendo preparada para pessoas exigentes. O encontro foi encerrado com a frase “celebrando o futuro do Acre”.

No Jornal da Manhã, Alan Rick reage a ações judiciais, promete ampliar pré-campanha

O senador Alan Rick afirmou nesta sexta-feira, 10 de julho, durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, que não reduzirá suas movimentações políticas pelo Acre após ser alvo de novas ações eleitorais relacionadas à pré-campanha ao governo. Filiado ao Republicanos, ele classificou as representações como tentativas de intimidação, prometeu ampliar as agendas nos municípios e confirmou para 25 de julho, em Rio Branco, a convenção partidária que deverá oficializar sua candidatura e definir o nome do vice.

A reação ocorreu após questionamentos judiciais apresentados contra atos políticos realizados pelo senador, entre eles a agenda em Cruzeiro do Sul que marcou a adesão do prefeito Zequinha Lima ao seu grupo. Alan Rick disse que os processos não mudarão o ritmo da pré-campanha e sustentou que as ações serão derrubadas pela Justiça Eleitoral.

“Eles tentam nos intimidar para que a gente não faça as mobilizações políticas nos municípios. Sabe o que eu vou fazer? Eu vou é aumentar. Aí é que nós vamos fazer mais movimentos ainda”, declarou. O senador afirmou que as representações buscam impedir reuniões, desestimular novas adesões e limitar sua presença nas cidades acreanas.

O parlamentar também acusou o governo estadual de usar a estrutura pública em atos políticos, embora não tenha apresentado, durante a entrevista, documentos ou detalhes que permitissem comprovar a acusação. “O governo usa descaradamente a máquina para fazer campanha antecipada”, disse. As declarações fazem parte do confronto político que ganhou força depois da aproximação entre Alan Rick e Zequinha Lima, prefeito da segunda maior cidade do Acre.

Ao tratar da administração estadual, o senador disse que poderá encontrar um Acre em situação financeira e administrativa grave caso seja eleito. Citou o déficit da Previdência, a falta de atualização dos planos de carreira dos servidores e supostas irregularidades na folha de pagamento. Alan Rick afirmou que denúncias estão sendo encaminhadas aos órgãos de controle, mas não identificou os servidores ou gestores envolvidos nem apresentou provas durante a conversa.

“Nós temos várias denúncias de folha de pagamento fantasma nesse governo, de gente que recebe sem trabalhar e repassa dinheiro para pessoas do governo. Todas essas denúncias estão sendo feitas e estamos entregando nas mãos dos órgãos de controle”, afirmou. Por se tratar de uma acusação ainda sem comprovação pública apresentada na entrevista, caberá às instituições responsáveis apurar os fatos e garantir o direito de defesa aos citados.

A imagem usada pelo senador para descrever o estado que pretende governar foi a da reconstrução. Ele falou sobre produtores isolados por ramais precários, professores à espera de revisão nos planos de carreira e trabalhadores da saúde que acumulam plantões para completar a renda familiar. “O Acre que nós vamos pegar, nós vamos ter que reconstruir”, declarou.

No campo das promessas, Alan Rick disse que pretende manter diálogo com servidores da educação, saúde, segurança pública e sistema penitenciário. Segundo ele, a atualização dos planos de cargos, carreiras e remunerações deverá fazer parte das discussões de um eventual governo. Nenhum prazo, cálculo de impacto financeiro ou fonte de recursos foi apresentado durante a entrevista.

Outro ponto central foi a disputa política pela autoria dos recursos destinados ao viaduto da Avenida Ceará com a Avenida Getúlio Vargas, em Rio Branco. Alan Rick afirmou que, em 2020, quando exercia o mandato de deputado federal, destinou toda a parcela que lhe cabia em uma emenda de bancada para a obra. Ele explicou que as emendas da bancada acreana eram divididas entre os 11 parlamentares, sendo oito deputados federais e três senadores.

Segundo o parlamentar, a indicação inicial foi de R$ 20 milhões, com valor final de aproximadamente R$ 18,7 milhões após os procedimentos administrativos ligados à Caixa Econômica Federal. Alan Rick afirmou que existem despachos da coordenação da bancada, extratos das emendas, registros em vídeo e uma publicação do então governador Gladson Cameli agradecendo pela destinação.

“Foi só o deputado Alan Rick que colocou recurso para o viaduto da Avenida Ceará, porque são repartidas as emendas de bancada em 11 partes, e cada um propõe, apresenta o projeto e coloca o recurso”, disse. Ele reconheceu que as emendas de bancada recebem a assinatura dos parlamentares, mas defendeu que a decisão sobre o destino da parcela partiu de seu gabinete.

Na reta final da entrevista, o senador confirmou que a convenção do Republicanos está planejada para 25 de julho, em Rio Branco. A intenção é antecipar a organização jurídica e financeira da campanha, incluindo a abertura dos registros necessários para as candidaturas. O nome do candidato a vice-governador ainda não foi definido.

“Até lá, nós vamos definir a questão do vice e também das novas adesões que estão vindo. No dia 25 de julho, a gente espera fazer a nossa grande convenção”, afirmou.

Alan Rick encerrou a participação relatando a visita ao juiz aposentado Edinaldo Muniz, ferido no desabamento da ponte de Sena Madureira. Segundo o senador, Muniz já passou por oito cirurgias, ainda deverá enfrentar novos procedimentos e receberá uma placa de titânio no crânio. O parlamentar afirmou que ajudou a família na busca por atendimento hospitalar em São Paulo e manteve contato com Suzete, esposa do magistrado.

Ao comentar o acidente, Alan Rick voltou a responsabilizar politicamente o governo estadual e cobrou investigação sobre a obra. Ele citou um gasto de R$ 45 milhões na ponte e defendeu a punição dos culpados. “Deixa a Justiça investigar, porque os culpados têm que pagar. A gente tem que ter uma resposta para a população”, declarou.

A entrevista reuniu três linhas que deverão acompanhar a campanha de Alan Rick nos próximos meses: o enfrentamento judicial contra ações eleitorais, a tentativa de vincular sua candidatura à ideia de reconstrução administrativa do Acre e a ampliação das alianças municipais. A convenção de 25 de julho será o primeiro teste público dessa estratégia, quando o senador deverá apresentar o vice e transformar a movimentação de pré-campanha em candidatura formal.

Bocalom visita Estirão do Remanso e ouve pedidos por saúde, escola e infraestrutura

O pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, visitou a comunidade Estirão do Remanso e ouviu de moradores cobranças por melhorias em áreas consideradas prioritárias, como saúde, educação e infraestrutura. Durante o encontro, a população pediu a construção de um posto de saúde, melhorias na escola local e a pavimentação das vias de acesso à região.

Na conversa, os moradores relataram dificuldades enfrentadas no dia a dia e disseram que a presença de um representante político na comunidade para ouvir as demandas locais ocorreu pela primeira vez. A visita foi tratada pelos participantes como uma oportunidade de levar reivindicações diretamente a um nome que disputa o Palácio Rio Branco.

Ao fim da agenda, Bocalom afirmou que pretende voltar outras vezes à comunidade ao longo da campanha e disse que, se eleito, quer acompanhar de perto as ações na região. “Governar é conhecer de perto a realidade das pessoas. Vou voltar mais vezes durante a campanha e, se Deus permitir, também como governador, para acompanhar de perto as melhorias que essa comunidade merece”, afirmou.

A passagem por Estirão do Remanso ocorre em meio ao movimento de pré-campanha no Acre, período em que possíveis candidatos ampliam agendas em bairros, comunidades e municípios para ouvir demandas e apresentar compromissos ao eleitorado.

Indecisos ainda pesam no Acre em pesquisa que mostra Alan Rick e Gladson Cameli na frente

A pesquisa Delta/TV Gazeta divulgada nesta terça-feira, 9 de junho de 2026, mostra que a disputa eleitoral no Acre ainda tem amplo espaço para mudanças, apesar da liderança do senador Alan Rick (Republicanos) na corrida pelo governo e do ex-governador Gladson Cameli (PP) na disputa ao Senado. O dado que mantém o cenário aberto é o tamanho do eleitorado sem definição: na espontânea, 69,11% não souberam ou não responderam para governador e 73,93% aparecem sem voto definido para senador.

No cenário estimulado para o governo, quando os nomes são apresentados aos entrevistados, Alan Rick aparece em primeiro lugar, com 39,55% das intenções de voto. A governadora Mailza Assis (PP) ocupa a segunda posição, com 19,40%, em empate técnico com Tião Bocalom (PSDB), que registra 17,07%. Thor Dantas (PSB) soma 2%. Brancos e nulos são 2,58%, e outros 19,40% não souberam ou não responderam.

A comparação com a rodada de março mostra estabilidade na liderança. Alan Rick tinha 40,36% e agora aparece com 39,55%. Mailza passou de 20,78% para 19,40%. Bocalom subiu de 15,60% para 17,07%. As oscilações ficam dentro da margem de erro, de três pontos percentuais.

Nas simulações de segundo turno, Alan Rick venceria os principais adversários testados. Contra Mailza Assis, o senador marca 50,87%, enquanto a governadora aparece com 27,14%. Contra Bocalom, Alan chega a 54,62%, diante de 22,98% do tucano. Nos dois cenários, o percentual de eleitores que não souberam ou não responderam é de 16,90%.

O levantamento também mediu um cenário sem Alan Rick. Nessa hipótese, Mailza Assis lidera com 43,13%, contra 27,48% de Tião Bocalom. Brancos e nulos somam 10,24%, e 19,15% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Na espontânea para o governo, Alan Rick tem 14,99%, Mailza Assis aparece com 8,99%, Bocalom registra 4,91% e Thor Dantas soma 0,75%. O resultado mostra que a maioria do eleitorado ainda não consolidou voto sem o estímulo da lista de nomes.

A rejeição é maior para Tião Bocalom, citado por 31,14% dos entrevistados como candidato em quem não votariam de jeito nenhum. Thor Dantas aparece com 25,31%, Mailza Assis com 11,99% e Alan Rick com 11,16%. Outros 20,40% não souberam ou não responderam.

Na disputa ao Senado, Gladson Cameli lidera o cenário estimulado, com 21,73% das citações somadas entre primeira e segunda opção de voto. Márcio Bittar (PL) aparece em segundo, com 19,11%, seguido por Jorge Viana (PT), com 14,69%. Mara Rocha soma 10,95%, Sérgio Petecão tem 9,57%, Eduardo Veloso registra 6,41% e Inácio Moreira aparece com 0,83%. Os indecisos ou sem resposta somam 13,28%.

Sem Gladson Cameli na lista, Márcio Bittar assume a primeira posição, com 21,64%. Jorge Viana aparece com 15,57%, Mara Rocha tem 14,53%, Sérgio Petecão soma 11,53%, Eduardo Veloso registra 8,78%, Jéssica Sales aparece com 7,95% e Inácio Moreira marca 1%. Em outro cenário, sem Gladson e com Coronel Ulysses, Bittar também lidera, com 22,36%, seguido por Jorge Viana, com 15,52%, Mara Rocha, com 14,36%, e Petecão, com 12,82%.

Na espontânea para o Senado, Gladson Cameli aparece com 8,83%, Márcio Bittar tem 7,49% e Jorge Viana soma 5,33%. Jéssica Sales registra 1,67%, Mara Rocha tem 0,58%, Eduardo Veloso aparece com 0,42% e Coronel Ulysses soma 0,17%. O volume de eleitores sem definição, acima de 70%, reforça que a corrida pelas duas vagas ainda depende de articulação política, exposição dos candidatos e consolidação das alianças.

A pesquisa ouviu 1.201 eleitores entre os dias 1º e 6 de junho, em 18 municípios do Acre. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números AC-09056/2026 e BR-03074/2026.