Acredite estreia com proposta de inspirar o Acre pelas histórias de superação

A jornalista Lana Negreiros estreia na próxima segunda-feira o programa Acredite, na Rádio Integração FM, com a proposta de mostrar que o maior patrimônio do Acre está nas pessoas e em suas histórias de superação. Exibido de segunda a sexta, das 9h30 às 11h30, o programa vai reunir entrevistas, comportamento, informação, entretenimento e exemplos de quem transformou dificuldades em oportunidades.

Segundo Lana Negreiros, o nome do programa carrega uma mensagem de esperança. Além do verbo acreditar, faz referência ao próprio Acre e convida o público a confiar no seu potencial. “Acredite que você pode sair de onde está, com o que tem, e chegar onde quer”, resumiu a apresentadora ao explicar a essência da atração.
Entre os destaques da programação está o quadro Diferente dos Iguais, dedicado a contar histórias de pessoas que inspiram pela trajetória de vida. O primeiro entrevistado será o comentarista Rogério Wenceslau.

Rio Branco busca recursos federais para criar reserva estratégica de água

A Prefeitura de Rio Branco iniciou articulações com o Governo Federal para captar recursos destinados ao estudo de viabilidade de uma reserva estratégica hídrica na capital acreana. Representantes do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco participaram de reuniões em Brasília, na quarta-feira, 8 de julho, para discutir apoio técnico e financeiro ao projeto.

A proposta prevê a elaboração de estudos técnicos, econômicos, ambientais e operacionais. O trabalho deverá definir as condições necessárias para implantar uma estrutura capaz de reforçar o abastecimento de água durante períodos de estiagem e outros eventos que reduzam a disponibilidade hídrica no município.

A primeira reunião ocorreu na Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental, vinculada ao Ministério das Cidades. O diretor-presidente do Saerb, Enoque Pereira, apresentou o projeto ao secretário nacional Márcio Leão Coelho e ao coordenador-geral de Repasses a Empreendimentos de Água e Esgoto, Gilson Pires da Silva.

A comitiva também se reuniu com representantes da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. O grupo foi recebido pelo diretor do Departamento de Obras Hídricas e secretário nacional substituto, Marcus Vinicius.

As conversas trataram das formas de financiamento do estudo e da inclusão do projeto nas políticas federais de infraestrutura hídrica. A reserva funcionaria como uma alternativa de longo prazo para reduzir os riscos de interrupções no fornecimento de água, principalmente durante as secas mais intensas.

Enoque Pereira afirmou que o município pretende antecipar medidas para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas. Segundo ele, a elaboração do estudo será o primeiro passo para organizar o projeto e ampliar a segurança do abastecimento para a população.

Também participaram das reuniões o procurador jurídico do Saerb, Alefe Santos; o engenheiro Falcão; a representante da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Maria Antônia; e o assessor parlamentar Marcos Alexandre, que acompanhou o encontro realizado no Ministério das Cidades.

Atlético Mutirão vence Corinthians CZS e conquista Campeonato Cruzeirense Feminino 2026

O Atlético Mutirão conquistou, neste sábado, 11 de julho, o título do Campeonato Cruzeirense de Futebol Feminino 2026 ao vencer o Corinthians CZS por 2 a 1, no Estádio O Cruzeirão, em Cruzeiro do Sul. A final encerrou a competição promovida pela Prefeitura, por meio da Diretoria de Esportes e Lazer, com premiação em dinheiro para as quatro melhores equipes e para os destaques individuais.

Com a vitória, o Atlético Mutirão recebeu troféu, medalhas e R$ 7 mil. O Corinthians CZS ficou com o vice-campeonato e ganhou R$ 3,5 mil. Na disputa pelo terceiro lugar, o Flamengo derrotou o Igarapé Preto por 5 a 3 e garantiu a terceira colocação, com prêmio de R$ 1,5 mil. O Igarapé Preto terminou em quarto lugar e recebeu R$ 1 mil.

A competição também premiou atletas que se destacaram ao longo do campeonato. A artilheira, a melhor goleira, a craque da competição e a autora do gol mais bonito receberam R$ 500 cada.

O diretor de Esportes e Lazer, Gilvan Ferreira, afirmou que a edição reforçou o crescimento da modalidade no município. “Encerramos mais uma edição do Campeonato Cruzeirense de Futebol Feminino com excelente nível técnico e grande participação das equipes. Parabenizamos todas as atletas pelo desempenho, especialmente o Atlético Mutirão pela conquista do título. A gestão do prefeito Zequinha Lima continuará investindo e incentivando o esporte feminino, valorizando nossas atletas e ampliando as oportunidades para que a modalidade continue crescendo em Cruzeiro do Sul”, disse.

Francisco Piyãko alertou por anos sobre ameaças; “Proteger a floresta para nós é proteger a nossa própria vida”

A frase de Francisco Piyãko, registrada no documentário Povos do Juruá, ganha um novo significado diante da crise de segurança vivida nesta semana na Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, em Marechal Thaumaturgo. O líder Ashaninka, que há décadas denuncia a pressão crescente sobre a fronteira entre Brasil e Peru, viu o território que sempre procurou proteger se tornar alvo da invasão de um grupo armado que procurava lideranças indígenas.

A resposta do Estado veio com a deflagração da Operação Ashaninka, coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre, com equipes do Grupo Especial de Operações em Fronteira (Gefron), apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e articulação com órgãos federais. Mas, para quem acompanha a trajetória de Francisco Piyãko, os acontecimentos desta semana não representam uma surpresa. Eles confirmam alertas feitos há anos e registrados em dois documentários lançados pelo portal Épop.

As produções Povos do Juruá (2024) e Opirj – A luta na defesa dos direitos e da floresta (2025) ajudam a compreender por que o rio Amônia se tornou uma das regiões mais sensíveis da Amazônia brasileira. Mais do que contar a história dos povos indígenas do Vale do Juruá, os filmes mostram como a combinação entre ausência do Estado, pressão por grandes obras, exploração ilegal de recursos naturais e avanço do crime organizado vem transformando a fronteira em uma área de permanente tensão.

Um alerta construído ao longo de décadas

Em Povos do Juruá, Francisco Piyãko conduz o espectador por uma narrativa sobre a formação da Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (Opirj), a luta pela demarcação das terras indígenas e a defesa da floresta.

Ao recordar esse processo, ele afirma:

“Graças à nossa coragem, creio que a gente tem um lugar ainda. Nem que seja do tamanho da nossa força, mas é um lugar seguro para a gente morar com as nossas crianças.”

A declaração sintetiza uma ideia presente durante todo o documentário: o território não foi apenas demarcado pelo Estado, mas protegido pela mobilização permanente dos próprios povos indígenas.

Em outro momento, Francisco chama a atenção para um aspecto pouco conhecido da região. A Terra Indígena Kampa do Rio Amônia está localizada em uma extensa faixa de fronteira, onde a presença permanente do poder público sempre foi limitada. Segundo ele, essa realidade faz com que as comunidades acabem exercendo um papel importante na proteção da floresta e até da própria fronteira brasileira.

Essa condição, no entanto, também expõe as aldeias aos impactos provocados por atividades ilegais que se expandem no lado peruano, como exploração clandestina de madeira, abertura de estradas, narcotráfico e circulação de grupos armados.

Estradas que preocupam as comunidades

Outro eixo central das falas de Francisco Piyãko diz respeito aos projetos de infraestrutura planejados para a região.

Nos documentários, ele questiona a narrativa de que as ligações rodoviárias entre Cruzeiro do Sul e Pucallpa, no Peru, seriam necessariamente sinônimo de desenvolvimento para quem vive na floresta.

“Essa estrada não foi feita para atender nós, o povo da floresta.”

A preocupação apresentada por ele não se limita à construção de uma rodovia. O alerta é para os efeitos que essas ligações costumam provocar em áreas de floresta preservada: aumento da exploração ilegal de madeira, ocupações irregulares, conflitos fundiários e maior facilidade para a atuação de organizações criminosas.

Nos filmes, Francisco defende que qualquer empreendimento dessa natureza seja precedido por estudos ambientais, consulta aos povos indígenas e avaliação dos impactos sobre os territórios tradicionais.

O segundo documentário amplia o debate

Se Povos do Juruá apresenta a história e a identidade dos povos indígenas do Vale do Juruá, Opirj – A luta na defesa dos direitos e da floresta aprofunda a discussão sobre os conflitos atuais da região.

Lançado pelo portal Épop em 2025, o documentário reúne documentos, estudos técnicos, decisões judiciais e depoimentos de lideranças indígenas sobre as ameaças que cercam a fronteira Acre–Ucayali.

No filme, Francisco Piyãko reforça que a defesa feita pelas organizações indígenas não busca impedir o desenvolvimento econômico.

“O direito dos povos indígenas está reconhecido na Constituição Brasileira.”

Para ele, o debate precisa ser conduzido dentro das regras estabelecidas pela Constituição e pelos tratados internacionais, garantindo consulta prévia às comunidades e proteção dos territórios indígenas.

Essa posição também aparece em outro momento do documentário, quando afirma que a luta da Opirj busca apenas que a legislação existente seja efetivamente cumprida.

A realidade alcançou os documentários

Poucos meses depois do lançamento do segundo filme, os alertas registrados nas produções ganharam contornos concretos.

Segundo a denúncia apresentada por Francisco Piyãko às autoridades, homens armados entraram na Aldeia Apiwtxa nos dias 5 e 6 de julho procurando lideranças indígenas e ameaçando moradores.

Durante a chegada das equipes do Gefron, Francisco afirmou que a comunidade vivia um momento de tensão, mas destacou que as lideranças permaneceriam no território.

Também fez um apelo para que a presença das forças de segurança não seja apenas temporária, reforçando que o enfrentamento ao crime organizado depende da atuação permanente do Estado.

As declarações dialogam diretamente com os documentários, nos quais ele explica que os povos indígenas conhecem profundamente a floresta e colaboram com sua proteção, mas não podem ser deixados sozinhos diante da expansão de atividades criminosas na fronteira.

Um convite para conhecer a região

A crise vivida hoje no rio Amônia torna os dois documentários ainda mais relevantes.

Quem assistir às produções encontrará muito mais do que um registro sobre cultura indígena. Os filmes apresentam a história da organização dos povos do Juruá, explicam a importância estratégica da fronteira entre Brasil e Peru, mostram como nasceram as articulações entre comunidades dos dois países e ajudam a compreender por que Francisco Piyãko insiste, há tantos anos, que a proteção da floresta depende também da proteção dos povos que vivem nela.

Os acontecimentos desta semana mostram que os alertas feitos pelas lideranças Ashaninka não tratavam de um cenário hipotético. Eles descreviam uma realidade que se aproximava lentamente e que agora chegou ao coração da Terra Indígena Kampa do Rio Amônia.

Governo federal vai revisar tarifas de pedágio da BR-364 em Rondônia

O governo federal decidiu reavaliar os cálculos usados para definir as tarifas de pedágio no trecho concedido da BR-364, entre Vilhena e Porto Velho, em Rondônia. A medida foi anunciada neste fim de semana após uma reunião, em Brasília, entre a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, representantes do setor produtivo, empresários do transporte, vereadores de Vilhena e lideranças ligadas ao transporte de cargas.

A comitiva relatou problemas no funcionamento do sistema eletrônico de cobrança, como débitos em duplicidade, além dos atrasos provocados por trechos operados no sistema “pare e siga”. Transportadores afirmam que as falhas aumentam os custos das viagens e prejudicam o cumprimento dos prazos de entrega.

Empresários presentes no encontro informaram que as cobranças duplicadas podem superar R$ 100 mil por mês em algumas empresas. Os valores seriam devolvidos posteriormente, mas o período entre o débito e o ressarcimento compromete o fluxo de caixa das transportadoras.

Durante a reunião, Miriam Belchior entrou em contato com a direção da Agência Nacional de Transportes Terrestres. A ANTT deverá fazer uma nova análise dos parâmetros usados na composição das tarifas e concluir o trabalho em até 60 dias.

A revisão poderá reduzir os valores cobrados dos motoristas, caso sejam encontradas distorções nos cálculos. O procedimento também deverá avaliar as reclamações relacionadas ao reconhecimento de placas e ao processamento das cobranças pelo sistema de livre passagem, conhecido como free flow.

O encontro foi articulado pelo ex-senador Acir Gurgacz. “Nosso papel é levar os problemas de Rondônia diretamente a quem pode resolvê-los. Foi isso que fizemos, ao lado dos empresários, dos caminhoneiros e das lideranças de Vilhena”, afirmou.

A concessão administrada pela Nova 364 abrange 686,7 quilômetros da rodovia, entre Vilhena e Porto Velho. O contrato foi assinado em julho de 2025, tem duração de 30 anos e começou a operar em agosto daquele ano. A cobrança do pedágio eletrônico teve início em 12 de janeiro de 2026.

Avião de Gladson permanece no pátio do aeroporto de Cruzeiro do Sul dez dias após notícia de apreensão

A aeronave PT-WGK, registrada em nome do ex-governador Gladson Cameli, permanece no pátio do Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul no sábado, 11, dez dias depois de ser divulgada a informação de que o avião havia sido alvo de uma nova ordem de busca e apreensão.

O caso veio a público no dia 1º de julho por meio do jornalista Leonildo Rosas. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou ter recebido a informação de que a Polícia Federal havia cumprido um mandado contra a aeronave enquanto ela estava em Cruzeiro do Sul.

Segundo Leonildo, a ordem teria sido expedida pela ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça. O jornalista também afirmou que o avião estava sob a responsabilidade de Gladson Cameli como fiel depositário e teria sido utilizado em uma viagem ao município durante a Expoacre Juruá.

A informação apresentada por Leonildo foi repercutida pelo Integração Net no mesmo dia, em matéria que destacou a relação da aeronave com as medidas judiciais adotadas no âmbito da Operação Ptolomeu. Até o momento, não foi divulgada publicamente uma manifestação detalhada da Polícia Federal sobre o cumprimento da ordem em Cruzeiro do Sul.

Dez dias depois da publicação da notícia, o PT-WGK continua estacionado no aeroporto. Não há informação pública sobre eventual transferência da aeronave para outro local, liberação judicial ou mudança na condição em que o avião se encontra.

O PT-WGK é um Beechcraft Baron 58 e consta no Registro Aeronáutico Brasileiro em nome de Gladson Cameli. A aeronave foi incluída entre os bens alcançados por medidas de sequestro e indisponibilidade determinadas durante as investigações da Operação Ptolomeu.

Em documentos apresentados ao Superior Tribunal de Justiça, a Procuradoria-Geral da República já havia defendido a venda antecipada de bens apreendidos ou sequestrados no processo, sob o argumento de evitar a desvalorização. O avião foi avaliado por peritos da Polícia Federal em aproximadamente R$ 3,47 milhões.

A permanência da aeronave no pátio do aeroporto de Cruzeiro do Sul mantém aberta a expectativa por esclarecimentos oficiais sobre a natureza da medida cumprida, a responsabilidade atual pela guarda do bem e qual será a destinação do avião.

Ele decide por ela: Vagner Sales e o desejo do poder por procuração

Na política, às vezes, o silêncio diz tanto quanto os discursos. Nos últimos dias, o nome de Jéssica Sales voltou ao centro das discussões após a indicação do MDB para compor, como vice, a chapa encabeçada por Mailza Assis. Mas uma pergunta permanece sem resposta:

Por onde anda Jéssica?

Desde a derrota na eleição municipal de 2024, em Cruzeiro do Sul, Jéssica praticamente desapareceu do debate político acreano. Morando em Brasília, não protagonizou a articulação que culminou em sua indicação como vice de Mailza Assis. Pelo contrário, de forma discreta, chegou a externar insatisfação com a condução do processo.

Com sua ausência, quem ocupou esse espaço foi Vagner Sales, seu pai, principal articulador e mentor político.

Foi Vagner quem concedeu entrevistas, participou das negociações e esteve presente até mesmo no anúncio da composição da chapa, em um encontro marcado justamente pela ausência da própria pré-candidata a vice.

Um simbolismo difícil de ignorar.

Mais do que apresentar Jéssica, Vagner parece falar por ela. Em suas declarações, alterna críticas aos adversários, revive disputas antigas e se coloca, de forma controversa, como intérprete exclusivo da vontade política do Juruá. Nesse roteiro, Jéssica acaba ocupando um papel secundário em uma história que deveria ser protagonizada por ela. O pano de fundo parece ser outro: não estão em primeiro plano os interesses de Jéssica, do MDB ou do Juruá, mas os do próprio Vagner.

O desafio da candidata não será apenas conquistar a confiança de setores do PP, onde sua chegada desperta resistências. Será, sobretudo, demonstrar que possui voz própria, autonomia política e capacidade de conduzir o próprio destino, sem permanecer à sombra do capital político e do desgaste acumulado por seu pai.

Em eleições, procurações têm valor jurídico. Na política, porém, o eleitor costuma preferir ouvir a voz do candidato, e não a de quem fala em seu nome. Se já foi difícil para Jéssica enfrentar uma disputa na cidade onde nasceu e construiu sua trajetória política, o desafio de percorrer todo o Acre se apresenta ainda maior. E ele começa por uma tarefa essencial: fazer com que sua própria voz seja ouvida.