O prefeito Zequinha Lima defendeu nesta sexta-feira, 26, em Cruzeiro do Sul, a continuidade dos investimentos na cafeicultura como alternativa de geração de renda, emprego e desenvolvimento para agricultores familiares do município. A declaração foi feita durante sessão solene da Assembleia Legislativa do Acre em alusão ao Dia Mundial do Café, realizada no Teatro dos Náuas.
Zequinha afirmou que os avanços registrados na produção de café em Cruzeiro do Sul são resultado do trabalho diário dos agricultores e do apoio recebido por instituições parceiras que apostaram no potencial produtivo do Vale do Juruá. Para o prefeito, os produtores rurais são os principais responsáveis pelo crescimento da atividade na região.
“Nós só estamos aqui hoje por conta do trabalho que vocês fazem todos os dias. O café tem transformado vidas e fortalecido a agricultura familiar. Cruzeiro do Sul continuará incentivando essa atividade porque sabemos da sua importância para a economia e para os nossos produtores”, disse Zequinha Lima.
O prefeito também ressaltou que os investimentos feitos nos últimos anos ajudaram a ampliar a produção, abrir novas oportunidades no campo e fortalecer a economia local. A avaliação é que a cafeicultura deixou de ser apenas uma aposta e passou a ocupar espaço entre as principais atividades produtivas do município.
Ao reconhecer o papel dos agricultores familiares, Zequinha reforçou que a Prefeitura de Cruzeiro do Sul seguirá apoiando a cadeia produtiva do café, com ações voltadas ao fortalecimento da produção rural e à valorização de quem vive da agricultura no município.
A Assembleia Legislativa do Acre realizou nesta sexta-feira, 26, no Teatro dos Náuas, em Cruzeiro do Sul, uma sessão solene em alusão ao Dia Nacional do Café para homenagear produtores rurais, instituições e representantes da cadeia produtiva que impulsionam a cafeicultura no Vale do Juruá e em outras regiões do estado.
Durante a solenidade, mais de 30 homenagens foram entregues a pessoas e entidades ligadas ao setor, com reconhecimento especial a produtores pioneiros e a novos cafeicultores que passaram a investir na atividade. A sessão foi proposta pela Mesa Diretora da Aleac, por meio do Requerimento nº 42/2026, e presidida pelo primeiro-secretário da Casa, deputado Luiz Gonzaga.
A produção acreana de café, baseada principalmente no robusta amazônico, passa por fase de expansão. O parque cafeeiro do estado é estimado em cerca de 1.931 hectares, com forte presença da agricultura familiar. Mais de 83% dos produtores atuam em propriedades de até 20 hectares, o que reforça o peso social da atividade na geração de renda no campo.
Representando o presidente da Aleac, deputado Nicolau Júnior, Luiz Gonzaga afirmou que o café já se consolidou como alternativa econômica para centenas de famílias do Juruá. “O café hoje é uma realidade no Juruá. Está mudando a vida de muitas pessoas, e a Assembleia Legislativa não poderia deixar de reconhecer a importância desses produtores, que têm contribuído para o fortalecimento da economia acreana”, disse.
A solenidade também ressaltou o papel da Coopercafé, da Embrapa, de prefeituras, cooperativas e órgãos de apoio técnico no avanço da produção. Autoridades presentes defenderam que o crescimento do setor depende da continuidade de investimentos em tecnologia, assistência técnica, beneficiamento, crédito e escoamento da produção.
Luiz Gonzaga, o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, e o prefeito de Rodrigues Alves, Salatiel Pinheiro Magalhães, afirmaram que o Juruá vive um novo ciclo produtivo, com o café como uma das principais apostas para fortalecer a economia regional. Parlamentares que destinaram emendas para fomentar a cadeia produtiva também foram citados durante a solenidade.
O avanço da cafeicultura tem relação direta com a ampliação da estrutura de beneficiamento na região. Em Mâncio Lima, o Complexo Industrial do Café do Juruá foi implantado para agregar valor à produção local e apoiar agricultores familiares, dentro de um modelo cooperativista voltado ao beneficiamento e rebeneficiamento dos grãos.
A sessão foi transmitida pela TV Aleac e encerrada com a entrega das homenagens da Assembleia Legislativa aos produtores e instituições que atuam no fortalecimento do café acreano.
Mâncio Lima recebe nesta terça e quarta-feira, 24 e 25 de junho, na Casa de Cultura Márcia Alencar, a Oficina de Planejamento Estratégico da Rota do Café no Acre. A iniciativa reúne produtores rurais, cooperativas, pesquisadores, instituições públicas e privadas e representantes de Mâncio Lima, Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves para definir ações voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva do café no Vale do Juruá.
A oficina faz parte do projeto Rotas de Integração Nacional, coordenado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, e tem como meta traçar um plano de desenvolvimento para ampliar a produção, a industrialização e a comercialização do café acreano, além de abrir espaço para o turismo ligado à atividade. A proposta inclui o mapeamento de gargalos em áreas como infraestrutura, assistência técnica, logística e acesso a mercado.
Na abertura do evento, o presidente da Coopercafé, Jonas Lima, afirmou que a articulação entre produtores e instituições é decisiva para consolidar a cafeicultura na região. “Estamos com uma produção altíssima, mas agora precisamos apoiar os produtores no campo para que possam fornecer um café de qualidade para a indústria. A Rota do Café traz exatamente isso: conhecimento, técnica, assistência de engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas, além da possibilidade de captar recursos para fortalecer toda a cadeia produtiva”, disse.
O prefeito de Mâncio Lima, Zé Luiz Gomes, afirmou que o município ocupa posição estratégica nesse processo por ter implantado o primeiro Complexo Industrial do Café do Acre. Segundo ele, o encontro também representa um reconhecimento ao papel da cidade no avanço da atividade no estado. “A estratégia é ouvir a cooperativa, a ABDI, os produtores e toda a cadeia produtiva para construir um planejamento que traga mais melhorias e benefícios para quem vive da produção de café”, declarou.
O consultor do ministério Leandro Guimarães de Paulo disse que a oficina foi desenhada para construir uma política pública com participação direta dos envolvidos no setor. A proposta, segundo ele, é definir a abrangência da rota, estabelecer uma visão de futuro para a cadeia do café e produzir um diagnóstico dos principais desafios da atividade no Vale do Juruá.
Os produtores também participaram dos debates e apresentaram demandas ligadas à produção. Um dos exemplos veio da Comunidade Belo Monte, em Mâncio Lima. Há sete anos na cafeicultura, Wilson José cultiva café em nove dos 21 hectares da propriedade, com cerca de 30 mil pés plantados. Neste ano, em três hectares já em produção, ele alcançou média de 300 sacas de café beneficiado. “Um evento como esse é muito importante para toda a cadeia produtiva porque incentiva a gente a produzir com mais qualidade. Isso fortalece o produtor e cria oportunidades de mercado para o nosso café”, afirmou.
Wilson também relatou que a cafeicultura já ultrapassa a produção agrícola e passa a atrair visitantes e pesquisadores interessados no modelo desenvolvido na propriedade. Dono da marca Café Beija-Flor, ele disse que o trabalho com café especial e a participação em concursos ajudaram a dar visibilidade à produção local e a mostrar o potencial da agricultura familiar na região.
Nos últimos três anos, Mâncio Lima ampliou a presença da cafeicultura com a implantação do Complexo Industrial do Café, estrutura que atende mais de 200 famílias produtoras. O reflexo, segundo participantes do evento, já aparece no comércio local, principalmente no período de colheita, quando a circulação de recursos cresce e movimenta a economia do município.
A oficina deve servir de base para a elaboração de um plano de ação e de um programa de investimentos, construídos a partir de visitas técnicas em propriedades rurais e nos complexos industriais da região. A expectativa é transformar o café produzido no Acre em referência nacional, com mais valor agregado, novos mercados e impacto econômico e social para o Vale do Juruá.
A Prefeitura de Cruzeiro do Sul fez, na quinta-feira, 18 de junho, o transporte de cerca de 500 sacas de café de uma propriedade rural na região da BR-364 até uma indústria em Mâncio Lima. A ação atendeu o produtor Vitor Silva e faz parte do trabalho da Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento para ajudar no escoamento da safra e reduzir custos dos agricultores.
O carregamento ocorreu no Ramal do Caracas. Com o suporte da prefeitura, a produção segue para beneficiamento sem custo de transporte para o produtor. Vitor Silva afirmou que esta foi a décima carga de café transportada este ano com apoio do município. “Esse apoio é muito importante para nós produtores, porque facilita o transporte da produção e ajuda a reduzir os custos. Já estamos no décimo caminhão transportado este ano e isso mostra o quanto essa parceria tem sido fundamental para fortalecer a cafeicultura em nossa região”, disse.
O secretário municipal de Agricultura, Nildson Moura, afirmou que a orientação da gestão é manter o atendimento aos produtores rurais. “O café tem se destacado cada vez mais em nosso município e precisamos garantir que os produtores tenham condições adequadas para escoar sua produção. Esse apoio com maquinários representa mais eficiência, menos custos e mais oportunidades para quem vive da agricultura”, declarou.
Além do transporte, a prefeitura informou que já distribuiu mais de 4,2 toneladas de insumos agrícolas a produtores das regiões dos rios Juruá Mirim e Valparaíso, dentro do Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cafeicultura. A iniciativa atende 100 agricultores, cada um com 3 mil mudas de café, volume suficiente para o plantio de um hectare, além de insumos para correção e fertilização do solo.
O município também faz o transporte dos materiais até as comunidades e oferece acompanhamento técnico com engenheiro agrônomo da Secretaria Municipal de Agricultura. Em Cruzeiro do Sul, uma indústria de café está em construção no Ramal II, na Vila Santa Luzia, como parte da expansão da cadeia produtiva no município.
A cafeicultura voltou ao centro do debate sobre desenvolvimento rural no Acre neste sábado, 16 de maio, durante um dia de campo realizado na propriedade do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, em Acrelândia. O encontro reuniu produtores, técnicos, pesquisadores e autoridades para discutir produtividade, mercado e expansão do café robusta amazônico, hoje tratado por lideranças do setor como uma das principais alternativas de renda no estado.
A programação contou com a presença do prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, do prefeito de Acrelândia, além de produtores do município e representantes de outras atividades do agronegócio. Ao longo do evento, a defesa do café apareceu associada à geração de emprego no campo, ao fortalecimento da agricultura familiar e à ampliação da economia local em municípios do Baixo e do Alto Acre.
Com área cultivada de pouco mais de 20 hectares, a lavoura de Bocalom foi apresentada aos participantes como exemplo de desempenho produtivo. Durante o encontro, ele afirmou que o robusta amazônico tem capacidade de elevar a renda do produtor e ampliar a presença do Acre no mercado regional. “O café robusta amazônico é altamente produtivo e oferece uma rentabilidade muito interessante para o produtor. É uma cultura que pode transformar a realidade econômica de muitas famílias”, disse. Mais adiante, reforçou: “O café é uma grande oportunidade para o Acre. O pequeno produtor consegue ter renda, melhorar sua qualidade de vida e ainda contribuir para o crescimento da economia local”.
Bocalom também resgatou o período em que administrou Acrelândia e associou a expansão da cafeicultura no município às políticas de incentivo implantadas naquela fase. Hoje, a cidade é tratada como principal polo produtor do grão no estado. “Quando fui prefeito, investimos fortemente no incentivo ao café. Hoje, Acrelândia é referência no Acre, mostrando que, com apoio e planejamento, é possível desenvolver uma cadeia produtiva forte e sustentável”, afirmou.
Entre os participantes estavam nomes ligados à produção cafeeira local, como Celso Timpurim, Wanderley Lara, Wagner Álvares e outros produtores de Acrelândia. O encontro também atraiu representantes de outras cadeias produtivas. O pecuarista Jorge Moura, que atua ainda com soja, classificou o agronegócio como uma saída econômica para o estado. Já o produtor Mário Maffi, com atuação no cultivo de milho e soja no Alto Acre, avaliou que o café já entrou em fase de consolidação no campo e amplia seu peso na economia rural acreana.
A programação técnica abriu com a palestra de Ronaldo Marciano, representante da UPL, que apresentou um panorama do mercado global do café, a alta dos preços, os custos de produção e a necessidade de gestão eficiente da propriedade. Em seguida, Hadamés Wilson expôs dados da produção no Acre, com foco nas regiões do Baixo e do Alto Acre, e tratou de estratégias de plantio entre abril e maio para reduzir perdas na colheita. Também foram citados resultados de produtividade em municípios como Capixaba, Rio Branco, Porto Acre e Acrelândia.
No encerramento, o professor Leonardo Tavela, da Universidade Federal do Acre, apresentou um panorama da cafeicultura no Vale do Juruá, com os entraves para ampliar a atividade e os avanços obtidos a partir do laboratório de qualidade do café da universidade. A exposição incluiu dados de produtividade e perspectivas de fortalecimento da cadeia no estado.
Após as palestras, produtores e convidados seguiram para visitas de campo. A projeção apresentada durante a atividade aponta safra acima de 880 sacas na área observada. Outra demonstração mostrou o desempenho de um plantio com um ano e três meses conduzido com cobertura vegetal para conter o mato ao redor da planta. O evento também recebeu representantes do governo da Bolívia e da área de agricultura de Boca do Acre, no Amazonas, num movimento que amplia o interesse regional pelo avanço da cafeicultura acreana.
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