Alysson reforça continuidade da gestão em Rio Branco e declara apoio a Bocalom

O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, apresentou nesta quarta-feira, 29 de julho, em Cruzeiro do Sul, um balanço das ações executadas desde que assumiu o comando da capital e reafirmou o apoio à pré-candidatura de Tião Bocalom ao governo do Acre. Durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM 99,9, Bestene colocou a continuidade administrativa, o cuidado com os recursos públicos e a lealdade política como bases da parceria construída entre os dois.

Alysson assumiu a Prefeitura de Rio Branco em 4 de abril de 2026, após a transmissão do cargo feita por Bocalom. Desde então, passou a conduzir uma estrutura administrativa que ajudou a construir como vice-prefeito e integrante direto da gestão municipal. A prefeitura mantém Bestene como atual prefeito da capital acreana.

A relação entre os dois atravessa mais de uma década. Alysson lembrou que a aproximação política começou em 2012, quando disputaram juntos a Prefeitura de Rio Branco, com Bocalom como candidato a prefeito e ele como candidato a vice. A parceria voltou a ser formada na eleição de 2024 e chegou ao comando da capital.

“Os nossos princípios sempre convergiram nesse sentido de fazer com que a coisa pública, de fato, chegasse às pessoas em primeiro lugar. Deus permitiu que, a partir de 2024, nós reeditássemos essa dupla e agora possibilitou que a gente assumisse a capital para dar sequência nesse trabalho inovador, moderno e com cara de capital”, afirmou Alysson.

Nos primeiros meses à frente da prefeitura, Bestene manteve obras que estavam em andamento e avançou em ações nas áreas de infraestrutura, transporte, produção rural e educação. Ele citou a preparação do Mercado Elias Mansour para entrega, as obras de unidades básicas de saúde, entre elas a da Vila Betel, e a recuperação de quadras e praças em diferentes bairros.

Segundo Alysson, dez espaços públicos foram revitalizados e entregues durante os primeiros cem dias de sua administração. Entre eles está a quadra com piso modular no bairro Doca Furtado, iniciada durante a gestão de Bocalom e concluída após a mudança no comando da prefeitura.

“Nesses cem dias, a gente vem dando sequência a obras importantes que ainda vamos entregar ao longo deste ano. São várias quadras e praças que estamos revitalizando e recuperando. Só ao longo desses cem dias foram dez que a gente já revitalizou e entregou”, disse.

A continuidade também alcançou o sistema de transporte coletivo. Alysson afirmou que a prefeitura iniciou um novo processo emergencial para ampliar e melhorar o atendimento aos passageiros, com a previsão de colocar 120 ônibus à disposição da população. A medida fazia parte das discussões mantidas com Bocalom ainda durante o período em que os dois administravam juntos a capital.

Bestene relacionou a capacidade de manter os investimentos ao equilíbrio financeiro construído pela gestão. Ele afirmou que recebeu a prefeitura com mais de R$ 150 milhões em caixa e que os recursos estão sendo aplicados em serviços e projetos voltados diretamente aos moradores.

“Isso é uma demonstração de um serviço sério e honesto, que só é possível diante da quantidade de recursos trabalhados com seriedade. Foram mais de R$ 150 milhões deixados em caixa, que a gente está aplicando bem para que esses benefícios voltem para a população”, declarou Alysson.

A estrutura municipal de obras recebeu atenção especial. O prefeito afirmou que a Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco conta atualmente com mais de 85 máquinas e equipamentos, incluindo caminhões destinados aos serviços de pavimentação, manutenção das ruas e recuperação dos corredores de ônibus. Parte desse maquinário foi adquirida durante a administração de Bocalom e permanece em operação na atual gestão.

Na área rural, Alysson informou que as equipes municipais recuperaram aproximadamente 330 quilômetros de ramais e estradas vicinais durante o início do período de verão. A prefeitura também manteve a entrega de calcário, fertilizantes e outros insumos usados pelos produtores.

Outro programa citado pelo prefeito prevê a distribuição de 150 mil mudas de café para propriedades localizadas no entorno do cinturão verde de Rio Branco. Para Alysson, o trabalho desenvolvido na capital comprova que o apoio ao pequeno produtor e à agricultura familiar pode ampliar a produção, gerar renda e fortalecer a economia.

“Estamos distribuindo 150 mil mudas de café no entorno do cinturão verde. É uma marca que tenho certeza de que será implementada ao longo do estado, porque já demonstrou que funciona na capital: o avanço da produção, apoiando o pequeno produtor e a agricultura familiar”, afirmou.

A educação também ocupa espaço central na gestão. Alysson lembrou que assumiu a Secretaria Municipal de Educação quando ainda era vice-prefeito e acompanhou investimentos em tablets, computadores, material escolar, fardamento e calçados para os estudantes. Ele também citou o projeto que levou alunos da rede municipal a uma experiência educacional nos Estados Unidos, com visitas à NASA e à Disney, iniciativa criada durante a administração de Bocalom e mantida pela atual prefeitura.

“A educação transforma. Quando ela é bem conduzida, prepara as crianças para o futuro. A gente evita a violência e cria condições para que essas crianças possam se tornar grandes profissionais, médicos, advogados, cientistas e, quem sabe, futuros prefeitos e governadores”, declarou Alysson.

Alysson apresentou os resultados da capital como consequência de uma gestão compartilhada, iniciada ao lado de Bocalom e mantida depois da transmissão do cargo. Para ele, a relação entre os dois permanece sustentada por princípios comuns, pela confiança e pelo compromisso de levar os serviços públicos até as famílias.

Bocalom afirmou que acompanhava o desempenho de Alysson com tranquilidade porque conhecia a capacidade administrativa do antigo vice. “Ele surpreendeu todo mundo, mas a mim não surpreendeu, porque eu sabia que ele ia fazer isso”, disse o ex-prefeito, ao comentar os primeiros meses da nova administração.

O reconhecimento foi acompanhado pela defesa de que o trabalho realizado em Rio Branco pode servir como referência para os demais municípios. Bocalom afirmou que deixou a prefeitura com segurança porque o projeto administrativo continuaria sob o comando de alguém em quem confia.

“Nós deixamos a nossa marca. Estou muito feliz de ter deixado a prefeitura para disputar o governo porque sei que podemos fazer no estado aquilo que fizemos em Acrelândia e em Rio Branco, em parceria com todos os prefeitos, para mudar a vida da população. Estou feliz de estar acompanhado do Alysson”, declarou Bocalom.

No campo político, Alysson reafirmou que apoiará Bocalom na disputa pelo governo estadual. O prefeito explicou que comunicou sua decisão ao Progressistas e se afastou temporariamente das atividades partidárias para evitar constrangimentos internos, mas permanece filiado à legenda.

Bestene afirmou que tomou a decisão com transparência e que pretende manter a palavra dada ao antigo parceiro de administração. “Desde que o meu amigo Tião Bocalom decidiu partir para esse desafio de governar o estado do Acre, pela experiência, pela história e pela gestão de resultados, eu me comprometi a apoiá-lo. Esse compromisso eu vou honrar sempre, até o final”, declarou.

Para Alysson, a experiência acumulada por Bocalom nas prefeituras de Acrelândia e Rio Branco oferece uma base administrativa para a construção de um projeto estadual. O prefeito defendeu uma gestão voltada ao desenvolvimento econômico, à geração de oportunidades e ao atendimento das crianças, dos idosos e das famílias.

“Acredito nesse trabalho que vem sendo construído há muitos anos. Rio Branco tem mudado e avançado com uma gestão séria e competente. Espero que o estado do Acre seja conduzido com esses mesmos princípios, que também são os meus: servir as pessoas em primeiro lugar, com seriedade e honestidade”, afirmou.

Ao encerrar a entrevista, Bocalom tratou o apoio de Alysson como uma das principais forças políticas de sua caminhada. “Eu tenho o apoio do prefeito que administra a capital, que representa metade da população do estado. Tenho certeza de que nós vamos honrar cada voto e lutar para melhorar a vida das pessoas”, disse.

A presença dos dois em Cruzeiro do Sul levou ao Juruá a imagem de uma parceria que atravessou eleições, chegou à Prefeitura de Rio Branco e permaneceu unida depois da mudança de comando. Alysson voltou para a capital com a responsabilidade de manter obras, programas e serviços, enquanto Bocalom passou a apresentar ao estado uma experiência administrativa que continua em execução pelas mãos do antigo vice e atual prefeito.

Justiça libera ônibus apreendidos e Prefeitura reforça frota do transporte coletivo em Rio Branco

A Prefeitura de Rio Branco iniciou nesta sexta-feira (17) a recomposição da frota do transporte coletivo após uma decisão judicial em Brasília autorizar a liberação de ônibus retirados de circulação por causa de uma disputa contratual entre empresas privadas. A medida permitiu o retorno inicial de 28 veículos da Ricco Transportes e abriu caminho para a normalização gradual do serviço nos próximos dias.

A crise começou com a retirada de ônibus do sistema em meio ao impasse empresarial, situação que reduziu a oferta de veículos nas linhas da capital e afetou trabalhadores, estudantes e demais usuários. Com o risco de agravamento no atendimento à população, a Prefeitura acionou a Procuradoria-Geral do Município para atuar no processo e buscar uma saída judicial que garantisse a continuidade do transporte coletivo.

A liberação ocorreu depois de negociação conduzida pela PGM. Para viabilizar o retorno dos veículos, o Município atendeu a um pedido da concessionária Ricco Transportes para antecipação de parte de créditos contratuais e fez um depósito judicial de R$ 2,895 milhões, valor aceito pela Justiça para liberar a frota enquanto a disputa entre as empresas segue em análise.

Com a decisão, 28 ônibus começaram a ser reincorporados ao sistema ainda na sexta-feira. A previsão era de que a normalização avançasse de forma gradual até segunda-feira, com a volta da frota liberada às ruas. O superintendente da RBTrans, Marcos Roberto da Silva Coutinho, afirmou que a orientação do prefeito Alysson Bestene foi montar uma equipe emergencial para acompanhar a crise e preservar o atendimento à população.

“A determinação do prefeito, desde quando ele montou a equipe de trabalho, a equipe de emergência, foi para estar lidando diretamente com a situação do transporte. Vendo isso, nós chegamos à conclusão de que a parte do transporte estava em uma situação caótica. Houve a pressão, mas a briga foi entre empresas. A Prefeitura, por meio da PGM, em Brasília, conseguiu a negociação para que a gente fizesse o depósito em juízo. E aí ocorreu agora a liberação de toda a frota que estava apreendida”, disse Coutinho.

Após a liberação judicial, a gestão municipal anunciou o retorno de 50 ônibus ao sistema e o reforço da frota durante o período de transição para a nova empresa que ficará responsável pela operação do transporte coletivo. Além dos 28 veículos que voltaram a circular na sexta-feira, outros 12 ônibus devem entrar em operação até terça-feira, depois de passarem por manutenção.

Com esse reforço, a frota em circulação deve chegar a 74 ônibus, quantidade prevista para atender todas as rotas da capital durante a fase de transição. O prefeito Alysson Bestene afirmou que a administração municipal vem adotando medidas desde o início da gestão para enfrentar a crise no setor, entre elas a decretação de situação de emergência, a contratação emergencial de uma nova empresa e a atuação jurídica para evitar a paralisação do serviço.

“Desde o primeiro momento que a gente assumiu e fez o levantamento das condições do transporte público na capital, tomamos várias medidas. Fizemos a contratação emergencial de uma nova empresa e, nesse período de transição, atuamos junto com a Procuradoria para garantir que esses ônibus fossem liberados. O nosso objetivo sempre foi evitar que a população sofresse com a descontinuidade do serviço”, afirmou o prefeito.

O representante da Ricco Transportes, Leonardo Frederico, afirmou que os usuários já começariam a perceber melhora no atendimento a partir da retomada dos veículos. Segundo ele, parte dos conflitos foi superada e os ajustes restantes devem ocorrer de forma gradual até a regularização do sistema. “É uma coisa de cada vez, mas a gente resolveu boa parte dos problemas, dos conflitos. Agora, a população, a partir de hoje, já vai notar a diferença e, na segunda-feira, já vai poder ver a normalidade”, disse.

Enquanto reforça a frota atual, a Prefeitura mantém o processo de transição para a nova operadora. O contrato já foi assinado e a empresa iniciou a fabricação dos veículos que vão compor a nova frota. A expectativa da gestão municipal é que a operação comece entre 60 e 90 dias, com aproximadamente 120 ônibus, incluindo veículos zero quilômetro e seminovos.

A administração municipal informou que continuará acompanhando o processo e adotando medidas administrativas e jurídicas para manter o transporte coletivo em funcionamento até a entrada da nova empresa. A prioridade, neste momento, é recompor a frota, reduzir os transtornos nas linhas e garantir a continuidade do serviço aos usuários de Rio Branco.

Rio Branco terá 120 ônibus em nova operação do transporte coletivo

A Prefeitura de Rio Branco apresentou nesta segunda-feira, 6, os detalhes da nova operação do transporte coletivo da capital, que terá 120 ônibus em circulação e renovação gradual da frota, com previsão de 60 veículos zero quilômetro. A mudança faz parte do processo de transição entre a Ricco Transportes, atual operadora do sistema, e a JTP Transportes, contratada em caráter emergencial para assumir o serviço.

O contrato com a JTP e o plano de transição com a Ricco já foram assinados. Até a conclusão da mudança, a Ricco continuará responsável pelas linhas, em um período que pode durar até 90 dias. A medida busca evitar interrupções no atendimento aos usuários enquanto a nova empresa organiza a entrada dos veículos no sistema.

A frota inicial será formada por 120 ônibus. Desse total, 19 veículos zero quilômetro devem entrar no início da operação, com ampliação prevista até chegar a 60 ônibus novos nos próximos meses. Técnicos do município devem acompanhar a fabricação dos coletivos para verificar se os veículos entregues atendem às especificações previstas no contrato.

Os novos ônibus terão ar-condicionado, internet por Wi-Fi e itens de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. O sistema atende atualmente 39 linhas, incluindo bairros e regiões mais afastadas da capital.

Durante a transição, os táxis-lotação continuarão operando nas rotas em que foram acionados para reforçar o atendimento. A retirada desses veículos ocorrerá de forma gradual, conforme os ônibus assumirem as linhas.

A prefeitura também informou que não haverá reajuste na tarifa do transporte coletivo. As gratuidades concedidas por programas já existentes serão mantidas.

A expectativa da gestão municipal é que os novos ônibus estejam prontos para iniciar a operação em Rio Branco até o começo de setembro. A transição ocorre após meses de instabilidade no transporte público da capital, marcada por paralisações, contratos temporários e dificuldades operacionais da empresa que atualmente presta o serviço.

Foto: ContilNet Notícias