Integração reage a ameaça de processo após entrevista exclusiva com ex-esposa agredida por Madson Cameli

O Grupo Integração reagiu, no Jornal da Manhã desta quinta-feira, 25 de junho, à ameaça de processo contra os jornalistas Rogério Wenceslau e Chico Melo após a repercussão da matéria publicada no Integração Net sobre o caso Madson Cameli. A reportagem trouxe entrevista exclusiva de Melissa Sampaio, ex-esposa de Madson, na qual ela relatou episódios de violência doméstica, cobrou andamento do processo e falou sobre o impacto de ver o ex-marido ocupar espaço no núcleo do governo do Acre.

A reação dos jornalistas ocorreu depois que uma publicação afirmou que advogados ligados ao governo preparavam uma ação judicial contra os comunicadores por acusações como difamação, chantagem e extorsão. No programa, o Grupo Integração negou qualquer irregularidade e tratou a ofensiva como tentativa de deslocar o foco da denúncia feita por Melissa. Para os apresentadores, a discussão pública não deveria se concentrar na emissora, mas nas acusações de violência doméstica e na resposta institucional do governo diante do caso.

Chico Melo afirmou que procurou a secretária de Comunicação, Nayara Lessa, para pedir uma posição sobre a acusação de extorsão atribuída ao Grupo Integração. O jornalista disse que foi direto ao questionar se ela confirmava ter recebido, ou se algum integrante do governo havia recebido, ameaça ou pedido de valores que pudesse configurar extorsão por parte de alguém ligado ao grupo. “Ela disse que eu estava perguntando para a pessoa errada”, relatou Chico. O apresentador afirmou que insistiu e perguntou quem seria a pessoa certa, mas não obteve resposta. “Ela só fez silêncio”, disse.

Rogério Wenceslau classificou a ameaça de processo como uma “cortina de fumaça”. A expressão foi usada para rebater a versão de que os comentários feitos na rádio teriam motivação financeira ou pessoal. O jornalista afirmou que a reação contra a emissora segue uma sequência de ataques à credibilidade do veículo. “Há duas semanas disseram que a gente recebe dinheiro de ONG pra atacar político de extrema direita”, disse, ao lembrar outra acusação feita contra o grupo.

A matéria que deu origem à repercussão foi publicada pelo Integração Net em 23 de junho. Na entrevista, Melissa afirmou que viveu agressões físicas e psicológicas durante o relacionamento com Madson de Castro Cameli, hoje chefe do Gabinete Pessoal da governadora Mailza Assis. Ela disse que falar sobre o assunto ainda exige esforço. “É muito difícil para mim revisitar essas lembranças”, afirmou. Em outro trecho, descreveu a rotina que, segundo ela, marcou o casamento: “Viver com Madson Cameli era viver pisando em ovos”.

Durante o Jornal da Manhã, Rogério Wenceslau e Chico Melo defenderam que a entrevista não pode ser reduzida a disputa política. O caso, segundo os comunicadores, envolve uma mulher que se apresenta como vítima de violência doméstica, um acusado que ocupa cargo de confiança no governo e uma gestão estadual comandada por uma mulher. “Onde estão os órgãos que defendem as mulheres agredidas? A Lei Maria da Penha? A Secretaria da Mulher?”, questionaram os jornalistas durante o comentário.

A cobrança também passou pela posição de Madson Cameli dentro do governo. No programa, os apresentadores lembraram a exoneração de Júlio César Moura de Farias, conhecido como Roxinho, afastado após ser investigado pela Polícia Federal, e questionaram por que o mesmo critério não seria aplicado ao chefe de gabinete da governadora. A comparação foi usada para cobrar coerência política e administrativa da gestão estadual em situações que envolvem auxiliares do alto escalão.

O ponto central da fala dos jornalistas foi a tentativa de inverter o peso da repercussão. Para o Grupo Integração, a ameaça de ação judicial transforma a imprensa em alvo e deixa em segundo plano a denúncia feita por Melissa. A emissora afirmou que aguardará por 15 dias o protocolo da ação anunciada. Caso o processo não seja formalizado, a ameaça será tratada como mais um episódio de ataque público contra o trabalho jornalístico da rádio.

Chico Melo reforçou que a discussão não pode apagar o conteúdo da entrevista exclusiva. A vítima relatou medo, agressões, humilhações e demora na tramitação do caso. Em um dos trechos mais fortes, Melissa afirmou que Madson, praticante de jiu-jitsu, teria usado golpes de mata-leão para imobilizá-la. “Eu só sentia pavor, pois achava que ia morrer”, disse ela na entrevista ao Grupo Integração.

A repercussão cresceu também por causa de vídeos atribuídos ao caso, que circularam em redes sociais e grupos de mensagens. No Jornal da Manhã, os comunicadores disseram que as imagens publicadas nas redes sociais são “prova irrefutável” e “falam por si”. A avaliação foi usada para sustentar que o debate público não nasceu de boato, mas de material que ganhou circulação e levou a ex-esposa de Madson a falar sobre a própria história.

Rogério Wenceslau e Chico Melo também criticaram o silêncio de instituições e setores políticos que costumam se manifestar em defesa das mulheres. “Pasme: estamos falando de uma mulher governadora”, disseram, ao cobrar posicionamento mais firme do governo diante da denúncia. A frase resumiu o tom do comentário: a expectativa de que uma gestão comandada por uma mulher responda com mais rigor a um caso de violência doméstica envolvendo alguém próximo ao centro do poder.

Madson Cameli foi denunciado pelo Ministério Público do Acre por lesão corporal e violência psicológica contra Melissa Sampaio. O caso já havia levado a medidas protetivas e acompanhamento da vítima pelo Centro de Atendimento à Vítima. Na entrevista ao Integração Net, Melissa também reclamou da demora do processo. “O mais difícil é que, anos depois, por conta de um processo que parece nunca andar, eu continuo tendo que reviver algo que já deveria ter sido apurado pela Justiça”, afirmou.

A resposta do Grupo Integração recolocou o caso no centro do debate político do Acre. Para os jornalistas, a ameaça de processo não encerra a discussão e não intimida a emissora. O grupo sustenta que seguirá cobrando explicações sobre a situação de Madson Cameli no governo, a atuação dos órgãos de proteção às mulheres e a necessidade de resposta pública diante da denúncia feita por Melissa.

Assista

“Medo de morrer”, relata ex-esposa de Madson Cameli; vítima de agressão cobra Justiça 

Melissa Sampaio contou, em entrevista exclusiva ao Grupo Integração, detalhes da violência que afirma ter sofrido durante o relacionamento com Madson de Castro Cameli, seu ex-marido, denunciado pelo Ministério Público do Acre por lesão corporal e violência psicológica. A fala veio depois que vídeos atribuídos ao caso passaram a circular em grupos de mensagens e nas redes sociais. Melissa não entregou os vídeos à reportagem. Ela foi procurada para falar sobre o conteúdo que já circulava e, ao responder, abriu uma parte dura da própria história: a lembrança de agressões, o medo de morrer, a sensação de viver sob intimidação e a angústia de ver o processo caminhar lentamente enquanto o homem que ela acusa segue ocupando espaços de poder.

“É muito difícil para mim revisitar essas lembranças”, disse Melissa. Ela afirmou que as agressões não eram apenas verbais. “Existiam agressões físicas, psicológicas. Viver com Madson Cameli era viver pisando em ovos. Eu nunca sabia qual seria a reação dele diante de uma situação simples do dia a dia e estava sempre tentando evitar conflitos para salvar um casamento na expectativa de uma mudança que nunca acontecia.”

“Viver pisando em ovos”

Melissa contou que falar sobre o assunto ainda exige esforço. “É muito difícil para mim revisitar essas lembranças”, afirmou. Segundo ela, as agressões não eram apenas verbais. “Existiam agressões físicas, psicológicas. Viver com Madson Cameli era viver pisando em ovos. Eu nunca sabia qual seria a reação dele diante de uma situação simples do dia a dia e estava sempre tentando evitar conflitos para salvar um casamento na expectativa de uma mudança que nunca acontecia.”

A frase descreve uma rotina de medo antes mesmo da agressão. É a mulher medindo cada palavra, cada gesto e cada silêncio para tentar evitar uma explosão. É a casa deixando de ser abrigo e virando território de vigilância. Melissa afirma que passou anos tentando preservar um casamento enquanto esperava uma mudança que não veio.

O medo do mata-leão

O relato mais grave aparece quando Melissa fala sobre o jiu-jitsu. Ela afirma que Madson era lutador e usava isso para intimidá-la. “Houve episódios em que me aplicou golpes de mata-leão e me imobilizou. A sensação que eu tinha quando ele fazia isso era uma sensação desesperadora de morte. Era algo tão absurdo, tão assustador, que eu não consigo nem explicar direito o que passava pela minha cabeça naquele momento. Eu só sentia pavor, pois achava que ia morrer.”

Melissa disse que o medo daquele golpe passou a ser maior do que a dor física. “Chegou um momento em que eu pedia a ele que, se fosse me bater, podia fazer qualquer coisa, mas que não me aplicasse o mata-leão. Aquilo me apavorava mais do que qualquer outra agressão. Eu preferia suportar a dor física do que sentir novamente aquela sensação de que estava morrendo.”

O episódio do celular

Melissa também relatou o episódio envolvendo um vídeo que, segundo ela, acabou vindo a público depois de sair do processo. Ela afirma que, após uma briga em que teria sido agredida, decidiu gravar Madson admitindo que havia batido nela. “Quando descobriu, ele tomou meu celular, me bateu tanto e ainda aplicou um mata-leão. Eu fiquei desesperada porque ele disse que ia arremessar meu celular na parede, como fez com tantos outros celulares. Eu implorei para que ele não quebrasse o celular.”

Na mesma sequência, Melissa afirma que Madson exigiu que ela pedisse perdão. “Ele disse que eu teria que pedir perdão a ele. O Madson pediu para eu ficar de joelhos no chão e implorar o perdão dele, mesmo sendo eu a vítima de toda aquela situação. Foi uma das maiores humilhações que vivi.” Ela contou que os vídeos foram apagados, mas não retirados da lixeira do celular. “Foi como eu recuperei e enviei para o meu e-mail.”

A dor não é saudade

Melissa fez questão de separar a dor que sente hoje de qualquer vínculo afetivo com Madson. Ela não quer que sua fala seja confundida com sofrimento pelo fim do relacionamento. A angústia, segundo ela, nasce do que afirma ter sofrido e da sensação de impunidade.

“O que eu sofro hoje é pelo mal que ele me fez e pela impunidade. Por estar sendo injustiçada. Isso me deixa chateada. A morosidade da Justiça”, afirmou.

Esse ponto muda o centro da história. Melissa não fala como alguém presa à ausência do ex-marido. Fala como uma mulher que diz ter se libertado de uma relação violenta, mas que ainda se vê obrigada a conviver com as marcas do que viveu porque o processo não chega a uma resposta.

O processo que parece nunca andar

“O mais difícil é que, anos depois, por conta de um processo que parece nunca andar, eu continuo tendo que reviver algo que já deveria ter sido apurado pela Justiça. Cada vez que preciso falar sobre isso, é como se eu voltasse um pouco para aqueles momentos”, disse Melissa.

A frase resume o peso da morosidade em casos de violência contra a mulher. A denúncia deveria abrir caminho para proteção e resposta. Mas, quando o processo anda devagar, a vítima continua presa ao fato. Precisa recontar, explicar, lembrar, responder, sustentar a própria palavra e enfrentar a dúvida pública enquanto tenta reconstruir a vida.

A espera diante da ascensão pública

No caso de Melissa, a espera tem uma camada política. Enquanto ela cobra uma resposta da Justiça, Madson aparece em espaços públicos e passou a circular no núcleo do poder estadual, ao lado da governadora Mailza Assis, sua atual esposa. Para uma mulher que acusa o ex-marido de agressões, ver o homem denunciado sorrindo, ocupando espaço e ascendendo publicamente antes de uma decisão definitiva pode ferir de novo.

Melissa não pede condenação fora dos autos. Pede que sua dor não seja engolida pelo tempo. Justiça lenta, em casos de violência doméstica, pode virar uma nova forma de sofrimento porque mantém a mulher ligada ao trauma enquanto a vida do acusado segue em outra velocidade.

Denunciar não deveria virar uma batalha sem fim

Nos últimos dias, Melissa também cobrou publicamente que iniciativas de defesa das mulheres discutam a celeridade dos processos de violência doméstica e familiar. Para ela, proteger mulheres não se resume a campanhas, programas ou eventos. A proteção precisa chegar no processo que anda, na audiência que acontece, na decisão que vem antes da prescrição e no acolhimento de quem teve coragem de denunciar.

A história de Melissa toca em uma ferida conhecida por muitas mulheres. Antes da denúncia, existe medo. Depois da denúncia, muitas vezes vem a exposição. E, quando a Justiça demora, chega outra violência: a obrigação de continuar vivendo perto da própria dor, esperando que o Estado trate como urgência aquilo que já custou demais para ser contado.

O que Melissa pede agora é simples e profundo: ser ouvida sem ter que reviver tudo indefinidamente. Enquanto o processo contra Madson Cameli segue sem uma resposta definitiva, sua fala deixa uma cobrança direta às instituições. Uma mulher que denuncia violência não pode passar anos presa ao mesmo medo para provar que merece Justiça.

Acórdão do STJ contra Gladson é publicado e abre fase decisiva de recursos

A publicação nesta quarta-feira (27) do acórdão da Ação Penal 1.076, que condenou o ex-governador Gladson Cameli a 25 anos e 9 meses de prisão, em regime inicial fechado, abriu uma nova etapa no caso Ptolomeu e colocou em contagem os próximos prazos da defesa. A decisão da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça envolve os crimes de organização criminosa, fraude à licitação, peculato-desvio, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, além de multa, indenização de R$ 11.785.020,31 ao Estado do Acre e perda do cargo de governador, embora Gladson já tivesse renunciado ao mandato no início de abril para tentar disputar o Senado.

O acórdão é a peça formal que reúne a decisão dos ministros, os fundamentos da condenação, as teses acolhidas e recusadas, a dosimetria da pena e os efeitos jurídicos. Na prática, ele transforma o resultado do julgamento em documento oficial completo e abre espaço para os recursos cabíveis. O primeiro caminho da defesa são os embargos de declaração, usados para apontar eventual omissão, contradição, obscuridade ou erro material. Em processo penal, esse prazo é de 2 dias corridos, contado a partir da intimação formal. Depois disso, ou após o julgamento dos embargos, pode ser aberto o prazo para recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal, de 15 dias corridos, quando houver discussão constitucional.

A dúvida sobre esses prazos, sobre a possibilidade de candidatura e sobre o alcance das decisões do STJ e do STF já havia sido tratada na semana passada pelo Grupo Integração. No Jornal da Manhã da Rádio Integração FM, em Cruzeiro do Sul, o advogado Emerson Soares, com 30 anos de atuação, foi entrevistado por Chico Melo, Mazinho Rogério e Rogério Venceslau justamente para separar o que era fato jurídico, o que era possibilidade recursal e o que vinha sendo confundido no debate político. A pergunta central foi direta: se o prazo de registro de candidatura fosse naquele dia, Gladson poderia registrar a candidatura? Emerson respondeu: “não, efetivamente não”.

A explicação dada por Emerson partiu da Lei Complementar 64/90, a Lei da Ficha Limpa. Para ele, a condenação por órgão colegiado já cria impedimento eleitoral, mesmo sem trânsito em julgado. Como a decisão saiu da Corte Especial do STJ, um colegiado judicial, a situação de Gladson entra no campo da inelegibilidade, ainda que a defesa possa recorrer. Emerson também calculou que, em crimes contra a administração pública, a inelegibilidade pode alcançar o período da pena mais 8 anos após o cumprimento, o que, pela condenação atual, chegaria a 33 anos e 9 meses.

O ponto mais sensível da entrevista foi a confusão criada em torno da decisão do STF sobre relatórios de inteligência financeira do Coaf. Emerson explicou que parte das provas foi afastada por problema na forma de obtenção, mas que isso não significou anulação do processo nem derrubada da condenação. Ele lembrou que a ministra Nancy Andrighi retirou dos autos os elementos atingidos pela decisão do Supremo e que, mesmo assim, a condenação foi sustentada em provas autônomas. “Não é fato novo e muito menos uma anulação do processo que foi julgado pelo STJ”, afirmou.

Essa distinção ganhou ainda mais peso com a publicação do acórdão. A defesa poderá insistir em teses sobre nulidade, competência, cadeia de custódia e validade das provas, mas o STJ já enfrentou essas questões no julgamento. A Corte Especial manteve a condenação com base no entendimento de que os elementos invalidados pelo STF não serviram como fundamento para condenar Gladson. A notícia oficial do STJ registrou que as investigações seguiram com provas autônomas e que a Corte entendeu haver participação direta do ex-governador no esquema.

Na semana passada, Emerson também tratou do recurso extraordinário ao STF. Ele explicou que esse caminho é estreito porque o Supremo não reabre o processo para reavaliar todo o conjunto de provas. O recurso precisa discutir matéria constitucional e demonstrar repercussão geral. Para o advogado, uma liminar para suspender os efeitos da condenação é possível em tese, mas as chances são remotas diante da densidade do julgamento do STJ.

O calendário agora pesa contra a defesa porque o processo judicial corre ao lado do calendário eleitoral. Emerson lembrou que o prazo de registro de candidaturas vai até 15 de agosto e que eventual tentativa de candidatura depende de uma decisão capaz de suspender os efeitos da condenação colegiada. Na avaliação dele, os embargos de declaração podem até ser necessários para preparar o recurso ao STF, especialmente por causa do chamado prequestionamento, mas também fazem o relógio avançar. “O prazo do recurso é quinze dias”, explicou, ao tratar do recurso extraordinário, com contagem corrida.

O acórdão também reforça o peso político da condenação. Gladson foi um dos nomes mais fortes da política acreana nas últimas duas décadas, eleito deputado federal, senador e governador, além de reeleito ao governo.

A publicação do acórdão, portanto, não encerra o caso, mas reduz o espaço das incertezas. A condenação está formalizada. Os recursos ainda podem ser apresentados. A defesa pode buscar esclarecimentos no próprio STJ e depois tentar levar matéria constitucional ao STF. A candidatura, se houver tentativa de registro, dependerá da Justiça Eleitoral e de eventual decisão que suspenda os efeitos da condenação. O que muda agora é que o debate deixa de girar em torno de versões soltas e passa a caminhar sobre prazos, peças processuais e decisões formais.

No ar da Integração, Emerson resumiu a lógica do processo com uma frase que ajuda a entender o momento: “a decisão do juiz não se questiona, se recorre”. É exatamente essa a fase aberta agora. Gladson foi condenado por um órgão colegiado, a defesa ainda pode recorrer, mas o acórdão publicado coloca o caso em uma etapa mais dura, com menos espaço para narrativa e mais peso para o calendário.