Carreta de Saúde da Mulher começa a atender em Cruzeiro do Sul e fica no Teatro dos Náuas até 5 de junho

A Carreta de Saúde da Mulher iniciou nesta terça-feira (12) uma série de atendimentos especializados em Cruzeiro do Sul, no Vale do Juruá, para ampliar o acesso a consultas e exames voltados à saúde feminina e reduzir a demanda acumulada no município. A iniciativa integra o Programa Agora tem Especialistas e reúne esforços do governo federal, do Estado e da prefeitura.

A unidade móvel foi instalada no estacionamento do Teatro dos Náuas, onde permanece até 5 de junho. A oferta de serviços está concentrada nas áreas de mastologia e ginecologia, com consultas, avaliação clínica e encaminhamentos conforme a necessidade de cada paciente, incluindo ações de prevenção e rastreio relacionadas ao câncer de mama e ao câncer de colo do útero.

Na abertura da ação, a apoiadora locorregional do Ministério da Saúde, Erika Oliveira, afirmou que o objetivo é reforçar a regionalização do atendimento especializado e diminuir o tempo de espera. “A nossa intenção é reduzir as filas de espera e as demandas reprimidas por serviços de saúde”, disse. Segundo ela, a organização do fluxo depende do sistema de regulação, que direciona as vagas de acordo com a procura e a carência por especialidades na região.

A coordenadora regional da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), Iglê Monte, afirmou que a estrutura itinerante amplia a capacidade de atendimento no município e acelera o acesso para quem aguardava avaliação. Entre as pacientes, Mônica Aguiar relatou que esperava por uma mamografia e disse que a presença da carreta oferece uma alternativa para manter os exames em dia e atender mulheres que vinham na fila pelo procedimento.

TJAC reforça pacto contra violência e articula rede de proteção após ataque no Instituto São José

O Tribunal de Justiça do Acre reuniu, nesta terça-feira (12), em Rio Branco, órgãos de segurança, educação, assistência social e conselhos tutelares para reforçar o Pacto de Enfrentamento à Violência e alinhar protocolos de atuação voltados à proteção de crianças e adolescentes, em meio à mobilização do Maio Laranja e do Mês Nacional da Adoção.

O encontro foi conduzido pela Coordenadoria da Infância e Juventude do TJAC e teve como um dos pontos centrais o atentado no Instituto São José, na capital acreana, que impulsionou a articulação entre as instituições para padronizar fluxos de acolhimento, ações de prevenção e respostas a situações de risco. Participaram representantes da Polícia Civil, Polícia Militar, OAB-AC, conselhos tutelares, Secretaria Municipal de Educação e das secretarias estaduais de Justiça e Segurança Pública, Educação e Cultura, além de Assistência Social e Direitos Humanos.

A vice-presidente do TJAC, desembargadora Regina Ferrari, citou a campanha lançada em 4 de maio, o mutirão de audiências e o alinhamento com a mobilização do Conselho Nacional de Justiça pelo Mês da Infância Protegida. “Esta é uma luta cívica: o combate à violência e ao abuso sexual contra crianças e adolescentes. Todos estão despertos para este compromisso e fazem parte da proteção de direitos”, afirmou.

Na reunião, as instituições apresentaram protocolos e ações em andamento, além de formações e rotinas de atendimento para viabilizar a articulação operacional. Entre os temas debatidos estiveram o programa Família Acolhedora e a Entrega Voluntária, com encaminhamento para ampliar atividades educativas e a divulgação de informações para diferentes públicos.

A representante do 2º Conselho Tutelar de Rio Branco, Luciana D’Avila, defendeu a integração para fortalecer a prevenção e estimular denúncias. “Quando nós trabalhamos a prevenção e a conscientização, nós conscientizamos a comunidade sobre a importância da denúncia, sobre não se calar, pois só assim as violações são sanadas”, disse.

Sobre o Instituto São José, a representante da Secretaria de Estado de Educação do Acre, Irizane Vieira, relatou medidas direcionadas à comunidade escolar após o ataque, com atenção ao retorno de estudantes e profissionais. “Dois psicólogos foram direcionados para preparar tanto os profissionais quanto a acolhida do retorno dos adolescentes, porque nós sabemos que isso causou uma sensação de insegurança”, afirmou.

Programa Rota da Qualidade leva fiscalização do Procon e do Ipem a municípios isolados do Acre

Equipes do Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor do Acre (Procon) e do Instituto de Pesos e Medidas do Acre (Ipem) iniciaram nesta semana, entre 11 e 15 de maio, uma operação de fiscalização em municípios de difícil acesso no estado, como Marechal Thaumaturgo, Jordão, Porto Walter e Santa Rosa do Purus, com vistorias no comércio local e ações voltadas à proteção do consumidor.

A operação faz parte do calendário anual do Programa Rota da Qualidade e inclui a etapa da fiscalização “Tô de Olho no Combustível”, iniciativa de alcance nacional voltada a coibir preços abusivos e práticas irregulares no mercado de combustíveis. No comércio, as equipes verificam a exposição correta de preços, condições de armazenamento, cumprimento das normas de defesa do consumidor e eventuais irregularidades que possam prejudicar a população.

A presidente do Procon, Alana Albuquerque, afirmou que a presença do órgão nos municípios isolados busca garantir o alcance da política de defesa do consumidor em todo o estado. “Levar a atuação do Procon aos municípios de difícil acesso é garantir que os direitos do consumidor cheguem a todos os acreanos, independentemente da distância”, disse. Ela também destacou o reforço da participação do Acre na operação nacional de fiscalização em postos, com acompanhamento da composição dos preços para ampliar a transparência. “Nosso compromisso é continuar atuando com responsabilidade, presença e firmeza, garantindo que a população tenha acesso a serviços de qualidade e preços justos com maior segurança no comércio local, principalmente nos períodos de instabilidade econômica”, afirmou.

Segundo o chefe de fiscalização do Procon, John Lynneker Rodrigues, a ação combina orientação e fiscalização preventiva, com checagem de preços, condições de armazenamento, validade de produtos e possíveis práticas abusivas, além do foco nos combustíveis. “Essa ação é essencial para garantir que os consumidores dos municípios de difícil acesso também tenham seus direitos plenamente resguardados”, disse. “Paralelamente, intensificamos a fiscalização dos combustíveis, com o objetivo de assegurar maior transparência na composição dos preços e coibir possíveis irregularidades.”

Na mesma agenda, o Ipem realiza fiscalizações metrológicas, orienta comerciantes e faz verificação de produtos e serviços, além de promover ações educativas. A presidente do órgão, Hérica Granzotto, disse que a operação segue a diretriz de ampliar o alcance dos serviços públicos e evitar que municípios do interior fiquem sem assistência das ações de fiscalização. “O compromisso do Ipem é fortalecer a cidadania, promover o comércio justo e garantir mais segurança para a população acreana, levando qualidade e respeito aos consumidores em todas as regiões do Estado”, afirmou.

Além das vistorias, o governo apresentou às administrações municipais uma proposta de parceria com as prefeituras de Marechal Thaumaturgo, Jordão, Porto Walter e Santa Rosa do Purus para implantar unidades do Procon Municipal, com o objetivo de ampliar a presença institucional no interior e aproximar os serviços de fiscalização e orientação de moradores em áreas mais vulneráveis.

Estrada e máquinas no limite com o Brasil acendem alerta em Saweto após marcos territoriais aparecerem danificados

O avanço de rotas abertas na floresta e o trânsito de máquinas pesadas na fronteira do Peru com o Brasil voltaram ao centro da preocupação da comunidade nativa Alto Tamaya–Saweto depois que uma verificação técnica encontrou marcos territoriais danificados e, em um dos pontos, coordenadas diferentes do registro oficial. A checagem ocorreu entre 16 e 26 de abril de 2026, na zona sul e sudeste do território comunal, trecho em que lideranças apontam maior vulnerabilidade por causa da presença de um caminho associado ao antigo ciclo madeireiro e à possibilidade de entrada de terceiros.

A inspeção avaliou cinco marcos, do 7 ao 11, com medições em campo, conferência de coordenadas e registro fotográfico. Participaram representantes da Direção Regional de Agricultura de Ucayali, integrantes da comunidade e uma equipe técnica de uma organização que atua na região. O resultado reforçou a denúncia local de que houve interferência recente na demarcação: além da discrepância identificada em um dos marcos, outros pontos foram encontrados fragmentados ou deteriorados.

A chefe comunal Karen Shawiri López disse que a reposição dos marcos era uma demanda antiga e que o temor de deslocamento cresceu com o movimento de equipamentos pesados no entorno. “Pensávamos que os hitos haviam sido movidos, possivelmente pelo trânsito de maquinaria, como tratores que haviam passado pela zona”, afirmou.

Durante o trabalho, o marco 11 apresentou divergência em relação às coordenadas registradas e foi reposicionado. O marco 9 foi encontrado fragmentado e precisou de reforço, enquanto o marco 10 apresentava desgaste e também foi consolidado com novos elementos. A equipe registrou sinais compatíveis com impacto de maquinário na área e apontou a influência da via que corta o setor como vetor de pressão sobre a linha territorial.

Depois da verificação, a comunidade informou que reforçou pontos de vigilância no sudeste para tentar conter a circulação de veículos pesados e reduzir o risco de novas alterações. O técnico Alexander Cartagena, da Direção Regional de Agricultura de Ucayali, afirmou que a reposição contribui para a segurança territorial, principalmente no setor em que Saweto faz divisa com a comunidade Sawawo–Hito 40. “É uma ação positiva porque ajuda a comunidade na segurança territorial”, disse.

A presidente do comitê de vigilância, Stefania Arévalo Cushamba, afirmou que o monitoramento diário segue limitado por falta de recursos e de pessoal, o que dificulta resposta rápida a qualquer movimentação suspeita em áreas remotas. “Por falta de maior implementação do comitê de vigilância, não podemos fazer um controle constante”, declarou.

No percurso técnico pela floresta, houve relato de vegetação contínua e avistamento de fauna, como capivaras, maquisapas e araras, além do registro de uma jiboia amarela e rastros atribuídos a um felino. A comunidade disse que houve extração de copaíba no ano passado e que mantém atenção para atividades ilegais, em um contexto em que a integridade dos marcos é tratada como linha de defesa para evitar invasões e disputas territoriais na faixa de fronteira.

Fonte: Infobae Peru, 12 de maio de 2026.