No “Aqui Tem Acre”, Jorge Viana e Binho Marques apresentam plano para recuperar BR-364

Os ex-governadores Jorge Viana e Binho Marques apresentaram, em episódio do podcast Aqui Tem Acre, um plano de recuperação para a BR-364, principal corredor rodoviário do Acre. A proposta prevê intervenções em 15 quilômetros de trechos considerados intrafegáveis e manutenção em outros 65 quilômetros com condições precárias, com foco no deslocamento entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul.

Jorge Viana afirmou que o diagnóstico da rodovia foi feito após avaliação técnica com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, o Dnit, para definir os pontos mais críticos da estrada. A previsão apresentada no programa é que as intervenções avancem ao longo dos próximos meses e melhorem o fluxo de veículos até setembro.

“Não se trata apenas de política, é uma questão de cidadania. A estrada é o meio pelo qual chegam a saúde, a educação e a segurança para a população do Acre”, disse Viana ao defender a recuperação da rodovia mesmo fora de um cargo executivo.

A BR-364 voltou ao centro do debate político por causa das dificuldades de tráfego em trechos afetados pelo solo amazônico, pelas chuvas e pela falta de manutenção permanente. A estrada liga regiões estratégicas do estado e tem impacto direto no transporte de passageiros, alimentos, combustíveis, insumos e serviços públicos.

Binho Marques afirmou que as más condições da rodovia ampliam o isolamento de comunidades e dificultam o acesso da população a direitos básicos. Ele também criticou adversários políticos que, na avaliação dele, tratam o tema como disputa eleitoral sem apresentar soluções para o problema.

“Enquanto o Jorge trouxe o ministro dos Transportes e um plano técnico de ação, há quem prefira apenas a crítica vazia”, afirmou Marques durante a conversa.

Os ex-governadores também defenderam a união da bancada federal do Acre para garantir a continuidade dos investimentos na rodovia. O plano discutido no podcast inclui soluções de engenharia de longo prazo, com obras estimadas em mais de R$ 3 bilhões para adequar a estrada às condições do solo e do clima da região.

O programa também resgatou obras realizadas durante as gestões de Jorge Viana e Binho Marques no governo do Acre. Entre os projetos citados estão a pavimentação de estradas, a construção de pontes e ações voltadas à integração regional.

Férias das escolas municipais de Cruzeiro do Sul serão de 1º a 7 de julho

Os alunos da rede municipal de ensino de Cruzeiro do Sul terão férias entre os dias 1º e 7 de julho, com retorno das aulas marcado para 8 de julho. O recesso vale para todas as escolas municipais das zonas urbana, rural e ribeirinha e foi antecipado neste ano para coincidir com o período da Expoacre Juruá.

Tradicionalmente, a pausa do meio do ano ocorria em agosto. Em 2026, a Secretaria Municipal de Educação decidiu mudar o calendário após conversa com a equipe técnica da pasta e gestores escolares, levando em conta a experiência de anos anteriores.

A secretária municipal de Educação, Rosa Lebre, afirmou que a mudança busca evitar prejuízos à aprendizagem e permitir que os estudantes acompanhem a programação do evento com as famílias. “Com a experiência de anos anteriores resolvemos trazer o recesso escolar do meio do ano para o período da Expoacre Juruá. Como os pais participam e haverá programação para as crianças, com essa medida, buscamos garantir que nossos alunos não sejam prejudicados nem na aprendizagem nem na participação do evento junto com suas famílias”, explicou.

Com a alteração, as unidades municipais retomam normalmente as atividades escolares no dia 8 de julho, após uma semana de recesso.

Bocalom rejeita ser vice e mantém candidatura ao governo do Acre

O ex-prefeito de Rio Branco Tião Bocalom voltou a negar, nesta quarta-feira (24), qualquer possibilidade de compor como vice em uma chapa governista e manteve a candidatura ao governo do Acre nas eleições deste ano. Filiado ao PSDB, ele disse que deixou a Prefeitura de Rio Branco para disputar o Palácio Rio Branco e não para ocupar posição secundária em uma aliança com a governadora Mailza Assis, do PP.

“Alguém acha que eu deixei a prefeitura para ser vice de alguém? Quem espalha esse tipo de boato quer me tirar da frente, porque sabe que ganharei o governo. Ninguém tem nem a coragem de vir com essa conversa comigo”, afirmou Bocalom.

A declaração ocorre em meio às articulações para a sucessão estadual, num cenário em que partidos da base governista discutem alianças, composição de chapa e espaços nas disputas para o Senado, Assembleia Legislativa e Câmara Federal. Bocalom tenta se firmar como alternativa fora da chapa de Mailza e aposta no legado de sua passagem pela Prefeitura de Rio Branco para sustentar a campanha.

O ex-prefeito disse que seu grupo começou a distribuir à população um jornal com realizações de sua gestão municipal. Segundo ele, a receptividade nas ruas mostra que há espaço para crescimento eleitoral. “Meu pessoal está distribuindo um jornal com as minhas realizações como prefeito, e noventa por cento dos que são abordados para receber o material, recebe e ainda me elogia. O povo quer o Bocalom no governo”, afirmou.

Bocalom também pretende usar como bandeira de campanha o argumento de que não responde a processos por mau uso de recursos públicos nas gestões em Acrelândia e Rio Branco. Mesmo aparecendo atrás de adversários em pesquisas recentes, ele minimizou os levantamentos e disse confiar no desempenho nas urnas.

“São pesquisas feitas para agradar. Quando foi que uma pesquisa me colocou na liderança? Sempre me colocaram como sem chance de ser eleito, e quando as urnas são abertas o Bocalom é que ganha. Foi assim nas duas últimas eleições para a prefeitura da capital”, disse.

A posição de Bocalom reduz, no momento, a possibilidade de uma composição com a chapa governista e mantém a disputa pelo governo aberta entre os principais nomes colocados no tabuleiro eleitoral acreano.

Acreano participa de livro lançado pelo CAMP durante o Compol Brasil

“Marketing Político no Brasil 2 – Eleições” reúne mais de 40 especialistas para debater campanhas, comunicação pública e estratégias digitais

Florianópolis (SC) — O Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político (CAMP) lançou nesta terça-feira (23), durante o Compol Brasil, em Florianópolis (SC), o livro *Marketing Político no Brasil 2 – Eleições.

A publicação reúne mais de 40 profissionais de diferentes regiões do país para discutir temas ligados às campanhas eleitorais, comunicação pública, legislação, estratégias digitais, produção de conteúdo e os limites entre informação institucional e publicidade política.

O lançamento integrou a programação do Compol Brasil e colocou em circulação uma obra voltada a profissionais, pesquisadores, gestores, comunicadores, consultores e estudantes interessados no cenário eleitoral brasileiro.

Entre os participantes está o jornalista e publicitário acreano Alexandre Nunes Nobre, associado ao CAMP desde janeiro de 2025. Na publicação, ele aborda a comunicação como instrumento de conexão entre instituições e cidadãos e discute a distinção entre a persuasão das campanhas eleitorais e o dever de informar que orienta a comunicação pública.

“É uma alegria poder fazer parte deste projeto, ao lado de profissionais que ajudam a ampliar o debate sobre comunicação, eleições e democracia no Brasil”, afirmou Alexandre Nunes Nobre.

Com formação em Marketing e Comunicação Digital, Alexandre atua há mais de 36 anos nas áreas de criação, direção de arte, comunicação visual, marketing e publicidade. É pós-graduado em Comunicação Digital pela FASB e possui MBA pela Universidade Gama Filho.

Sua trajetória na comunicação política começou nos anos 1990, com participação em campanhas proporcionais e majoritárias na Região Norte, incluindo disputas para prefeituras, governos estaduais e Senado. Desde 1996, exerce funções como direção de arte, redação, gestão de mídia e equipes, produção audiovisual, locução e edição em campanhas eleitorais.

Também possui experiência em planejamento integrado de comunicação e marketing, gestão de mídias, redes sociais, crises, monitoramento de dados, produção de conteúdo audiovisual e desenvolvimento de estratégias de governança participativa.

Alexandre iniciou a carreira como executivo em 1994 e fundou uma agência de Publicidade e Propaganda em 1996. Atuou como executivo de mídia em veículos de comunicação e exerceu funções de direção comercial, programação e produção em radiodifusão. Entre 1998 e 2002, trabalhou como diretor de TV e jornalista na TV União, afiliada da Band. De 2002 a 2018, dirigiu produção e programação da Rede Pública de Comunicação, incluindo a TV Aldeia, a Rádio Difusora e a Rádio Aldeia FM.

O livro Marketing Político no Brasil 2 – Eleições está disponível na Livraria do COMPOL e deverá ser disponibilizado para compras online.

Serviço
Livro: Marketing Político no Brasil 2 – Eleições
Lançamento: Compol Brasil, Florianópolis (SC)
Realização: CAMP — Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político
Disponibilidade: Livraria do COMPOL e, em breve, vendas online

Alysson Bestene vistoria obras e serviços em quatro bairros de Rio Branco

O prefeito Alysson Bestene acompanhou nesta quinta-feira, 25, obras e serviços públicos nos bairros Nova Estação, Conjunto Tangará, Laélia Alcântara e Novo Calafate, em Rio Branco. A agenda incluiu vistoria à reforma de quadra esportiva, limpeza de canal, manutenção de ponte e recuperação de vias pelo Programa Prefeitura nas Ruas.

No bairro Nova Estação, o prefeito verificou o andamento da reforma da Quadra Edson Rodrigues da Silva, além dos serviços de manutenção em uma ponte, limpeza do canal que corta a comunidade e melhorias em ruas da região. A Prefeitura já executou roçagem, retirada de entulhos e limpeza no entorno do canal.

“Estamos visitando algumas obras, acompanhando a manutenção das ruas e verificando a situação do canal que corta a comunidade. Já iniciamos o processo de limpeza, roçagem e remoção de entulhos e vamos avançar na recuperação de algumas vias, na pavimentação e na continuidade da limpeza urbana”, afirmou Bestene.

A reforma da quadra deve ampliar o uso do espaço para atividades esportivas, culturais e de lazer. O presidente da Associação de Moradores do Nova Estação, Junior Evangelista, disse que o equipamento atende também bairros próximos e deve fortalecer projetos voltados a crianças, jovens e idosos.

A região entre os bairros Conquista e Nova Estação também deve receber investimentos do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco. A intervenção prevê a ampliação da rede de distribuição para aumentar a capacidade do sistema e melhorar o abastecimento de água nas residências.

No Conjunto Tangará, Bestene acompanhou serviços de manutenção da pavimentação executados por equipes do Prefeitura nas Ruas. O trabalho conta com caminhões usados na recuperação asfáltica. A Prefeitura possui dois equipamentos desse tipo e planeja comprar um terceiro para ampliar o atendimento em outras localidades da capital.

A agenda seguiu pelo bairro Laélia Alcântara, onde equipes municipais trabalham na manutenção e recuperação de vias. No Novo Calafate, o prefeito conversou com moradores e lideranças comunitárias sobre demandas de infraestrutura, principalmente na rua principal e nas vias transversais.

O presidente da Associação de Moradores do Novo Calafate, Marcondes Bernardo, afirmou que a recuperação das ruas é uma das principais necessidades da comunidade. “A rua principal já tinha vários buracos, e as nossas transversais também precisam de manutenção. É importante ver o prefeito junto da comunidade, próximo do bairro”, disse.

As ações integram o planejamento da Prefeitura para levar serviços de infraestrutura, limpeza urbana e mobilidade aos bairros, além de mapear demandas apresentadas pelas comunidades. “Vamos continuar trabalhando com o Programa Prefeitura nas Ruas, levando os serviços e as ações do poder público até as comunidades”, afirmou o prefeito.

Conselho Monetário regulamenta bloqueio de contas de apostas ilegais

O Conselho Monetário Nacional aprovou nesta quinta-feira (25), em Brasília, a regulamentação que obriga bancos e instituições de pagamento a bloquear contas usadas por operadores de apostas de quota fixa sem autorização legal. A medida entra em vigor em 28 de agosto e cria prazo de até 24 horas para impedir a movimentação financeira dessas empresas após notificação da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

A resolução define como será executado o bloqueio previsto em decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada. O objetivo é dificultar a atuação de sites e empresas que operam apostas ilegais no país, impedindo que recursos ligados à atividade continuem circulando pelo Sistema de Pagamentos Brasileiro.

O procedimento começa quando a Secretaria de Prêmios e Apostas identifica uma operação irregular e emite um auto de constatação. Depois disso, a secretaria envia a ordem às instituições financeiras e de pagamento, que passam a ter obrigação de bloquear as contas vinculadas aos operadores apontados.

A regra alcança contas de depósito à vista, poupança, contas de pagamento pré-pagas e contas de registro. Após o bloqueio, os valores existentes ficam indisponíveis, e novas transações destinadas direta ou indiretamente a essas contas devem ser recusadas quando tiverem relação com apostas ilegais.

O bloqueio não é definitivo em todos os casos. As contas poderão ser liberadas se uma decisão administrativa final reconhecer que o titular não deveria ter sido atingido pela medida. Também poderá haver desbloqueio após a conversão dos valores em depósito judicial.

Quando a Justiça confirmar a perda dos recursos, o dinheiro será destinado ao Fundo Nacional de Segurança Pública, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Nessa situação, as instituições financeiras deverão encerrar as contas dos titulares.

A medida integra o conjunto de ações federais para combater operadores clandestinos de apostas e foi criada a partir de mudanças na legislação de enfrentamento ao crime organizado. A norma regulamenta dispositivo incluído na Lei nº 14.790/2023 pelo Marco Legal do Combate ao Crime Organizado e também o Decreto nº 13.033/2026, que definiu atribuições da Secretaria de Prêmios e Apostas.

Fonte e foto: Agência Brasil

Integração reage a ameaça de processo após entrevista exclusiva com ex-esposa agredida por Madson Cameli

O Grupo Integração reagiu, no Jornal da Manhã desta quinta-feira, 25 de junho, à ameaça de processo contra os jornalistas Rogério Wenceslau e Chico Melo após a repercussão da matéria publicada no Integração Net sobre o caso Madson Cameli. A reportagem trouxe entrevista exclusiva de Melissa Sampaio, ex-esposa de Madson, na qual ela relatou episódios de violência doméstica, cobrou andamento do processo e falou sobre o impacto de ver o ex-marido ocupar espaço no núcleo do governo do Acre.

A reação dos jornalistas ocorreu depois que uma publicação afirmou que advogados ligados ao governo preparavam uma ação judicial contra os comunicadores por acusações como difamação, chantagem e extorsão. No programa, o Grupo Integração negou qualquer irregularidade e tratou a ofensiva como tentativa de deslocar o foco da denúncia feita por Melissa. Para os apresentadores, a discussão pública não deveria se concentrar na emissora, mas nas acusações de violência doméstica e na resposta institucional do governo diante do caso.

Chico Melo afirmou que procurou a secretária de Comunicação, Nayara Lessa, para pedir uma posição sobre a acusação de extorsão atribuída ao Grupo Integração. O jornalista disse que foi direto ao questionar se ela confirmava ter recebido, ou se algum integrante do governo havia recebido, ameaça ou pedido de valores que pudesse configurar extorsão por parte de alguém ligado ao grupo. “Ela disse que eu estava perguntando para a pessoa errada”, relatou Chico. O apresentador afirmou que insistiu e perguntou quem seria a pessoa certa, mas não obteve resposta. “Ela só fez silêncio”, disse.

Rogério Wenceslau classificou a ameaça de processo como uma “cortina de fumaça”. A expressão foi usada para rebater a versão de que os comentários feitos na rádio teriam motivação financeira ou pessoal. O jornalista afirmou que a reação contra a emissora segue uma sequência de ataques à credibilidade do veículo. “Há duas semanas disseram que a gente recebe dinheiro de ONG pra atacar político de extrema direita”, disse, ao lembrar outra acusação feita contra o grupo.

A matéria que deu origem à repercussão foi publicada pelo Integração Net em 23 de junho. Na entrevista, Melissa afirmou que viveu agressões físicas e psicológicas durante o relacionamento com Madson de Castro Cameli, hoje chefe do Gabinete Pessoal da governadora Mailza Assis. Ela disse que falar sobre o assunto ainda exige esforço. “É muito difícil para mim revisitar essas lembranças”, afirmou. Em outro trecho, descreveu a rotina que, segundo ela, marcou o casamento: “Viver com Madson Cameli era viver pisando em ovos”.

Durante o Jornal da Manhã, Rogério Wenceslau e Chico Melo defenderam que a entrevista não pode ser reduzida a disputa política. O caso, segundo os comunicadores, envolve uma mulher que se apresenta como vítima de violência doméstica, um acusado que ocupa cargo de confiança no governo e uma gestão estadual comandada por uma mulher. “Onde estão os órgãos que defendem as mulheres agredidas? A Lei Maria da Penha? A Secretaria da Mulher?”, questionaram os jornalistas durante o comentário.

A cobrança também passou pela posição de Madson Cameli dentro do governo. No programa, os apresentadores lembraram a exoneração de Júlio César Moura de Farias, conhecido como Roxinho, afastado após ser investigado pela Polícia Federal, e questionaram por que o mesmo critério não seria aplicado ao chefe de gabinete da governadora. A comparação foi usada para cobrar coerência política e administrativa da gestão estadual em situações que envolvem auxiliares do alto escalão.

O ponto central da fala dos jornalistas foi a tentativa de inverter o peso da repercussão. Para o Grupo Integração, a ameaça de ação judicial transforma a imprensa em alvo e deixa em segundo plano a denúncia feita por Melissa. A emissora afirmou que aguardará por 15 dias o protocolo da ação anunciada. Caso o processo não seja formalizado, a ameaça será tratada como mais um episódio de ataque público contra o trabalho jornalístico da rádio.

Chico Melo reforçou que a discussão não pode apagar o conteúdo da entrevista exclusiva. A vítima relatou medo, agressões, humilhações e demora na tramitação do caso. Em um dos trechos mais fortes, Melissa afirmou que Madson, praticante de jiu-jitsu, teria usado golpes de mata-leão para imobilizá-la. “Eu só sentia pavor, pois achava que ia morrer”, disse ela na entrevista ao Grupo Integração.

A repercussão cresceu também por causa de vídeos atribuídos ao caso, que circularam em redes sociais e grupos de mensagens. No Jornal da Manhã, os comunicadores disseram que as imagens publicadas nas redes sociais são “prova irrefutável” e “falam por si”. A avaliação foi usada para sustentar que o debate público não nasceu de boato, mas de material que ganhou circulação e levou a ex-esposa de Madson a falar sobre a própria história.

Rogério Wenceslau e Chico Melo também criticaram o silêncio de instituições e setores políticos que costumam se manifestar em defesa das mulheres. “Pasme: estamos falando de uma mulher governadora”, disseram, ao cobrar posicionamento mais firme do governo diante da denúncia. A frase resumiu o tom do comentário: a expectativa de que uma gestão comandada por uma mulher responda com mais rigor a um caso de violência doméstica envolvendo alguém próximo ao centro do poder.

Madson Cameli foi denunciado pelo Ministério Público do Acre por lesão corporal e violência psicológica contra Melissa Sampaio. O caso já havia levado a medidas protetivas e acompanhamento da vítima pelo Centro de Atendimento à Vítima. Na entrevista ao Integração Net, Melissa também reclamou da demora do processo. “O mais difícil é que, anos depois, por conta de um processo que parece nunca andar, eu continuo tendo que reviver algo que já deveria ter sido apurado pela Justiça”, afirmou.

A resposta do Grupo Integração recolocou o caso no centro do debate político do Acre. Para os jornalistas, a ameaça de processo não encerra a discussão e não intimida a emissora. O grupo sustenta que seguirá cobrando explicações sobre a situação de Madson Cameli no governo, a atuação dos órgãos de proteção às mulheres e a necessidade de resposta pública diante da denúncia feita por Melissa.

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