Prefeitura avança com asfaltamento de mais 400 metros da rua Seabra em Cruzeiro do Sul

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul iniciou, na sexta-feira (9), uma nova etapa das obras de pavimentação da rua Seabra, nas proximidades da rodovia AC-405. Os trabalhos são executados pela Secretaria Municipal de Obras e contemplam aproximadamente 400 metros de asfaltamento, ampliando para 700 metros a extensão da via atendida pelas intervenções.

A primeira etapa, com cerca de 300 metros, já teve os serviços de asfaltamento, drenagem e implantação de meio-fio concluídos. No trecho atual, as equipes finalizaram a preparação do terreno, incluindo drenagem, terraplanagem, sub-base e base, antes de iniciar a aplicação da camada asfáltica.

De acordo com o secretário municipal de Obras, Carlos Alves, após a conclusão do asfaltamento desta segunda etapa, será realizada a implantação do meio-fio.

“Estamos avançando na pavimentação da rua Seabra, que já recebeu os serviços de drenagem, terraplanagem e preparação da base e sub-base. Essa obra é importante para melhorar as condições de tráfego, garantir mais segurança para quem utiliza a via e oferecer melhores condições de acesso aos moradores da região”, afirmou o secretário.

A pavimentação também representa uma mudança na rotina das famílias que vivem na região, principalmente durante o período de chuvas, quando a lama dificultava a circulação de veículos e pedestres.

A moradora Érica Lima relatou que enfrentava dificuldades para levar os filhos à escola devido às condições da rua.

“A chegada desse asfalto é um sonho realizado, porque quando não tinha asfalto, era muito difícil para sair de casa”, contou.

Mãe de duas crianças pequenas, Érica explicou que o deslocamento nos dias chuvosos era uma das principais dificuldades enfrentadas pelos moradores.

Com a continuidade dos serviços, a gestão municipal pretende melhorar as condições de acesso e mobilidade na rua Seabra, beneficiando quem utiliza diariamente a via.

Crianças participam de atividades de educação ambiental no Parque Chico Mendes em Rio Branco

O Parque Ambiental Chico Mendes, em Rio Branco, recebeu nesta segunda-feira (12) uma programação voltada à educação ambiental e ao incentivo à leitura durante as comemorações do Dia das Crianças. A iniciativa da Prefeitura reuniu atividades educativas, apresentações culturais e brincadeiras que aproximaram o público infantil da natureza.

Uma das principais atrações foi o Espaço Multimeios, organizado pelo Centro de Multimeios da Secretaria Municipal de Educação (Seme). O ambiente contou com contação de histórias, teatro infantil, pintura, desenhos e brincadeiras musicais, oferecendo às crianças diferentes formas de aprendizado.

A programação também incluiu atividades relacionadas à fauna e à flora amazônicas. Por meio de desenhos para colorir e experiências recreativas, as crianças tiveram contato com temas ligados à preservação ambiental e ao respeito à natureza.

A professora Naiara Pinheiro, integrante do Centro de Multimeios, comentou a participação da comunidade e a parceria entre as instituições municipais responsáveis pela programação.

“É uma parceria do Parque Chico Mendes com o Centro de Multimeios da Seme. É uma ação muito esperada pela comunidade. A gente vê que, mesmo com a chuva, temos a presença do público, e isso nos deixa muito felizes”, afirmou.

Apesar da chuva registrada durante a comemoração, famílias compareceram ao parque e participaram das atividades. A gerente do espaço, Joseline Guimarães, falou sobre a relação entre o ambiente amazônico e as experiências oferecidas às crianças.

“Nós estamos na Amazônia. Nada como uma chuvinha para alegrar a nossa vida, a vida da floresta e a das crianças. Mesmo com chuva, as pessoas estão vindo, estão se divertindo, e isso é muito importante para a gente ter essa relação entre a natureza e o ser humano”, declarou.

A programação foi organizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, com o objetivo de integrar lazer, cultura e conscientização ambiental nas atividades destinadas ao público infantil.

Família suspeita que homem estava vivo durante velório e denuncia negligência no Hospital do Juruá

A família de Diemerson de Souza Ângelo, que morreu após sofrer um acidente de motocicleta em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, denuncia possível negligência médica e questiona as circunstâncias em que a morte foi confirmada. Durante o velório, os parentes afirmam ter percebido sinais que interpretaram como batimentos cardíacos, mesmo depois da emissão da declaração de óbito e da liberação do corpo pelo Instituto Médico Legal (IML).

O caso foi divulgado neste domingo (11) e envolve atendimentos realizados no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, e em uma unidade hospitalar no município de Guajará, no Amazonas.

Segundo a irmã de Diemerson, a família desconfiou de que ele pudesse estar vivo durante o velório e decidiu acionar a polícia. O corpo foi encaminhado ao hospital de Guajará, onde, conforme o relato, um médico teria identificado frequência cardíaca e iniciado os preparativos para transferir o paciente novamente ao Hospital do Juruá.

A familiar afirma que o profissional chegou a solicitar que enfermeiras registrassem a situação em vídeo e providenciassem equipamentos para retirar o homem do caixão. Entretanto, após uma conversa telefônica com um médico do Hospital do Juruá, a família foi informada de que o óbito estava confirmado, e o corpo retornou ao velório.

A mudança de avaliação aumentou as dúvidas dos familiares, que cobram esclarecimentos sobre os procedimentos utilizados para confirmar a morte.

Além do episódio durante o velório, a família denuncia possíveis falhas no atendimento recebido por Diemerson após o acidente de motocicleta, ocorrido na tarde de domingo, 4 de outubro.

O motociclista foi socorrido e levado ao Hospital do Juruá, onde uma tomografia identificou uma lesão na cabeça. Segundo a irmã, apesar das dores e dos episódios de vômito, ele permaneceu durante horas em uma maca no corredor, aguardando avaliação especializada.

“Meu irmão permanecia no corredor, em cima de uma maca, gritando de dor e pedindo ajuda”, relatou.

Na segunda-feira (5), uma neurologista teria identificado um edema cerebral, caracterizado pelo inchaço do cérebro. Conforme a família, naquele momento não houve indicação de cirurgia, que seria considerada caso o quadro clínico apresentasse agravamento.

A irmã afirma que o estado de saúde do paciente piorou nas horas seguintes. Ele teria deixado de responder aos estímulos e apresentado secreção nasal, mas não foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Na manhã de terça-feira (6), a mãe de Diemerson, que acompanhava a internação, recebeu a notícia da morte do filho.

Os familiares agora questionam a demora no atendimento especializado, a ausência de intervenção cirúrgica e os procedimentos adotados diante da piora do quadro neurológico.

Em manifestação pública, a irmã afirmou que pretende buscar a responsabilização por eventuais falhas na assistência prestada ao motociclista.

“A família quer justiça e a gente vai conseguir”, declarou.

Até o momento, não há confirmação independente de que Diemerson apresentasse atividade cardíaca durante o velório. A suspeita relatada pelos familiares depende de esclarecimentos médicos e da análise dos registros dos atendimentos realizados nas duas unidades hospitalares.

Também não há comprovação de negligência médica. A avaliação das condutas adotadas exige exame dos prontuários, dos procedimentos realizados e das condições clínicas do paciente durante a internação.

O caso levanta questionamentos sobre o atendimento de emergência, o acompanhamento de pacientes com traumatismo craniano e os protocolos de confirmação de óbito. A família espera respostas sobre as circunstâncias da morte e sobre a assistência recebida por Diemerson no Hospital do Juruá.

Bispo do Juruá defende cuidados com a saúde mental e afirma que fé e ciência devem caminhar juntas

O bispo da Diocese de Cruzeiro do Sul, Dom Flávio Giovenale, aproveitou as celebrações do Dia de Nossa Senhora Aparecida, nesta segunda-feira (12), para fazer uma reflexão sobre saúde mental, sofrimento e solidariedade. Em sua mensagem aos fiéis, o religioso defendeu que a fé não deve substituir os cuidados médicos e que buscar acompanhamento psicológico ou psiquiátrico também é uma forma de enfrentar os momentos difíceis.

Ao recordar a história da imagem de Nossa Senhora Aparecida, encontrada por pescadores no Rio Paraíba do Sul, Dom Flávio comparou a imagem quebrada às dificuldades emocionais e aos problemas enfrentados pelas pessoas ao longo da vida.

“Às vezes nós também estamos quebrados, ou por doença, por injustiça, por problemas, vai saber. A nossa vida às vezes está quebrada, mas a nossa vida pertence a Cristo, porque mesmo quebrados, nós somos amados por Ele”, afirmou.

O bispo chamou a atenção para a importância dos tratamentos de saúde mental e afirmou que os conhecimentos científicos devem ser utilizados por quem enfrenta sofrimento psicológico. Para ele, a confiança religiosa pode estar associada ao acompanhamento oferecido por profissionais da saúde.

“Se Deus deu o dom da inteligência, o dom da ciência, vamos usar os meios que a ciência nos propõe. Se psicologicamente estamos arrebentados, tem o psicólogo, tem o psiquiatra, tem remédios. Vamos confiar em Deus, que é fonte de tudo, mas também na ciência”, declarou.

Outro ponto abordado pelo religioso foi a necessidade de oferecer apoio às pessoas que atravessam situações de sofrimento. Dom Flávio afirmou que atitudes cotidianas, como ouvir, abraçar ou simplesmente estar presente, podem ajudar quem enfrenta dificuldades.

“Como é importante, quando nós estamos bem, dar apoio a quem não está bem. Às vezes é um abraço, não precisa falar nada. Às vezes é estar perto, um sorriso, uma mensagem ou até uma piada que ajude aquela pessoa a sorrir um momentinho”, disse.

Na parte final da mensagem, o bispo voltou à história da imagem da padroeira do Brasil, cuja cabeça foi encontrada separada do corpo, para abordar a possibilidade de reconstrução diante das adversidades.

“Nossa Senhora quebrada, reza pela gente, para que não fiquemos quebrados e possamos reconquistar a unidade. Amém”, concluiu.

A mensagem foi apresentada durante a celebração de 12 de outubro, data dedicada a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e reuniu orientações sobre espiritualidade, cuidados com a saúde e apoio às pessoas em situação de vulnerabilidade emocional.

Chico Melo alerta Mailza sobre clima de vitória antecipada

O jornalista Chico Melo questionou o clima de vitória antecipada na campanha da governadora Mailza Assis e afirmou que a adesão de lideranças não garante a transferência de votos no segundo turno contra Alan Rick. Durante conversa com Rogério Wenceslau no Jornal da Manhã, da Integração FM, na manhã desta segunda-feira, 12, os dois discutiram as mudanças de apoio, o comportamento do eleitor e a relação da candidatura com o governo de Gladson Cameli.

“O já ganhou é prejudicial em todos os sentidos”, afirmou Chico. Para ele, a campanha precisa distinguir o crescimento de sua articulação política da decisão que será tomada nas urnas. “Quem decide um processo eleitoral é sua majestade, o eleitor.”

Chico reconheceu que a campanha de Mailza ganhava volume, mas advertiu sobre o risco de tratar a votação de aliados como patrimônio disponível para transferência. Na avaliação dele, o apoio de uma liderança não significa que seus eleitores acompanharão a mesma escolha no segundo turno.

A movimentação do ex-prefeito Ilderlei Cordeiro entrou na discussão como exemplo. Chico relatou que ele havia acompanhado Alan Rick em agendas em Cruzeiro do Sul e, posteriormente, apareceu ao lado de Mailza. Wenceslau questionou o efeito eleitoral dessa aproximação e disse que receberia a declaração de apoio com ressalvas.

O debate avançou para os interesses envolvidos nas mudanças de lado. Os comentaristas criticaram adesões motivadas pela expectativa de participação no poder e questionaram a consistência de alianças construídas durante a disputa.

Ao comparar a campanha a uma embarcação que recebe novos passageiros, Chico recomendou cuidado com o peso político de cada adesão. Para ele, a entrada de aliados pode ampliar a estrutura da candidatura, mas também trazer desgastes e compromissos que precisam ser considerados.

“O eleitor não é bobo”, afirmou Chico. Segundo sua avaliação, o público percebe movimentações por conveniência, e esse comportamento pode produzir consequências diferentes das esperadas pelos responsáveis pelas articulações.

Wenceslau acrescentou que a disputa continuava aberta. Seu argumento considerou os eleitores que não compareceram no primeiro turno, os votos anulados e aqueles destinados a candidaturas que ficaram fora da segunda etapa. Para ele, esse conjunto impede que a vantagem inicial seja tratada como garantia de vitória. “Não tem eleição decidida”, disse.

O comentarista também recorreu ao desempenho de lideranças políticas no primeiro turno para questionar previsões baseadas apenas na estrutura das campanhas. Ao abordar Gladson Cameli e a atuação de Mara Rocha, argumentou que o eleitor pode contrariar expectativas e alterar a correlação de forças entre os grupos.

Chico retomou a discussão sobre a autonomia do voto. Para ele, nem o resultado anterior nem a quantidade de apoios anunciados autorizam uma candidatura a considerar o segundo turno resolvido. Os eleitores que permanecem sem manifestação pública, afirmou, podem ter participação decisiva no resultado.

A conversa também abordou o uso da religião na campanha. Os comentaristas questionaram discursos que apresentam a vitória como uma decisão previamente tomada por Deus e criticaram a associação entre exposição pública, apoio religioso e garantia de votos.

Outro eixo da análise foi a relação entre Mailza e Gladson. Wenceslau apresentou a candidatura da governadora como continuidade do grupo político que já administra o estado. Chico, por sua vez, contestou a tentativa de separar os meses de Mailza à frente do Executivo do restante do mandato para o qual ela foi eleita vice-governadora.

“A senhora está terminando o mandato, o restinho do mandato do governador Gladson Cameli”, afirmou Chico. Na avaliação dele, um mandato próprio, caso Mailza seja eleita, começaria em janeiro, mas a gestão atual integra o governo iniciado pela chapa da qual ela participou.

Na parte final, Chico cobrou respostas para problemas na saúde, na educação e na administração dos recursos públicos. A cobrança foi associada à responsabilidade do eleitor de avaliar a gestão e às consequências da escolha nas urnas.

Ao encerrar a análise, ele comparou a euforia de um grupo ao silêncio observado em outro e evitou tratar qualquer dos comportamentos como prova de vitória. “Tudo demais é veneno”, afirmou.