Mais de 220 toneladas de entulhos foram retiradas do bairro Vitória, na parte alta de Rio Branco, durante uma operação de limpeza realizada ao longo de dois dias e concluída nesta quinta-feira (24). Além da remoção dos resíduos, as equipes fizeram serviços de roçagem, rastelagem e limpeza de áreas públicas.
A ação mobilizou servidores e máquinas da Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade. Parte do material recolhido havia sido descartada de forma irregular em diferentes pontos do bairro.
O gerente do Departamento de Zeladoria, Ylter Holanda, afirmou que a previsão inicial era retirar entre 200 e 220 toneladas de entulho. O volume recolhido acabou ultrapassando a estimativa.
“Além da retirada dos resíduos, nossas equipes também realizam serviços de roçagem, rastelagem e limpeza geral das áreas atendidas”, disse.
O mutirão foi determinado pelo prefeito Alysson Bestene e faz parte do cronograma de manutenção urbana executado em diferentes regiões da capital.
Rio Branco possui 231 bairros atendidos periodicamente pelos serviços de limpeza. A orientação aos moradores é evitar o descarte de lixo, móveis, restos de construção e outros materiais em vias públicas, áreas verdes e locais inadequados.
O candidato ao Governo do Acre Alan Rick (Republicanos) cumpriu agenda de campanha em Sena Madureira nesta quarta-feira (23), onde participou de reuniões, visitou obras e encerrou a programação com um ato político na Rua Siqueira Campos. Durante a passagem pelo município, ele assumiu compromissos nas áreas de saúde e infraestrutura, com foco no Hospital João Câncio Fernandes e na reconstrução da Ponte Padre Paolino Baldassari.
A mobilização foi precedida por uma passeata e uma motociata pelas ruas da cidade. Segundo a organização da campanha, mais de 3 mil motocicletas participaram do ato, além de apoiadores que seguiram a pé até o local do comício. O número foi divulgado pelos organizadores e não teve verificação independente.
Alan Rick esteve acompanhado do prefeito Gerlen Diniz (PP), do candidato a vice-governador Rico Leite (Republicanos), do senador e candidato à reeleição Sérgio Petecão (PSD), do deputado estadual e candidato à reeleição Gene Diniz (Republicanos), do candidato a deputado federal Manoel Gerônimo (Republicanos) e do ex-prefeito Jairo Cassiano, além de vereadores e lideranças locais.
Um dos principais pontos da agenda foi a situação do Hospital João Câncio Fernandes. Alan afirmou que destinou, durante sua atuação parlamentar, recursos para a unidade e criticou a paralisação da ampliação do hospital.
“Já trabalhamos muito por Sena Madureira, mas boa parte dos recursos que enviamos não virou benefício real por causa da corrupção. Só para essa obra, deixei R$ 14 milhões. Uma parte foi entregue, a ampliação está parada e o prédio está rachando, apodrecendo. É muito descaso. O nosso povo não merece isso”, declarou. A afirmação sobre corrupção foi feita pelo candidato durante o ato de campanha.
Alan também relacionou a estrutura do hospital à ausência de atendimento de hemodiálise no município e afirmou que, caso seja eleito, pretende concluir a unidade. “O Hospital João Câncio Fernandes será reconstruído. Nós vamos inaugurar esse hospital na nossa gestão e garantir o atendimento que a população precisa”, disse.
Na área de infraestrutura, o candidato visitou os escombros da Ponte Padre Paolino Baldassari, que fazia a ligação com o Segundo Distrito. Alan prometeu auditar os contratos relacionados à obra, buscar a responsabilização por eventuais irregularidades e construir uma nova estrutura.
“O povo de Sena Madureira merece uma explicação. Vamos assumir o governo, responsabilizar os culpados, buscar a devolução do dinheiro ao Estado e reconstruir essa ponte com a qualidade que a população merece”, afirmou.
Durante o comício, o prefeito Gerlen Diniz reforçou o apoio à candidatura de Alan Rick e fez críticas à relação da administração municipal com o governo estadual. Segundo o prefeito, Sena Madureira enfrenta dificuldades para receber apoio na recuperação de ramais e na manutenção de serviços públicos.
“Não mandam nem um litro de diesel para recuperarmos os ramais. Tiram as máquinas e não enviam recursos. Estamos conseguindo fazer muito, trabalhando de segunda a segunda, mas é muita perseguição contra Sena Madureira”, declarou Gerlen. A crítica foi feita pelo prefeito durante o evento eleitoral.
Alan Rick encerrou a agenda afirmando que, se eleito, pretende manter uma parceria com a Prefeitura de Sena Madureira e colocou a conclusão do Hospital João Câncio Fernandes e a reconstrução da ponte entre os compromissos apresentados para o município.
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) abriu uma apuração para esclarecer as circunstâncias do atendimento prestado a uma gestante que perdeu o bebê após procurar o Hospital da Mulher e da Criança do Juruá, em Cruzeiro do Sul. A paciente estava com 40 semanas de gestação.
O caso passou a ser acompanhado pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cruzeiro do Sul, que instaurou uma notícia de fato para verificar se houve falha na assistência oferecida à gestante e se os procedimentos adotados pela unidade seguiram os protocolos médicos previstos.
A mulher procurou o hospital e, durante o primeiro atendimento, os batimentos cardíacos do bebê teriam sido verificados. Depois da avaliação, ela foi orientada a retornar à unidade posteriormente.
Ao voltar ao hospital para uma nova avaliação, entretanto, foi constatada a ausência dos batimentos cardíacos e a morte do bebê.
Para esclarecer o que ocorreu entre os dois atendimentos, o MPAC solicitou à direção do hospital a íntegra do prontuário da paciente e os registros relacionados ao caso. O Ministério Público também quer identificar os profissionais responsáveis pelo atendimento, os exames realizados e as condutas adotadas durante a assistência.
A Promotoria pediu ainda que o hospital informe quais protocolos são utilizados no acompanhamento de gestantes que chegam às 40 semanas de gravidez, além de esclarecer se foi aberta alguma apuração interna sobre o caso.
A promotora de Justiça substituta Taís Milhomem afirmou que o procedimento busca reunir elementos para verificar a regularidade do atendimento e definir quais medidas poderão ser adotadas pelo Ministério Público.
A investigação ainda está em fase inicial e não estabelece responsabilidade de profissionais ou da unidade hospitalar. A apuração deverá analisar os documentos e as informações requisitadas antes de qualquer conclusão sobre o atendimento prestado à gestante.
A tentativa de transformar o horário do pouso do aeromédico em Feijó em prova suficiente para encerrar qualquer questionamento sobre a morte de Anderson Montefusco deixa de fora o ponto central do caso.
Os registros divulgados mostram que a aeronave pousou às 18h20 e que, três minutos depois, foi comunicado o óbito do paciente. Isso esclarece uma coisa: o avião chegou a Feijó. Mas não responde à pergunta mais importante: quanto tempo Anderson já aguardava pela transferência quando a aeronave finalmente pousou?
O debate não pode começar às 18h20. Precisa começar no momento em que a remoção foi solicitada.
Há relatos de que a preparação para a transferência ocorria desde horas antes. O próprio governo informou que outras duas crianças, consideradas casos prioritários, foram transportadas antes. É uma explicação que precisa ser considerada, mas que também abre outra discussão: a estrutura disponível era suficiente para atender simultaneamente situações graves no interior?
Também não é possível afirmar, sem avaliação técnica, que a demora provocou a morte de Anderson. Seria irresponsável fazer essa relação sem prontuário, parecer médico e análise completa do atendimento. Mas é igualmente precipitado tratar o caso como esclarecido apenas porque a aeronave pousou três minutos antes da confirmação do óbito.
Por isso, a cobrança feita pelo prefeito de Feijó não perde automaticamente a validade com a divulgação do horário do pouso. O que precisa ser esclarecido é a sequência completa: que horas a transferência foi solicitada, quando foi autorizada, quando a empresa foi acionada, quais missões a aeronave cumpriu antes e por que chegou somente às 18h20.
Se o governo quer encerrar qualquer dúvida, o caminho é simples: publicar a linha do tempo completa da regulação.
O avião ter chegado é um fato. Saber se chegou no tempo necessário é outra questão.
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