A Prefeitura de Cruzeiro do Sul realizou no fim de semana uma força-tarefa no acesso ao Rio Croa, na BR-364, com serviços de limpeza, reforço da sinalização viária, organização do estacionamento e ações de educação ambiental. A mobilização reuniu equipes das secretarias municipais de Transporte, Trânsito e Mobilidade Urbana, Meio Ambiente e Obras, com o objetivo de melhorar a infraestrutura do local e ampliar a segurança para moradores, trabalhadores e visitantes de um dos principais destinos turísticos do município.
A intervenção busca dar mais conforto a quem frequenta a área diariamente e, ao mesmo tempo, preservar o rio e o entorno. O secretário municipal de Transporte, Trânsito e Mobilidade Urbana, Jonas Saraiva, afirmou que a ação atende a uma determinação do prefeito Zequinha Lima e disse que a nova sinalização deve organizar melhor o fluxo de veículos e pedestres, além de beneficiar turistas e empreendedores que dependem da atividade turística para gerar renda.
A secretária municipal de Meio Ambiente, Edna Fonseca, disse que a operação também incluiu orientações sobre o descarte correto de resíduos sólidos. Segundo ela, a preservação do Rio Croa depende da colaboração de moradores e visitantes e é decisiva para manter o potencial econômico e turístico da região.
A Prefeitura de Rio Branco apresentou nesta terça-feira, 16 de junho, um plano de contingência para manter a captação, o tratamento e a distribuição de água durante o período de estiagem de 2026, diante da previsão de nova queda acentuada no nível do Rio Acre. O pacote foi detalhado em reunião com órgãos de controle, fiscalização e defesa civil e prevê intervenções no leito do rio, monitoramento permanente e mobilização de equipes para evitar interrupções no abastecimento da capital.
A estratégia foi organizada pelo Saerb, que trata o cenário como preventivo, mas trabalha com a possibilidade de uma seca mais severa do que a registrada em 2024. No ano passado, o Rio Acre chegou a 1,23 metro, na pior estiagem em 54 anos de medições. Agora, a prefeitura pretende agir antes do agravamento do quadro. Entre as medidas previstas estão dragagem, escavações em pontos estratégicos, construção de pequenas barragens e outras ações técnicas para manter a operação do sistema mesmo com o rio em níveis críticos.
Durante a apresentação, o diretor-presidente do Saerb, Enoque Pereira, afirmou que a meta é manter a cidade abastecida mesmo em um cenário extremo. “Se houver qualquer volume de água no rio, teremos condições de captar, tratar e distribuir. Nosso compromisso é não deixar faltar água na casa de ninguém”, disse.
O plano foi apresentado a representantes do Ministério Público, do Tribunal de Contas, da Câmara Municipal, das Defesas Civis estadual e municipal e de órgãos ambientais. A proposta também prevê receber sugestões de instituições parceiras para reforçar a resposta do município durante o período mais crítico do verão amazônico.
A Defesa Civil municipal também trabalha com um cenário de risco para os próximos meses, sobretudo a partir de julho, com possibilidade de agravamento dos efeitos climáticos associados ao El Niño. O coordenador do órgão, tenente-coronel Cláudio Falcão, disse que o planejamento vai além da área urbana e considera reflexos da estiagem sobre saúde pública, agricultura, educação, meio ambiente e zona rural.
Pelas projeções apresentadas, os 230 bairros de Rio Branco e 71 comunidades rurais poderão sentir os efeitos da falta de chuva, das temperaturas elevadas e do aumento do risco de queimadas. A avaliação da prefeitura é que o enfrentamento da estiagem exigirá ação conjunta de diferentes áreas da administração para reduzir os impactos e preservar a segurança hídrica da população.
A Prefeitura de Mâncio Lima realizou nesta terça-feira (16), por meio da Secretaria Municipal de Saúde e do Conselho Municipal de Saúde, a 9ª Conferência Municipal de Saúde, reunião que definiu propostas para reforçar as políticas públicas do setor no município e contribuir com o debate estadual e nacional sobre o Sistema Único de Saúde. Com o tema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: Cuidar do Povo é Cuidar do Brasil”, o encontro reuniu usuários do sistema, trabalhadores da saúde, gestores e prestadores de serviço.
A programação incluiu plenária de abertura, palestras, debates, grupos de trabalho temáticos, plenária final e a eleição da delegação que vai representar Mâncio Lima na etapa estadual da conferência. Ao longo do dia, os participantes discutiram quatro eixos centrais: democracia e direito à saúde, financiamento do SUS, emergências climáticas e justiça socioambiental, além do modelo de atenção e gestão voltado ao cuidado integral da população.
Nos grupos de trabalho, as propostas foram debatidas e votadas com participação paritária entre usuários, trabalhadores da saúde e gestores. As diretrizes aprovadas serão reunidas em relatório final que servirá de base para a formulação do Plano Municipal de Saúde e também para a contribuição do município na Conferência Estadual de Saúde.
A secretária municipal de Saúde, Rusie Lima, afirmou que a conferência amplia o diálogo entre poder público, profissionais e população e ajuda a definir prioridades para os próximos anos. “A Conferência Municipal de Saúde é um momento em que a população, os profissionais e os gestores se unem para pensar o presente e o futuro da saúde em nosso município. Cada proposta construída aqui representa um compromisso com o fortalecimento do SUS e com a melhoria da qualidade dos serviços oferecidos à nossa população. Esse diálogo é essencial para que possamos avançar cada vez mais em uma saúde pública humanizada e eficiente”, disse.
Ao fim da conferência, foram eleitos os delegados que levarão as propostas aprovadas em Mâncio Lima para a fase estadual. As resoluções e diretrizes definidas durante o encontro devem orientar o planejamento das ações da Secretaria Municipal de Saúde e servir como referência para a organização das políticas públicas da área no município.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou por unanimidade, nesta terça-feira (16), em Brasília, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo. O julgamento tratou da atuação do ex-parlamentar para estimular medidas do governo dos Estados Unidos contra o Brasil e contra integrantes da Corte, numa tentativa de pressionar o andamento da ação sobre a trama golpista que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O placar foi de 4 votos a 0, com votos do relator Alexandre de Moraes e dos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Depois da condenação, a sessão avançou para a fase de definição da pena.
A acusação sustentou que Eduardo Bolsonaro incentivou o tarifaço sobre exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do STF e de integrantes do governo federal, além de outras sanções econômicas, com o objetivo de constranger o Judiciário e influenciar o desfecho do processo. Para a Procuradoria-Geral da República, as pressões ultrapassaram o discurso político e produziram efeitos concretos.
A defesa pediu absolvição e argumentou que Eduardo Bolsonaro não tinha poder de decisão sobre a política externa dos Estados Unidos. Também questionou a condução do processo e a participação do relator no julgamento. Eduardo está nos Estados Unidos desde o ano passado e perdeu o mandato na Câmara por faltas às sessões.
A condenação abre mais um flanco judicial no entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro e amplia a reação do Supremo contra tentativas de pressionar a Corte por meio de articulações externas. O caso também reforça a leitura, dentro do tribunal, de que ações para buscar sanções internacionais contra autoridades brasileiras podem ser tratadas como ataque ao funcionamento das instituições.
O governo do Acre abriu nesta terça-feira, 16 de junho, a 7ª Semana Estadual do Migrante, Refugiado e Apátrida, no Museu dos Povos Acreanos, em Rio Branco, com uma programação voltada ao fortalecimento das políticas públicas para acolhimento, proteção e regularização de pessoas em situação migratória. O evento também marca a preparação para novas agendas na faixa de fronteira e para um encontro binacional com a Bolívia, previsto para 25 de junho.
A programação foi organizada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos em parceria com o Comitê Estadual de Apoio a Migrantes, Apátridas e Refugiados. A semana reúne representantes do poder público, organismos de apoio e instituições ligadas à defesa de direitos, em meio ao avanço do debate sobre o fluxo migratório no estado, que há mais de uma década ocupa posição estratégica na entrada de estrangeiros pela fronteira acreana.
Na abertura, o secretário João Paulo Silva defendeu o enfrentamento das falhas no atendimento à população vulnerável e afirmou que o debate sobre direitos humanos ainda esbarra em práticas de negligência. A fala ocorreu no contexto da discussão sobre o acesso de migrantes e refugiados a proteção, assistência e serviços públicos.
O presidente do comitê estadual, Lucas Rodrigues Guimarães, afirmou que a proposta desta edição é dar mais visibilidade à pauta migratória no Acre e reforçar a articulação com os países vizinhos. Segundo ele, a agenda inclui visitas a casas de passagem e a construção de um diálogo mais permanente entre Brasil e Bolívia sobre o tema.
A programação segue nos dias 24 e 25 de junho em Assis Brasil, Brasileia e Epitaciolândia, municípios diretamente ligados à dinâmica migratória na região de fronteira. O dia 25 será dedicado ao encontro bifronteiriço entre Brasil e Bolívia, com foco na cooperação institucional e no aprimoramento das ações de acolhimento.
O evento também contou com representantes do Consulado do Peru, da Defensoria Pública da União, da Organização Internacional para as Migrações, da Defensoria Pública do Estado e de órgãos estaduais. Entre os temas discutidos estão acesso à documentação, regularização migratória, integração local e garantia de direitos.
Após a cerimônia de abertura, a programação teve palestras sobre o histórico da política migratória no Acre entre 2010 e 2020 e sobre os avanços mais recentes na estrutura de atendimento montada pelo estado. A discussão ocorre em uma semana que abrange duas datas simbólicas para o tema: o Dia Mundial do Refugiado, em 20 de junho, e o Dia do Imigrante, em 25 de junho.
O governo do Acre chegou a esta terça-feira, 16 de junho, cercado por uma pergunta que já circula nos corredores da política, nas conversas de bastidor e nas rodas onde deputado baixa a voz antes de falar: quem realmente manda no Palácio Rio Branco? A crise não nasce de uma portaria, de uma exoneração ou de um discurso oficial. Nasce da presença de figuras sem mandato, sem cargo político claro e sem responsabilidade formal, mas com força suficiente para atravessar reuniões, interferir em alianças, pressionar parlamentares e tentar controlar o rumo de um governo que deveria responder diretamente à população.
A expressão é antiga, mas voltou a vestir roupa nova no Acre: eminência parda. É aquele personagem que não aparece na placa da porta, não foi escolhido pelo eleitor, não senta na Assembleia, não carrega voto no bolso, mas age como se tivesse recebido procuração para decidir o destino de quem governa. Não assina ato, mas orienta. Não ocupa cargo visível, mas manda. Não enfrenta urna, mas tenta impor caminho a quem passou pelo voto. A política acreana conhece bem esse tipo de poder sem rosto. Ele sempre aparece quando a autoridade formal começa a dividir espaço com a conveniência do bastidor.
O problema não está na existência de auxiliares próximos. Todo governo precisa de conselheiros, articuladores e pessoas de confiança. O problema começa quando esses personagens deixam de aconselhar e passam a comandar. Quando isso acontece, o governo perde nitidez. O secretário não sabe até onde pode ir. O deputado não sabe com quem negociar. O aliado não sabe se fala com a governadora ou com quem fala por ela. O cidadão, que é o verdadeiro dono da máquina pública, fica sem saber quem cobrar quando a decisão dá errado.
No Acre de hoje, essa sombra pesa sobre a imagem da governadora Mailza Assis. A governadora parece tentar manter uma aparência de controle, mas a política não perdoa hesitação. Em governo, dúvida prolongada vira fraqueza. Aliança mal resolvida vira chantagem. Base insatisfeita vira ameaça silenciosa. E quando os próprios aliados começam a reclamar de interferência externa, de emendas represadas e de decisões tomadas por quem não tem mandato, o problema já saiu do cochicho e entrou na sala principal.
A base governista, embora numerosa no papel, já não se comporta como tropa obediente. Há incômodo entre deputados, especialmente em torno da liberação de emendas e da tentativa de transformar apoio político em obediência eleitoral. Emendas parlamentares não são presente do governo. São instrumentos públicos, muitas vezes destinados a associações, comunidades, instituições filantrópicas, pequenos municípios e serviços que atendem gente de carne e osso. Quando esse dinheiro vira moeda de pressão, quem sofre não é o deputado. Quem sofre é a dona Maria que espera atendimento, o dirigente de uma entidade que mantém serviço comunitário, a família que depende de uma ação social e o interior que vive na ponta do abandono.
É aí que a eminência parda se torna perigosa. Ela não aparece para explicar a demora. Não vai ao rádio prestar contas. Não sobe em palanque para pedir voto em nome próprio. Não encara eleitor na feira, no ramal, na fila do hospital ou na porta de uma escola. Quem carrega o desgaste é a governadora. Quem perde sustentação é o governo. Quem responde nas urnas é o grupo político. A sombra manda, mas a conta chega para quem está sob a luz.
O caso do MDB aprofunda esse desgaste. O partido entrou na aliança, saiu pela tangente, conversou com outros caminhos, voltou a deixar dúvidas e manteve a governadora em uma posição desconfortável. Na política, nada enfraquece mais uma liderança do que parecer dependente de quem não se decide. Quando um aliado oscila demais, cabe ao governo impor rumo. Mailza precisa decidir se conduz a própria campanha ou se continuará esperando que outros definam o tamanho do seu projeto. A indefinição do MDB já arranha o partido, mas também atinge a governadora, porque passa a impressão de que ela insiste em uma aliança que não lhe entrega segurança.
O Acre já atravessou períodos em que o poder se organizava por cartilha, senha e bênção. Quem estava dentro do círculo resolvia. Quem estava fora precisava rezar o terço inteiro para ser ouvido. Esse tipo de política envelheceu mal, mas não desapareceu. Ela apenas trocou o gabinete fechado pelo grupo de mensagem, a antessala pelo almoço reservado, o coronel antigo pelo operador moderno. A essência continua a mesma: poucos decidem, muitos obedecem e quase ninguém assume a responsabilidade.
Um governo que aceita esse modelo vai se afastando do chão. Deixa de ouvir prefeito pequeno, deputado incomodado, servidor cansado, liderança comunitária esquecida. Passa a ouvir apenas o eco de quem vive perto do poder. E o eco é sempre perigoso, porque devolve ao governante exatamente aquilo que ele quer escutar. O Acre real é diferente. O Acre real não quer saber quem cochicha no ouvido da governadora. Quer saber quem resolve. Quer saber quem responde. Quer saber por que a máquina pública parece travada quando deveria estar funcionando.
A crítica feita no Jornal da Manhã toca exatamente nesse ponto. Não se trata apenas de disputa eleitoral. Trata-se de responsabilidade pública. Quem manda precisa aparecer. Quem decide precisa assinar. Quem interfere precisa ter nome, cargo e dever legal. A democracia não combina com poder clandestino. Governo não pode ser comandado por presença na fotografia, influência de corredor ou intimidade com quem ocupa o cargo principal. Governo exige comando aberto, cadeia de decisão limpa e autoridade capaz de dizer sim, não e por quê.
Mailza Assis ainda tem tempo de reorganizar o próprio governo, mas esse tempo não é infinito. A governadora precisa separar conselho de comando, amizade de função pública, articulação de interferência. Precisa olhar para a base e entender que deputado não é empregado de palácio. Precisa olhar para os partidos e entender que aliança sem firmeza vira humilhação pública. Precisa olhar para dentro do governo e decidir quem fala, quem manda, quem executa e quem responde.
A eminência parda sobrevive porque raramente deixa impressão digital. Por isso mesmo, um governo responsável não pode entregar sua condução a esse tipo de personagem. A sombra protege quem opera, mas enfraquece quem governa.
A energia solar deixou de ser uma aposta distante para se tornar uma das principais frentes de expansão energética do Brasil. Em um país com alta incidência de sol, tarifas de energia que pesam no orçamento de famílias e empresas e uma demanda crescente por soluções mais sustentáveis, os sistemas fotovoltaicos ganharam espaço em residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e grandes empreendimentos.
O Brasil já está entre os mercados mais relevantes do mundo no setor. A fonte solar soma dezenas de gigawatts em operação, ocupa a segunda posição na matriz elétrica nacional e já movimentou mais de R$ 300 bilhões em investimentos acumulados. O avanço mostra que a energia gerada a partir do sol deixou de ser apenas uma alternativa ambiental e passou a ser também uma estratégia econômica.
A expansão ocorre em duas frentes. De um lado estão as grandes usinas solares, conectadas ao sistema elétrico e responsáveis por ampliar a oferta nacional de energia limpa. De outro, cresce a chamada geração distribuída, instalada em telhados, terrenos, galpões, fazendas, lojas, prédios públicos e pequenas empresas. É nesse modelo que o consumidor deixa de ser apenas comprador de energia e passa a produzir parte do que consome.
O potencial brasileiro é sustentado por uma condição natural favorável. O Atlas Brasileiro de Energia Solar, elaborado pelo INPE, mostra que há dados disponíveis para todo o território nacional, com medições que permitem avaliar o aproveitamento da radiação solar em estados, municípios e locais específicos. Isso torna possível planejar projetos de diferentes tamanhos, desde uma pequena casa até uma propriedade rural ou uma indústria com alto consumo.
Mas o crescimento também impõe desafios. O país precisa ampliar redes de transmissão, melhorar a integração da energia gerada em diferentes regiões e avançar em sistemas de armazenamento, como baterias. O próprio planejamento energético nacional já aponta que a micro e minigeração distribuída deve seguir em forte crescimento até 2035, com milhões de consumidores aderindo ao modelo. O debate, agora, não é mais se a energia solar funciona, mas como fazer essa energia chegar com segurança, estabilidade e custo adequado ao consumidor.
No Acre, essa discussão ganha contornos práticos. Em um estado marcado por longas distâncias, áreas rurais, propriedades produtivas, pequenos negócios e famílias que buscam reduzir despesas fixas, a energia solar aparece como uma alternativa para gerar economia e autonomia. A instalação de sistemas fotovoltaicos pode atender desde uma residência urbana até uma fazenda que precisa de energia para bombeamento de água, irrigação, resfriamento e outras atividades ligadas à produção.
É nesse cenário que atua a RC Engenharia Solar, empresa com sede em Epitaciolândia e atuação em todo o Acre. Especializada no desenvolvimento de projetos e na instalação de sistemas de energia solar fotovoltaica, a empresa trabalha com soluções personalizadas para residências, empresas e propriedades rurais, com foco em economia, autonomia energética e sustentabilidade.
A proposta da RC Engenharia Solar é entregar ao cliente uma solução completa. A empresa atua desde o dimensionamento do projeto, de acordo com o consumo atual e as necessidades futuras, até a instalação profissional, homologação junto à concessionária, manutenção, limpeza, monitoramento por aplicativo e suporte no pós-venda. Na prática, o serviço busca reduzir a burocracia para quem deseja investir em energia solar, mas não domina as etapas técnicas e regulatórias do processo.
A atuação por setor também mostra como a energia solar pode ter impactos diferentes dentro da economia acreana. No uso residencial, o sistema pode reduzir a conta de energia, valorizar o imóvel e proteger o consumidor dos aumentos tarifários. No comércio e na indústria, a redução de custos operacionais pode melhorar a margem de lucro e a competitividade. No campo, a fonte solar pode garantir energia mais confiável para atividades que dependem de regularidade no fornecimento.
A empresa informa que os sistemas podem proporcionar economia significativa na conta de luz, com redução de até 90%, a depender do perfil de consumo, do projeto instalado e das regras de compensação de energia. Além da economia, a geração própria também agrega valor ao imóvel e contribui para a redução da emissão de gases de efeito estufa.
O avanço da energia solar no Brasil mostra que a transição energética não está restrita aos grandes centros ou aos grandes projetos. Ela também passa por empresas locais, instaladores, engenheiros, eletricistas, produtores rurais, comerciantes e famílias que enxergam no sol uma forma de reduzir custos e ganhar previsibilidade. No Acre, onde a logística e a infraestrutura ainda são desafios constantes, transformar a luz solar em energia própria pode representar mais do que economia: pode significar independência, produtividade e uma nova frente de desenvolvimento.
Foto: Agência Brasil
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A espera por Tratamento Fora de Domicílio interestadual chegou a 54 dias para uma jovem de 18 anos internada no Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul. O caso, que já havia exposto a demora na transferência de pacientes graves para fora do Acre, ganhou novo elemento: um laudo da equipe de neurocirurgia confirma a complexidade do quadro, aponta a necessidade de atendimento fora da rede local e alerta para riscos em caso de demora na avaliação especializada.
A paciente tem hidrocefalia congênita e passou pela primeira cirurgia ainda recém-nascida, com apenas 11 dias de vida. Segundo a mãe, Antônia de S. Cruz, desde então a família enfrenta uma rotina de internações, cirurgias e tentativas de controle do quadro. Em 2022, a válvula de derivação ventriculoperitoneal, conhecida como DVP, começou a apresentar problemas.
“Minha filha tem hidrocefalia congênita, fez a primeira cirurgia com 11 dias. Desde então é uma luta. Hoje tem 18 anos e, no ano de 2022, a DVP começou a dar problema. Desde então vem fazendo vários procedimentos cirúrgicos sem êxito. Está à base de Tramal, que só alivia. Ou seja, é como ela suporta a dor”, afirmou Antônia.
O laudo da neurocirurgia descreve a paciente como portadora de hidrocefalia complexa, já submetida a múltiplas intervenções neurocirúrgicas e com evolução marcada por complicações relacionadas ao sistema de derivação. O histórico médico aponta implante de DVP de média pressão em novembro de 2022, troca para DVP de alta pressão em novembro de 2023 por quadro de hiperdrenagem e novo procedimento em setembro de 2025 para avaliação da hiperdrenagem e possível dependência valvular.
Apesar de, no momento da avaliação, a paciente estar consciente, orientada, com escala de coma de Glasgow 15 e sem déficits neurológicos focais ao exame, o documento é direto ao afirmar que ela precisa de reavaliação especializada. A equipe médica também registra que a manutenção do quadro sem avaliação adequada pode evoluir com piora neurológica, disfunção valvular, hipertensão intracraniana, rebaixamento do nível de consciência, déficits neurológicos permanentes e risco de óbito.
Diante da complexidade do caso e da necessidade de recursos terapêuticos não disponíveis na rede local, o laudo indica TFD interestadual para avaliação e possível realização de terceiroventriculostomia endoscópica ou implante de válvula programável ou autorregulável. O documento afirma ainda que o encaminhamento é necessário por se tratar de procedimento e acompanhamento de alta complexidade, exigindo equipe especializada e centro de referência com experiência em hidrocefalia complexa.
Para a família, a demora deixou de ser apenas uma espera por vaga. São 54 dias de internação, dor controlada com medicação e incerteza sobre quando a transferência será autorizada.
“Será que em 54 dias não teve nenhum estado disponível para receber os pacientes? 54 dias procurando leito, é vergonhoso isso!”, cobrou Antônia.
O caso não é isolado, segundo relato encaminhado ao Grupo Integração. A mãe também informou a situação de outro paciente, identificado como Manoel, que estaria internado desde 23 de abril deste ano no Hospital Regional do Juruá, também à espera de TFD interestadual.
De acordo com o relato, Manoel sofreu um acidente com disparo de arma de fogo em 20 de fevereiro de 2025 e, desde então, passou por cinco procedimentos cirúrgicos. Em 2026, voltou ao hospital com fortes dores e infecção no local da cirurgia. A situação exigiu a retirada de uma placa craniana. A equipe médica teria solicitado avaliação de um cirurgião plástico, já que a pele na região do crânio não estaria mais se regenerando adequadamente.
Manoel Oliveira da Conceição
Ainda segundo a família, Manoel enfrenta fortes dores de cabeça e já apresentou acúmulo de líquido cefalorraquidiano, o que exigiu nova drenagem. O quadro, conforme o relato, vem se agravando enquanto o paciente segue sem transferência para tratamento fora do estado.
Apesar da cobrança pela demora no TFD, os familiares destacam que os pacientes têm recebido acolhimento dos profissionais do Hospital Regional do Juruá. No caso de Manoel, o relato aponta acompanhamento psicológico durante a internação. A crítica se concentra na falta de resposta sobre a transferência, na ausência de prazo e na dificuldade de acesso a serviços de alta complexidade fora do Acre.
A espera de 54 dias escancara um problema que vai além de um caso individual. Em Cruzeiro do Sul, pacientes graves dependem de regulação, vaga, autorização e transporte para conseguir atendimento especializado em outros estados. Quando esse fluxo não acontece, a dor permanece dentro do hospital, sob cuidado das equipes locais, mas sem a solução que só pode vir com o tratamento fora da rede disponível no Juruá.
Enquanto isso, famílias seguem contando os dias. Para Antônia, a pergunta continua sem resposta: por que, em quase dois meses, o Estado ainda não conseguiu garantir um leito para quem precisa sair do Acre para tratar uma condição grave?
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