Jornal da Record mostra questionamentos sobre diploma de Mailza
O Jornal da Record exibiu neste sábado (17) uma reportagem sobre os questionamentos ao diploma de pedagogia apresentado pela governadora do Acre, Mailza Assis (PP), em seu registro de candidatura à reeleição. A reportagem mostrou divergências nas datas dos documentos e nas declarações de escolaridade da candidata. A defesa afirma que o certificado é autêntico.
O diploma foi emitido pelo Instituto de Ciências Sociais e Humanas, de Valparaíso, em Goiás. A reportagem informou que a Justiça Eleitoral apura uma suspeita de fraude na documentação, após uma ação apresentada pela coligação adversária.
Um dos pontos abordados foi a modalidade do curso. Segundo a consulta apresentada pelo telejornal, a instituição estava autorizada pelo Ministério da Educação a oferecer a licenciatura em pedagogia exclusivamente de forma presencial.
Mailza informou ter estudado entre 2016 e 2019. A Record questionou como teria ocorrido a frequência às aulas em Goiás, a aproximadamente três mil quilômetros de Rio Branco, durante um período em que ela exercia atividades públicas. Em 2019, Mailza assumiu uma vaga no Senado.
A reportagem também comparou o diploma, que informa colação de grau em 2020, com a escolaridade declarada pela candidata nas eleições de 2022. Naquele ano, quando disputou o cargo de vice-governadora, Mailza registrou ter ensino médio completo.
Outro documento divulgado pela governadora, acompanhado do histórico escolar, apresenta datas de conclusão e colação de grau em junho e julho de 2026. O telejornal apontou a diferença de seis anos em relação à data registrada no diploma.
O Jornal da Record mostrou ainda uma consulta ao sistema de validação de certificados da instituição de ensino. Na busca apresentada, o nome da candidata não foi localizado.
A formação em pedagogia aparece nas peças de campanha de Mailza. “Eu sou pedagoga e sei que, quando uma criança aprende, o futuro dela começa a mudar”, afirma a governadora em um vídeo exibido na reportagem.
Em resposta, a defesa declarou que o certificado é autêntico e que a instituição confirmou sua validade por meio de uma declaração apresentada ao processo. Os advogados também afirmaram que o registro da candidatura foi deferido pela Justiça Eleitoral e se tornou definitivo em agosto.
Ainda segundo a defesa, a ação da coligação adversária foi apresentada após o encerramento do prazo para questionar o registro. A equipe da Record procurou o representante e mantenedor do instituto, mas ele não foi encontrado.
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