Líderes rurais cobram ramais e saúde na Transacreana, e Alysson promete ampliar presença da prefeitura

Melhorias em ramais, acesso à saúde, apoio à produção e mais presença do poder público nas comunidades mais distantes marcaram a reunião entre o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, e lideranças rurais da Transacreana neste sábado. Ao ouvir as reivindicações, o gestor afirmou que a prefeitura pretende ampliar a atuação na região e acompanhar de perto as necessidades apresentadas pelos moradores.

O encontro reuniu líderes comunitários, presidentes de ramais e produtores rurais, que relataram dificuldades antigas enfrentadas por famílias da zona rural. Entre os principais pontos levados ao prefeito estavam as condições de acesso, a necessidade de suporte à produção rural e a oferta de serviços básicos em áreas mais afastadas de Rio Branco.

Durante a agenda, Alysson afirmou que a escuta direta das comunidades é necessária para identificar os problemas mais urgentes e dar encaminhamento às demandas. O prefeito também destacou o peso da Transacreana para a economia do município e disse que a presença da administração precisa ir além de visitas pontuais, com ações voltadas ao desenvolvimento da zona rural.

As lideranças aproveitaram a reunião para reforçar cobranças sobre localidades que, segundo elas, seguem com atendimento insuficiente do poder público. Entre os relatos, apareceram dificuldades em trechos de ramais e queixas sobre o acesso a serviços de saúde, especialmente em pontos mais distantes.

Para os representantes das comunidades, a visita abre espaço para uma relação mais direta com a prefeitura e ajuda a transformar reclamações antigas em pautas concretas de trabalho. A avaliação é que a presença do prefeito no local aproxima a gestão da realidade de quem vive e produz na Transacreana.

Depois da reunião, Alysson participou de um café da manhã com moradores e acompanhou a 15ª Cavalgada da Transacreana, evento tradicional da região que reuniu produtores, famílias e representantes comunitários.

Governo não está isento de fiscalizar: um relato da verdade sobre a ponte que desabou

Por Daniel Sant’Ana*

Há uma questão na Nota Oficial do Estado sobre o desabamento da ponte Frei Paolino Baldassari, ocorrido na noite desta sexta-feira (05/06), em Sena Madureira-AC, que não pode passar em branco.

De fato, no regime de contratação integrada, a responsabilidade da empresa contratada recai tanto sobre a execução da obra quanto sobre a elaboração dos projetos. Ainda assim, o Estado mantém sua responsabilidade de fiscalização sobre a qualidade, tanto do projeto quanto de sua execução, bem como também pelo recebimento da obra.

Também é certo que há circunstâncias excludentes de responsabilidade do Estado: (1) culpa exclusiva da vítima; (2) fato de terceiro; (3) caso fortuito ou força maior. Esses últimos se constituem de ações humanas cuja consequência não poderia ser evitada pelo Estado e de eventos imprevisíveis ou inevitáveis decorrentes de forças da natureza (ex: enchentes, terremotos, raios).

No presente caso, o Estado pode alegar exatamente isso: que o desabamento ocorreu em decorrência do movimento de terras resultante das sucessivas enchentes e secas do rio e, portanto, em razão de força maior; e que os ferimentos causados às pessoas decorreu de culpa exclusiva das vítimas, já que elas estavam em local de acesso proibido, pois já havia sido feita a interdição, o que excluiria a responsabilidade estatal.

Ocorre que as questões acima se referem à responsabilidade civil do Estado, para efeito de indenização por danos causados a terceiros em razão de ações ou omissões estatais. Só que aqui estamos falando também de responsabilidade política, por ações, omissões e escolhas equivocadas dos gestores da ocasião.

E, mesmo que o debate fosse apenas jurídico, a realidade não é bem essa das hipóteses acima descritas: o desabamento não teria ocorrido, em tese, como consequência direta e imediata de uma enchente (força maior), mas sim de suas consequências posteriores não imediatas, que demandam tempo para se concretizar. Ou seja: a enchente e o que acontece no momento de sua ocorrência pode até ser imprevisível, mas, suas consequências posteriores não imediatas, após reiteradas ocorrências, não são. Do contrário, todas as pontes da região do Iaco-Purus (e são muitas) já teriam desabado, pois todas sofrem com a ação da erosão decorrente dos movimentos de terra que resultam do fenômeno das cheias e secas dos rios ao longo dos anos.

O que ocorreu, no presente caso, foi a chamada culpa in vigilando. Trata-se da responsabilidade de uma pessoa ou entidade por danos causados por terceiros, decorrente de falha no dever de vigilância ou fiscalização. Não questiono os motivos do colapso estrutural da ponte, até porque ainda não está provado que ele tenha ocorrido, de fato, em razão dos movimentos de terra decorrentes das cheias e secas do rio, o que vai demandar perícia técnica. Mas, uma vez comprovada tal hipótese inicialmente alegada, monitorar os efeitos destes movimentos, assim como prevê-los quando da elaboração do projeto, execução da obra e após a sua entrega faz parte do “dever de vigiar” do Estado.

Fato é que a nota do Governo tenta “normalizar” algo evidente: uma obra mal projetada e mal executada, implantada em local impróprio, sobre a qual o Estado falhou no seu dever de fiscalização. Tentar transferir a responsabilidade integralmente à empresa apenas em razão do regime de contratação integrada é, no mínimo, uma desfaçatez. Ao assim agir, Governo e Estado deixam transparecer que buscam, de forma açodada, um duplo “salvo conduto”, tanto para o debate político, em razão das eleições vindouras, quanto para o debate jurídico, em função das possíveis ações indenizatórias que serão ajuizadas pelas vítimas em um futuro próximo.

*Doutor (UnB) em Direito e Mestre (UFSC) em Relações Internacionais. Professor do Curso de Direito da UFAC com atuação em Direito Administrativo, Direito Internacional e Sociologia do Direito. Ex-diretor-presidente da Fundação de Cultura Elias Mansour, ex-secretário Estadual de Educação e ex-deputado estadual pelo PT do Acre.

Foto: Gleison Junior / Orna Audiovisual

URGENTE – Jorge Viana anuncia ida com ministro a Sena Madureira após queda de ponte e cobra solução para travessia

Jorge Viana anunciou que estará em Sena Madureira no próximo dia 15 ao lado do ministro dos Transportes, Renan Filho, para discutir uma resposta à queda da ponte Frei Paolino Baldassari, sobre o Rio Iaco. Em vídeo divulgado após o desabamento da estrutura, ele prestou solidariedade às famílias atingidas, disse que procurou o Ministério dos Transportes e afirmou que a visita terá conversas com autoridades e moradores para definir uma saída para a cidade, que perdeu a principal ligação entre o Primeiro e o Segundo Distrito.

“A minha palavra é a primeira de conforto para os irmãos de Sena Madureira que viveram essa tragédia”, disse Jorge Viana. Na mesma fala, ele citou as famílias atingidas e afirmou que o momento exige apoio imediato. “Procurei o Ministério do Transporte porque o presidente Lula sempre é solidário com o Acre. Falei com o ministro dos Transportes e no próximo dia quinze nós vamos estar lá em Sena Madureira. Eu vou estar junto com o ministro Transporte, falando com as autoridades, falando com a comunidade de Sena, para ajudar na solução.”

A queda da ponte interrompeu uma estrutura inaugurada em dezembro de 2023 para encerrar um problema histórico de mobilidade em Sena Madureira. Antes da obra, moradores do Segundo Distrito dependiam de embarcações para atravessar o Rio Iaco ou precisavam fazer deslocamentos mais longos pela BR-364. A ponte passou a ser apresentada como uma ligação definitiva entre as duas partes da cidade, com impacto direto na circulação de moradores, estudantes, trabalhadores e serviços.

A entrada de Jorge Viana no caso ocorre num momento em que Sena Madureira enfrenta uma crise concreta de mobilidade, e não apenas uma disputa política sobre a obra que caiu. A cidade já convive com outra frente sensível na infraestrutura rodoviária: a ponte sobre o Rio Caeté, na BR-364, está em obras de reforço estrutural sob responsabilidade do DNIT, com operação provisória para manter a passagem. Com a ponte sobre o Rio Iaco fora de uso, o debate sobre acessos, travessias e segurança das estruturas passou a envolver ao mesmo tempo o governo do Estado, o Ministério dos Transportes e o DNIT no Acre.

No vídeo, Jorge Viana também fez uma distinção entre a busca por ajuda e a responsabilidade pela obra. “É ajudar, mesmo sabendo que essa obra é de cem por cento de responsabilidade do governo do Estado”, afirmou. A fala combina solidariedade às vítimas com a tentativa de encaminhar uma resposta institucional para a cidade, ao colocar a agenda federal como parte da solução para restabelecer a travessia e reduzir o impacto sobre a rotina de Sena Madureira.

Ao final, ele defendeu que o Acre volte a priorizar obras bem executadas e menos confronto político. “O povo acreano não está interessado em direita, esquerda, briga ideológica. Ele está interessado que as coisas no Acre voltem a ser feita e bem feitas”, disse.

MP do Acre abre investigação sobre desabamento da Ponte Frei Paolino, obra de R$ 36 milhões em Sena Madureira

O Ministério Público do Acre abriu investigação para apurar as causas do desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, e verificar possíveis responsabilidades pela queda da estrutura, inaugurada em dezembro de 2023 com investimento de R$ 36 milhões durante o governo Gladson Cameli. O colapso ocorreu na noite de sexta-feira, 5 de junho, e deixou quatro feridos.

A apuração está sob responsabilidade da Promotoria de Justiça Cível e Criminal de Sena Madureira. Entre as primeiras medidas, foram determinadas perícia técnica, vistorias especializadas e a coleta de documentos e informações de órgãos públicos e empresas ligadas à obra. O trabalho também envolve as áreas criminal e de defesa do patrimônio público.

Entregue pelo governo do Acre em 19 de dezembro de 2023, a ponte passou a ligar o Primeiro e o Segundo Distrito de Sena Madureira, com 232 metros de extensão. A estrutura foi apresentada como uma obra estratégica para atender moradores da região e reduzir o isolamento da área durante o inverno amazônico.

Após o desabamento, o governo estadual informou que a ponte estava interditada preventivamente desde o dia anterior e que equipes técnicas acompanhavam a situação. Com a queda da estrutura, foi montada uma força-tarefa com bombeiros, Samu, Defesa Civil e equipes de saúde para atender as vítimas e investigar o que provocou o colapso.

O caso agora entra na esfera formal de investigação, com foco na execução da obra, nas condições estruturais da ponte e em possíveis falhas que possam ter contribuído para o desabamento. A apuração deve apontar se houve responsabilidade administrativa, civil ou criminal.

Foto: Figueroa Xavier https://www.instagram.com/figueroaxavier?igsh=MWtqdDM0MzI1N3RnMA==

Ponte Frei Paolino desaba em Sena Madureira e deixa quatro feridos; dois serão transferidos para Rio Branco

A Ponte Frei Paolino Baldassari, no Segundo Distrito de Sena Madureira, desabou no começo da noite desta sexta-feira (5) e deixou quatro pessoas feridas. A estrutura já estava interditada desde quinta-feira (4), após avaliação técnica apontar risco na área da travessia por causa do avanço das “terras caídas” nas margens do Rio Iaco.

Os feridos foram resgatados por equipes de saúde e do Corpo de Bombeiros e levados ao Hospital João Câncio Fernandes, em Sena Madureira. O boletim mais recente aponta dois pacientes em estado mais grave, com necessidade de transferência para Rio Branco.

Edinaldo Muniz, de 54 anos, está em estado grave, com traumatismo craniano, trauma interno abdominal e renal. Antônio Morais Lima Filho, de 36 anos, está em estado considerado gravíssimo, com fratura no fêmur, pupilas dilatadas e encaminhamento para sala vermelha. Os dois devem ser transferidos para a capital.

Ednei Muniz, de 51 anos, está estável, com fratura causada por trauma. Weverton Murieta, de 34 anos, também está estável, com escoriações e pequenos ferimentos.

Após o desabamento, o Estado enviou equipes da Secretaria de Assistência Social para apoiar os feridos e a comunidade. O Samu deslocou ambulâncias, médicos, enfermeiros e socorristas para o município. Equipes do Samu do Bujari e de Manoel Urbano também foram acionadas para reforçar o atendimento.

O Centro Integrado de Operações Aéreas colocou aeronaves à disposição para transporte de feridos que precisem de atendimento especializado. Uma ambulância de suporte avançado também saiu de Rio Branco para auxiliar na transferência dos pacientes graves.

A governadora Mailza Assis se deslocou para Sena Madureira para acompanhar a situação. O efetivo policial no município será reforçado, e técnicos do Deracre e da empresa responsável pela obra também foram enviados ao local. O Corpo de Bombeiros continua na área para prestar socorro e realizar buscas.

A primeira nota oficial após a queda confirmou o desabamento da ponte e o resgate de quatro pessoas que estavam nas proximidades da estrutura. O comunicado afirmou que a ponte havia sido interditada por precaução desde a quinta-feira para evitar uma emergência maior e que novas informações seriam divulgadas conforme a atualização dos órgãos responsáveis pelo atendimento.

A Ponte Frei Paolino Baldassari era a principal ligação entre o Centro de Sena Madureira e o Segundo Distrito. Inaugurada no fim de 2023, a estrutura tinha cerca de 232 metros de extensão e foi construída para reduzir a dependência da travessia por catraias e do deslocamento mais longo pela BR-364.

Jorge Viana defende união política no Acre durante entrega de máquinas do Programa Inova

Jorge Viana defendeu nesta sexta-feira, 5 de junho de 2026, em Rio Branco, a união entre governo federal, bancada acreana e prefeituras durante a cerimônia de entrega de máquinas, veículos e equipamentos do Programa Inova. Ao falar no evento, que reuniu o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, além de autoridades estaduais e municipais, o ex-governador disse que o Acre depende de articulação política para ampliar investimentos e acelerar obras e ações no estado.

No discurso, Jorge Viana transformou a solenidade em um recado político e administrativo. Disse que “a causa tem que ser o Acre” e afirmou que divergências partidárias não podem se sobrepor aos interesses do estado. Também citou a necessidade de cooperação entre diferentes esferas de poder para garantir resultados em áreas como infraestrutura, produção rural, saúde e educação.

Ao comentar o lançamento do programa, Viana apresentou a entrega como exemplo de convergência institucional. Ele lembrou que já trabalhou com governos de partidos diferentes e afirmou que as principais obras e projetos executados no Acre dependeram de apoio federal. Em outro trecho, recorreu a um provérbio para reforçar a defesa da aliança entre lideranças políticas, ao dizer que quem quer avançar mais longe não consegue caminhar sozinho.

A agenda marcou o início da distribuição de centenas de equipamentos no estado dentro de um programa que prevê mais de 2 mil máquinas, veículos e equipamentos para os municípios acreanos, com investimentos acima de R$ 223 milhões. O pacote é voltado ao fortalecimento da produção rural, recuperação de ramais, mecanização agrícola e melhoria da infraestrutura local.

Foto: Sérgio Vale/AC24h

Cesário Braga diz que pré-candidatura à Aleac quer romper “silêncio” da Assembleia no Acre

O pré-candidato a deputado estadual Cesário Braga (PT) afirmou nesta sexta-feira (5), durante entrevista ao Jornal da Manhã, que pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) para cobrar mais fiscalização do poder público e ampliar o debate sobre economia, saúde, educação e direitos dos trabalhadores. Ao justificar a pré-candidatura, ele disse que a Casa vive um “silêncio sepulcral” diante de problemas que atingem a população em diferentes regiões do estado.

Na entrevista, Cesário centrou a fala na crise econômica do Acre e defendeu uma agenda voltada à geração de emprego e renda. Segundo ele, o estado perdeu capacidade de reter a própria população, que hoje busca oportunidades fora, e precisa retomar uma estratégia de desenvolvimento baseada na agricultura familiar, na agroindustrialização e na melhoria da infraestrutura para escoar a produção. Para o petista, a discussão sobre o futuro econômico do Acre tem ficado em segundo plano no debate político.

O pré-candidato também fez críticas à condução de serviços públicos. Na saúde, afirmou que a falta de transparência na regulação de consultas e cirurgias abre espaço para interferência política e prejudica quem espera atendimento pelo SUS. Na educação, questionou o modelo das escolas militares e disse que o sistema público não pode operar com padrões diferentes de acesso entre alunos. Ele ainda citou a situação dos ramais como um dos entraves ao crescimento econômico, ao apontar que a falta de responsabilidade compartilhada entre os entes públicos trava quem produz no interior.

Ao tratar do cenário político, Cesário disse que a pré-candidatura nasce para representar o campo progressista no Acre e dialogar com setores que, segundo ele, não se sentem contemplados pela direita. Ele afirmou que pretende manter a defesa das liberdades individuais, dos direitos trabalhistas e das organizações sindicais, cooperativas e movimentos comunitários. Também declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à pré-candidatura de Jorge Viana ao Senado, além de dizer que seu nome ao governo do estado é Thor Dantas (PSB).

Para ele, a eleição de 2026 precisa discutir menos o embate entre lulismo e bolsonarismo e mais os problemas concretos do Acre. No fim da entrevista, o petista fez um apelo contra a compra de votos e afirmou que candidaturas baseadas em dinheiro não representam a classe trabalhadora. “Não venda seu voto”, disse, ao defender que o eleitor rejeite práticas que, segundo ele, se repetem em períodos eleitorais.

Acre recebe 1,6 mil máquinas em pacote de R$ 206 milhões do programa Inova

O governo federal lançou nesta sexta-feira (5), em Rio Branco, o programa Inova no Acre e anunciou a entrega de mais de 1,6 mil máquinas, equipamentos e veículos para os 22 municípios do estado, em um pacote de R$ 206 milhões. A medida mira o reforço da infraestrutura, a recuperação de ramais, o apoio à produção rural e a ampliação de serviços públicos em áreas urbanas e isoladas.

A agenda foi conduzida pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, com participação da governadora Mailza Assis. O conjunto inclui retroescavadeiras, motoniveladoras, tratores agrícolas e outros equipamentos voltados ao escoamento da produção, à manutenção de vias, à mobilidade e ao atendimento de demandas emergenciais.

A proposta do programa é ampliar a capacidade operacional de prefeituras e órgãos públicos, sobretudo em regiões com maior dificuldade de acesso e menor estrutura. No Acre, a expectativa é que a nova frota seja usada em frentes como recuperação de estradas vicinais, apoio à agricultura familiar, transporte de insumos e atendimento a comunidades afetadas por cheias e períodos de estiagem.

Os recursos destinados ao estado foram viabilizados por emenda da bancada federal acreana. Pelo modelo adotado, os parlamentares indicaram os equipamentos e os beneficiários, enquanto a aquisição ficou sob responsabilidade do ministério. A iniciativa foi apresentada como a maior entrega de máquinas já feita no estado dentro desse formato.

Foto: Sérgio Vale/AC24h

Prefeitura e Incra anunciam crédito e regularização de lotes para assentados em Rodrigues Alves

A Prefeitura de Rodrigues Alves e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária realizaram uma reunião no Parque Municipal para alinhar ações voltadas às famílias assentadas do município. O encontro, com participação da Secretaria Municipal de Agricultura, marcou o avanço da articulação entre os dois órgãos para ampliar o acesso dos produtores rurais a crédito, regularização fundiária e políticas públicas.

Durante a agenda, foram anunciadas a liberação de crédito instalação e a assinatura de novos contratos de crédito para beneficiários da reforma agrária. Também houve a entrega de plantas e memoriais dos lotes dos Projetos de Assentamento Agrojuruá e João Ademir, medida que reforça o processo de organização e regularização das áreas.

As ações atingem diretamente famílias que dependem da produção rural e da agricultura familiar no município. Com o apoio institucional, a expectativa é ampliar as condições de investimento no campo, fortalecer a produção e criar um ambiente mais favorável ao desenvolvimento das comunidades assentadas.

A parceria entre prefeitura e Incra integra a estratégia de atendimento aos produtores locais e de incentivo à permanência das famílias no meio rural com mais acesso a instrumentos de apoio. A atuação conjunta também busca dar mais segurança aos assentados e consolidar iniciativas voltadas ao crescimento sustentável da atividade agrícola em Rodrigues Alves.

Bocalom defende produção, critica assistencialismo e cobra ação conjunta em infraestrutura e segurança no Acre

O ex-prefeito de Rio Branco Tião Bocalom afirmou, em entrevista ao podcast Bar do Vaz, que o Acre precisa trocar um modelo econômico baseado em dependência social por uma estratégia centrada na produção, na geração de emprego e na circulação de renda. Na conversa, ele também comentou problemas de infraestrutura urbana, segurança pública e a atuação política depois de deixar a prefeitura.

Ao tratar da economia do estado, Bocalom disse que o fortalecimento do setor produtivo é a principal saída para ampliar a renda e reduzir a dependência de programas sociais. Ele voltou a defender a proposta que resume como “produzir para empregar” e afirmou que o objetivo é criar condições para manter o trabalhador no campo com renda e atividade econômica.

No debate sobre o modelo de desenvolvimento do Acre, o ex-prefeito criticou políticas adotadas em gestões anteriores e disse que elas não conseguiram ampliar a autonomia financeira da população. Segundo ele, a prioridade deve ser criar ambiente para trabalho, produção e geração de riqueza local, em vez de manter a economia girando de forma limitada.

Bocalom também falou sobre os entraves da administração de Rio Branco e atribuiu parte das dificuldades da capital ao crescimento desordenado, com expansão de áreas ocupadas sem planejamento urbano. Ao responder a críticas sobre ruas e manutenção da cidade no fim da gestão, ele mencionou falhas estruturais em obras antigas de pavimentação e disse que a prefeitura investiu em maquinário próprio para tentar melhorar a capacidade de resposta.

Na área rural, afirmou que a manutenção de ramais e a solução de problemas de infraestrutura exigem cooperação entre governo do estado e prefeituras. Para ele, parte dos desafios do Acre não pode ser enfrentada de forma isolada por um único ente público.

Ao abordar segurança pública, Bocalom citou como exemplo o convênio entre a Prefeitura de Rio Branco e a Polícia Federal para uso de monitoramento por câmeras com identificação facial. Ele também comentou ações de assistência social e negou práticas de clientelismo político em períodos eleitorais, dizendo que sua atuação sempre foi baseada em compromisso de gestão.

No fim da entrevista, o ex-prefeito disse que pretende continuar participando do debate público no Acre e definiu sua trajetória política como uma missão de serviço. A fala reforça a tentativa de manter protagonismo no cenário estadual com discurso voltado para produção, gestão e segurança.

Fonte: AC24h