TRE-AC mantém locais de votação do primeiro turno para eleição de domingo

Os eleitores do Acre vão votar nos mesmos locais utilizados no primeiro turno das eleições de 2026. A confirmação foi feita pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), que informou não ter realizado nenhuma alteração nos locais de votação para o segundo turno, marcado para domingo, 25 de outubro.

A orientação vale para os 22 municípios acreanos. Quem compareceu às urnas no dia 4 de outubro deverá retornar ao mesmo endereço para escolher o próximo presidente da República e o governador do Acre.

O esclarecimento ocorre no momento em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os tribunais regionais reforçam o compromisso de divulgar informações atualizadas sobre os locais de votação em todo o país.

No Acre, o TRE explicou que eventuais mudanças dependem de situações que possam comprometer a segurança ou o acesso dos eleitores. Entre os fatores considerados estão problemas de acessibilidade, riscos climáticos, questões de segurança pública e condições das instalações utilizadas como locais de votação.

O tribunal informou ainda que os juízes eleitorais têm autonomia para determinar transferências emergenciais, inclusive no próprio dia da eleição, caso seja identificada alguma situação de risco. Até o momento, porém, nenhuma dessas medidas foi necessária no estado.

Apesar da manutenção dos locais, a Justiça Eleitoral orienta os eleitores a conferirem seus dados antes de sair de casa. A consulta pode ser feita pelo aplicativo e-Título, pelo sistema de Autoatendimento Eleitoral do TSE ou pelo Disque-Eleição, no número 148.

Com a confirmação do TRE-AC, permanecem válidos para o segundo turno os locais de votação utilizados no primeiro, sem necessidade de novo direcionamento dos eleitores.

Zequinha Lima reafirma apoio a Alan Rick no segundo turno e descarta mudar de lado

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, reafirmou nesta quarta-feira (14) seu apoio à candidatura do senador Alan Rick ao Governo do Acre no segundo turno das eleições. Em entrevista ao Grupo Integração, o prefeito negou rumores de que estaria negociando uma aproximação com a governadora Mailza Assis e garantiu que continuará trabalhando pela eleição do senador no próximo dia 25 de outubro.

“Eu sempre tive coerência. Onde entrei, os partidos e as forças políticas em que entrei, sempre entrei pela porta da frente e saí pela porta da frente. Não sou político de ficar saindo pela porta dos fundos, escondido das pessoas ou das lideranças políticas”, declarou.

Zequinha afirmou que as informações sobre uma possível mudança de posicionamento circularam sem que ele tivesse sido procurado para confirmar os rumores.

“A minha coerência não me permite, sob hipótese nenhuma, mudar o meu posicionamento político nessas eleições. O meu candidato ao Governo do Estado continua sendo o senador Alan Henrique. Isso não mudou absolutamente nada”, afirmou.

O prefeito também confirmou que mantém contato com Alan Rick e integrantes da coordenação da campanha para organizar as atividades políticas em Cruzeiro do Sul nesta reta final da disputa.

“Montamos as nossas estratégias, vamos começar esta semana a fazer as movimentações políticas. Tenho conversado com ele, tenho conversado com algumas pessoas da coordenação. Nosso trabalho vai continuar aqui”, disse.

Durante a entrevista, Zequinha criticou lideranças políticas que decidiram mudar de lado após o resultado do primeiro turno. Para ele, esse comportamento coloca em questão a coerência dos políticos diante dos eleitores.

“Eu fico imaginando que tipo de credibilidade essas pessoas têm perante a sociedade. Ou seja, eu vou para o lado que acho que tem poder, que pode me ajudar. Será que as pessoas acompanham essas lideranças? Acho que o mínimo que o político tem que ter é coerência e responsabilidade consigo e com as pessoas”, questionou.

O prefeito também contestou a avaliação de que a disputa pelo governo estadual já estaria decidida em favor de Mailza. Ele comparou o cenário à eleição municipal de 2024, quando, segundo relatou, adversários também consideravam antecipadamente a vitória garantida.

“Não existe eleição ganha antes do tempo. A eleição vai se dar no dia 25 de outubro e é nesse dia que o eleitor vai decidir. O eleitor é inteligente, é sábio, sabe o que quer para o futuro”, declarou.

Zequinha voltou a falar sobre os motivos que o levaram a romper politicamente com a candidatura governista. Segundo ele, conflitos internos no próprio partido e a atuação de lideranças da legenda contra sua administração foram determinantes para a decisão.

“O principal motivo foi político. Foram forças políticas de dentro do partido ao qual sou filiado trabalhando contra mim. Vi deputado estadual e deputado federal, do mesmo partido e da mesma base, me fritando a todo custo”, afirmou.

O prefeito revelou ainda que solicitou afastamento do partido até 31 de dezembro e que somente depois das eleições deverá avaliar sua situação partidária.

Na entrevista, Zequinha também afirmou que a decisão de apoiar Alan Rick prejudicou a relação institucional entre a Prefeitura de Cruzeiro do Sul e o Governo do Estado.

“A partir do momento em que tomei uma decisão política, muitas portas se fecharam para Cruzeiro do Sul pelo Governo do Estado. E quando vejo as portas se fechando para um município, vejo as portas se fechando para as pessoas”, declarou.

Apesar das divergências, o prefeito defendeu que o governo estadual mantenha a cooperação com os municípios independentemente das posições eleitorais de seus gestores.

Ao ser questionado novamente sobre a possibilidade de abandonar a candidatura de Alan Rick, Zequinha foi enfático:

“Risco nenhum. Eu sou dez, meu irmão. Sou dez e estamos trabalhando. Vamos trabalhar para que a gente possa ter um governador, para que a gente possa mudar um pouco, fazer as coisas diferentes do Governo do Estado.”

Gladson promete ir às ruas por Mailza e pede votos após derrota para o Senado

Cinco dias após ser derrotado na disputa pelo Senado, o ex-governador Gladson Cameli (PP) publicou um vídeo em suas redes sociais, nesta sexta-feira (9), pedindo votos para a governadora Mailza Assis (PP) no segundo turno das eleições. Na gravação, Gladson afirma que participará pessoalmente da campanha, com caminhadas e conversas com eleitores em diferentes municípios do Acre.

“Ainda não estou online, mas fiz questão de gravar essa mensagem para todos vocês, para que juntos possamos conversar com as pessoas, dialogar, conquistar mais um voto”, declarou o ex-governador no início da gravação.

Gladson também defendeu a continuidade da gestão iniciada por ele e atualmente conduzida por Mailza. “Sei que fizemos muito, mas podemos fazer mais ainda. Estamos no segundo turno. Faltam poucos dias para a grande vitória”, afirmou.

Ao convocar seus apoiadores, o ex-governador citou municípios de diferentes regiões do estado, de Assis Brasil a Marechal Thaumaturgo, e pediu a união dos eleitores em torno do número 11. Ele também garantiu que estará presente nas próximas atividades eleitorais.

“Eu estarei nessa campanha caminhando, conversando e dialogando”, disse Gladson, ao reafirmar sua confiança na candidatura de Mailza.

Na mensagem, Gladson também pediu apoio à médica Jéssica Sales (MDB), candidata a vice-governadora na chapa de Mailza, e encerrou a gravação convocando os eleitores a participar da campanha.

O vídeo representa uma nova manifestação pública do ex-governador desde a derrota nas urnas, no último domingo (4), quando terminou em terceiro lugar na disputa pelo Senado e não conquistou uma das duas vagas. Na quarta-feira (7), ele já havia publicado uma fotografia ao lado de Mailza e declarado apoio à reeleição da governadora.

Gladson deixou o governo do Acre em abril deste ano para concorrer ao Senado. Com sua saída, Mailza, então vice-governadora, assumiu o Executivo estadual. No primeiro turno, ela recebeu 49,76% dos votos válidos, contra 32,27% do senador Alan Rick (Republicanos), seu adversário na disputa marcada para 25 de outubro.

Flávio Bolsonaro reúne 14 governadores e recebe apoio de Augusto Cury para o segundo turno

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) reuniu 14 governadores eleitos e reeleitos em Brasília, nesta quinta-feira (8), em mais uma rodada de articulações para o segundo turno das eleições presidenciais. O senador também recebeu o apoio do escritor Augusto Cury, terceiro colocado na disputa do último domingo (4), e apresentou novas promessas durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais.

O encontro contou com representantes de partidos como PL, Republicanos, PP e MDB. Entre os participantes estava Sergio Moro (PL), eleito governador do Paraná. Ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, Moro deixou o governo em 2020 após acusar o então presidente de tentar interferir na Polícia Federal.

Outro participante foi Douglas Ruas (PL), que passou a ser considerado eleito governador do Rio de Janeiro após uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos).

Além do apoio dos governadores, Flávio Bolsonaro recebeu a adesão de Augusto Cury, que conquistou 2,89% dos votos válidos no primeiro turno da eleição presidencial. O escritor anunciou sua decisão após negociar uma carta de compromissos com o candidato do PL.

Entre as condições apresentadas por Cury estão o fim da reeleição presidencial, a alternância de poder, medidas de pacificação nacional, proteção às mulheres, valorização dos professores e ampliação do financiamento destinado aos microempreendedores.

O fim da reeleição também integra as propostas defendidas por Flávio Bolsonaro. O candidato já declarou que, caso vença a eleição, pretende encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta para acabar com a possibilidade de presidentes disputarem um segundo mandato consecutivo.

Na noite desta quinta-feira, Flávio realizou uma transmissão ao vivo nas redes sociais, adotando um formato semelhante ao utilizado semanalmente por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante a transmissão, o candidato negou que pretende encerrar o Bolsa Família caso seja eleito e prometeu conceder reajustes nas aposentadorias superiores à inflação.

“Vocês vão ter reajuste acima da inflação nas suas aposentadorias, que é uma coisa sagrada”, afirmou ao se dirigir aos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A movimentação ocorre na primeira semana de campanha do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Flávio Bolsonaro terminou a primeira votação com 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, recebeu 45,16%.

No Acre, a governadora Mailza Assis (PP), que disputa o segundo turno estadual contra Alan Rick (Republicanos), já declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro. A governadora participou, nesta semana, de articulações políticas em Brasília com integrantes do PL.

A eleição presidencial será decidida no mesmo dia em que os eleitores de sete unidades da Federação, incluindo o Acre, voltarão às urnas para escolher seus governadores.

Alan Rick busca ampliar alianças e convoca eleitores para segundo turno no Acre

O candidato ao Governo do Acre Alan Rick (Republicanos) iniciou a campanha do segundo turno com um chamado à união dos eleitores em torno de sua candidatura. Nesta terça-feira (6), o senador defendeu a ampliação do movimento político que o levou à segunda etapa da eleição e voltou a apresentar sua candidatura como alternativa de mudança no comando do Estado.

Alan enfrentará a governadora Mailza Assis (PP) no dia 25 de outubro. No primeiro turno, Mailza terminou na liderança, com 49,76% dos votos válidos, enquanto o candidato do Republicanos recebeu 32,27%.

Com a disputa reduzida a dois nomes, Alan tenta agora conquistar parte dos eleitores que votaram nos candidatos eliminados no primeiro turno. Tião Bocalom (PSDB), terceiro colocado, recebeu 10,22%, e Thor Dantas (PSB) terminou com 7,50%. Juntos, os dois concentraram uma parcela do eleitorado que passa a ser disputada pelas duas campanhas.

Desde a confirmação do segundo turno, Alan também intensificou as conversas em busca de novas alianças políticas nos municípios. Na noite da apuração, o candidato afirmou que a nova etapa representaria um reinício da disputa. “Agora, o jogo começa no 0 a 0 e a gente vai trabalhar para ter essa vitória no segundo turno”, declarou.

A movimentação ocorre enquanto Mailza também amplia sua base política. O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene (PP), que apoiou Bocalom no primeiro turno, anunciou adesão à candidatura da governadora na segunda-feira (5).

Com pouco menos de três semanas até a votação, as duas campanhas concentram esforços na conquista dos eleitores dos candidatos que ficaram fora da disputa. O segundo turno também terá divisão igualitária do tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, abrindo uma nova fase da campanha pelo Palácio Rio Branco.

Quem faltou ao primeiro turno pode votar normalmente no segundo turno

O eleitor que não compareceu às urnas no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4), poderá votar normalmente no segundo turno, marcado para 25 de outubro. A ausência na primeira etapa da votação não impede a participação na segunda, desde que o título eleitoral esteja regular.

Para a Justiça Eleitoral, cada turno é considerado uma eleição independente. Isso significa que o eleitor não precisa ter votado no primeiro turno, nem ter concluído a justificativa da ausência, para exercer o direito ao voto no segundo.

Quem deixou de votar no domingo tem até 3 de dezembro de 2026 para justificar a ausência no primeiro turno. O procedimento pode ser feito pelo aplicativo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral na internet ou presencialmente em um cartório eleitoral. Nos casos de justificativa após a eleição, é necessário apresentar documentação que comprove o motivo da ausência.

Caso o eleitor também não compareça ao segundo turno, será necessária uma nova justificativa específica para essa votação. O prazo referente ao segundo turno termina em 8 de janeiro de 2027.

A Justiça Eleitoral também estabelece que cada ausência conta separadamente. O eleitor que deixar de votar em três eleições consecutivas, considerando cada turno como uma eleição, e não justificar nem quitar as multas correspondentes poderá ter o título cancelado.

No Acre, onde a disputa pelo Governo do Estado seguirá para o segundo turno, os eleitores aptos poderão voltar às urnas em 25 de outubro mesmo que tenham faltado à votação do último domingo.