Acre define nova bancada federal e elege 24 deputados estaduais

O Acre encerrou a apuração das eleições de 2026 com a definição dos oito deputados federais que representarão o estado em Brasília e dos 24 nomes que vão compor a próxima legislatura da Assembleia Legislativa. As 2.270 seções eleitorais foram totalizadas neste domingo (4).

Na disputa pela Câmara dos Deputados, a Federação União Progressista saiu das urnas com quatro das oito cadeiras do Acre. Socorro Neri, do PP, recebeu 39.587 votos e teve a maior votação entre os eleitos da bancada federal. Também conquistaram mandato Dr. Fábio Rueda, do União Brasil, com 33.203 votos; Coronel Ulysses, também do União Brasil, com 33.155; e Zé Adriano, do PP, com 23.810.

As demais vagas ficaram com Pedro Longo, do MDB, que somou 26.263 votos; Roberto Duarte, do Republicanos, com 24.854; Perpétua Almeida, do PCdoB, com 15.800; e Júnior Betão, do PL, com 13.732 votos.

A última cadeira do PL foi definida por apenas 292 votos. Júnior Betão terminou à frente de João Bittar, que recebeu 13.440 votos e ficou como primeiro suplente da legenda. A diferença foi a menor entre os candidatos que disputavam internamente uma vaga na bancada federal.

A nova representação acreana na Câmara terá duas mulheres, Socorro Neri e Perpétua Almeida, entre os oito parlamentares eleitos.

Na Assembleia Legislativa, a maior bancada também será da Federação União Progressista, que conquistou nove das 24 cadeiras. Foram eleitos Nicolau Júnior, com 18.149 votos; Fagner Calegario, com 13.640; Clodoaldo Rodrigues, com 13.575; André da Droga Vale, com 13.173; Manoel Moraes, com 12.837; Adailton Cruz, com 11.476; Samir Bestene, com 11.335; Tio Pablo Bregense, com 9.981; e Afonso Fernandes, com 9.593.

O PL conquistou quatro cadeiras, com Chiquinho do Duda, Arlenilson Cunha, Raimundo Neném e Gláucio Pedrosa. O Republicanos terá três representantes: Eduardo Ribeiro, Gene Diniz e Tadeu Hassem.

PSD e MDB elegeram dois deputados cada. Pelo PSD, garantiram mandato Jailson Amorim, com 5.158 votos, e Antonio Pedro, com 5.118. No MDB, foram eleitos Marcus Alexandre, com 12.872 votos, e Tanizio Sá, com 12.023.

As quatro cadeiras restantes ficaram com Edvaldo Magalhães, do PCdoB, que recebeu 9.273 votos; Emerson Jarude, do Novo, com 9.434; Tchê, do PDT, com 10.003; e Leôncio Castro, do PSDB, com 4.933 votos.

Uma das disputas mais apertadas da eleição proporcional ocorreu na Federação União Progressista. Afonso Fernandes conquistou a nona vaga da federação com 9.593 votos, apenas 62 a mais que Whendy Lima, que recebeu 9.531 e ficou na primeira suplência.

A composição da próxima Aleac não terá mulheres entre os 24 titulares eleitos. Antonia Sales, do MDB, recebeu 5.809 votos e ficou na suplência, enquanto Taiane Santos, do PDT, somou 2.748 votos e também não alcançou uma das vagas da legenda.

Mailza vence primeiro turno, mas disputa pelo Governo do Acre vai para segundo turno com Alan Rick

A eleição para o Governo do Acre será decidida no segundo turno entre Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos). A governadora terminou o primeiro turno na liderança neste domingo (4), mas não alcançou a maioria absoluta dos votos válidos necessária para encerrar a disputa.

Com 99,30% das seções totalizadas, Mailza tinha 49,76% dos votos válidos, somando 217.011 votos. Alan Rick aparecia na segunda colocação, com 32,28%, equivalente a 140.769 votos.

A diferença entre os dois candidatos era de aproximadamente 76 mil votos nesta etapa da apuração. Apesar de chegar perto dos 50%, Mailza precisava superar metade dos votos válidos para ser eleita ainda no primeiro turno.

Tião Bocalom (PSDB) ficou na terceira posição, com 10,22%, ou 44.559 votos. Thor Dantas (PSB) aparecia em seguida, com 7,48%, totalizando 32.625 votos.

Com o resultado, Mailza e Alan passam a disputar diretamente os votos dos eleitores que escolheram os demais candidatos no primeiro turno. A nova votação está marcada para 25 de outubro, conforme o calendário das Eleições Gerais de 2026.

Mailza chegou à eleição ocupando o Governo do Acre após assumir definitivamente o cargo em abril, com a saída de Gladson Cameli para a disputa pelo Senado. Alan Rick, senador da República, construiu sua candidatura como oposição ao grupo que administra o Estado.

No segundo turno, vence quem receber a maioria dos votos válidos. Votos brancos e nulos ficam fora do cálculo utilizado para definir o governador.

TRE-AC encerra teste de integridade das urnas e registra quatro inconsistências

O Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) encerrou às 15h deste domingo (4) o Teste de Integridade das urnas eletrônicas utilizadas nas Eleições 2026. A auditoria ocorreu durante nove horas, desde as 6h, mobilizou 230 servidores e registrou quatro inconsistências, que ainda passarão por análise técnica antes da conclusão do relatório.

A presidente da Comissão de Votação Eletrônica, juíza Luana Campos, informou que as ocorrências serão verificadas individualmente para identificar a natureza de cada uma delas. O resultado da apuração técnica será encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“Tivemos apenas quatro inconsistências desde as 6 horas da manhã”, afirmou a magistrada. A existência dessas ocorrências, até o momento, não significa necessariamente falha na contabilização dos votos, já que o TRE-AC ainda fará a conferência para determinar o que ocorreu em cada caso.

O Teste de Integridade funciona como uma auditoria pública das urnas. Cédulas de papel, preenchidas previamente e acompanhadas por representantes de partidos e entidades fiscalizadoras, têm os votos digitados nos equipamentos selecionados. Todo o procedimento é registrado em vídeo e, ao final, os votos inseridos são comparados com os resultados impressos nos boletins de urna.

O objetivo é verificar se aquilo que foi digitado durante a votação simulada corresponde exatamente ao resultado registrado pela urna. Com o encerramento da etapa prática, os boletins e as quatro ocorrências registradas serão submetidos à conferência final antes da elaboração do relatório que será enviado ao TSE.