Saúde Rural leva atendimentos médicos à comunidade Baixa Verde, em Rio Branco

A Prefeitura de Rio Branco realizou neste sábado, 25, a 9ª edição do programa Saúde Rural na comunidade Baixa Verde, localizada no km 26 da BR-317, com atendimentos de saúde, vacinação, exames, entrega de medicamentos e atividades educativas para famílias da zona rural.

A ação, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde, atendeu 82 famílias, registrou 142 atendimentos individuais e chegou a 2.792 procedimentos realizados em um único dia. Desde o início do programa, há menos de três meses, mais de 2 mil moradores já foram alcançados e o número de procedimentos ultrapassou 27 mil nas comunidades rurais da capital.

Os moradores tiveram acesso a consultas médicas, de enfermagem e odontológicas, além de pré-natal, exame preventivo, testes rápidos, vacinação, aferição de pressão arterial, teste de glicemia, serviços de endemias, regulação de consultas e exames e distribuição de medicamentos. Também houve inserção de Implanon, método contraceptivo de longa duração.

O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, afirmou que o programa foi criado para reduzir as dificuldades de acesso enfrentadas por moradores que vivem longe das unidades urbanas. “Nosso objetivo é facilitar o acesso aos serviços de saúde para quem enfrenta longas distâncias e, ao mesmo tempo, oferecer um atendimento cada vez mais humanizado”, disse.

A edição também contou com ações da Secretaria Municipal de Educação. Crianças da comunidade participaram de contação de histórias, leitura, brincadeiras cantadas, oficinas com brinquedos feitos de materiais recicláveis e atividades sensoriais, enquanto pais e responsáveis recebiam atendimento das equipes de saúde.

Para a gerente do Centro de Multimeios da Secretaria Municipal de Educação, Lázara dos Santos, a presença conjunta das equipes amplia o alcance do serviço público nas comunidades. “Quando a Prefeitura une saúde e educação em uma única ação, ela leva cuidado, aprendizado e inclusão para toda a comunidade”, afirmou.

Entre os atendidos estava Deiviane Carvalho, de 30 anos, mãe de cinco filhos, que procurou o serviço para fazer a inserção do Implanon. “Agora quero me prevenir e poder cuidar da minha família com mais tranquilidade”, disse.

Moradora da Baixa Verde há seis anos, Irineuda Saraiva, de 61 anos, também recebeu atendimento durante a ação. Ela faz acompanhamento de pressão alta e afirmou que o atendimento na comunidade evita deslocamentos até a cidade. “Consigo pegar os remédios sem precisar sair daqui. Quando o Saúde Rural vem para a comunidade, facilita muito a nossa vida”, afirmou.

A programação foi encerrada com um amistoso entre servidores da Saúde e alunos da escolinha de futebol da comunidade. A equipe da Saúde venceu por 2 a 1.

Alan Rick oficializa candidatura ao governo do Acre e coloca combate à corrupção no centro da campanha

Sob chuva e diante de apoiadores reunidos no ginásio do Sesc, em Rio Branco, o senador Alan Rick, do Republicanos, oficializou a candidatura ao governo do Acre com um discurso voltado ao combate à corrupção, à recuperação da confiança no poder público e à permanência dos acreanos no estado. Ao lado do empresário Ricardo Leite, anunciado como candidato a vice-governador, Rick atacou a atual administração e apresentou o enfrentamento aos desvios de recursos públicos como uma das principais bandeiras da campanha pelo Palácio Rio Branco.

O senador usou a expressão “corrupção endêmica” para definir o cenário que pretende enfrentar. A acusação atravessou a entrevista coletiva concedida antes da convenção e voltou ao centro do discurso no palco, quando ele associou suspeitas de desvio, obras públicas com problemas e investigações recentes à perda de serviços essenciais para a população.

“Nós precisamos nos livrar dessa corrupção endêmica. Não é possível nos acostumar com isso, achar que é normal a roubalheira que assola o nosso estado”, declarou o senador para uma multidão de apoiadores.

Rick citou episódios que chegaram ao noticiário político e policial do Acre e usou os casos para sustentar a crítica ao funcionamento da máquina estadual. Entre eles, mencionou a queda de uma ponte construída havia menos de três anos e uma investigação envolvendo recursos destinados à educação, à merenda escolar e ao transporte de estudantes.

“Não é normal uma ponte construída há menos de três anos cair e nada ser feito. Não é normal roubarem R$ 51 milhões da educação, da merenda escolar e do transporte dos alunos”, disparou o candidato, sendo ovacionado pelo público presente.

Ao levar a discussão para além das denúncias e dos valores citados, Alan Rick relacionou a corrupção e a falta de oportunidades à saída de moradores do Acre. A migração de famílias, jovens e trabalhadores em busca de emprego e melhores condições de vida em outros estados apareceu como uma das consequências de um poder público que, na avaliação do senador, deixou de oferecer perspectivas à população.

Ao ser questionado sobre sua principal missão, ele foi taxativo: “Trazer de volta a esperança para o povo do Acre, que perdeu tanta gente que foi embora do estado por falta de esperança, por essa corrupção endêmica que hoje nos envergonha. Não podemos aceitar mais tanta corrupção, tanta crueldade com o erário público e com o nosso povo”.

A declaração transformou o êxodo de acreanos em um dos eixos políticos da candidatura. Rick apresentou a recuperação da confiança no estado como condição para gerar empregos, atrair investimentos e impedir que parte da população continue enxergando a mudança para outras regiões como única possibilidade de crescimento profissional e segurança econômica.

O senador também mencionou suspeitas de caixa dois, lavagem de dinheiro e uso de institutos para movimentar recursos com finalidade eleitoral. As acusações foram atribuídas por ele a investigações e denúncias já divulgadas publicamente.

“Não é normal tentarem desviar dinheiro através de institutos para guardar recurso para a campanha deles. E aí, todos os órgãos de controle… não sou eu que estou dizendo, são as denúncias estampadas nos jornais”, pontuou.

A candidatura nasce diante de uma disputa em que o grupo governista dispõe da estrutura administrativa do estado e de alianças construídas ao longo dos últimos anos. Alan Rick reconheceu esse desequilíbrio ao falar sobre o uso da máquina pública durante o processo eleitoral. A resposta, segundo ele, dependerá da mobilização dos eleitores e da capacidade da oposição de transformar insatisfação em voto.

“Dizem que vão nos atropelar com a máquina, que vão usar o dinheiro para nos vencer, que eles vão fazer o que puder ser feito e o que tiver que ser feito para nos derrotar. Só que eles não combinaram com o povo do Acre”, desafiou.

Para reforçar a mensagem, Rick recorreu à memória da Revolução Acreana e à luta liderada por Plácido de Castro e pelos seringueiros. A comparação colocou a eleição como uma disputa pela condução política do estado e pela recuperação do que chamou de dignidade da população. O senador, no entanto, afastou qualquer referência à violência e apresentou o voto como instrumento dessa mudança.

“Estamos com a melhor arma, que é uma arma que não precisa ser preenchida com chumbo nem com pólvora. É a arma do voto, é a arma da democracia”, concluiu.

Com o lema “O Trabalho da Esperança”, a convenção marcou o início público da campanha de Alan Rick ao governo e apresentou Ricardo Leite como o nome escolhido para compor a chapa. O discurso deixou clara a estratégia eleitoral: confrontar o grupo que administra o estado, associar denúncias de corrupção à precariedade dos serviços públicos e defender uma mudança de comando como caminho para recuperar empregos, investimentos e confiança no futuro do Acre.

Foto: Sérgio Vale/AC24h

Wania Pinheiro cobra justiça e respostas para o ataque contra Chico Melo

Em novo artigo, Wania Pinheiro alerta que o brutal espancamento do jornalista e radialista Chico Melo não pode cair no esquecimento. Com uma reflexão inspirada na sabedoria popular, a colunista defende o avanço das investigações, a identificação dos responsáveis e o fim da impunidade. Uma leitura necessária sobre justiça, liberdade de imprensa e o direito da sociedade de conhecer a verdade.

Confira o artigo completo:
Matos têm olhos, paredes têm ouvidos; crime sobre jornalista será descoberto

Enquanto esse crime permanecer sem solução, todos nós continuaremos sendo vítimas dele

Por Wania Pinheiro, ContilNet

Durante quase toda a minha infância e parte da juventude, havia um ritual que até hoje guardo com carinho na memória. Minha mãe comprava os antigos folhetos de cordel, e eu mergulhava naquelas páginas simples, mas repletas de sabedoria popular. Foi em um desses folhetos que encontrei uma frase que nunca mais saiu da minha cabeça: “Matos têm olhos e paredes têm ouvidos; os crimes são descobertos por mais que sejam escondidos.”

Carrego essas palavras como uma espécie de ensinamento sobre a vida. Porque a verdade pode até demorar, mas ela costuma encontrar um caminho para aparecer.

É justamente por acreditar nisso que me recuso a aceitar o silêncio que começa a tomar conta do brutal espancamento sofrido pelo jornalista e radialista Francisco Melo, o nosso querido Chico Melo, em Cruzeiro do Sul.

Já se passaram dias desde aquela noite de violência. Vieram as notas oficiais de solidariedade, as manifestações de amigos, o repúdio da sociedade, o compromisso das autoridades e até o deslocamento de policiais de Rio Branco para reforçar as investigações. Tudo isso é importante. Mas ainda falta o essencial: descobrir quem fez isso e levá-los à Justiça.

O tempo não pode transformar um crime tão bárbaro em apenas mais um caso arquivado na memória coletiva.

Não podemos normalizar a violência. Não podemos aceitar que um profissional seja espancado, quase assassinado, e que, com o passar dos dias, a indignação vá sendo substituída pelo esquecimento.

Conheço Chico Melo há muitos anos. Sei da sua dedicação ao jornalismo, da sua paixão pelo rádio e, principalmente, do homem que ele é. Chico é daqueles seres humanos raros, incapazes de cultivar o ódio. Um profissional respeitado, um amigo leal, um cidadão que construiu sua história com trabalho, honestidade e respeito às pessoas.

Quem conhece Chico sabe que ele merece apenas uma coisa da vida: continuar trabalhando, convivendo com a família, exercendo sua profissão e vivendo em paz.

Por isso, este não é apenas um apelo em favor de um amigo. É uma defesa da justiça.

Quem agride brutalmente um jornalista agride também o direito da sociedade de viver em um ambiente onde as diferenças sejam resolvidas pela palavra, nunca pela violência.

Tenho absoluta confiança na Polícia Civil e acredito que as investigações chegarão aos responsáveis. Crimes dessa natureza deixam rastros. Alguém viu, alguém ouviu, alguém sabe. Como ensinava aquele velho cordel da minha infância, por mais que tentem esconder, a verdade encontra um jeito de aparecer.

Que esse dia chegue logo.

Que os responsáveis sejam identificados, processados e punidos na forma da lei.

Não por vingança, mas porque um Estado democrático não pode conviver com a impunidade.

Meu querido Chico Melo merece justiça.

Sua família merece respostas.

E o Acre inteiro merece saber que ninguém pode tentar tirar a vida de um cidadão de bem sem responder pelos seus atos. Afinal, enquanto esse crime permanecer sem solução, todos nós continuaremos sendo vítimas dele.

Jorge Viana participa da Corrida da OAB e afirma: “A corrida que eu quero ganhar mesmo é a do Senado”

O ex-governador do Acre e pré-candidato ao Senado, Jorge Viana, começou este domingo (26) de forma diferente: antes de cumprir sua agenda de compromissos, participou da 5ª edição da Corrida da Advocacia promovida pela OAB Acre e completou o percurso de 5 quilômetros, conquistando o primeiro lugar em sua categoria.

Ao comentar a participação no evento, Jorge destacou a importância da prática esportiva e elogiou a iniciativa da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre (OAB-AC), da organizadora Realize Assessoria e de todos os atletas presentes.

“Mais do que a competição, foi um momento de confraternização, de reencontrar amigos, trocar abraços e celebrar a importância de cuidar da saúde”, afirmou.

Bem-humorado, o pré-candidato aproveitou a ocasião para fazer uma referência à disputa eleitoral de 2026 e reforçar seu compromisso com o estado.

“Vou confessar uma coisa: a corrida que eu mais quero vencer é a do Senado. Essa é pelo Acre e por um futuro melhor para o nosso estado”, declarou.

A participação de Jorge Viana na prova também reforçou a defesa que tem feito da prática de atividades físicas e da promoção da qualidade de vida. O senador tem mantido uma rotina de exercícios e costuma participar de eventos esportivos no Acre.

Após a corrida, Jorge seguiu a programação de reuniões e atividades previstas para este domingo, dentro da agenda de pré-campanha ao Senado.

Alan Rick oficializa candidatura ao governo do Acre e confirma Ricardo Leite como vice

O senador Alan Rick, do Republicanos, oficializou no sábado, 25, em Rio Branco, a candidatura ao governo do Acre durante convenção realizada no Ginásio do Sesc Bosque. O ato homologou Ricardo Leite como candidato a vice-governador e abriu a sequência de convenções dos principais nomes que disputam o Palácio Rio Branco nas eleições de 2026.

A convenção reuniu apoiadores, lideranças partidárias, prefeitos, candidatos a deputado estadual e federal e integrantes da chapa majoritária. A aliança foi formada por Republicanos, PSD, Novo, Democracia Cristã, Avante e Democratas. Também foram confirmadas as candidaturas de Mara Rocha, Sérgio Petecão e Júnior Feitosa ao Senado.

Alan chegou ao evento acompanhado da família e de aliados, entre eles o deputado federal Roberto Duarte, presidente estadual do Republicanos. Ao anunciar Ricardo Leite como vice, o senador afirmou que a escolha busca aproximar a administração pública do setor produtivo. “É um grande gestor, um espetacular representante de vários setores da produção acreana. Aqui nós unimos o setor público com aquilo que a iniciativa privada pode oferecer ao Acre. O Rico pode nos ajudar muito a atrair investimentos, atrair empresas para o Acre e nos ajudar a gerar o emprego de que o nosso povo precisa.”

No discurso, Alan Rick tratou a candidatura como um projeto de mudança e vinculou a campanha à pauta de emprego, desenvolvimento e serviços públicos. “Nós escolhemos nossa chapa olhando para as necessidades do povo e trazendo para perto pessoas que têm o mesmo propósito, o mesmo sonho: trazer desenvolvimento para o Acre, fazer o nosso povo voltar a ter esperança e garantir serviços públicos que funcionem. O Acre precisa de investimento, emprego e desenvolvimento.”

O senador também fez críticas à corrupção e citou episódios recentes que ganharam repercussão no estado. “É o time que está guerreando pelo nosso povo novamente. Nós precisamos nos livrar dessa corrupção endêmica. Não é possível nos acostumarmos com isso. Achar que é normal a roubalheira que assola o nosso estado.” Em outro trecho, afirmou: “Não é normal uma ponte construída há menos de três anos cair. Não é normal roubarem R$ 51 milhões da educação, da merenda escolar e do transporte dos alunos. Não é normal tentarem desviar dinheiro através de institutos para guardar recursos para a campanha deles.”

A presença de prefeitos do interior foi um dos pontos políticos do evento. Participaram gestores de municípios como Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Feijó, Epitaciolândia, Acrelândia, Senador Guiomard e Capixaba, além de vereadores e lideranças comunitárias. O ato também reuniu mais de 100 candidatos às eleições proporcionais.

Ao falar aos apoiadores, Alan pediu mobilização durante a campanha e afirmou que os adversários devem usar a estrutura política contra sua candidatura. “Orem por nós. Dizem que vão nos atropelar com a máquina, que vão usar o dinheiro para nos vencer e que vão fazer o que puder ser feito para nos derrotar. Só que eles não combinaram com o povo do Acre. Que Deus nos abençoe, que Deus nos ajude e que Deus nos dê o caminho da vitória.”

Com a convenção, Alan Rick saiu à frente no calendário de homologações entre os principais pré-candidatos ao governo. A agenda das convenções partidárias segue até agosto, período em que as chapas majoritárias e proporcionais serão formalizadas para a disputa eleitoral.

Foto: Sérgio Vale/ac24horas