Abastecimento de água volta ao normal após reparo na ETA II em Rio Branco

O abastecimento de água foi normalizado nesta quarta-feira (29) em Rio Branco após a conclusão dos reparos no sistema elétrico da Estação de Tratamento de Água II. A falha começou no domingo (26), quando a movimentação do solo provocada pela vazante do Rio Acre danificou cabos subterrâneos ligados à bomba principal da unidade e comprometeu o fornecimento em cerca de 60% da capital.

A interrupção atingiu bairros e regiões como Calafate, Segundo Distrito, Placas, Centro, São Francisco e áreas próximas ao Horto Florestal. Durante o período, moradores enfrentaram falta de água e baixa pressão na rede.

Equipes do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco trabalharam de forma contínua para substituir os oito cabos danificados. A nova instalação foi feita de maneira aérea para reduzir o risco de novos danos causados pela movimentação do terreno.

O diretor-presidente do Saerb, Enoque Pereira, afirmou que o sistema voltou a funcionar durante a madrugada de segunda para terça-feira. “Não foi um serviço simples, pois envolveu materiais de difícil aquisição. Mesmo assim, conseguimos contornar o problema e voltamos a tratar a água a partir das 5 horas da manhã de terça-feira”, disse.

Com a retomada do tratamento, o abastecimento retornou gradualmente à medida que os reservatórios recuperaram os níveis e a pressão da rede foi restabelecida. Algumas residências voltaram a receber água ainda na terça-feira.

O Rio Acre chegou à marca de 2,12 metros durante o período de estiagem. O Saerb mantém equipes mobilizadas e executa medidas preventivas para evitar novas interrupções nos sistemas de captação, tratamento e distribuição.

Enoque Pereira afirmou que o trabalho seguirá diariamente durante a seca. “A população pode ficar tranquila. Não haverá interrupção, a menos que ocorra um colapso no Rio Acre, o que acreditamos que não acontecerá”, declarou.

O nível do rio e as condições das estações de tratamento continuam sendo monitorados para manter o abastecimento na capital acreana.

Festival Vetê Noke Koî celebra cultura indígena em Cruzeiro do Sul

O Festival Vetê Noke Koî reúne indígenas e visitantes na Terra Indígena Campina Katukina, em Cruzeiro do Sul, para celebrar a demarcação do território e a trajetória de resistência do povo Noke Koî. A programação começou nesta terça-feira (28) e segue até quinta-feira (30), com apoio da prefeitura.

Durante os três dias, o público acompanha rituais, cantos, danças, produção de artesanato, gastronomia tradicional e atividades ligadas aos conhecimentos preservados pelas comunidades indígenas ao longo das gerações.

O município participa da organização por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo. O apoio inclui iluminação, camisas, água para consumo e outros serviços solicitados pela comunidade para a realização do festival.

A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Janaína Terças, afirmou que a parceria com a Terra Indígena Campina Katukina faz parte das ações mantidas pela gestão nas áreas de cultura e turismo. “É uma satisfação manter essa parceria todos os anos”, disse.

A prefeitura também aposta no festival como parte do turismo de vivência desenvolvido em Cruzeiro do Sul. A chegada de visitantes às aldeias movimenta serviços de transporte, hospedagem e alimentação, além de ampliar o contato do público com as tradições do povo Noke Koî.

A existência de voos para Cruzeiro do Sul e o acesso rodoviário até a comunidade são apontados pelo município como fatores que podem ampliar a participação de visitantes nas próximas edições.

Socorro Rodrigues aceita ser vice de Thor Dantas na disputa pelo Governo do Acre

A advogada Socorro Rodrigues, do Podemos, aceitou nesta quarta-feira, 29 de julho, o convite para ocupar a vaga de vice na chapa do médico Thor Dantas, pré-candidato do PSB ao Governo do Acre. A composição será oficializada nesta quinta-feira, 30, durante a convenção da Frente Ampla pelo Acre, marcada para as 17h, no Parque das Acácias, em Rio Branco.

Thor foi à casa de Socorro para formalizar o convite, que já havia sido discutido por telefone e em encontros anteriores. Ao confirmar a entrada na chapa, a advogada afirmou que recebe a decisão com responsabilidade e relacionou sua participação à presença das mulheres na política acreana.

“Recebo esse convite com muita alegria e confirmo minha total adesão. É motivo de muita honra”, declarou Socorro. Ela afirmou que pretende representar as mulheres do Acre e citou como características dessa representação a coragem, a força, a determinação e a sensibilidade.

A escolha de Socorro encerra a definição da chapa majoritária da aliança formada por PT, PCdoB, PV, PSB e Podemos. Thor afirmou que procurava uma candidata com experiência profissional, compromisso ético e atuação na defesa de direitos.

“Uma mulher forte, competente, experiente, que tem sólida atuação na advocacia e na luta pelos direitos fundamentais”, afirmou Thor ao justificar a escolha. O pré-candidato também relacionou a composição à união de experiências diferentes, com um médico e uma advogada na disputa pelo governo estadual.

Socorro atua nas áreas de Direito Tributário e Direito Eleitoral. Ela foi vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Acre e ocupa o cargo de conselheira federal da entidade. Também participa de ações de combate à violência contra as mulheres. A eleição de 2026 será sua primeira disputa por um cargo majoritário estadual.

A convenção desta quinta-feira também deverá oficializar a candidatura do ex-governador Jorge Viana ao Senado, além dos nomes da coligação para as disputas de deputado federal e deputado estadual. A Frente Ampla pelo Acre prevê apresentar cerca de 100 candidatos aos cargos proporcionais.

Jorge Viana reúne padres e defende fé, diálogo e serviço ao Acre

Depois de participar de uma missa, o pré-candidato ao Senado Jorge Viana sentou-se à mesa com padres da Diocese de Rio Branco na manhã desta quarta-feira, 29 de julho, na Casa dos Padres, no bairro Calafate. Entre café, orações e conversas sobre os problemas enfrentados pela população, o encontro aproximou a linguagem da fé do debate político e colocou o diálogo, a esperança e o serviço aos mais pobres no centro da agenda apresentada para o Acre.

O café da manhã foi organizado pelo padre Antônio Menezes, licenciado das funções sacerdotais e pré-candidato a deputado estadual. Também participaram os padres Macoy Soares, ecônomo da Diocese de Rio Branco e reitor do Santuário da Divina Misericórdia; Matheus, da Paróquia do Bujari; Erenildo, da Paróquia São Felipe; e Júnior, da Paróquia São Paulo Apóstolo. Dona Nice, responsável pelo preparo da mesa, completou o grupo reunido após a celebração religiosa.

A cena mais simples daquela manhã ocorreu diante da cafeteira. Viana preparou a própria bebida e serviu os sacerdotes e Dona Nice. O gesto acompanhou o sentido que conduziu a conversa: a liderança política, na visão apresentada durante o encontro, precisa começar pelo cuidado com as pessoas e pela disposição de servir.

Ao redor da mesa, o diálogo avançou para questões que atravessam o cotidiano das famílias acreanas. Os participantes falaram sobre falta de oportunidades, saída de moradores para outros estados, desemprego, violência, desigualdade social e abandono das parcelas mais vulneráveis da população. A presença dos padres levou à conversa experiências vividas dentro das comunidades, onde a Igreja mantém contato diário com famílias atingidas pela pobreza e pela ausência de políticas públicas.

Viana afirmou que a missa e a recepção dos sacerdotes renovaram sua disposição para trabalhar pelo estado. Ao falar sobre uma possível volta ao Senado, pediu que não lhe faltasse o compromisso de “servir ao Acre com amor, humildade e compromisso com as pessoas”. Na fala do pré-candidato, fé e atuação pública apareceram unidas pela ideia de comunhão, palavra usada para defender uma política menos marcada pelo confronto e mais aberta à escuta.

Padre Antônio Menezes tratou a esperança cristã como uma responsabilidade diante da realidade. “A esperança nunca é passiva”, afirmou. Para ele, acreditar em dias melhores exige cuidar das pessoas, enfrentar as injustiças e colocar o interesse coletivo acima de projetos particulares. O sacerdote também defendeu que a política seja exercida como missão, especialmente quando as decisões atingem os mais pobres.

Padre Macoy Soares levou à conversa a preocupação com os acreanos que deixam o estado em busca de emprego, renda e segurança. Ele defendeu um Acre capaz de oferecer condições para que as famílias permaneçam perto de suas raízes, com dignidade e perspectivas de futuro. Também falou sobre o trabalho social desenvolvido pela Igreja e sobre a necessidade de parceria com agentes públicos comprometidos com quem costuma permanecer distante dos centros de decisão.

O encontro terminou com o compromisso de ampliar as conversas com diferentes setores da sociedade. Viana defendeu a escuta como parte da construção de respostas para os problemas do estado e voltou a relacionar desenvolvimento, união e atenção às pessoas. Em torno de uma mesa preparada sem cerimônia, a pré-campanha ganhou o vocabulário da fé: esperança como movimento, diálogo como método e poder como serviço.

Governo paga metade de contrato de R$ 2,55 milhões por shows de Leonardo e Ana Castela

O Governo do Acre pagou R$ 1,275 milhão, metade de um contrato de R$ 2,55 milhões, à Apolo Assessoria pelos shows de Leonardo e Ana Castela na Expoacre 2026, em Rio Branco. A empresa contratada é uma microempresa aberta em 2022, registrada como empresário individual e com capital social declarado de R$ 1 mil.

O empenho nº 4460010814 foi emitido pela Casa Civil em 28 de julho de 2026 e está vinculado ao Contrato CC nº 45/2026 e ao processo SEI nº 4002.008447.00852/2026-84. A execução financeira reúne os dois artistas, suas bandas, equipes técnicas e a produção artística das apresentações.

O registro não divide quanto será pago a Leonardo, quanto ficará com Ana Castela e qual parcela será destinada à produção e aos demais serviços. A íntegra do contrato também não estava disponível nos portais públicos consultados até o fechamento desta matéria.

Sem as cláusulas, permanecem sem resposta a modalidade usada na contratação, as obrigações assumidas pela Apolo Assessoria, as empresas responsáveis pela representação dos cantores e as condições que permitiram o pagamento de metade do valor antes das apresentações.

Leonardo sobe ao palco da Expoacre no domingo, 2 de agosto. Ana Castela se apresenta na quinta-feira, 6. A programação financiada pelo governo também inclui Natanzinho Lima, Padre Fábio de Melo, Wesley Safadão e Som & Louvor. Bruno & Marrone serão contratados pela iniciativa privada, com cobrança de ingressos.

A distribuição dos ingressos para os shows promovidos pelo Estado começou nesta quarta-feira, 29 de julho. Cada pessoa precisa entregar dois quilos de alimentos não perecíveis por apresentação, com limite de quatro ingressos por CPF para cada show.

Nos dias 29 e 30 de julho, a troca ocorre em frente ao Palácio Rio Branco, das 8h às 20h. A partir de 31 de julho, os ingressos também serão distribuídos em supermercados parceiros. Os alimentos serão entregues a instituições sociais e famílias em situação de vulnerabilidade.

A doação de alimentos não paga os artistas. Os cachês e as demais despesas das apresentações organizadas pelo governo continuam sendo bancados com recursos públicos.

A contratação direta dos shows começou após o Tribunal de Contas do Estado suspender o modelo inicialmente planejado para a Expoacre. A Casa Civil pretendia repassar cerca de R$ 22 milhões a organizações da sociedade civil para executar diferentes partes da feira.

O Chamamento Público nº 002/2026 terminou sem interessados. Depois disso, o governo abriu procedimentos de dispensa de chamamento para escolher as entidades responsáveis pelos serviços.

Em 23 de julho, o TCE suspendeu os atos relacionados às organizações. A área técnica apontou restrição à competitividade, falta de estudos para comprovar os custos e falhas no planejamento. A decisão não impediu a realização da Expoacre, mas bloqueou o modelo de transferência dos recursos às entidades.

Após a cautelar, o chefe da Casa Civil, Cristovam Pontes, anunciou que o governo não recorreria à Justiça e faria as contratações diretamente. “Trabalhamos todo o final de semana para entregar os contratos e os processos prontos para que hoje a gente estivesse aqui anunciando os shows e os eventos”, declarou durante o lançamento da Expoacre.

O empenho de R$ 2,55 milhões para a Apolo Assessoria é o primeiro registro financeiro conhecido dessa nova forma de contratação. O valor também abre uma diferença que precisa ser explicada quando comparado ao orçamento elaborado para a Expoacre Juruá.

No Plano de Trabalho da Associação Transformar, a Casa Civil havia reservado R$ 2,1 milhões apenas para o show de Leonardo em Cruzeiro do Sul. Transporte, hospedagem, alimentação, passagens e produção das atrações nacionais estavam separados em outra despesa, de R$ 2,44 milhões.

Em Rio Branco, Leonardo e Ana Castela foram reunidos em um contrato de R$ 2,55 milhões, com bandas, equipes técnicas e produção artística. O valor é R$ 450 mil maior que os R$ 2,1 milhões reservados anteriormente para Leonardo sozinho no Juruá, uma diferença de 21,4%.

Os dois orçamentos não podem ser tratados como idênticos. Datas, locais, logística, duração dos shows e obrigações contratuais podem alterar os preços. Ainda assim, a Casa Civil precisa explicar por que o planejamento do Juruá destinava R$ 2,1 milhões apenas a Leonardo, com a logística separada, enquanto o contrato de Rio Branco reúne Leonardo, Ana Castela, bandas, equipes e produção por R$ 2,55 milhões.

Contratos firmados por outras administrações públicas também permitem comparar os valores. Em 2025, a Prefeitura de Princesa Isabel, na Paraíba, contratou Leonardo e sua empresa representante por R$ 800 mil. Em 2026, Ana Castela foi contratada por R$ 850 mil em Bauru e por R$ 900 mil em Cascavel, no Ceará.

Somadas, essas referências ficam entre R$ 1,65 milhão e R$ 1,7 milhão. O contrato do Acre supera esses valores entre R$ 850 mil e R$ 900 mil, diferença próxima de 50%.

Os preços não precisam ser iguais. Agenda, data, transporte, estrutura, duração da apresentação, distância e responsabilidades assumidas podem aumentar ou reduzir o custo. Para permitir uma comparação correta, a Casa Civil precisa publicar as propostas comerciais, os documentos usados como referência, as notas fiscais apresentadas para justificar os preços e a divisão dos R$ 2,55 milhões.

O valor conhecido ainda não representa o custo total dos shows da Expoacre. Até o fechamento desta matéria, não haviam sido identificados contratos financeiros em nome de Natanzinho Lima, Padre Fábio de Melo, Wesley Safadão ou Som & Louvor.

A despesa final dependerá desses quatro contratos e de possíveis pagamentos por palco, iluminação, som, geradores, segurança, camarins, transporte, alimentação e hospedagem.

A empresa que recebeu os R$ 1,275 milhão tem como razão social Kayque Cardoso de Souza e usa o nome fantasia Apolo Assessoria. O CNPJ 44.887.790/0001-44 foi aberto em 17 de janeiro de 2022, em São Paulo. A Apolo está registrada como empresário individual, enquadrada como microempresa e possui capital social declarado de R$ 1 mil. O valor corresponde a 0,08% dos R$ 1,275 milhão já pagos pelo Governo do Acre e a 0,04% do contrato total de R$ 2,55 milhões.

O endereço cadastrado fica na Rua Gonçalo da Costa, nº 46, sala 2, na Vila Santa Edwiges, em São Paulo. A atividade principal informada no cadastro empresarial é consultoria em gestão empresarial. A empresa também possui atividades secundárias ligadas à organização de eventos e à produção musical.

Não foram encontrados outros contratos públicos de valor semelhante vinculados ao mesmo CNPJ, nem registros públicos que comprovem a relação da Apolo com a Talismã Administradora de Shows, representante de Leonardo, ou com a Boiadeira Music, responsável pela carreira de Ana Castela.

O baixo capital social não impede uma empresa de contratar com o poder público e não comprova incapacidade financeira ou irregularidade. O dado, porém, aumenta a necessidade de o governo apresentar as garantias exigidas, a experiência da contratada, sua capacidade de executar o serviço e os vínculos formais com os artistas.

Também falta esclarecer se os R$ 1,275 milhão foram pagos como antecipação contratual, quais garantias o Estado exigiu antes de liberar o dinheiro e quando serão publicados o Contrato CC nº 45/2026 e os documentos usados para justificar o preço.

Alysson reforça continuidade da gestão em Rio Branco e declara apoio a Bocalom

O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, apresentou nesta quarta-feira, 29 de julho, em Cruzeiro do Sul, um balanço das ações executadas desde que assumiu o comando da capital e reafirmou o apoio à pré-candidatura de Tião Bocalom ao governo do Acre. Durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM 99,9, Bestene colocou a continuidade administrativa, o cuidado com os recursos públicos e a lealdade política como bases da parceria construída entre os dois.

Alysson assumiu a Prefeitura de Rio Branco em 4 de abril de 2026, após a transmissão do cargo feita por Bocalom. Desde então, passou a conduzir uma estrutura administrativa que ajudou a construir como vice-prefeito e integrante direto da gestão municipal. A prefeitura mantém Bestene como atual prefeito da capital acreana.

A relação entre os dois atravessa mais de uma década. Alysson lembrou que a aproximação política começou em 2012, quando disputaram juntos a Prefeitura de Rio Branco, com Bocalom como candidato a prefeito e ele como candidato a vice. A parceria voltou a ser formada na eleição de 2024 e chegou ao comando da capital.

“Os nossos princípios sempre convergiram nesse sentido de fazer com que a coisa pública, de fato, chegasse às pessoas em primeiro lugar. Deus permitiu que, a partir de 2024, nós reeditássemos essa dupla e agora possibilitou que a gente assumisse a capital para dar sequência nesse trabalho inovador, moderno e com cara de capital”, afirmou Alysson.

Nos primeiros meses à frente da prefeitura, Bestene manteve obras que estavam em andamento e avançou em ações nas áreas de infraestrutura, transporte, produção rural e educação. Ele citou a preparação do Mercado Elias Mansour para entrega, as obras de unidades básicas de saúde, entre elas a da Vila Betel, e a recuperação de quadras e praças em diferentes bairros.

Segundo Alysson, dez espaços públicos foram revitalizados e entregues durante os primeiros cem dias de sua administração. Entre eles está a quadra com piso modular no bairro Doca Furtado, iniciada durante a gestão de Bocalom e concluída após a mudança no comando da prefeitura.

“Nesses cem dias, a gente vem dando sequência a obras importantes que ainda vamos entregar ao longo deste ano. São várias quadras e praças que estamos revitalizando e recuperando. Só ao longo desses cem dias foram dez que a gente já revitalizou e entregou”, disse.

A continuidade também alcançou o sistema de transporte coletivo. Alysson afirmou que a prefeitura iniciou um novo processo emergencial para ampliar e melhorar o atendimento aos passageiros, com a previsão de colocar 120 ônibus à disposição da população. A medida fazia parte das discussões mantidas com Bocalom ainda durante o período em que os dois administravam juntos a capital.

Bestene relacionou a capacidade de manter os investimentos ao equilíbrio financeiro construído pela gestão. Ele afirmou que recebeu a prefeitura com mais de R$ 150 milhões em caixa e que os recursos estão sendo aplicados em serviços e projetos voltados diretamente aos moradores.

“Isso é uma demonstração de um serviço sério e honesto, que só é possível diante da quantidade de recursos trabalhados com seriedade. Foram mais de R$ 150 milhões deixados em caixa, que a gente está aplicando bem para que esses benefícios voltem para a população”, declarou Alysson.

A estrutura municipal de obras recebeu atenção especial. O prefeito afirmou que a Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco conta atualmente com mais de 85 máquinas e equipamentos, incluindo caminhões destinados aos serviços de pavimentação, manutenção das ruas e recuperação dos corredores de ônibus. Parte desse maquinário foi adquirida durante a administração de Bocalom e permanece em operação na atual gestão.

Na área rural, Alysson informou que as equipes municipais recuperaram aproximadamente 330 quilômetros de ramais e estradas vicinais durante o início do período de verão. A prefeitura também manteve a entrega de calcário, fertilizantes e outros insumos usados pelos produtores.

Outro programa citado pelo prefeito prevê a distribuição de 150 mil mudas de café para propriedades localizadas no entorno do cinturão verde de Rio Branco. Para Alysson, o trabalho desenvolvido na capital comprova que o apoio ao pequeno produtor e à agricultura familiar pode ampliar a produção, gerar renda e fortalecer a economia.

“Estamos distribuindo 150 mil mudas de café no entorno do cinturão verde. É uma marca que tenho certeza de que será implementada ao longo do estado, porque já demonstrou que funciona na capital: o avanço da produção, apoiando o pequeno produtor e a agricultura familiar”, afirmou.

A educação também ocupa espaço central na gestão. Alysson lembrou que assumiu a Secretaria Municipal de Educação quando ainda era vice-prefeito e acompanhou investimentos em tablets, computadores, material escolar, fardamento e calçados para os estudantes. Ele também citou o projeto que levou alunos da rede municipal a uma experiência educacional nos Estados Unidos, com visitas à NASA e à Disney, iniciativa criada durante a administração de Bocalom e mantida pela atual prefeitura.

“A educação transforma. Quando ela é bem conduzida, prepara as crianças para o futuro. A gente evita a violência e cria condições para que essas crianças possam se tornar grandes profissionais, médicos, advogados, cientistas e, quem sabe, futuros prefeitos e governadores”, declarou Alysson.

Alysson apresentou os resultados da capital como consequência de uma gestão compartilhada, iniciada ao lado de Bocalom e mantida depois da transmissão do cargo. Para ele, a relação entre os dois permanece sustentada por princípios comuns, pela confiança e pelo compromisso de levar os serviços públicos até as famílias.

Bocalom afirmou que acompanhava o desempenho de Alysson com tranquilidade porque conhecia a capacidade administrativa do antigo vice. “Ele surpreendeu todo mundo, mas a mim não surpreendeu, porque eu sabia que ele ia fazer isso”, disse o ex-prefeito, ao comentar os primeiros meses da nova administração.

O reconhecimento foi acompanhado pela defesa de que o trabalho realizado em Rio Branco pode servir como referência para os demais municípios. Bocalom afirmou que deixou a prefeitura com segurança porque o projeto administrativo continuaria sob o comando de alguém em quem confia.

“Nós deixamos a nossa marca. Estou muito feliz de ter deixado a prefeitura para disputar o governo porque sei que podemos fazer no estado aquilo que fizemos em Acrelândia e em Rio Branco, em parceria com todos os prefeitos, para mudar a vida da população. Estou feliz de estar acompanhado do Alysson”, declarou Bocalom.

No campo político, Alysson reafirmou que apoiará Bocalom na disputa pelo governo estadual. O prefeito explicou que comunicou sua decisão ao Progressistas e se afastou temporariamente das atividades partidárias para evitar constrangimentos internos, mas permanece filiado à legenda.

Bestene afirmou que tomou a decisão com transparência e que pretende manter a palavra dada ao antigo parceiro de administração. “Desde que o meu amigo Tião Bocalom decidiu partir para esse desafio de governar o estado do Acre, pela experiência, pela história e pela gestão de resultados, eu me comprometi a apoiá-lo. Esse compromisso eu vou honrar sempre, até o final”, declarou.

Para Alysson, a experiência acumulada por Bocalom nas prefeituras de Acrelândia e Rio Branco oferece uma base administrativa para a construção de um projeto estadual. O prefeito defendeu uma gestão voltada ao desenvolvimento econômico, à geração de oportunidades e ao atendimento das crianças, dos idosos e das famílias.

“Acredito nesse trabalho que vem sendo construído há muitos anos. Rio Branco tem mudado e avançado com uma gestão séria e competente. Espero que o estado do Acre seja conduzido com esses mesmos princípios, que também são os meus: servir as pessoas em primeiro lugar, com seriedade e honestidade”, afirmou.

Ao encerrar a entrevista, Bocalom tratou o apoio de Alysson como uma das principais forças políticas de sua caminhada. “Eu tenho o apoio do prefeito que administra a capital, que representa metade da população do estado. Tenho certeza de que nós vamos honrar cada voto e lutar para melhorar a vida das pessoas”, disse.

A presença dos dois em Cruzeiro do Sul levou ao Juruá a imagem de uma parceria que atravessou eleições, chegou à Prefeitura de Rio Branco e permaneceu unida depois da mudança de comando. Alysson voltou para a capital com a responsabilidade de manter obras, programas e serviços, enquanto Bocalom passou a apresentar ao estado uma experiência administrativa que continua em execução pelas mãos do antigo vice e atual prefeito.

Bocalom apresenta projeto para fortalecer produção e gerar emprego no Acre

O pré-candidato ao governo do Acre Tião Bocalom apresentou, na manhã desta quarta-feira, 29 de julho, em Cruzeiro do Sul, as bases do projeto político que pretende levar à disputa estadual ao lado do pré-candidato a vice-governador Sargento Adonis. Durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM 99,9, Bocalom colocou a geração de emprego, o fortalecimento da agricultura e a aproximação entre o Vale do Juruá e as demais regiões do estado no centro de sua proposta.

A passagem por Cruzeiro do Sul ocorreu após a apresentação pública de Sargento Adonis como integrante da chapa. Bocalom afirmou que a escolha nasceu de uma sequência de conversas e da identificação de valores comuns entre os dois. Para ele, o militar reúne ligação com a população, disposição para percorrer o estado e conhecimento da realidade vivida pelas famílias do Juruá.

“Deus colocou no coração dele e colocou no meu coração que a gente tinha que andar juntos”, disse Bocalom. O pré-candidato contou que recebeu manifestações favoráveis ao nome de Adonis vindas de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo e de outras cidades acreanas.

Bocalom também lembrou a participação de Adonis na eleição municipal de 2020, quando o militar disputou a Prefeitura de Cruzeiro do Sul e conquistou uma votação expressiva por meio do contato direto com os moradores. A trajetória, segundo ele, demonstrou capacidade de mobilização e abriu caminho para a formação de uma chapa com presença política no Juruá.

“Eu tenho certeza absoluta de que o Adonis vai representar muito bem o nosso Vale do Juruá. Não é só Cruzeiro do Sul. A família dele tem raízes em Marechal Thaumaturgo e Porto Walter. Isso é muito importante”, afirmou Bocalom. Ele definiu o pré-candidato a vice como um homem simples, cristão, leal e comprometido com uma forma de fazer política voltada ao atendimento da população.

A produção rural ocupou a maior parte da entrevista. Bocalom defendeu uma política estadual que ofereça ramais em condições de tráfego, assistência técnica, mecanização, tratores, combustível, peças e acompanhamento permanente aos produtores. O objetivo, afirmou, é criar condições para que as famílias aumentem a produtividade, ampliem a renda e movimentem o comércio dentro dos próprios municípios.

O pré-candidato usou sua experiência com o cultivo de café para explicar o potencial da agricultura acreana. Ele relatou que mantém uma área de quatro hectares e que a produção passou de 140 sacas por hectare, no ano anterior, para 204 sacas por hectare na colheita mais recente. Para Bocalom, resultados como esse podem alcançar milhares de famílias quando o poder público garante estrutura, conhecimento técnico e apoio contínuo.

“Eu quero que o produtor ganhe dinheiro. Não tem outra saída para a agricultura familiar. É o café, é o cacau, é o leite, é o arroz, é o milho e é o feijão, produtos que são consumidos aqui”, declarou. Bocalom calcula que o aumento da produção local pode manter mais de R$ 2 bilhões por ano circulando no Acre, reduzir a compra de alimentos de outros estados e criar novas oportunidades de trabalho.

Na visão apresentada durante a entrevista, a riqueza produzida no campo chega às cidades por meio da compra de máquinas, veículos, materiais de construção, alimentos, serviços e outros produtos. Bocalom resumiu essa relação ao afirmar que “campo rico é cidade rica”, defendendo uma economia na qual o desenvolvimento rural fortaleça também os comerciantes e trabalhadores das áreas urbanas.

A agroindustrialização aparece como uma etapa desse processo. Bocalom explicou que fábricas de café, arroz, leite, óleo, carne suína e carne de frango precisam de matéria-prima em quantidade suficiente para operar durante todo o ano. Por isso, o primeiro passo de seu projeto será ampliar a produção e organizar as cadeias produtivas.

“Só existe indústria se tiver matéria-prima. Vamos fazer matéria-prima primeiro, que as indústrias vêm”, afirmou. A proposta prevê que o crescimento da agricultura abra espaço para novos empreendimentos, agregue valor aos produtos acreanos e mantenha uma parcela maior da riqueza dentro do estado.

Bocalom também apresentou o trabalho como instrumento de transformação social. Ele afirmou que deseja criar oportunidades para que as famílias possam aumentar a renda, comprar a casa própria, adquirir veículos, investir na propriedade e garantir melhores condições de estudo aos filhos.

“Eu quero dar oportunidade para o povo ganhar dinheiro, comprar seu caminhão, comprar seu carro, comprar sua casa e colocar o filho para estudar. É isso que eu quero”, declarou. O pré-candidato associou essa visão aos projetos de café desenvolvidos no Juruá e elogiou os produtores que vêm ampliando a atividade em Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e municípios próximos.

Sargento Adonis afirmou que assumiu o projeto com responsabilidade e disposição para percorrer todas as regiões acreanas. “O que eu tenho para ofertar ao povo do Acre é a minha sinceridade e a minha lealdade. Nós vamos caminhar de Assis Brasil a Mâncio Lima, carregando nas costas o projeto do Tião Bocalom”, disse.

A entrevista marcou o início de uma agenda conjunta no Juruá e apresentou uma chapa baseada na experiência administrativa de Bocalom e na presença regional de Adonis. Com a produção rural como principal caminho para gerar emprego e renda, os dois defenderam um projeto de integração do Acre, apoio ao trabalhador e criação de oportunidades para as famílias nos municípios.