Abastecimento de água volta ao normal após reparo na ETA II em Rio Branco

O abastecimento de água foi normalizado nesta quarta-feira (29) em Rio Branco após a conclusão dos reparos no sistema elétrico da Estação de Tratamento de Água II. A falha começou no domingo (26), quando a movimentação do solo provocada pela vazante do Rio Acre danificou cabos subterrâneos ligados à bomba principal da unidade e comprometeu o fornecimento em cerca de 60% da capital.

A interrupção atingiu bairros e regiões como Calafate, Segundo Distrito, Placas, Centro, São Francisco e áreas próximas ao Horto Florestal. Durante o período, moradores enfrentaram falta de água e baixa pressão na rede.

Equipes do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco trabalharam de forma contínua para substituir os oito cabos danificados. A nova instalação foi feita de maneira aérea para reduzir o risco de novos danos causados pela movimentação do terreno.

O diretor-presidente do Saerb, Enoque Pereira, afirmou que o sistema voltou a funcionar durante a madrugada de segunda para terça-feira. “Não foi um serviço simples, pois envolveu materiais de difícil aquisição. Mesmo assim, conseguimos contornar o problema e voltamos a tratar a água a partir das 5 horas da manhã de terça-feira”, disse.

Com a retomada do tratamento, o abastecimento retornou gradualmente à medida que os reservatórios recuperaram os níveis e a pressão da rede foi restabelecida. Algumas residências voltaram a receber água ainda na terça-feira.

O Rio Acre chegou à marca de 2,12 metros durante o período de estiagem. O Saerb mantém equipes mobilizadas e executa medidas preventivas para evitar novas interrupções nos sistemas de captação, tratamento e distribuição.

Enoque Pereira afirmou que o trabalho seguirá diariamente durante a seca. “A população pode ficar tranquila. Não haverá interrupção, a menos que ocorra um colapso no Rio Acre, o que acreditamos que não acontecerá”, declarou.

O nível do rio e as condições das estações de tratamento continuam sendo monitorados para manter o abastecimento na capital acreana.

Falha elétrica interrompe captação da ETA II e Saerb instala nova rede aérea em Rio Branco

Uma movimentação do solo danificou a rede elétrica do sistema de captação da Estação de Tratamento de Água II, em Rio Branco, e interrompeu o funcionamento de uma das bombas na madrugada de domingo (26). O Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco iniciou o reparo emergencial e decidiu substituir os cabos subterrâneos por uma rede aérea para reduzir o risco de novas paralisações.

A falha foi identificada por volta das 4h pelo Centro de Controle Operacional. A interrupção atingiu a alimentação elétrica da bomba KSB, equipamento com capacidade para enviar até mil litros de água por segundo à estação de tratamento.

A redução do nível do Rio Acre provocou um novo deslocamento do terreno na área de captação. A pressão sobre as caixas de passagem comprimiu os cabos instalados no subsolo, deixou os condutores expostos e provocou superaquecimento e curto-circuito.

As equipes precisaram escavar o local com máquinas e ferramentas manuais para encontrar o trecho danificado. Além da recuperação da estrutura, o Saerb começou nesta segunda-feira (27) a instalação de postes e de uma rede elétrica compacta para manter os cabos acima do solo.

O gerente de Manutenção do Saerb, Eder Franco, afirmou que a mudança deverá aumentar a segurança do sistema. “A substituição da rede subterrânea por uma rede aérea reduzirá significativamente o risco de novas interrupções provocadas pela movimentação do solo, garantindo mais confiabilidade ao sistema de captação da ETA II”, disse.

Enquanto o reparo é executado, a autarquia faz ajustes na adutora de 700 milímetros e no sistema de bombeamento. O plano alternativo utiliza o barrilete existente na captação para encaminhar água diretamente à ETA II e diminuir os efeitos da paralisação sobre os consumidores.

A previsão era concluir os trabalhos até o fim da tarde desta segunda-feira, com retomada gradual da produção e da distribuição de água. A ocorrência afetou as regionais Central, Placas, Horto, Calafate, Segundo Distrito e São Francisco.

Rio Branco busca recursos federais para criar reserva estratégica de água

A Prefeitura de Rio Branco iniciou articulações com o Governo Federal para captar recursos destinados ao estudo de viabilidade de uma reserva estratégica hídrica na capital acreana. Representantes do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco participaram de reuniões em Brasília, na quarta-feira, 8 de julho, para discutir apoio técnico e financeiro ao projeto.

A proposta prevê a elaboração de estudos técnicos, econômicos, ambientais e operacionais. O trabalho deverá definir as condições necessárias para implantar uma estrutura capaz de reforçar o abastecimento de água durante períodos de estiagem e outros eventos que reduzam a disponibilidade hídrica no município.

A primeira reunião ocorreu na Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, vinculada ao Ministério das Cidades. O diretor-presidente do Saerb, Enoque Pereira, apresentou o projeto ao secretário nacional Márcio Leão Coelho e ao coordenador-geral de Repasses a Empreendimentos de Água e Esgoto, Gilson Pires da Silva.

A comitiva também se reuniu com representantes da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. O grupo foi recebido pelo diretor do Departamento de Obras Hídricas e secretário nacional substituto, Marcus Vinicius.

As conversas trataram das formas de financiamento do estudo e da inclusão do projeto nas políticas federais de infraestrutura hídrica. A reserva funcionaria como uma alternativa de longo prazo para reduzir os riscos de interrupções no fornecimento de água, principalmente durante as secas mais intensas.

Enoque Pereira afirmou que o município pretende antecipar medidas para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas. Segundo ele, a elaboração do estudo será o primeiro passo para organizar o projeto e ampliar a segurança do abastecimento para a população.

Também participaram das reuniões o procurador jurídico do Saerb, Alefe Santos; o engenheiro Falcão; a representante da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Maria Antônia; e o assessor parlamentar Marcos Alexandre, que acompanhou o encontro realizado no Ministério das Cidades.

Depasa deixa buracos abertos após reparos em ruas de Cruzeiro do Sul

Moradores e motoristas enfrentam transtornos em ruas de Cruzeiro do Sul após serviços do Departamento Estadual de Água e Saneamento para conserto de vazamentos na rede de abastecimento. As intervenções foram feitas em diferentes pontos da cidade, mas o pavimento não foi recuperado, deixando buracos abertos em áreas de tráfego intenso.

Dois casos recentes foram registrados na Rua Siqueira Campos, nas proximidades do Mercado do Agricultor, no Centro, e na Rua 17 de Novembro, em frente à escadaria da Escola São José. Nos dois trechos, a tubulação recebeu reparos, mas o asfalto não foi recomposto após o fechamento das valas.

A situação tem dificultado a passagem de veículos, motocicletas, ciclistas e pedestres. Em alguns pontos, os buracos acumulam água e lama, o que aumenta o risco de acidentes e causa desgaste em carros e motos que passam diariamente pelas vias.

O secretário municipal de Obras, Desenvolvimento Urbano e Habitação, Carlos Alves, afirmou que a recomposição do pavimento cabe ao Depasa. “Eles estão corrigindo as encanações que estão com vazamento e fechando, mas não estão colocando o asfalto. Eles teriam que colocar o barro, compactar e corrigir colocando o asfalto como era antes”, disse.

Carlos Alves afirmou ainda que a prefeitura já manteve uma parceria para esse tipo de serviço, mas que o acordo não está mais em vigor. “Antes a gente tinha essa parceria, agora nós não temos mais. Então o Depasa tem que se responsabilizar, para deixar o serviço do jeito que estava antes. Está ficando cheio de buracos na cidade”, afirmou.

Além dos pontos próximos ao Mercado do Agricultor e à Escola São José, o secretário citou ocorrências ao lado do Terminal de Ônibus. A falta de recuperação do asfalto tem gerado reclamações de moradores, que cobram a conclusão dos serviços e a recuperação das ruas afetadas.

Rio Branco antecipa plano contra seca e quer evitar desabastecimento de água em 2026

A Prefeitura de Rio Branco apresentou nesta terça-feira, 16 de junho, um plano de contingência para manter a captação, o tratamento e a distribuição de água durante o período de estiagem de 2026, diante da previsão de nova queda acentuada no nível do Rio Acre. O pacote foi detalhado em reunião com órgãos de controle, fiscalização e defesa civil e prevê intervenções no leito do rio, monitoramento permanente e mobilização de equipes para evitar interrupções no abastecimento da capital.

A estratégia foi organizada pelo Saerb, que trata o cenário como preventivo, mas trabalha com a possibilidade de uma seca mais severa do que a registrada em 2024. No ano passado, o Rio Acre chegou a 1,23 metro, na pior estiagem em 54 anos de medições. Agora, a prefeitura pretende agir antes do agravamento do quadro. Entre as medidas previstas estão dragagem, escavações em pontos estratégicos, construção de pequenas barragens e outras ações técnicas para manter a operação do sistema mesmo com o rio em níveis críticos.

Durante a apresentação, o diretor-presidente do Saerb, Enoque Pereira, afirmou que a meta é manter a cidade abastecida mesmo em um cenário extremo. “Se houver qualquer volume de água no rio, teremos condições de captar, tratar e distribuir. Nosso compromisso é não deixar faltar água na casa de ninguém”, disse.

O plano foi apresentado a representantes do Ministério Público, do Tribunal de Contas, da Câmara Municipal, das Defesas Civis estadual e municipal e de órgãos ambientais. A proposta também prevê receber sugestões de instituições parceiras para reforçar a resposta do município durante o período mais crítico do verão amazônico.

A Defesa Civil municipal também trabalha com um cenário de risco para os próximos meses, sobretudo a partir de julho, com possibilidade de agravamento dos efeitos climáticos associados ao El Niño. O coordenador do órgão, tenente-coronel Cláudio Falcão, disse que o planejamento vai além da área urbana e considera reflexos da estiagem sobre saúde pública, agricultura, educação, meio ambiente e zona rural.

Pelas projeções apresentadas, os 230 bairros de Rio Branco e 71 comunidades rurais poderão sentir os efeitos da falta de chuva, das temperaturas elevadas e do aumento do risco de queimadas. A avaliação da prefeitura é que o enfrentamento da estiagem exigirá ação conjunta de diferentes áreas da administração para reduzir os impactos e preservar a segurança hídrica da população.