PF faz operação no Acre nesta quinta; apuração aponta Aberson Carvalho e Jonathan Donadoni entre alvos

A Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou na manhã desta quinta-feira, 17 de setembro, a Operação Death Note para investigar suspeitas de desvio de recursos federais destinados à Educação do Acre. Ao todo, são cumpridos 27 mandados de busca e apreensão em seis cidades. Apuração do jornalista Leonildo Rosas aponta o ex-secretário de Estado de Educação Aberson Carvalho e o ex-secretário-chefe da Casa Civil Jonathan Xavier Donadoni entre os principais alvos da ação.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região e são cumpridas em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre; Manaus, no Amazonas; e São Paulo, Barueri e Ribeirão Preto, no estado de São Paulo. A Justiça também determinou o sequestro de bens de investigados que teriam sido adquiridos com recursos desviados.

A investigação apura a aplicação de recursos públicos federais repassados à Secretaria de Estado de Educação por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). As suspeitas envolvem possível direcionamento de licitações, desvio de verbas públicas, pagamento de vantagens indevidas e movimentações financeiras usadas para ocultar a origem e os destinatários finais do dinheiro.

As investigações apontam possível atuação coordenada entre empresários, agentes públicos e terceiros. De acordo com as informações divulgadas sobre a operação, os indícios apurados até agora envolvem prejuízo superior a R$ 30 milhões aos cofres públicos.

Os crimes investigados incluem fraude em licitação, peculato, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A apuração segue em andamento e poderá alcançar outros delitos conforme a análise do material apreendido durante o cumprimento dos mandados.

O nome de Aberson Carvalho já havia aparecido em outra investigação da Polícia Federal envolvendo recursos destinados à Educação do Acre neste ano. Em 16 de julho, o ex-secretário foi alvo da Operação Talha Real, que investigava suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos federais repassados pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Na Operação Talha Real, a PF cumpriu 21 mandados de busca e apreensão em Rio Branco, Epitaciolândia e Senador Guiomard. Os contratos investigados ultrapassavam R$ 51 milhões. A Justiça também determinou o bloqueio de bens móveis, imóveis e valores dos envolvidos, além da suspensão temporária das atividades de seis empresas.

Na ocasião, as investigações abrangiam possíveis crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação, frustração do caráter competitivo de licitação, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Um dos investigados foi preso em flagrante durante as diligências por posse ilegal de munições de uso permitido.

Após a operação de julho, a defesa de Aberson Carvalho informou que o ex-secretário colaborou com o cumprimento das buscas e afirmou que o procedimento estava em fase de investigação. A defesa também declarou, naquele momento, que não havia denúncia, ação penal ou decisão judicial de mérito contra o ex-gestor.

Jonathan Xavier Donadoni, também citado na apuração de Leonildo Rosas sobre a operação desta quinta-feira, comandou a Casa Civil do Acre durante a gestão de Gladson Cameli e permaneceu no cargo até junho deste ano. A extensão da participação atribuída a cada investigado na Operação Death Note deverá ser esclarecida com o avanço das investigações e a divulgação de novos detalhes pelas autoridades responsáveis pelo caso.

Bispo de Cruzeiro do Sul compartilha notícia sobre operação da PF contra contratos da Educação

O bispo de Cruzeiro do Sul, Dom Flávio Giovenale, compartilhou nesta quinta-feira, em seu status do WhatsApp, uma notícia sobre a operação da Polícia Federal que atingiu contratos da Secretaria de Educação do Acre e teve entre os principais alvos o ex-secretário Aberson Carvalho. A publicação foi feita por volta das 12h29, poucas horas depois do cumprimento de mandados em Rio Branco e outros municípios do estado.

Na mensagem, Dom Flávio reproduziu o título da reportagem que informava buscas na residência de Aberson Carvalho, na capital acreana, e disponibilizou o link para o conteúdo completo. O bispo não acrescentou comentário, acusação ou avaliação sobre o caso. Ainda assim, o compartilhamento levou a investigação para um espaço de grande alcance social no Vale do Juruá, onde a Igreja Católica mantém presença em comunidades urbanas, rurais e ribeirinhas.

A operação apura contratos da Educação financiados com recursos públicos e superiores a R$ 51 milhões. A Polícia Federal cumpriu 21 mandados de busca e apreensão em Rio Branco, Epitaciolândia e Senador Guiomard. A Justiça também autorizou bloqueio de bens e valores e suspendeu temporariamente as atividades de empresas investigadas.

Aberson Carvalho entrou no centro da operação por ter comandado a Secretaria de Educação no período alcançado pela investigação. Policiais federais estiveram em sua residência para recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam ajudar a esclarecer a contratação de empresas e o destino do dinheiro público.

A apuração envolve suspeitas de fraude em licitação, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. As medidas cumpridas nesta quinta-feira fazem parte da fase de coleta de provas. Não existe, até agora, condenação contra Aberson Carvalho ou contra os demais investigados.

A defesa do ex-secretário afirmou que ele recebeu os agentes com tranquilidade, colaborou com o cumprimento do mandado e confia no esclarecimento dos fatos. Também informou que o caso tramita sob segredo de justiça e que não há denúncia ou decisão de mérito contra Aberson.

O governo do Acre declarou que acompanhará a investigação e permanecerá à disposição das autoridades. O caso atinge uma das áreas mais sensíveis da administração estadual, porque envolve recursos destinados ao funcionamento da rede pública de ensino.

Ao compartilhar a notícia, Dom Flávio colocou a operação no debate público do Juruá. A mensagem chegou a moradores que vivem a centenas de quilômetros dos endereços onde os mandados foram cumpridos, mas que dependem diretamente das políticas de educação financiadas pelos contratos agora investigados.

PF deflagra operação contra desvio de recursos públicos na educação do Acre

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (16) a Operação Talha Real para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados à educação no Acre. A ação cumpriu 21 mandados de busca e apreensão nos municípios de Rio Branco, Epitaciolândia e Senador Guiomard. As investigações apontam suspeitas de irregularidades na aplicação de mais de R$ 51 milhões em recursos federais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Segundo a Polícia Federal, a investigação apura possíveis fraudes em contratos firmados com recursos federais destinados à área da educação, além de indícios de corrupção, lavagem de dinheiro e direcionamento de licitações.

Entre os alvos dos mandados de busca e apreensão está Aberson Carvalho, ex-secretário de Estado de Educação do Acre. Após deixar o comando da pasta, ele passou a atuar na articulação política e é apontado nos bastidores como um dos nomes cotados para coordenar a campanha da vice-governadora Mailza Assis ao Governo do Acre nas eleições deste ano. A Polícia Federal não detalhou a conduta atribuída individualmente aos investigados, e o cumprimento do mandado de busca não representa condenação.

Durante a operação, um dos investigados foi preso em flagrante por posse ilegal de munições de uso permitido e encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal no Acre. A corporação não informou se a prisão tem relação com algum dos principais investigados da operação.

A Justiça também determinou o bloqueio de bens móveis, imóveis e valores dos investigados, além da suspensão das atividades de seis empresas. As medidas buscam impedir a dissipação do patrimônio e assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos caso as irregularidades sejam confirmadas ao longo da investigação.

Os envolvidos poderão responder por peculato, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação, frustração do caráter competitivo de procedimento licitatório, lavagem de dinheiro e associação criminosa. As investigações continuam para identificar a participação de cada um dos alvos e o destino dos recursos públicos sob suspeita.