Prefeitura amplia recuperação de ruas em bairros de Rio Branco

A Prefeitura de Rio Branco ampliou nesta quinta-feira, 30 de julho, os serviços de recuperação viária em diferentes regiões da capital. As equipes do programa Prefeitura nas Ruas trabalharam nas ruas Solimões, no bairro Rui Lino; Mário Maia, no Jorge Lavocat; e Antônio Pessoa Jucá, entre os bairros Tancredo Neves e Montanhês.

Os trabalhos foram acompanhados pelo prefeito Alysson Bestene, pelo secretário municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Cid Ferreira, pelo presidente da Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco, Abdel Derze, e pelo secretário municipal de Cuidados com a Cidade, Tony Roque.

A gestão municipal pretende reforçar as frentes de serviço durante o período de verão, quando as condições climáticas favorecem obras de pavimentação, drenagem, calçamento e recuperação da base das ruas. A administração também prepara a contratação de empresas para acelerar as intervenções nos bairros.

O processo licitatório prevê a contratação de mais cinco empresas. A expectativa é aumentar a capacidade de atendimento do programa e concluir serviços que dependem da chegada de materiais e outros insumos.

Na Rua Solimões, as equipes recuperaram os trechos mais danificados da pista. Outras vias da região poderão passar por obras mais profundas após avaliações técnicas sobre as condições do pavimento.

O programa também mantém serviços de tapa-buracos, construção e recuperação de calçadas, pintura, caiação, limpeza urbana e manutenção de espaços públicos. Novas ações estão previstas para os bairros Paz, Universitário e Tucumã.

A Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade pediu que os moradores evitem descartar entulho e outros resíduos em locais inadequados. A medida busca impedir o surgimento de pontos de acúmulo de lixo e preservar as áreas atendidas pelas equipes.

As intervenções fazem parte do planejamento municipal para recuperar a infraestrutura urbana e melhorar as condições de circulação de motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres em Rio Branco.

Cruzeiro do Sul amplia obras de drenagem, asfalto e tapa-buracos

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul ampliou nesta quinta-feira (30) os serviços de drenagem, recuperação asfáltica e tapa-buracos em diferentes regiões da cidade. As intervenções estão concentradas nos bairros Miritizal e Jijú, na Avenida Copacabana, na Rua Lauro Müller e em outros pontos, com o objetivo de melhorar o escoamento da água da chuva e as condições de tráfego.

No Miritizal, as equipes trabalham no trecho em frente à sede da Prefeitura, onde são executados serviços de drenagem e recuperação do pavimento. A área apresentava desgaste no asfalto e problemas relacionados ao acúmulo de água durante os períodos de chuva.

No bairro Jijú, a obra de drenagem entrou na fase final. Os trabalhadores constroem caixas de captação e estruturas para a saída da água, além de instalar meio-fio e fazer ajustes na via. A Avenida Copacabana também recebe serviços de drenagem em um trecho previsto de 1,2 quilômetro.

A operação tapa-buracos mobilizou mais de 20 toneladas de massa asfáltica nesta quinta-feira. Parte do material foi aplicada na Rua Lauro Müller, enquanto outras equipes atuaram na recuperação de trechos deteriorados em diferentes áreas do município.

“Estamos fazendo melhorias na rua em frente à Prefeitura, no Miritizal, tanto na parte de drenagem quanto na recuperação do asfalto. Também estamos no bairro Jijú, concluindo uma grande obra de drenagem”, afirmou o secretário municipal de Obras, Desenvolvimento Urbano e Habitação, Carlos Alves.

Projeto Cidadão oferece documentos, serviços jurídicos e atendimentos de saúde em Rodrigues Alves

O Projeto Cidadão reúne serviços gratuitos de documentação, assistência jurídica, benefícios sociais e saúde em Rodrigues Alves, no Vale do Juruá. Os atendimentos começaram nesta quarta-feira (29), na Escola Cunha Vasconcelos, e seguem até sexta-feira, das 8h às 15h, com a participação de órgãos públicos estaduais, federais e municipais.

A população pode solicitar Certidão de Nascimento, Carteira de Identidade e CPF, além de buscar atendimento da Defensoria Pública e do Ministério Público. A estrutura também oferece orientações e serviços relacionados ao Cadastro Único, Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada.

Na área da saúde, estão disponíveis consultas com clínico-geral e atendimentos de odontologia, psicologia e fisioterapia. Os serviços são prestados pela Prefeitura de Rodrigues Alves e pela Coordenadoria de Bem-Estar e Saúde do Tribunal de Justiça do Acre.

A programação inclui audiências para resolver pendências relacionadas ao registro civil. A juíza Mirella Ribeiro, titular da Vara Única da Comarca de Rodrigues Alves, presidiu processos de registro tardio de nascimento, reconhecimento de paternidade e correção de informações em certidões.

Uma das pessoas atendidas conseguiu corrigir o nome e a data de nascimento registrados de forma errada. Outra beneficiária solicitou uma nova Carteira de Identidade após concluir a retificação do nome e do gênero com assistência da Defensoria Pública.

A ação reúne o Tribunal de Justiça do Acre, Assembleia Legislativa, Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região, Receita Federal, Defensoria Pública, Governo do Acre, Ministério Público, Cartório Extrajudicial, Tribunal Regional Eleitoral, Incra e Prefeitura de Rodrigues Alves.

Criado para ampliar o acesso da população à Justiça e aos serviços públicos, o Projeto Cidadão completou 30 anos em 2025. A edição em Rodrigues Alves será encerrada na sexta-feira com um casamento coletivo para 91 casais, às 17h30, no Estádio Municipal Pedro Santana.

Mirla Miranda cobra ação rápida no caso Chico Melo e defende investigação federal

A jornalista e pré-candidata a deputada federal pelo Republicanos, Mirla Miranda, cobrou nesta quinta-feira, 30, uma resposta rápida das forças de segurança para esclarecer o atentado contra o jornalista Chico Melo. Durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, em Cruzeiro do Sul, ela defendeu a participação da Polícia Federal na investigação e afirmou que a demora beneficia os autores do crime.

“Da mesma forma que a bandidagem é rápida, nós exigimos uma ação rápida das polícias do Acre e da Polícia Federal”, declarou. O posicionamento ocorreu após o programa informar que o gabinete do senador Alan Henrique havia protocolado um pedido formal para que a Polícia Federal participasse da apuração. Pedidos semelhantes também teriam sido apresentados por outros parlamentares acreanos.

Mirla afirmou que esteve com Chico Melo no dia anterior e encontrou o jornalista abalado. Segundo ela, o comunicador tremia ao falar sobre a invasão de sua casa, as ameaças recebidas e a arma colocada contra sua cabeça. Para a pré-candidata, a proximidade entre as ameaças e a agressão exige que uma possível motivação política seja investigada.

Ela tratou essa possibilidade como suspeita, não como fato comprovado. “Há indícios fortíssimos de que foi uma coisa planejada e com viés político”, disse, ao cobrar que os responsáveis pela execução e pelo planejamento do ataque sejam identificados.

Durante a entrevista, Mirla também relatou ter ouvido em Cruzeiro do Sul uma versão de que Chico Melo não teria sido morto para evitar uma possível intervenção federal no Acre. A declaração não veio acompanhada da identificação da fonte ou de provas que confirmassem essa hipótese. Mesmo assim, ela aconselhou o jornalista a permanecer protegido e afastado da exposição pública enquanto o caso não for esclarecido.

Para Mirla, a resposta das instituições precisa ocorrer com rapidez para evitar que a violência interfira no processo eleitoral e no trabalho da imprensa. “A Justiça tem que vencer sempre”, afirmou.

No Jornal da Manhã, Mirla Miranda liga saída de jovens à falta de oportunidades

A jornalista, empresária e pré-candidata a deputada federal pelo Republicanos, Mirla Miranda, afirmou nesta quinta-feira, 30 de julho de 2026, em entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, em Cruzeiro do Sul, que a falta de emprego, qualificação profissional e assistência pública está afastando jovens do Acre e aumentando a vulnerabilidade ao crime. Ela também cobrou rapidez da Justiça e das forças policiais na investigação de ataques ocorridos durante o período eleitoral.

Mirla declarou que pretende manter presença constante no Vale do Juruá durante a campanha. Ela foi apresentada como pré-candidata, mas informou que seu nome já passou pela convenção partidária e que ainda depende dos procedimentos de registro da candidatura. Ao falar sobre Cruzeiro do Sul, defendeu investimentos no turismo e citou os rios, igarapés e áreas de banho como recursos econômicos ainda pouco aproveitados.

A parte central da entrevista tratou da saída de acreanos para outros estados. Mirla citou Santa Catarina e Rondônia como destinos procurados por pessoas que não encontram trabalho ou perspectiva de crescimento no Acre. Para ela, o deslocamento não ocorre apenas por causa dos salários, mas também pela falta de caminhos profissionais para quem termina os estudos e não consegue entrar no mercado de trabalho.

“Eu não vejo oportunidade para o meu desenvolvimento como jovem. Eu não tenho condição de arrumar um emprego”, afirmou, ao reproduzir a situação enfrentada por parte da juventude. Mirla declarou que o Acre perdeu duas gerações ao longo dos últimos 16 anos, expressão usada por ela para comparar crianças que cresceram sem assistência adequada e adolescentes que chegaram ao fim da educação básica sem perspectivas de trabalho.

A declaração surgiu após o programa abordar a morte de dois jovens, de 18 e 21 anos, durante uma tentativa de assalto a uma loja de celulares no centro de Cruzeiro do Sul. Mirla relacionou o episódio à falta de oportunidades e afirmou que parte dos jovens acaba cooptada pelo crime antes de encontrar espaço na escola, no trabalho, na cultura ou no esporte.

A pré-candidata não retirou a responsabilidade individual de quem participa de crimes, mas defendeu que o poder público precisa agir antes que esses jovens sejam recrutados por organizações criminosas. Para ela, prender depois do crime não resolve a falta de formação, acompanhamento familiar, acesso ao emprego e orientação profissional.

Mirla também levou para a entrevista a situação das famílias de pessoas com transtorno do espectro autista. Ela contou que tem um filho com grau leve de autismo e que conseguiu pagar os atendimentos necessários para o desenvolvimento dele. A preocupação, afirmou, está nas mães que não possuem renda para custear acompanhamento especializado.

“Uma criança autista vai se tornar um adulto autista. Quem é que cuida do adulto autista?”, questionou. A fala abriu uma cobrança por políticas que não terminem na infância e acompanhem a pessoa autista durante a adolescência, a vida adulta e a entrada no mercado de trabalho.

Outro ponto da entrevista foi a atuação das instituições diante do crime organizado e de possíveis episódios de violência política. Mirla declarou que a demora nas investigações favorece os criminosos e enfraquece a confiança da população.

“A Justiça, se não for mais rápida que o crime, desequilibra o jogo no Acre. O crime organizado está cada vez mais organizado, e a nossa Justiça tem que mostrar que também está organizada”, afirmou.

A cobrança ocorreu durante a discussão sobre o atentado contra o jornalista Chico Melo. O apresentador Rogério Venceslau informou que o gabinete de Alan Henrique havia protocolado um pedido para que a Polícia Federal participasse da investigação. Mirla defendeu a apuração federal e pediu proteção ao jornalista.

Ela associou o episódio ao ambiente eleitoral, mas não apresentou provas sobre a motivação do ataque. A hipótese política apareceu como uma avaliação da entrevistada e não como resultado de investigação policial. Mirla também reproduziu uma versão que teria ouvido em Cruzeiro do Sul sobre a intenção dos autores, sem identificar a fonte nem apresentar elementos que confirmassem a informação.

A entrevista ganhou tom mais duro quando Mirla falou sobre disputas internas da política acreana. Ela afirmou que o irmão, Alan Henrique, teria sido abandonado por aliados durante a eleição de 2022 por não aceitar acordos propostos dentro do grupo político. Também disse que sua própria campanha daquele ano enfrentou restrições e que recebeu quase 5 mil votos mesmo sem apoio da estrutura partidária.

Mirla atacou um candidato cujo nome não revelou, questionou a ligação dele com o Acre e afirmou que ele teria tentado impedir que Alan participasse de sua campanha. As acusações não vieram acompanhadas de documentos, nomes ou outros elementos que permitissem a identificação do alvo e a verificação das declarações.

A presença da mãe, Gorete, na parte final do programa levou a entrevista para a história familiar. Aos 70 anos, ela continua vendendo ovos caipiras de casa em casa. Mirla contou que a mãe trabalhou no antigo Banacre e vendia roupas depois do expediente para aumentar a renda da família.

A partir dessa experiência, Mirla definiu o tipo de atuação política que pretende defender. “O que faz um bom político é a presença. É um político que vai e faz”, declarou. Para ela, presença não significa apenas participar de reuniões ou visitar municípios durante a campanha, mas acompanhar os problemas e entregar resultados.

Mirla encerrou a entrevista afirmando que pretende intensificar as agendas após o início oficial da campanha. Também declarou que acredita na eleição de seu grupo político e que não pretende reduzir a atuação mesmo diante dos conflitos internos e das críticas recebidas.

Alan Rick reforça pedido de investigação da Polícia Federal no caso Chico Melo

O senador Alan Rick encaminhou à Superintendência da Polícia Federal no Acre um pedido para que o órgão avalie a possibilidade de investigar o ataque sofrido pelo jornalista e radialista Chico Melo, em Cruzeiro do Sul.

O documento foi enviado ao superintendente regional da PF no Acre, delegado Carlos Rocha Sanches. O senador solicita que o caso seja analisado com prioridade, especialmente diante da possibilidade de o ataque ter relação com a atividade jornalística exercida pela vítima.

Chico Melo teve a residência invadida por quatro homens armados na madrugada de 22 de julho. O jornalista foi agredido e teve aparelhos celulares, dinheiro e outros objetos levados pelos criminosos.

Dias antes do ataque, Chico Melo e o jornalista Rogério Wenceslau haviam relatado publicamente supostas ameaças após a divulgação de reportagens relacionadas à aplicação de recursos públicos no Acre.

No pedido, Alan Rick ressalta que não antecipa conclusões sobre a autoria ou a motivação do crime. O senador também afirma que a eventual atuação da Polícia Federal não pretende substituir ou desqualificar a investigação já conduzida pela Polícia Civil do Acre.

O parlamentar defende que sejam apuradas todas as hipóteses, incluindo a possibilidade de relação entre o ataque e o trabalho desenvolvido pelo jornalista.

“A violência contra um jornalista não atinge apenas a vítima: compromete o direito da sociedade de receber informações e fiscalizar o poder público”, afirmou Alan Rick no documento.

O senador também pediu que sejam avaliadas medidas de proteção para Chico Melo, Rogério Wenceslau, familiares e outros profissionais da Rádio Integração que possam estar expostos a riscos.

A Polícia Civil já instaurou inquérito para investigar o caso. O Ministério Público do Acre também acompanha as apurações. Agora, caberá à Polícia Federal analisar se existem fundamentos legais para atuar diretamente ou colaborar com os órgãos estaduais responsáveis pela investigação.