Prefeitura de Cruzeiro do Sul leva 500 sacas de café para beneficiamento em Mâncio Lima

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul fez, na quinta-feira, 18 de junho, o transporte de cerca de 500 sacas de café de uma propriedade rural na região da BR-364 até uma indústria em Mâncio Lima. A ação atendeu o produtor Vitor Silva e faz parte do trabalho da Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento para ajudar no escoamento da safra e reduzir custos dos agricultores.

O carregamento ocorreu no Ramal do Caracas. Com o suporte da prefeitura, a produção segue para beneficiamento sem custo de transporte para o produtor. Vitor Silva afirmou que esta foi a décima carga de café transportada este ano com apoio do município. “Esse apoio é muito importante para nós produtores, porque facilita o transporte da produção e ajuda a reduzir os custos. Já estamos no décimo caminhão transportado este ano e isso mostra o quanto essa parceria tem sido fundamental para fortalecer a cafeicultura em nossa região”, disse.

O secretário municipal de Agricultura, Nildson Moura, afirmou que a orientação da gestão é manter o atendimento aos produtores rurais. “O café tem se destacado cada vez mais em nosso município e precisamos garantir que os produtores tenham condições adequadas para escoar sua produção. Esse apoio com maquinários representa mais eficiência, menos custos e mais oportunidades para quem vive da agricultura”, declarou.

Além do transporte, a prefeitura informou que já distribuiu mais de 4,2 toneladas de insumos agrícolas a produtores das regiões dos rios Juruá Mirim e Valparaíso, dentro do Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cafeicultura. A iniciativa atende 100 agricultores, cada um com 3 mil mudas de café, volume suficiente para o plantio de um hectare, além de insumos para correção e fertilização do solo.

O município também faz o transporte dos materiais até as comunidades e oferece acompanhamento técnico com engenheiro agrônomo da Secretaria Municipal de Agricultura. Em Cruzeiro do Sul, uma indústria de café está em construção no Ramal II, na Vila Santa Luzia, como parte da expansão da cadeia produtiva no município.

Ex-companheira de Madson Cameli cobra rapidez da Justiça em casos de violência contra a mulher

Melissa Sampaio levou para uma postagem sobre o programa Defesa Lilás uma cobrança que atravessa o Acre e alcança o país: não basta criar campanhas, vestir camisetas ou ocupar palcos em nome da defesa das mulheres se a Justiça demora tanto que a resposta chega tarde, fraca ou prescrita. Ex-companheira de Madson de Castro Cameli, contra quem move processo por supostas agressões, Melissa comentou uma publicação sobre o lançamento da iniciativa do União Brasil, realizada neste sábado, 20, em Rio Branco, com a presença da governadora Mailza Assis, atual esposa de Madson Cameli, e puxou o debate para o ponto mais duro da violência doméstica: depois de vencer o medo para denunciar, muitas mulheres ainda precisam esperar anos para serem ouvidas pelo sistema que prometeu protegê-las. O lançamento do Defesa Lilás reuniu lideranças políticas e foi apresentado como uma ação para ampliar a participação feminina nos espaços de poder. Vale lembrar ainda que Madson, além de marido de Mailza, é atualmente o seu o chefe do Gabinete Pessoal, no Palácio Rio Branco.

No comentário, Melissa foi direta. Escreveu que iniciativas voltadas à defesa das mulheres também precisam enfrentar a lentidão dos processos de violência doméstica e familiar. Citou o dado de que mais de 307 mil ações de violência contra a mulher prescreveram no Brasil nos últimos anos e amarrou o número à vida real de quem espera. “Quando um processo permanece parado por meses ou anos em razão de sucessivos recursos, adiamentos e entraves processuais, a vítima continua revivendo a violência que já sofreu”, afirmou. A frase tira a discussão do cartaz de campanha e a coloca dentro do fórum, onde cada remarcação de audiência, cada recurso e cada silêncio institucional podem obrigar a mulher a repetir a dor que tentou encerrar quando procurou ajuda.

O número usado por Melissa tem peso nacional. Levantamento da socióloga Regina Gondim, pesquisadora do Instituto de Direito Público, obtido por meio da Lei de Acesso à Informação e divulgado pela Band, registrou 307 mil processos judiciais de violência contra a mulher prescritos entre 2020 e 2025. O mesmo levantamento apontou que 24% dos processos foram arquivados depois da perda do prazo legal para julgamento.

Foi nesse chão que Melissa pisou ao escrever: “Proteger as mulheres não é apenas criar novos programas ou incentivar sua participação na política. Também é garantir que aquelas que tiveram coragem de denunciar encontrem uma Justiça acessível, eficiente e capaz de dar uma resposta em tempo razoável.” A última frase veio como recado: “Nenhuma mulher deveria esperar anos por uma decisão depois de já ter esperado tanto para conseguir denunciar. Defender as mulheres também é garantir que a Justiça não chegue tarde demais.”

A manifestação ganha outra dimensão porque Melissa não fala de fora dessa realidade. Em 2024, o Ministério Público do Acre denunciou Madson Cameli por lesão corporal e violência psicológica, em um caso que envolve supostas agressões físicas e psicológicas relatadas por ela. A defesa de Madson nega as acusações e sustenta que o caso nasceu em um contexto de término de relacionamento. O processo ainda precisa seguir o caminho legal, com contraditório e ampla defesa, mas a existência da denúncia e a exposição pública de Melissa colocaram a história no centro de uma discussão que o Acre costuma empurrar para dentro das casas: o que acontece com uma mulher depois que ela decide falar?

Horas antes dessa cobrança, Melissa já vinha trazendo luz sobre esse tema em seus stories, apontando aquilo que muitas vítimas só conseguem dizer depois de sobreviver ao pior trecho do caminho. “Não foi fácil. Houve dias em que eu pensei que não conseguiria. Mas Deus me sustentou em cada um deles”, escreveu. Em outro trecho, tocou no ponto mais invisível da violência: “Nem toda violência deixa marcas visíveis e nem toda injustiça acontece de forma explícita.” A sequência terminou como um chamado sem enfeite: “Mulheres, denunciem e não desistam!”

A força desses posicionamentos está justamente no que eles não tentam esconder. Denunciar não é um gesto simples. Para muitas mulheres, é o momento em que a violência sai da casa e passa a circular pela família, pelos amigos, pelo trabalho, pela internet, pela polícia e pela Justiça. A mulher que denuncia quase sempre precisa provar mais do que o fato. Precisa provar que sofreu, que lembra, que não exagerou, que não inventou, que não quer vingança, que merece crédito. Quando o processo se arrasta, essa cobrança se repete por meses ou anos. A agressão vira lembrança obrigatória. A espera vira punição.

Ao comentar a publicação do Defesa Lilás, Melissa deslocou o debate de um evento político para uma pergunta concreta: que proteção existe quando uma mulher denuncia e passa anos olhando para um processo parado? No Acre, onde sobrenomes pesam, relações políticas se cruzam e a vida pública invade a vida privada, essa pergunta não é abstrata. Ela alcança delegacias, promotorias, gabinetes, tribunais e também as rodas de conversa onde a palavra da mulher ainda costuma ser colocada em dúvida antes mesmo de o processo andar.

A defesa das mulheres não se mede apenas pelo discurso de combate à violência. Mede-se pelo tempo da resposta, pela coragem de acolher quem denuncia, pela proteção dada antes que o risco aumente e pela capacidade de impedir que a vítima seja esmagada pela própria engrenagem que deveria ampará-la. Quando Melissa escreve que a Justiça não pode chegar tarde demais, ela fala de prescrição, mas fala também de abandono. Porque, para uma mulher que esperou muito para denunciar, cada ano sem decisão pode parecer uma nova forma de silêncio.

A sequência publicada por Melissa deixa uma pergunta incômoda para instituições, autoridades e para a própria sociedade acreana: o que acontece com uma mulher depois que ela tem coragem de denunciar?

Prefeito sanciona leis para saúde, inclusão e infraestrutura em Rio Branco

O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, sancionou um pacote de leis municipais em Rio Branco, em solenidade com vereadores, lideranças comunitárias, representantes de entidades civis e do setor produtivo. As medidas, aprovadas pela Câmara Municipal, tratam de saúde preventiva, inclusão social, proteção às mulheres, segurança hídrica, meio ambiente, infraestrutura urbana e apoio a instituições sociais.

As novas leis ampliam a atuação do município em áreas consideradas sensíveis para a população. O conjunto inclui normas para manutenção do Igarapé São Francisco, acesso à água potável em áreas periféricas e rurais, prevenção de amputações em pacientes com diabetes, acolhimento de mulheres vítimas de violência, prioridade de matrícula para pessoas com Transtorno do Espectro Autista e outras deficiências, além de regras contra tatuagens e piercings estéticos em animais.

Durante a cerimônia, Bestene afirmou que as propostas atendem demandas da população e dependem da integração entre Prefeitura e Câmara para sair do papel. “São projetos de lei que vêm ao encontro das necessidades da população. Quero parabenizar e agradecer à Câmara de Vereadores, em especial aos vereadores que hoje tiveram suas leis sancionadas”, disse o prefeito.

Entre as medidas sancionadas está o Programa Permanente de Limpeza e Manutenção do Igarapé São Francisco, de autoria do vereador Joabe Lira. A lei estabelece ações contínuas para conservação do manancial urbano, com foco na redução do assoreamento, no combate ao descarte irregular de resíduos e na prevenção de alagamentos.

Na área ambiental e de saúde pública, foram sancionadas a Lei nº 2.692/2026, que institui o Plano de Segurança Hídrica do Município, e a Lei nº 2.693/2026, que prevê a exibição obrigatória de conteúdos educativos sobre saúde pública nas salas de espera dos órgãos municipais. O pacote também cria o Programa Água Boa, voltado ao acesso à água potável em comunidades periféricas e rurais.

A saúde preventiva recebeu a Lei nº 2.686/2026, de autoria do vereador Leôncio Castro, que cria a Política Municipal de Prevenção e Combate às Amputações em Pacientes com Diabetes. A medida prevê ações para diagnóstico precoce e acompanhamento especializado na rede pública.

Na área social, a Lei nº 2.697/2026 cria o Programa Municipal de Acolhimento Seguro às Mulheres Vítimas de Violência. A iniciativa prevê suporte para mulheres em situação de vulnerabilidade, com encaminhamento ao mercado de trabalho, acompanhamento psicológico e apoio para retomada da autonomia.

A inclusão também entrou no pacote com a Lei nº 2.687/2026, que altera norma municipal de 2018 e assegura prioridade na matrícula em creches e escolas da rede municipal próximas à residência de pessoas com TEA e outras deficiências. Outra lei, a de nº 2.699/2026, cria o Dia Municipal de Conscientização sobre Experiências Adversas na Infância.

O conjunto de normas ainda inclui a Lei nº 2.691/2026, voltada à desburocratização da administração pública, com restrições a exigências e fiscalizações repetitivas feitas a cidadãos e empreendedores. Também foram concedidos títulos de Utilidade Pública ao Instituto Acolher e Transformar, ao Instituto Gaiato e à Associação Integrada Afro Ginga Capoeira.

Defesa Civil aciona Polícia Federal após alerta falso com mensagem “misantropia”

A Defesa Civil Nacional acionou a Polícia Federal neste sábado, 20 de junho, para investigar uma invasão ao sistema Defesa Civil Alerta, usado para enviar avisos de emergência à população. A plataforma disparou, durante a madrugada, uma notificação classificada como “Alerta Extremo” para celulares em diferentes regiões do país, incluindo o Acre, sem relação com chuvas, enchentes, deslizamentos ou qualquer outro desastre iminente.

A mensagem chamou atenção por trazer apenas a palavra “misantropia”, termo associado à aversão ou ódio à humanidade. Em alguns aparelhos, o alerta apareceu com variações na escrita, como “misantropi4”. O aviso foi acompanhado de som alto e sobreposição na tela do celular, mesmo em aparelhos configurados no modo silencioso, característica usada em situações de risco grave e imediato à vida.

A plataforma de envio foi retirada do ar à 1h30, de forma preventiva, após a identificação do disparo indevido. A suspeita inicial é de ataque hacker, já que o alerta teria sido ordenado remotamente por alguém sem vínculo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

O governo identificou dez alertas falsos durante a madrugada. Nove foram enviados pelo sistema Cell Broadcast, tecnologia que permite o envio de mensagens emergenciais diretamente para celulares localizados em determinada área, e um foi encaminhado por SMS. Entre as localidades citadas como atingidas estão Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Acre e São Paulo.

O Defesa Civil Alerta é uma ferramenta criada para avisar a população sobre riscos naturais, como alagamentos, enxurradas, enchentes, deslizamentos, vendavais e outros eventos capazes de colocar vidas em risco. O alerta extremo é o nível mais alto da ferramenta e deve ser usado apenas quando há ameaça grave e iminente.

A retomada do sistema depende da correção das falhas de segurança e da conclusão das verificações técnicas. A Polícia Federal ficará responsável por apurar a autoria da invasão e as circunstâncias do disparo falso.

Bocalom acompanha torcida na Praça da Revolução durante jogo do Brasil na Copa

A Praça da Revolução reuniu centenas de torcedores na noite desta sexta-feira, 19, em Rio Branco, durante a transmissão do jogo da Seleção Brasileira pela Copa do Mundo de 2026. O prefeito Tião Bocalom acompanhou a mobilização popular no espaço público, montado para receber os acreanos em clima de apoio ao Brasil.

A concentração transformou a área central da capital em ponto de encontro de famílias, jovens e torcedores vestidos de verde e amarelo. A estrutura permitiu que o público assistisse à partida em ambiente aberto, com presença de moradores que acompanharam juntos o segundo compromisso da Seleção na competição.

Dentro de campo, o Brasil venceu o Haiti por 3 a 0, pelo Grupo C da Copa do Mundo. A vitória veio após o empate por 1 a 1 na estreia contra Marrocos e colocou a Seleção em melhor situação na chave antes do próximo jogo, contra a Escócia.

A programação na Praça da Revolução faz parte da proposta de transmissão pública dos jogos do Brasil, com o objetivo de reunir a população em um espaço coletivo durante a Copa. A iniciativa tem levado torcedores ao centro da cidade em dias de partidas da Seleção.

Resgate aéreo leva bebê de aldeia indígena a hospital em Cruzeiro do Sul

Uma bebê de três meses com complicações respiratórias foi resgatada por equipes do Centro Integrado de Operações Aéreas na quarta-feira, 17 de junho, na Aldeia Boa União, em Santa Rosa do Purus, no interior do Acre. A criança foi levada para Cruzeiro do Sul, onde recebeu atendimento especializado no Hospital do Juruá.

A operação contou com apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, que fez os primeiros procedimentos ainda na aldeia. Durante o trajeto, a equipe também parou em Feijó para prestar cuidados complementares e estabilizar o quadro clínico da bebê antes da chegada ao destino final.

A criança viajou acompanhada da mãe, Norman Nascimento Huni Kuí. Segundo o governo do Acre, a missão mobilizou estrutura aérea e equipes de saúde para garantir o atendimento em uma região de difícil acesso, onde o deslocamento por via terrestre ou fluvial amplia o tempo de resposta em casos graves.

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia, afirmou que a operação mostra a presença do Estado nos pontos mais distantes do Acre. Já o coordenador do Ciopaer, Sergio Albuquerque, disse que o transporte aeromédico foi decisivo para levar a paciente ao suporte médico necessário. A bebê segue internada e sob assistência no Hospital do Juruá.