Alysson anuncia apoio a Mailza e entra na campanha do segundo turno

O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene (PP), declarou nesta segunda-feira (5) apoio à governadora Mailza Assis (PP) no segundo turno da eleição para o Governo do Acre. O anúncio foi feito durante um ato político na sede do Progressistas, em Rio Branco, um dia após a votação que colocou Mailza e Alan Rick (Republicanos) na disputa final pelo Palácio Rio Branco.

Alysson afirmou que participará diretamente da campanha e colocou a estrutura de seu grupo político na capital ao lado da candidatura de Mailza. No discurso, o prefeito relacionou a decisão à necessidade de manter uma parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Rio Branco.

“A partir de agora, o 11 que estava aqui no meu coração também estará na minha boca”, afirmou Alysson, ao assumir publicamente o número de campanha da governadora.

O prefeito também disse que pretende percorrer bairros e diferentes regiões de Rio Branco durante o segundo turno para pedir votos a Mailza. A capital é o maior colégio eleitoral do Acre e passa a ocupar posição central na estratégia das duas candidaturas nesta nova fase da campanha.

A definição de Alysson ocorre depois de Alan Rick anunciar que pretendia procurá-lo em busca de apoio. Após o encerramento do primeiro turno, o candidato do Republicanos lembrou que apoiou o atual prefeito na eleição municipal de 2024 e afirmou que buscaria uma conversa para tentar atraí-lo para sua campanha.

A movimentação de Alysson também repercute na posição do ex-prefeito Tião Bocalom (PSDB), terceiro colocado na eleição para governador. Antes do anúncio desta segunda-feira, Bocalom havia informado que conversaria primeiro com Alysson antes de definir seu posicionamento no segundo turno.

Mailza chegou ao segundo turno após terminar a primeira etapa da eleição com 49,76% dos votos válidos, enquanto Alan Rick recebeu cerca de 32,27%. Bocalom ficou na terceira posição, com pouco mais de 10%, tornando os apoios e a redistribuição dos votos dos candidatos eliminados um dos principais pontos da campanha até a votação do segundo turno.

Com a adesão de Alysson, Mailza passa a contar formalmente com o prefeito da maior cidade do estado em sua campanha. A disputa pelo Governo do Acre será decidida entre a governadora e Alan Rick no segundo turno.

Foto: Sérgio Vale/AC24h

Rio Branco mobiliza 350 trabalhadores para retirar resíduos eleitorais das ruas

A Prefeitura de Rio Branco iniciou nesta segunda-feira (5) uma força-tarefa para retirar das ruas materiais de campanha deixados após as eleições. A operação reúne 350 trabalhadores, distribuídos em 20 equipes, e deve continuar até sexta-feira (9).

A estimativa da Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade é recolher cerca de 10 toneladas de resíduos por dia. As equipes atuam em diferentes pontos da capital na retirada de papéis e outros materiais eleitorais espalhados por ruas e espaços públicos.

O prefeito Alysson Bestene acompanhou o início dos trabalhos e afirmou que a mobilização busca restabelecer a limpeza das áreas atingidas pelo descarte de material eleitoral.

“Passado o período eleitoral, agora é hora de cuidar da nossa cidade. Estamos mobilizando nossas equipes para fazer esse trabalho de limpeza e recolher os resíduos que ficaram nas ruas”, afirmou.

O secretário municipal de Cuidados com a Cidade, Tony Roque, informou que a divisão dos trabalhadores em 20 frentes foi adotada para ampliar a área atendida durante a semana.

“São 350 colaboradores, divididos em 20 equipes, e nossa previsão é recolher cerca de 10 toneladas de resíduos por dia. Vamos trabalhar durante toda a semana para que a cidade fique limpa e organizada novamente”, declarou.

A força-tarefa ocorre paralelamente ao serviço regular de limpeza urbana da capital e, nesta semana, concentra parte das equipes municipais na retirada dos materiais utilizados durante a campanha eleitoral.

Fuga de oito presos mobiliza forças de segurança em Tarauacá

Oito detentos fugiram da Unidade Penitenciária Moacir Prado, em Tarauacá, nesta segunda-feira (5), após romperem a parede de uma cela e conseguirem deixar a área do presídio. A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Penal e provocou o reforço das buscas no município.

Durante a vistoria realizada após a fuga, agentes encontraram um buraco aberto na parede da cela onde estavam os presos. Também foram identificados danos em estruturas de proteção da unidade, entre eles o rompimento de parte do arame utilizado na área de segurança.

O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) divulgou os nomes dos oito fugitivos: Adelcivome Azevedo de Oliveira, Carlos Tiago de Lima Izaias, Cristiano Souza Ferreira, David Batista da Costa, Mandesson Silva da Rocha, João Gomes da Cunha, Eduardo da Silva Lima e Elieuson Melo de Sousa.

Após a contagem dos internos e a confirmação das ausências, equipes iniciaram uma operação para localizar os detentos. Policiais penais de Cruzeiro do Sul também foram enviados para Tarauacá para reforçar as buscas.

A direção da unidade apura como os presos conseguiram abrir a passagem pela parede e superar as barreiras de segurança até alcançar a parte externa do presídio. O procedimento também deverá verificar se houve falhas estruturais ou operacionais que tenham facilitado a fuga.

As buscas seguem na região. A recomendação das forças de segurança é para que moradores não tentem abordar os fugitivos e comuniquem às autoridades qualquer informação que possa ajudar na localização dos presos.

Quem faltou ao primeiro turno pode votar normalmente no segundo turno

O eleitor que não compareceu às urnas no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4), poderá votar normalmente no segundo turno, marcado para 25 de outubro. A ausência na primeira etapa da votação não impede a participação na segunda, desde que o título eleitoral esteja regular.

Para a Justiça Eleitoral, cada turno é considerado uma eleição independente. Isso significa que o eleitor não precisa ter votado no primeiro turno, nem ter concluído a justificativa da ausência, para exercer o direito ao voto no segundo.

Quem deixou de votar no domingo tem até 3 de dezembro de 2026 para justificar a ausência no primeiro turno. O procedimento pode ser feito pelo aplicativo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral na internet ou presencialmente em um cartório eleitoral. Nos casos de justificativa após a eleição, é necessário apresentar documentação que comprove o motivo da ausência.

Caso o eleitor também não compareça ao segundo turno, será necessária uma nova justificativa específica para essa votação. O prazo referente ao segundo turno termina em 8 de janeiro de 2027.

A Justiça Eleitoral também estabelece que cada ausência conta separadamente. O eleitor que deixar de votar em três eleições consecutivas, considerando cada turno como uma eleição, e não justificar nem quitar as multas correspondentes poderá ter o título cancelado.

No Acre, onde a disputa pelo Governo do Estado seguirá para o segundo turno, os eleitores aptos poderão voltar às urnas em 25 de outubro mesmo que tenham faltado à votação do último domingo.

Perpétua Almeida critica ausência de mulheres na Aleac e promete mandato voltado a grandes causas

Eleita para o quinto mandato de deputada federal, Perpétua Almeida (PCdoB) afirmou nesta segunda-feira (5) que pretende retornar à Câmara dos Deputados com uma atuação concentrada em pautas sociais, agricultura familiar, geração de emprego, educação e desenvolvimento econômico. Ao comentar o resultado das eleições no Acre, a parlamentar também criticou a ausência de mulheres entre os 24 deputados estaduais eleitos para a próxima legislatura.

Ao falar sobre a nova vitória nas urnas, Perpétua tratou o resultado como parte de uma trajetória iniciada há mais de duas décadas na política acreana. Em duas eleições anteriores, ela chegou a ocupar a posição de deputada federal mais votada do estado.

“5ª vitória? Eu sou pentacampeã das urnas, não é?”, afirmou.

A deputada também disse que pretende manter sua identidade política durante o novo mandato. Filiada ao PCdoB, Perpétua afirmou que não pretende esconder sua posição ideológica e relacionou sua atuação à defesa de políticas voltadas principalmente à população de menor renda.

“É possível fazer política de mãos limpas. Sem medo de dizer que sou de esquerda. Todo mundo sabe, não adianta esconder”, declarou.

Entre as prioridades apresentadas por ela estão investimentos na agroindústria, bioindústria e pequenas e médias empresas. A proposta é ampliar o beneficiamento da produção dentro do próprio Acre, principalmente dos produtos ligados à agricultura familiar.

“Eu vou continuar falando, porque é a gente industrializar a produção dos pequenos, da agricultura familiar, de quem bota comida na nossa mesa”, disse.

Perpétua também citou universidades, institutos federais, políticas para a juventude e geração de empregos entre os temas que pretende levar novamente ao Congresso Nacional.

“As pessoas querem melhorar de vida é agora. E é com os nossos mandatos que a gente vai ajudar”, afirmou.

Um dos pontos da entrevista foi o resultado da disputa pela Assembleia Legislativa. Nenhuma mulher conseguiu uma das 24 cadeiras da Aleac nas eleições de 2026. Perpétua afirmou ter comemorado a reeleição do marido, o deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB), mas disse ter recebido com preocupação a composição exclusivamente masculina do Parlamento estadual.

“Eu confesso que quando eu vi o resultado da Assembleia Legislativa do Acre, eu fiquei muito feliz pela vitória do Edvaldo, meu marido, que é um militante de causas, militante de esquerda. Mas o fato de não ter nenhuma mulher ali, pelo amor de Deus, o que está acontecendo com o Acre?”, questionou.

A deputada relacionou a baixa representação feminina na política aos problemas enfrentados pelas mulheres no estado, entre eles a violência doméstica e o feminicídio.

“Logo o nosso Estado, campeão em feminicídio. Um Estado que todas as pesquisas dizem que não é seguro para as mulheres viver. Como é que é isso?”, disse.

Para Perpétua, o resultado precisa ser analisado por partidos e pela própria sociedade para identificar as razões que levaram a Assembleia Legislativa a ficar sem representação feminina na próxima legislatura.

“Em vez de a gente botar mais mulheres na Assembleia, para ajudar a gente superar esse desafio, a gente tira as mulheres que tem lá dentro e só bota homens”, afirmou.

Sobre os próximos quatro anos na Câmara, a parlamentar definiu a proposta de atuação como um mandato voltado às “grandes causas” e afirmou que pretende dar continuidade a projetos iniciados em períodos anteriores.

“Um mandato de grandes causas, de boas lutas, um mandato de dedicação, um mandato de entrega total. Para mim, política é isso. É olhar para quem precisa e trabalhar com eles”, declarou.

Perpétua citou como exemplos de ações apoiadas por seus mandatos as feiras destinadas a mulheres produtoras rurais e à agricultura familiar em Rio Branco. Segundo ela, cinco espaços tiveram participação de seu mandato na viabilização.

A deputada também mencionou projetos voltados à recuperação de jovens dependentes de drogas, investimentos em laboratórios de universidades e apoio à instalação de indústrias e pequenas unidades industriais no Acre.

“Quando eu vejo laboratórios nas universidades, quando eu vejo indústrias sendo construídas, inauguradas, mini-indústrias também, e sei que o meu mandato chegou lá, eu vou dar continuidade a esse trabalho, porque deu certo”, afirmou.

Fonte: Na Proa da Notícia

Acre será o único estado do país sem mulheres na Assembleia Legislativa em 2027

O Acre será o único estado brasileiro sem nenhuma mulher no Parlamento estadual a partir de 2027. As eleições deste domingo (4) definiram os 24 deputados que vão compor a próxima legislatura da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), e todas as vagas foram conquistadas por homens.

O resultado elimina a representação feminina atualmente existente na Casa. Hoje, três das 24 cadeiras são ocupadas por mulheres: Antonia Sales (MDB), Maria Antônia (PP) e Michelle Melo (União Brasil). As três disputaram a reeleição em 2026, mas ficaram fora da nova composição.

Com isso, a participação feminina na Aleac cairá de 12,5% para zero. A situação não se repete em nenhuma outra unidade da Federação. Nas demais Assembleias Legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal, pelo menos duas mulheres foram eleitas para a próxima legislatura.

No cenário nacional, 218 mulheres foram eleitas para as Assembleias estaduais e para a Câmara Legislativa do Distrito Federal, diante de 841 homens. São 1.059 cadeiras no total, com as mulheres ocupando 20,6% das vagas. No Acre, serão 24 homens e nenhuma mulher.

O Ceará terá a maior presença feminina proporcionalmente: 14 das 46 cadeiras serão ocupadas por mulheres, pouco mais de 30% da Assembleia. São Paulo terá o maior número absoluto, com 28 deputadas entre os 94 parlamentares eleitos.

A ausência de mulheres também representa uma mudança em relação à eleição de 2022, quando Antonia Sales, Maria Antônia e Michelle Melo garantiram três vagas. A partir da posse da nova legislatura, em 2027, a Aleac voltará a ter uma composição totalmente masculina, situação que não ocorria após uma eleição estadual no Acre desde 1994.

Edvaldo Magalhães é reeleito para sexto mandato na Assembleia Legislativa do Acre

O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) foi reeleito neste domingo (4) para mais quatro anos na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). Com 9.273 votos, o parlamentar garantiu o sexto mandato consecutivo no Legislativo estadual.

A votação mantém Edvaldo como o único representante do PCdoB entre os 24 deputados eleitos para a próxima legislatura. Dos 21 parlamentares que tentaram permanecer na Aleac nas eleições deste ano, 16 conseguiram a reeleição.

Professor e natural de Cruzeiro do Sul, Edvaldo construiu parte de sua trajetória política ligada ao movimento sindical. Antes de chegar à Assembleia, atuou no Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac). Também ocupou cargos no Executivo estadual, entre eles a Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis e a presidência do Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa).

No atual mandato, o deputado concentrou parte de sua atuação nas reivindicações dos servidores públicos. Entre as pautas defendidas estão a recomposição da tabela da Educação, com o retorno dos 10% retirados do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), a convocação de candidatos aprovados em cadastros de reserva e a revisão anual dos salários do funcionalismo estadual.

Edvaldo também participou dos debates envolvendo produtores rurais e comunidades tradicionais, principalmente nas discussões relacionadas a projetos de crédito de carbono. Na área produtiva, atuou ainda em pautas relacionadas à cafeicultura acreana e à aquisição de café industrializado no estado pelo poder público.

A eleição deste ano também terminou com outra vitória política para o PCdoB. Perpétua Almeida foi eleita deputada federal com 15,8 mil votos e retornará à Câmara dos Deputados. Durante a comemoração dos resultados, Edvaldo atribuiu as duas eleições à mobilização partidária e dos apoiadores.

“Mais uma vez, a militância do PCdoB, a militância da esquerda acreana, a militância da juventude militante faz história”, afirmou o deputado após a apuração.

Com a reeleição, Edvaldo inicia em 2027 seu sexto mandato na Aleac e permanece como um dos parlamentares mais longevos da atual composição do Legislativo acreano.