Alysson Bestene reúne vereadores na Expoacre e define prioridades para segundo semestre em Rio Branco

O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, reuniu vereadores da base aliada nesta sexta-feira (7), durante a Expoacre 2026, para discutir as prioridades da administração municipal e da Câmara para o segundo semestre. O encontro ocorreu no gabinete institucional da Prefeitura montado no Parque de Exposições e antecede a retomada das sessões do Legislativo municipal, marcada para terça-feira, 11 de agosto.

Entre os principais temas discutidos estão o transporte público, a infraestrutura urbana e a pavimentação de bairros. A reunião também tratou de projetos que devem entrar na pauta da Câmara nos próximos meses e de ações que dependem da articulação entre Executivo e Legislativo.

Alysson Bestene afirmou que a parceria com os vereadores tem ajudado na execução de projetos municipais e na ampliação dos serviços oferecidos à população. Durante a reunião, o prefeito também apresentou aos parlamentares a estrutura das secretarias municipais instalada na Expoacre, com programas, serviços e iniciativas da gestão.

O presidente da Câmara Municipal, Joabe Lira, afirmou que a retomada do semestre legislativo terá uma agenda concentrada em demandas da capital. Transporte coletivo e pavimentação estão entre os assuntos que devem ocupar as discussões dos vereadores após o retorno das sessões.

Joabe também defendeu a articulação entre Prefeitura e Câmara para acelerar projetos e ações nos bairros. “Essa união, com certeza, vai fazer com que essas ações cheguem mais rápido à população de Rio Branco”, afirmou.

O vereador Bruno Moraes também participou do encontro e afirmou que a reunião serviu para ajustar pontos entre a base e o Executivo antes da retomada dos trabalhos parlamentares. A aproximação ocorre em um momento em que projetos municipais devem voltar à análise dos vereadores com o início do novo período legislativo.

Além da reunião política, os vereadores visitaram os espaços mantidos pelas secretarias municipais na Expoacre. A Prefeitura concentra no Parque de Exposições atendimentos, apresentação de programas e divulgação de ações desenvolvidas nas áreas de responsabilidade do município.

Ao fim do encontro, Alysson Bestene entregou aos parlamentares chapéus personalizados do programa Prefeitura nas Ruas, que reúne serviços municipais diretamente nos bairros da capital. A agenda abriu a articulação política entre Prefeitura e Câmara para as pautas previstas até o fim de 2026.

Sargento Adonis leva trajetória militar e força eleitoral do Juruá à chapa de Bocalom

Escolhido para disputar o cargo de vice-governador do Acre na chapa de Tião Bocalom, do PSDB, Sargento Adonis chega à eleição de 2026 com uma trajetória ligada ao Vale do Juruá, à Polícia Militar e à política de Cruzeiro do Sul. A composição amplia a presença da região na disputa pelo Governo do Estado e leva para a campanha um nome que recebeu mais de 9 mil votos na primeira eleição que disputou.

Adonis Souza nasceu na comunidade Belo Jardim, no Alto Rio Juruá, em uma família que vivia do comércio pelos rios da região. O pai trabalhava como regatão, transportando e vendendo mercadorias em comunidades isoladas, enquanto a mãe era natural de Porto Walter. Nos primeiros anos de vida, a família morava em um batelão usado durante as viagens comerciais.

A mudança para a cidade ocorreu quando Adonis ainda era criança. A decisão dos pais teve como principal objetivo garantir acesso à escola para os filhos. Aos 12 anos, ele já conciliava os estudos com diferentes atividades para conseguir renda, entre elas a retirada e venda de areia, a comercialização de bolinhos de trigo e a revenda de produtos fornecidos por comerciantes de Cruzeiro do Sul.

A rotina de trabalho continuou durante a formação acadêmica. Adonis graduou-se em Letras Vernáculo pela Universidade Federal do Acre e também concluiu o curso de Direito em Rio Branco.

Posteriormente, ingressou na Polícia Militar do Acre, onde permanece na ativa. A carreira acrescentou à sua trajetória profissional a experiência na segurança pública e o contato direto com moradores, comerciantes e lideranças comunitárias do Vale do Juruá.

“Durante toda a minha vida, estive servindo as pessoas com aquela atividade simples. Depois, passei a prestar um serviço de segurança pública à sociedade”, afirmou Adonis ao falar sobre a passagem do trabalho no comércio para a atuação policial.

A entrada na política eleitoral ocorreu em 2020. Naquele ano, Sargento Adonis disputou pela primeira vez a Prefeitura de Cruzeiro do Sul e recebeu 9.077 votos. Ele terminou a eleição em terceiro lugar, atrás de Zequinha Lima e Jéssica Sales.

A votação municipal deu projeção ao nome de Adonis no Juruá e passou a integrar seu principal capital político para a eleição estadual de 2026. Seis anos depois da primeira candidatura, ele deixa uma disputa concentrada em Cruzeiro do Sul para integrar uma chapa que busca votos nos 22 municípios acreanos.

Adonis afirma que decidiu participar da política após acompanhar problemas relacionados à administração pública e questionar a aplicação dos recursos destinados à população.

“Eu sempre tive dentro de mim esse desejo de devolver para a sociedade, de alguma forma, aquilo que é dela por direito”, declarou.

Na chapa de Bocalom, a escolha do policial militar também estabelece uma ligação direta com o segundo maior colégio eleitoral do Acre e com os municípios do Vale do Juruá. A campanha passa a reunir, na mesma composição, uma liderança política sediada em Rio Branco e um candidato a vice com trajetória profissional, familiar e eleitoral construída no interior do estado.

Assista a entrevista:

Patrimônio de Ninawa Huni Kui expõe preconceito contra indígenas nas redes

Ninawa Huni Kui declarou R$ 1,59 milhão em patrimônio à Justiça Eleitoral ao entrar na disputa por uma vaga de deputado federal no Acre. O dado é público, relevante e deve ser tratado como o patrimônio de qualquer candidato: pode ser informado, comparado e investigado. O que veio depois, porém, mostrou que para parte do público a questão não era apenas quanto ele possui. Era quem possui.

“Índio rico em”, escreveu um leitor. Outro insinuou que ONGs dentro de aldeias seriam “excelentes fontes de trabalhos”. Houve ainda quem questionasse como alguém com quase R$ 2 milhões poderia defender os povos originários.

A declaração patrimonial inclui terra, casa e veículos. Não há, por si só, nada de extraordinário nisso. O estranhamento nasce quando a palavra “cacique” entra na mesma frase que R$ 1,59 milhão e aciona uma velha expectativa: a de que um indígena autêntico deveria necessariamente ser pobre.

É aí que a discussão deixa de ser apenas eleitoral.

Ninawa pode ser cobrado por suas posições políticas, por sua atuação pública e pela origem de seu patrimônio, caso exista algum fato concreto que justifique apuração. O que não pode funcionar como indício de irregularidade é sua identidade indígena.

Um empresário rico pode defender empresários. Um pecuarista pode possuir milhões em terras e representar produtores rurais. Um parlamentar milionário pode dizer que representa trabalhadores pobres. Mas, diante de um cacique com casa, terra e caminhonete, ainda aparece a pergunta carregada de suspeita: como um indígena conseguiu isso?

Essa pergunta carrega séculos de uma imagem construída de fora para dentro. O indígena é aceito no imaginário nacional como vítima, pobre, isolado ou dependente. Quando ocupa espaços de poder, estuda, administra, empreende, disputa eleições ou acumula patrimônio, parte desse mesmo olhar passa da compaixão à desconfiança.

Também houve reação contrária. Entre os comentários apareceram manifestações de respeito e a frase simples: “indígenas no topo”. O contraste importa porque mostra que a disputa não está apenas em torno de Ninawa, mas da própria ideia de qual lugar um indígena pode ocupar na sociedade brasileira.

Patrimônio de candidato é assunto público. Deve ser fiscalizado. Se houver incompatibilidade, investigue-se. Se houver irregularidade, publique-se.

Mas cocar não é comprovante de pobreza.

Ser indígena não exige certificado de miséria.

Talvez a pergunta mais reveladora dessa história não seja como Ninawa Huni Kui chegou a R$ 1,59 milhão em bens. É por que a possibilidade de um indígena possuir patrimônio ainda incomoda tanta gente.

Jorge Viana visita moradores do Cidade Nova e prepara café durante agenda em Rio Branco

O pré-candidato ao Senado Jorge Viana visitou moradores e lideranças comunitárias de Rio Branco nesta sexta-feira (7), em uma agenda que passou pela região da antiga Rodoviária e pelo bairro Cidade Nova. Durante um dos encontros, ele preparou café para uma família que vive há mais de 50 anos na comunidade e agradeceu as manifestações de apoio recebidas nas visitas.

O roteiro começou nas proximidades da antiga Rodoviária, onde Viana conversou com taxistas e trabalhadoras de pensões da região. Depois, seguiu para a Rua Palmeiral, no Cidade Nova, onde foi recebido por dona Luiza, seu Cari e familiares.

O casal mora no bairro há mais de cinco décadas e acompanhou as transformações da região desde uma época em que as ruas ainda não tinham a estrutura atual. Filhos, netos e bisnetos também participaram do encontro, ao lado de representantes comunitários do Cidade Nova e de outros bairros de Rio Branco.

Entre os presentes estavam o presidente do bairro Cidade Nova, Fernando Falcão, o vice-presidente da comunidade, Melo, a presidente do bairro Quinze, Susie Ramos, e a liderança comunitária Graça Lopes. Durante a conversa, os moradores lembraram a trajetória política de Jorge Viana e falaram sobre obras e mudanças ocorridas no bairro ao longo dos anos.

Dona Luiza declarou apoio à pré-candidatura de Viana ao Senado e afirmou que a família pretende acompanhá-lo novamente na disputa eleitoral. Fernando Falcão também falou sobre a relação do ex-governador com a comunidade e defendeu a continuidade de ações voltadas ao desenvolvimento do Acre.

Durante a visita, Viana preparou café para os moradores e convidados. Ele afirmou que o gesto foi uma forma de agradecer pela recepção e disse que o contato com moradores durante as agendas tem reforçado sua disposição para seguir percorrendo o estado e discutindo propostas para o Acre.