A Prefeitura de Rio Branco realizou nesta quarta-feira, 24 de junho, a primeira coleta de resíduos eletroeletrônicos e pilhas dentro do acordo de cooperação técnica firmado com a Green Eletron. A ação, conduzida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e pela Unidade de Tratamento e Disposição de Resíduos, marca o início da operação de logística reversa para equipamentos eletrônicos, eletrodomésticos e pilhas descartados pela população.
A medida amplia a política municipal de destinação adequada de resíduos e tenta reduzir os impactos do descarte irregular, como a contaminação do solo e da água. A parceria também estrutura o encaminhamento desse material para reaproveitamento, reciclagem ou descarte final em empresas especializadas.
Os resíduos podem ser entregues nos ecopontos disponibilizados pela prefeitura, entre eles a unidade do Horto Florestal. Depois da coleta, o material passa por separação antes de seguir para destinação final. A primeira remessa recolhida em Rio Branco será enviada para Porto Velho, em Rondônia.
A engenheira ambiental e sanitarista Camila Cardozo afirmou que a operação consolida o acordo e reforça a conscientização sobre o descarte correto. Segundo a prefeitura, o trabalho se soma a outras frentes já mantidas pelo município, como o recolhimento de pneus inservíveis, com cerca de 800 toneladas por ano encaminhadas para destinação adequada em Mato Grosso.
A coluna desta quarta-feira reúne bastidores, comentários e informações levadas ao ar no Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM 99,9, apresentado por Rogério Wenceslau, com participação de Chico Melo direto da estrada.
Praia Grande foi para a pista
Morador que fecha estrada não faz isso por luxo. Faz porque cansou de esperar.
Na Praia Grande, a BR-307 foi bloqueada porque o rio já começou a levar parte da estrada. Depois da conversa com a PRF e autoridades, o bloqueio saiu. O problema, não.
O rio não espera ofício
A cobrança dos moradores é simples: fazer um desvio antes que a estrada desapareça.
O detalhe é que o verão amazônico está aí. É agora que máquina entra, que o solo ajuda e que o serviço pode andar. Esperar o inverno chegar é transformar descaso em emergência.
Chico na estrada do café
Chico Melo entrou no programa direto da estrada, a caminho de Mâncio Lima, onde participa da oficina da Rota do Café.
A agenda reúne produtores, cooperativas e instituições para discutir o futuro da cadeia produtiva no Juruá. Café, agora, já não cabe mais só no discurso bonito de evento. Tem que virar renda.
Café sem espuma
O programa lembrou que Cruzeiro do Sul já mandou mais de 500 sacos de café para beneficiamento em Mâncio Lima.
É sinal de que a produção começa a andar. Mas o desafio é outro: organizar beneficiamento, assistência, venda e mercado. Sem isso, o produtor planta, colhe, entrega e continua ficando com a menor parte da conta.
Farinha também sobe ao palco
O Festival da Farinha abriu espaço para a escolha de Rei e Rainha. No Teatro dos Náuas, 40 candidatos disputaram a seletiva urbana. Quinze passaram para a próxima fase.
A farinha, que já é marca de Cruzeiro do Sul, agora também ganha passarela, faixa e premiação. É cultura, mas também é vitrine.
Beleza com raiz
Flávio Rosas explicou que o concurso não será só desfile. Os candidatos vão passar por visitas, encontros, café da manhã, jantares, Novenário e atividades ligadas à cultura da farinha.
Faz sentido. Quem quer representar a farinha precisa saber de onde ela vem. E ela não nasce no palco. Nasce no roçado.
Iane e Caio
Entre os nomes citados no programa, apareceram Iane Franco, microempreendedora e filha de agricultora, e Caio Luan, estudante universitário.
A disputa começa a ganhar rostos. E quando o candidato tem história ligada ao tema, a faixa pesa menos que a identidade.
Melissa, Madson e o silêncio
Rogério Wenceslau também comentou a entrevista exclusiva concedida ao Grupo Integração por Melissa Sampaio, ex-esposa de Madson Cameli.
Melissa relatou episódios de agressão, falou sobre medo, cobrou andamento do processo e deu rosto a uma denúncia que não pode ser tratada como fofoca política.
Não é sentença, é escuta
O caso exige cuidado. Madson nega as acusações, e a defesa tem direito ao contraditório.
Mas ouvir uma mulher que se apresenta como vítima também é dever do jornalismo. A Justiça que decida. A imprensa não precisa condenar ninguém para cobrar que um processo não durma na gaveta.
Quando o sobrenome pesa
O comentário de Wenceslau tocou num ponto sensível: quando a denúncia envolve alguém com influência política, o silêncio costuma ser ainda mais barulhento.
Não se trata de usar o caso como palanque. Trata-se de lembrar que violência contra mulher não perde gravidade porque o acusado tem sobrenome conhecido.
Justiça no Juruá
A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre realizou sessão itinerante em Cruzeiro do Sul e julgou 14 processos.
A presença dos desembargadores no Juruá tem peso simbólico. Justiça também precisa ser vista. Principalmente no interior, onde muita gente sente que tudo demora mais.
Um caso que pesa
Entre os processos julgados, um chamou atenção pela gravidade: o de um pai acusado de tentar estuprar a filha de 6 anos em um motel.
A pena de 8 anos e 4 meses foi mantida. A defesa tentou reduzir. A Câmara Criminal negou. Há casos em que a frieza do processo não consegue esconder o tamanho do horror.
Mâncio Lima na rota
Depois de Cruzeiro do Sul, a sessão itinerante segue para Mâncio Lima.
É o Judiciário saindo da capital e chegando mais perto de quem mora longe dos gabinetes. Parece simples, mas no Acre isso ainda faz diferença.
Casamento coletivo
As inscrições para o casamento coletivo da Expoacre Juruá seguem até sexta-feira.
São 300 vagas. Para muita gente, é mais que cerimônia. É documento, segurança familiar e oportunidade de resolver uma pendência antiga sem custo.
O Profeta do Acre
O programa também lembrou os 44 anos da morte do Irmão José da Cruz, conhecido como o Profeta do Acre.
No Juruá, algumas figuras atravessam o tempo não só pela religião, mas pela memória popular. José da Cruz é uma delas.
A cadela do hospital
A história da cadela que há três meses espera pelo dono na porta do Hospital do Juruá emocionou o programa.
O dono morreu. Ela ficou. Agora precisa de adoção. Tem notícia que não precisa de muito comentário. A cena já diz quase tudo.
Ronda curta, problema antigo
A ronda policial veio mais curta, mas trouxe o que não pode passar batido: quebra de medida protetiva em caso de violência doméstica e perturbação do sossego.
A semana pode até estar mais calma. Para quem vive sob ameaça, calma é quando a medida protetiva é respeitada e a autoridade age antes da tragédia.
Mâncio Lima recebe nesta terça e quarta-feira, 24 e 25 de junho, na Casa de Cultura Márcia Alencar, a Oficina de Planejamento Estratégico da Rota do Café no Acre. A iniciativa reúne produtores rurais, cooperativas, pesquisadores, instituições públicas e privadas e representantes de Mâncio Lima, Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves para definir ações voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva do café no Vale do Juruá.
A oficina faz parte do projeto Rotas de Integração Nacional, coordenado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, e tem como meta traçar um plano de desenvolvimento para ampliar a produção, a industrialização e a comercialização do café acreano, além de abrir espaço para o turismo ligado à atividade. A proposta inclui o mapeamento de gargalos em áreas como infraestrutura, assistência técnica, logística e acesso a mercado.
Na abertura do evento, o presidente da Coopercafé, Jonas Lima, afirmou que a articulação entre produtores e instituições é decisiva para consolidar a cafeicultura na região. “Estamos com uma produção altíssima, mas agora precisamos apoiar os produtores no campo para que possam fornecer um café de qualidade para a indústria. A Rota do Café traz exatamente isso: conhecimento, técnica, assistência de engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas, além da possibilidade de captar recursos para fortalecer toda a cadeia produtiva”, disse.
O prefeito de Mâncio Lima, Zé Luiz Gomes, afirmou que o município ocupa posição estratégica nesse processo por ter implantado o primeiro Complexo Industrial do Café do Acre. Segundo ele, o encontro também representa um reconhecimento ao papel da cidade no avanço da atividade no estado. “A estratégia é ouvir a cooperativa, a ABDI, os produtores e toda a cadeia produtiva para construir um planejamento que traga mais melhorias e benefícios para quem vive da produção de café”, declarou.
O consultor do ministério Leandro Guimarães de Paulo disse que a oficina foi desenhada para construir uma política pública com participação direta dos envolvidos no setor. A proposta, segundo ele, é definir a abrangência da rota, estabelecer uma visão de futuro para a cadeia do café e produzir um diagnóstico dos principais desafios da atividade no Vale do Juruá.
Os produtores também participaram dos debates e apresentaram demandas ligadas à produção. Um dos exemplos veio da Comunidade Belo Monte, em Mâncio Lima. Há sete anos na cafeicultura, Wilson José cultiva café em nove dos 21 hectares da propriedade, com cerca de 30 mil pés plantados. Neste ano, em três hectares já em produção, ele alcançou média de 300 sacas de café beneficiado. “Um evento como esse é muito importante para toda a cadeia produtiva porque incentiva a gente a produzir com mais qualidade. Isso fortalece o produtor e cria oportunidades de mercado para o nosso café”, afirmou.
Wilson também relatou que a cafeicultura já ultrapassa a produção agrícola e passa a atrair visitantes e pesquisadores interessados no modelo desenvolvido na propriedade. Dono da marca Café Beija-Flor, ele disse que o trabalho com café especial e a participação em concursos ajudaram a dar visibilidade à produção local e a mostrar o potencial da agricultura familiar na região.
Nos últimos três anos, Mâncio Lima ampliou a presença da cafeicultura com a implantação do Complexo Industrial do Café, estrutura que atende mais de 200 famílias produtoras. O reflexo, segundo participantes do evento, já aparece no comércio local, principalmente no período de colheita, quando a circulação de recursos cresce e movimenta a economia do município.
A oficina deve servir de base para a elaboração de um plano de ação e de um programa de investimentos, construídos a partir de visitas técnicas em propriedades rurais e nos complexos industriais da região. A expectativa é transformar o café produzido no Acre em referência nacional, com mais valor agregado, novos mercados e impacto econômico e social para o Vale do Juruá.
A Prefeitura de Tarauacá sancionou nesta terça-feira, 23, a lei que ratifica a adesão do município ao Consórcio Nacional para Gestão Climática e Prevenção de Desastres, o Conclima. A medida formaliza a participação da cidade em uma estrutura nacional de cooperação voltada ao enfrentamento de eventos climáticos extremos, com foco em prevenção, planejamento e resposta a desastres.
Com a nova legislação, Tarauacá passa a integrar o consórcio público criado para apoiar municípios em ações de defesa civil, gestão de riscos, adaptação climática e captação de recursos. A iniciativa busca ampliar a capacidade das prefeituras para lidar com enchentes, secas, queimadas, deslizamentos e outros problemas associados às mudanças no clima.
O projeto que tratou da ratificação do protocolo de intenções do Conclima tramitou na Câmara Municipal como PL nº 018/2026. A proposta foi aprovada pelos vereadores antes da sanção do Executivo e passou a permitir que o município participe oficialmente das ações coordenadas pelo consórcio.
Entre as finalidades do Conclima estão orientação técnica, apoio à elaboração de planos de contingência, mapeamento de áreas de risco, fortalecimento das estruturas locais de defesa civil, ações de sustentabilidade, acesso a fontes de financiamento e cooperação entre municípios para reduzir custos e melhorar a resposta a situações de emergência.
A adesão ocorre em um cenário de maior preocupação com os efeitos das mudanças climáticas na Amazônia e em municípios acreanos sujeitos a cheias, enxurradas, estiagens e impactos ambientais recorrentes. Em Tarauacá, a participação no consórcio poderá reforçar o planejamento municipal e integrar a cidade a uma rede nacional de apoio técnico e institucional para prevenção de desastres.
A Diocese de Rio Branco afirmou, em coletiva realizada na terça-feira, 23 de junho, na Catedral Nossa Senhora de Nazaré, que os atrasos nos pagamentos do governo do Acre ao Hospital Santa Juliana e à Casa de Acolhida Souza Araújo levaram as duas instituições a uma situação crítica. Segundo a Igreja, a dívida acumulada passa de R$ 20 milhões. No mesmo dia, houve um repasse de cerca de R$ 3,5 milhões, mas a Diocese disse que o valor cobre apenas parte do passivo e não resolve o problema.
Ao detalhar o quadro, o bispo dom Joaquim Pertíñez disse que a crise se arrasta há anos e chegou a um ponto insustentável. “A situação chegou a um limite que já vinha se arrastando há vários anos, não é de hoje. Fomos aguentando, mas chegou o limite que não temos mais viabilidade de continuar os serviços, tanto hospitalares quanto na Casa de Acolhida Souza Araújo”, afirmou.
Dom Joaquim disse que o Hospital Santa Juliana ainda não interrompeu totalmente os atendimentos, mas reconheceu impacto direto em áreas de alta complexidade. “Até o momento, nenhum serviço está paralisado. As cirurgias cardíacas estão fechadas porque os nossos fornecedores de material não recebem. Portanto, não tem como fazer cirurgias cardíacas”, declarou. Em outro momento, responsabilizou o governo pela suspensão desse tipo de procedimento. “É bom que todo mundo saiba que, se as cirurgias cardíacas que muitas pessoas precisam não estão sendo realizadas, não é culpa do hospital, não é culpa do bispo. É culpa do governo que não repassa, não paga”, disse.
O bispo também afirmou que a Diocese tem recorrido a empréstimos para manter a estrutura funcionando e pagar os trabalhadores. “Nós vivemos de empréstimos para poder pagar nossos funcionários e tudo mais. O hospital ajudava financeiramente a Casa de Acolhida Souza Araújo quando o governo atrasava. Mas agora o hospital não tem condições nem de se manter e muito menos de injetar dinheiro na casa”, declarou. Segundo ele, a situação da Casa Souza Araújo também expõe a falta de recursos para manutenção e investimentos.
A cobrança pública da Diocese ganhou força após a divulgação de uma nota em que a instituição afirmou que o Santa Juliana responde por parte expressiva dos partos realizados em Rio Branco e também atende pacientes em cirurgias cardíacas e urológicas de alta complexidade pelo SUS. No texto, a Igreja afirmou que os serviços foram prestados, auditados e reconhecidos pelo poder público, e que a manifestação não tem caráter político-partidário, mas busca garantir a continuidade do atendimento à população.
Após a coletiva, o governo do Acre informou, por meio da Secretaria de Estado de Saúde, que os valores apresentados pela Diocese reúnem processos de naturezas diferentes, incluindo repasses em tramitação regular e procedimentos ainda em fase administrativa. A Sesacre afirmou que o Hospital Santa Juliana recebeu mais de R$ 50 milhões em 2026, incluindo os repasses de março e abril, e sustentou que a competência de maio ainda está em análise, sem caracterização de obrigação vencida.
O impasse expôs o agravamento da relação entre a Diocese e o governo em torno do financiamento de serviços essenciais de saúde. Enquanto a Igreja diz que o hospital e a casa de acolhida operam no limite e sem margem para continuar absorvendo atrasos, o governo afirma que parte dos valores cobrados ainda depende de trâmites técnicos e administrativos.
O senador Alan Rick (Republicanos-AC), pré-candidato ao governo do Acre, reagiu na terça-feira, 23, à ação movida pela Federação União Progressista para tentar impedir novas agendas políticas dele no estado. Em fala ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, o parlamentar classificou a ofensiva como uma tentativa de limitar sua circulação pelos municípios e afirmou que o movimento dos adversários “dá a impressão de que estão desesperados”.
A ação foi apresentada após uma agenda em Feijó, onde Alan Rick participou de compromissos ao lado do prefeito Railson Ferreira da Silva. A federação, formada por União Brasil e Progressistas, alegou à Justiça Eleitoral que o evento teve características de propaganda eleitoral antecipada, com recepção no aeroporto, carreata, presença de apoiadores e mobilização nas redes sociais.
Alan Rick rebateu o pedido e tratou a medida como reação ao crescimento de sua pré-campanha no interior. “Não tem cabimento, não tem lógica”, afirmou o senador, ao comentar a tentativa de impedir novas agendas antes do início oficial da campanha. A avaliação do parlamentar é que os adversários recorreram à Justiça porque passaram a se incomodar com a recepção popular em municípios estratégicos.
O pedido de urgência foi negado pelo juiz Jair Araújo Facundes, relator do caso no Tribunal Regional Eleitoral do Acre. A liminar pretendia proibir Alan Rick e Railson Ferreira de promover ou participar de novos eventos semelhantes ao ato de Feijó até 16 de agosto, data de início da campanha eleitoral. O magistrado entendeu que não havia prova concreta de que outro evento com as mesmas características estivesse prestes a ocorrer.
Na decisão, a Justiça Eleitoral rejeitou a possibilidade de restringir previamente a atuação política com base em fatos futuros e incertos. A ação continuará tramitando, mas a negativa da liminar manteve liberadas as agendas políticas e parlamentares do senador em municípios acreanos.
Ao comentar o caso, Alan Rick também defendeu tratamento igual para todos os grupos políticos que já se movimentam antes do período oficial de campanha. “O pau que dá em Chico dá em Francisco”, disse o senador, ao sustentar que a regra aplicada a uma pré-candidatura deve valer para todas as demais.
A disputa ocorre em meio ao avanço das articulações para a eleição de 2026. Alan Rick aparece como um dos principais nomes da oposição ao grupo da governadora Mailza Assis e tem intensificado visitas ao interior. A representação judicial da União Progressista levou a pré-campanha para o campo jurídico e aumentou a tensão entre os blocos que disputam o Palácio Rio Branco.
O episódio de Feijó virou o primeiro embate judicial de maior peso envolvendo diretamente a agenda de rua do senador. Para a federação autora da ação, a mobilização teria extrapolado os limites da pré-campanha. Para Alan Rick, a ofensiva tenta transformar agenda política em irregularidade eleitoral. “Dá a impressão de que estão desesperados”, repetiu o senador ao tratar da reação dos adversários.
O mérito da representação ainda será analisado pelo TRE-AC. Alan Rick e Railson Ferreira deverão apresentar defesa no processo, que seguirá depois para manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral antes da decisão final sobre as acusações de propaganda eleitoral antecipada.
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