Tião Bocalom apresenta proposta de governo e cumpre agenda política em Sena Madureira

O pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, cumpre agenda em Sena Madureira nesta segunda-feira (1º), onde se reúne com empresários, amigos e lideranças locais para apresentar a proposta de governo “Produzir para Empregar”. A visita faz parte da série de compromissos políticos do pré-candidato pelos municípios acreanos e segue até terça-feira (2), com encontros voltados à apresentação de propostas e ao diálogo com diferentes setores da sociedade.

Ao longo do dia, Bocalom também participa de entrevistas em veículos de comunicação da cidade. Nas conversas, aborda temas ligados ao desenvolvimento econômico do estado, à geração de empregos e ao fortalecimento da produção rural, que aparecem como eixos centrais da proposta que tem apresentado durante a pré-campanha.

Durante os encontros com moradores e lideranças, o pré-candidato afirmou que a experiência acumulada na gestão pública, tanto no interior quanto na capital, serve de base para a formulação do plano de governo. Ele defendeu planejamento e eficiência na aplicação dos recursos públicos como pontos centrais para ampliar investimentos e melhorar os serviços oferecidos à população.

Bocalom também citou obras e ações de infraestrutura realizadas em administrações anteriores, com destaque para intervenções voltadas à modernização urbana e à implantação de tecnologias em áreas da gestão pública. Segundo ele, esse histórico reforça a capacidade de executar projetos com impacto social e estrutural.

A agenda em Sena Madureira continua nesta terça-feira (2), com novas reuniões e compromissos políticos voltados à divulgação das propostas e à ampliação do diálogo com representantes de segmentos locais.

Cruzeiro do Sul avança com obras para idosos, mobilidade e esportes radicais

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul vistoriou nesta segunda-feira, 1º de junho, três obras em andamento no município que concentram investimentos em assistência social, infraestrutura urbana e esporte. A agenda incluiu a reforma e ampliação do Centro de Convivência do Idoso, a pavimentação da comunidade Pentecostes e a construção da Praça de Esportes Radicais, em ações que a gestão municipal apresenta como parte do pacote de intervenções do período de verão.

No Centro de Convivência do Idoso, a obra recebe R$ 250 mil e prevê melhorias na estrutura usada para atividades de lazer, convivência e integração social. Um dos pontos centrais é a ampliação do salão de dança, demanda antiga dos frequentadores do espaço. Durante a reforma, os atendimentos foram transferidos para o Centro Multiuso, no bairro AABB, sem interrupção das atividades.

Na comunidade Pentecostes, a prefeitura executa 2,2 quilômetros de asfalto, além de drenagem e meio-fio, em uma frente de trabalho estimada em R$ 3 milhões. A previsão informada pela gestão é de conclusão em até 90 dias. A obra mira os trechos que costumam registrar dificuldades de tráfego no inverno e deve melhorar o deslocamento de moradores, o transporte escolar, o acesso a serviços públicos e o escoamento da produção agrícola.

A terceira vistoria foi feita no bairro Cinturão Verde, onde está em construção a Praça de Esportes Radicais. O espaço foi planejado para receber modalidades como paramotor, paratrike, aeromodelismo, grau e encontros automotivos. O investimento é de R$ 1,1 milhão, com recursos federais, e a proposta é transformar a área em um ponto de referência para práticas esportivas e lazer no Vale do Juruá.

Ao percorrer as três frentes, a gestão municipal reforçou que as obras têm impacto direto na rotina da cidade, com reflexos sobre mobilidade, convivência social e oferta de espaços públicos. A aposta da prefeitura é que a combinação entre infraestrutura urbana, atendimento à população idosa e incentivo ao esporte amplie a rede de serviços e reforce a estrutura de Cruzeiro do Sul em diferentes áreas.

ALEAC e Sistema OCB Acre assinam termo para ampliar cooperativismo no estado

A Assembleia Legislativa do Acre e o Sistema OCB Acre assinam na terça-feira, 2 de junho de 2026, às 9h, no plenário da ALEAC, em Rio Branco, um termo de cooperação técnica e institucional para fortalecer o cooperativismo como ferramenta de desenvolvimento econômico e social no estado. A parceria prevê ações para ampliar a capacitação de cooperados, estimular a geração de emprego e renda e apoiar a inclusão produtiva em áreas urbanas e rurais.

O acordo une a ALEAC, a Organização das Cooperativas Brasileiras no Acre e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no estado em uma agenda voltada ao fortalecimento das cooperativas acreanas. Entre as medidas previstas estão programas, projetos e iniciativas para qualificação de gestores e lideranças, formação de cidadãos interessados no setor e disseminação da cultura cooperativista.

A cooperação também alcança comunidades tradicionais, povos indígenas e assentamentos rurais, com foco na inclusão produtiva e na criação de oportunidades de renda. Outro objetivo é ampliar a presença das cooperativas em políticas públicas e em contratações governamentais, em uma tentativa de abrir mais espaço para o setor na economia acreana.

O termo ainda prevê a realização de estudos, pesquisas, eventos e atividades educacionais, inclusive em escolas, para estimular o cooperativismo desde a formação básica. A proposta também inclui a elaboração de subsídios técnicos para aperfeiçoar a legislação e contribuir para novas políticas públicas voltadas ao segmento.

Para o presidente do Sistema OCB Acre, Valdemiro Rocha, a assinatura representa um avanço na articulação entre instituições em favor do setor. “A assinatura deste termo fortalece a união de esforços entre instituições que acreditam no cooperativismo como ferramenta de transformação social e desenvolvimento econômico. Nosso objetivo é ampliar oportunidades, gerar renda e fortalecer as cooperativas acreanas em todas as regiões do estado”, afirmou.

Além das ações conjuntas, o acordo prevê compartilhamento de conhecimento técnico, estrutura, informações e apoio institucional entre as entidades. A expectativa é ampliar a capacidade de execução de projetos voltados ao desenvolvimento local e à melhoria da qualidade de vida da população acreana.

A assinatura será realizada na sede da Assembleia Legislativa do Estado do Acre, em Rio Branco, na manhã de terça-feira.

Jorge Viana articula vinda de ministro de Lula ao Acre; 1,6 mil máquinas, veículos e equipamentos

Jorge Viana anunciou a vinda do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, ao Acre na sexta-feira, 5 de junho, para o lançamento do Programa INOVA, iniciativa do governo federal voltada à redução das desigualdades regionais e ao fortalecimento da infraestrutura produtiva dos estados e municípios. O evento será realizado às 10h, na Superintendência Federal do Ministério da Agricultura e Pecuária, em Rio Branco, e deve marcar a entrega de cerca de 1,6 mil máquinas, veículos e equipamentos para prefeituras, governo do Estado e entidades do setor produtivo.

A confirmação da agenda ocorreu em Brasília, durante encontro entre Jorge Viana e Waldez Góes. Na ocasião, o ministro informou que o Acre está entre os primeiros estados contemplados pela iniciativa, criada para ampliar a produtividade, incentivar o uso de tecnologia no campo e reforçar a capacidade operacional das gestões municipais.

Ao comentar a agenda, Jorge Viana atribuiu o avanço do programa à articulação entre o governo federal e a bancada acreana. Ele afirmou que a liberação dos equipamentos representa um esforço conjunto para atender os municípios e apoiar a produção local. “São mais de 1.600 equipamentos que chegam graças a uma parceria entre o Governo Federal e a bancada federal do Acre, que se uniu em torno de um objetivo comum”, disse.

Jorge também afirmou que a chegada do programa ao estado é resultado de uma mobilização política voltada à liberação de investimentos para áreas consideradas estratégicas. Segundo ele, a prioridade foi garantir estrutura para as prefeituras, melhorar as condições de trabalho no interior e abrir espaço para geração de emprego e renda.

Waldez Góes afirmou que o Programa INOVA foi estruturado por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para levar inovação, tecnologia e produtividade a estados e municípios. De acordo com o ministro, a proposta é facilitar o trabalho de quem atua no campo e de quem está à frente da gestão pública, com impacto direto sobre a produção e o desenvolvimento regional.

Os equipamentos previstos para o Acre devem ser usados no fortalecimento da infraestrutura produtiva dos municípios, no apoio às atividades agrícolas e na ampliação da capacidade de atendimento de órgãos públicos e entidades parceiras. A expectativa do governo federal é que a medida reforce a produção, melhore serviços e dê suporte a produtores, criadores e trabalhadores do estado.

O ato de lançamento em Rio Branco deverá reunir parlamentares da bancada federal, gestores públicos, representantes de associações e instituições beneficiadas pelo programa. Para Jorge Viana, a agenda simboliza uma convergência em torno de interesses comuns do Acre, com foco na estruturação dos municípios e no estímulo ao desenvolvimento regional.

Acre registra 21 focos de calor e lidera redução de queimadas no país em 2026

O Acre registrou 21 focos de calor entre janeiro e maio de 2026 e passou a liderar o ranking nacional de redução de queimadas no período. O dado coloca o estado com o menor número de ocorrências do país nos cinco primeiros meses do ano e representa queda de cerca de 58% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando foram contabilizados 51 focos.

Na comparação com outros estados da Amazônia Legal, o Acre aparece à frente de Rondônia, com 36 focos, e do Amazonas, com 128. Em volume absoluto, os maiores registros da região ficaram com Pará, com 1.607, Mato Grosso, com 1.550, e Tocantins, com 1.371.

A série histórica mostra oscilação baixa no estado nos últimos anos. Foram 56 focos em 2020, 45 em 2021, 66 em 2022, 17 em 2023, 32 em 2024, 51 em 2025 e 21 nos primeiros അഞ്ച് meses de 2026. O secretário de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, afirmou que o resultado combina condições climáticas observadas no início do ano com ações de monitoramento e fiscalização, mas disse que o segundo semestre ainda exige atenção por causa do período mais crítico da estiagem.

Parte da estratégia do governo estadual está concentrada na Operação Amburana, iniciada em fevereiro e coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente em parceria com o Batalhão de Policiamento Ambiental, o Centro Integrado de Operações Aéreas e o Instituto de Meio Ambiente do Acre. A ação atua no combate ao desmatamento ilegal e na redução do risco de queimadas durante a seca.

Na primeira fase, a operação alcança 242 áreas com alertas de desmatamento distribuídas em cinco regionais do estado. Nos primeiros sete dias de trabalho, as equipes fiscalizaram 94 alertas, embargaram 684,6 hectares, apreenderam 24 metros cúbicos de madeira ilegal e aplicaram cerca de R$ 3,4 milhões em multas.

O planejamento para a estiagem também inclui a seleção de brigadistas comunitários para atuar em unidades de conservação estaduais. A formação é conduzida em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Acre. Neste ano, a política conta com investimento aproximado de R$ 2 milhões, com recursos do Programa REM Acre e apoio de parceiros.

Em 2025, a atuação das brigadas já havia sido associada à queda de 75% nos focos de calor no estado em relação ao ano anterior. Nas unidades de conservação, a redução ficou em cerca de 97,7% entre janeiro e outubro. Com esse resultado no início de 2026, o Acre tenta atravessar o período seco mantendo o menor patamar de queimadas do país.

Petecão diz que assinatura não muda texto da Câmara e defende debate no Senado sobre jornada 6×1

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração, na manhã desta segunda-feira, 1º de junho, o senador Sérgio Petecão afirmou que o apoio dele à abertura de discussão no Senado sobre a jornada de trabalho não significa adesão a uma mudança no texto já aprovado pela Câmara. Segundo o parlamentar, a intenção é permitir que a proposta seja debatida com mais profundidade antes de qualquer votação. “Não tem uma proposta fechada”, disse. “O que se fez foi nós apoiarmos esse pedido pra que a gente possa abrir um debate também no Senado. Não tem nada mais democrático que isso.”

Petecão reagiu à repercussão criada em torno da assinatura dele e disse que parte do noticiário tratou o tema como se o Senado já estivesse prestes a rever o conteúdo aprovado pelos deputados. Na versão do senador, não é isso que está posto agora. “Isso é fake news”, afirmou ao reforçar que “no Senado não mudamos nada” e que o objetivo é apenas abrir espaço para discussão. Na entrevista, ele repetiu que a proposta aprovada pela Câmara, com a mudança da escala 6×1 para 5×2, continua sendo a referência principal, mas sustentou que o Senado não pode abrir mão de ouvir outros setores antes de decidir.

Foi justamente nesse ponto que Petecão concentrou a explicação dele. Segundo o senador, a tramitação no Senado ainda depende de debate político e técnico, e a assinatura em apoio à discussão não representa voto antecipado nem texto alternativo sacramentado. “Lá no plenário é quem vota. Ou eu voto a favor ou eu voto contra. Todo mundo vai conhecer meu voto, o voto é aberto”, disse. Antes disso, afirmou, a ideia é ouvir trabalhadores, sindicatos, lideranças do movimento e empresários. “Nós vamos abrir agora para ouvir os sindicatos, ouvir as lideranças desse movimento e vamos ouvir também os empresários, tanto os pequenos, os médios e os grandes empresários.”

Na prática, a explicação de Petecão é a seguinte: a proposta que saiu da Câmara chega ao Senado e passa a ser discutida pelos senadores, que podem manter o texto, alterar pontos ou até ampliar o debate com outras sugestões. É nesse espaço que ele diz defender a abertura de conversa, sem fechar posição de saída. Por isso, o senador insiste que a assinatura dele não deve ser lida como recuo em relação ao texto da Câmara nem como apoio automático a uma flexibilização maior. “A proposta que foi apresentada na Câmara eu acho que é uma proposta interessante”, afirmou. “Sou a favor da proposta da Câmara, mas não impede que eu possa ouvir outros companheiros aqui no Senado.”

Ao longo da entrevista, Petecão tentou se colocar no meio do embate entre trabalhadores e empregadores. Disse que a preocupação principal dele é com a preservação dos direitos de quem trabalha, mas acrescentou que o impacto sobre as empresas, principalmente as menores, precisa entrar na conta. “Eu me preocupo com o empresário, não vou mentir pra você, como também me preocupo com o trabalhador”, afirmou. “Esse debate é muito complexo.” Em outro trecho, resumiu a posição dele com mais franqueza: “Eu tenho que ver o que é melhor para o país.”

Questionado sobre o temor de perda de direitos como férias, décimo terceiro e FGTS, o senador disse que não vê risco imediato nesse ponto, mas reconheceu que essa será uma das frentes mais sensíveis da discussão. “Eu não vejo isso. Eu acho que tudo tem que ter diálogo”, declarou. Para ele, o desafio do Senado será construir uma saída que preserve o trabalhador sem empurrar empresas para demissões. “O nosso grande desafio é que nós possamos estar cuidando do nosso trabalhador, criando condições melhores pra ele, mas também não podemos tratar o empresário achando que o empresário é bandido.”

Petecão levou essa preocupação para exemplos do dia a dia e citou o caso de pequenos negócios que funcionam com escala apertada. Na visão dele, uma mudança brusca na jornada pode exigir novas contratações e elevar custos num ritmo que parte do mercado talvez não consiga suportar. “Se vai diminuir os dias de trabalho, ele vai ter que contratar mais”, disse. “Vamos dizer um cara do restaurante, que trabalha a semana toda. Aí, quando for sábado e domingo, ele vai fechar? Se ele fechar sábado e domingo, ele vai quebrar.” A partir dessa leitura, ele passou a defender que o debate sobre a jornada venha acompanhado de alguma discussão sobre contrapartidas do governo para setores mais atingidos.

O senador também reclamou da politização da pauta e afirmou que a discussão corre o risco de ser contaminada pelo ambiente eleitoral. “Eu não posso só por conta dos votos politizar esse debate. Não pode ser politizado”, disse. “Hoje não tem um abençoado que não faça o movimento se não for pensando em voto.” Na avaliação dele, esse tipo de disputa esvazia a discussão central, que deveria estar voltada para a relação entre trabalhador, empregador e mercado de trabalho.

Ainda durante a entrevista, Petecão contou que foi cobrado por eleitores e por empresários depois que a assinatura dele se tornou pública. Disse ter ouvido dúvidas de quem teme aumento de custo para manter funcionários e também de quem receia perda de direitos. Esse choque de interesses, segundo ele, explica por que o Senado precisa tratar o tema com cuidado. “Só tem uma forma de saber: é sentar numa cadeira com muita responsabilidade”, afirmou. “Eu não posso defender uma proposta porque isso aqui me dá mais voto. Eu tenho que ver o que é melhor para o país.”

Ao fim, Petecão tentou resumir a mensagem que quis passar: o Senado ainda não deu a palavra final sobre a jornada 6×1, a proposta da Câmara segue no centro do debate e a assinatura dele teve o objetivo de abrir a discussão, não de substituir o texto por outra saída já acertada. “Vamos abrir um debate pra que, se Deus quiser, nós possamos sair com consciência”, afirmou. “Não tem nada disso de que nós já mudamos alguma coisa.”