O candidato ao Governo do Acre Alan Rick (Republicanos) cumpriu agenda de campanha neste domingo (30) em Santa Rosa do Purus, onde inaugurou duas Casas 10, espaços de apoio à candidatura, visitou comerciantes e seguiu para a Aldeia Minas Gerais, do povo Huni Kuin. A programação também teve participação dos candidatos ao Senado Mara Rocha (Republicanos) e Sérgio Petecão (PSD).
Na chegada ao município, Alan foi recebido por apoiadores no aeroporto e percorreu ruas da cidade antes das inaugurações. As duas Casas 10 ficam na Rua Coronel José Ferreira, no bairro Cidade Nova, e passam a funcionar como pontos de mobilização da campanha no município.
Após os atos políticos, a comitiva seguiu para a Aldeia Minas Gerais. Durante a visita, Alan apresentou propostas voltadas às comunidades indígenas, com medidas nas áreas de abastecimento de água, saúde, educação, energia, conectividade e geração de renda.
Entre as propostas apresentadas está a ampliação de sistemas de abastecimento de água em comunidades isoladas. O candidato também defendeu parcerias com o governo federal para levar internet de alta velocidade e energia solar às aldeias, com possibilidade de ampliar serviços como telemedicina, educação a distância, emissão de documentos e comunicação em situações de emergência.
Na área da saúde, o plano inclui apoio ao transporte de pacientes em casos de urgência e ampliação do acesso a consultas, exames e procedimentos especializados. Para a educação indígena, a proposta prevê recuperação de escolas, formação de professores e produção de materiais interculturais e bilíngues.
Alan também afirmou que pretende criar ações para fortalecer a produção das comunidades, o artesanato e a comercialização de produtos indígenas. Outra proposta envolve mecanismos de remuneração pelos serviços ambientais prestados por povos tradicionais na conservação da floresta.
A agenda em Santa Rosa do Purus contou ainda com o candidato a vice-governador Rico Leite (Republicanos) e com candidatos a deputado federal da legenda. A passagem pelo município integra a programação de campanha de Alan Rick no interior do Acre.
O crescimento da produtividade agropecuária e a expansão econômica de estados do interior do Brasil passaram a integrar o debate eleitoral no Acre neste domingo (30), com a candidatura de Tião Bocalom (PSDB) ao governo estadual. O candidato relaciona o desempenho do setor rural em outras regiões do país ao programa “Produzir para Empregar”, que coloca o aumento da produção e a geração de empregos entre os principais eixos de sua campanha.
Entre 2002 e 2019, a produtividade da agropecuária brasileira cresceu 80,1%, enquanto o avanço foi de 10,3% no setor de serviços e de 5,4% na indústria. No conjunto da economia, a produtividade aumentou 18,7% no período.
A expansão ganhou força principalmente em áreas do Centro-Oeste e em novas fronteiras agrícolas. Estados como Piauí, Maranhão e Tocantins registraram crescimento expressivo da produtividade, enquanto Mato Grosso consolidou uma economia fortemente ligada à produção agropecuária e às atividades que se desenvolvem ao redor do setor.
O impacto econômico vai além das propriedades rurais. O aumento da produção amplia a procura por máquinas, insumos, transporte, armazenagem, crédito e assistência técnica. Depois da colheita, parte dessa movimentação chega ao comércio, aos serviços, à construção civil e às indústrias responsáveis pelo beneficiamento das matérias-primas.
É nesse encadeamento que Bocalom concentra parte de sua proposta para o Acre. O programa apresentado pelo candidato prevê investimentos em infraestrutura rural, mecanização, correção de solo, assistência técnica, crédito, armazenamento e beneficiamento da produção. A estratégia também prevê ampliar a industrialização dentro do estado para manter uma parcela maior da renda e dos empregos gerados pela atividade econômica.
O desempenho recente da economia acreana ampliou o espaço do setor rural nesse debate. Em 2023, o Produto Interno Bruto do Acre cresceu 14,7%, a maior alta entre as unidades da Federação naquele ano. O PIB estadual chegou a R$ 26,3 bilhões. O avanço da agropecuária, especialmente da produção de soja, teve participação importante no resultado, ao lado de atividades do setor de serviços.
A agropecuária também teve peso no desempenho nacional. Em 2023, o setor cresceu 16,3% no Brasil, acima da expansão registrada pelos serviços e pela indústria. Em 2025, voltou a apresentar alta expressiva, de 11,7%, enquanto o PIB brasileiro avançou 2,3%.
Na campanha acreana, Bocalom sustenta que o estado pode ampliar a produção rural sem depender apenas da abertura de novas áreas, com investimentos em tecnologia, recuperação de solos, mecanização e assistência aos produtores. Outra frente apresentada pelo candidato é aumentar o beneficiamento de alimentos e matérias-primas dentro do Acre.
A candidatura de Bocalom ao governo foi oficializada pelo PSDB no início de agosto. O programa “Produzir para Empregar” passou a concentrar as propostas econômicas da campanha, que defende maior participação da produção agropecuária na geração de renda e empregos no estado.
A Prefeitura de Feijó decretou neste domingo (30) três dias de luto pela morte de Verony da Costa Viana Silva, Antônio Carlos Parente da Silva e Nahyure Antonieta Gomes de Oliveira. Os três moradores do município morreram após uma colisão registrada durante a madrugada na BR-364, no trecho entre Tarauacá e Feijó, no interior do Acre.
O acidente ocorreu por volta das 4h20, no quilômetro 15 da rodovia, no sentido Tarauacá–Feijó. As vítimas estavam em motocicletas quando foram atingidas por um Jeep Renegade que trafegava no mesmo sentido. Antônio Carlos e Verony morreram no local.
Nahyure foi encontrada com vida e levada em estado grave para atendimento médico no Hospital Dr. Sansão Gomes, em Tarauacá. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu horas depois. Uma quarta pessoa envolvida na ocorrência também foi socorrida.
O motorista do Jeep permaneceu nas proximidades do local e foi preso pela Polícia Militar. Ele apresentava sinais aparentes de embriaguez e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais. As circunstâncias da colisão serão apuradas pelas autoridades.
Ao anunciar o luto, o prefeito Delegado Railson prestou solidariedade às famílias e aos amigos das vítimas. “Que Deus abençoe e conforte cada familiar e amigo neste momento de muita dor e sofrimento. Nossos irmãos deixarão saudades em nossos corações, cumpriram suas missões e, agora, descansam em paz”, afirmou.
A nota de pesar divulgada pela administração municipal também lamenta as três mortes e manifesta solidariedade aos familiares. O período de luto foi determinado em homenagem às vítimas do acidente.
O Festival da Farinha 2026 encerrou a programação com cerca de 40 mil pessoas no Complexo Esportivo do Aeroporto Velho, em Cruzeiro do Sul, e transformou um evento criado para valorizar a produção rural em uma das principais vitrines econômicas, culturais e políticas do Vale do Juruá. Realizada e executada pela Prefeitura, a festa ganhou dimensão ainda maior neste ano ao mobilizar milhares de pessoas, mais de 200 expositores e diferentes setores da economia local.
O resultado também fortalece politicamente a gestão do prefeito Zequinha Lima. A Prefeitura assumiu o protagonismo da organização e concentrou os principais investimentos para colocar a estrutura de pé. Um dos instrumentos para realização do festival destinou R$ 1,339 milhão à parceria com a Associação Comercial e Empresarial de Cruzeiro do Sul para estruturação e logística. Outro projeto, desenvolvido com o Sebrae, teve orçamento de R$ 250,3 mil para ações de estímulo à economia local, com participação financeira da Prefeitura e da entidade.
Nos principais instrumentos financeiros da realização do festival não aparece aporte direto do Governo do Estado. A participação estadual ocorreu por meio de serviços públicos, com presença de instituições como Polícia Militar e Corpo de Bombeiros na estrutura de segurança e apoio ao evento. Na prática, a condução administrativa, econômica e política da festa permaneceu concentrada no município e nos parceiros mobilizados pela Prefeitura.
Esse cenário amplia o peso político do Festival da Farinha. Diferentemente de uma programação sustentada pela estrutura financeira do governo estadual, Cruzeiro do Sul mostrou capacidade própria de organizar um evento de grande porte, contratar atrações nacionais, reunir produtores, comerciantes e empreendedores e levar dezenas de milhares de pessoas ao complexo em uma única noite.
A dimensão do público permite ainda uma comparação com a Expoacre 2026, em Rio Branco. Nas primeiras sete noites da feira estadual, a movimentação diária variou entre aproximadamente 34 mil e 51 mil visitantes. Os 40 mil registrados apenas no encerramento do Festival da Farinha colocam a festa de Cruzeiro do Sul dentro da mesma faixa de público diário alcançada pela maior feira organizada pelo Governo do Estado.
A comparação, porém, precisa considerar as proporções. A Expoacre teve programação mais longa e reuniu centenas de milhares de visitantes no acumulado das noites, número superior ao Festival da Farinha. O dado relevante para Cruzeiro do Sul está na capacidade de uma festa municipal realizada no interior alcançar, em uma única noite, movimento semelhante ao registrado em diferentes dias do principal evento estadual.
O impacto também vai além da quantidade de pessoas diante do palco. O Festival da Farinha foi estruturado para colocar produtores rurais, agricultores familiares, restaurantes, vendedores, artesãos, cooperativas e pequenos empresários no centro da programação. Hotéis, transporte, alimentação e comércio também recebem o fluxo gerado durante os dias de festa.
Na edição anterior, o festival movimentou quase R$ 3 milhões. O balanço financeiro de 2026 ainda não foi divulgado, mas o crescimento da estrutura, a participação de mais de 200 expositores e o público registrado reforçam a expectativa de nova movimentação expressiva na economia de Cruzeiro do Sul.
O componente social e cultural também ganhou espaço. A farinha, um dos produtos mais associados à identidade econômica do município, deixou de ser apenas elemento de exposição para funcionar como eixo de uma programação que conecta agricultores e consumidores. Durante a edição deste ano, o modo de fazer farinha também passou a integrar o patrimônio histórico e cultural de Cruzeiro do Sul.
A última noite teve como principal atração a cantora Klessinha, conhecida pelo repertório de romantismo e sofrência. Em sua primeira apresentação no município, ela levou ao palco músicas como “Quando Você Some”, “Sem Explicação” e “O Que É Amor Pra Você”.
“Estou muito feliz de estar aqui pela primeira vez. Espero que seja a primeira de muitas”, afirmou a cantora.
Klessinha também apresentou músicas do projeto “Sem Tirar de Dentro”, que reúne sucessos conhecidos pelo público e composições autorais. “Eu escolhi músicas a dedo, músicas que marcaram gerações e também músicas autorais. Reuni todas essas músicas de grande sucesso e coloquei no projeto. Isso fez com que a galera realmente cantasse do começo ao fim”, disse.
Para Zequinha Lima, o encerramento consolidou a dimensão alcançada pela edição de 2026. “Klessinha fecha o Festival da Farinha 2026 com chave de ouro”, afirmou o prefeito.
Com 40 mil pessoas apenas na última noite, o Festival da Farinha encerrou a edição deixando um resultado que ultrapassa o entretenimento. A festa reforçou a capacidade de mobilização da Prefeitura, abriu espaço para a produção rural e os pequenos negócios e colocou Cruzeiro do Sul em um patamar de público que, em escala diária, se aproxima dos números registrados pela Expoacre na capital. No cenário político, econômico e social do Acre, o evento amplia o protagonismo do município e da gestão responsável por sua realização.
A Prefeitura de Cruzeiro do Sul reservou um espaço para a literatura regional durante o 9º Festival da Farinha, realizado no município. O estande reúne 16 escritores do Vale do Juruá ao longo das noites do evento, com exposição e venda de livros e contato direto entre autores e visitantes.
A iniciativa faz parte da programação organizada pela Secretaria Municipal de Cultura e amplia a participação de manifestações culturais no festival, que também reúne gastronomia, música, tradições locais e produtos da região. No espaço literário, o público pode conhecer obras de diferentes gêneros e conversar com os responsáveis pelas publicações.
Parte dos livros apresentados aborda a história de Cruzeiro do Sul e de outros municípios do Vale do Juruá. Entre as produções está uma obra desenvolvida a partir de uma pesquisa de mestrado sobre a trajetória do Irmão José, produzida por um pesquisador cruzeirense. Os trabalhos também registram personagens, acontecimentos e aspectos da memória regional.
O secretário municipal de Cultura, Flávio Rosas, afirmou que a proposta foi criada para incorporar a produção literária à programação do festival. “Queremos mostrar que o Festival da Farinha também é espaço para a nossa literatura”, disse.
A adesão de 16 autores ficou acima da expectativa inicial da Secretaria Municipal de Cultura. A participação levou a gestão municipal a projetar a ampliação do estande nas próximas edições, com possibilidade de receber mais escritores do Juruá.
A inclusão da literatura na programação também cria uma vitrine para autores locais comercializarem suas obras e apresentarem ao público os processos de pesquisa e criação envolvidos nos livros. A intenção da prefeitura é manter a iniciativa e aumentar a participação dos escritores nos próximos festivais.
Fotos: Prefeitura de Cruzeiro do Sul
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