Alan Rick, candidato ao Governo do Acre pelo Republicanos, participou nesta quarta-feira (7), em Brasília, do anúncio de apoio do partido a Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Durante o discurso, ao lado de Alan, Flávio afirmou que “quem venceu foi a mudança”.
A mensagem também encontra força no resultado das urnas acreanas. No primeiro turno, os candidatos que disputaram o governo contra a candidata governista (PP) somaram 50,24% dos votos válidos.
Para Alan, que disputa o segundo turno, o resultado mostra que a maioria dos acreanos quer um novo governo para o Acre.
“A maioria dos acreanos mostrou nas urnas que quer mudança. Agora é hora de unir forças e transformar essa esperança em vitória. No Brasil, a mudança é Flávio Bolsonaro, com o 22. No Acre, é Alan, com o 10”, afirma Alan.
Durante o encontro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também chamou Alan de “meu governador”. Em seu discurso, Tarcísio afirmou que o compromisso do partido com Flávio vai além da eleição e inclui contribuir para que ele faça uma boa gestão.
“Esse time aqui, o time do Republicanos, agora é o seu time. É o time que vai te ajudar a fazer a diferença”, declarou Tarcísio.
O paradeiro político de Gladson Cameli virou uma pergunta inevitável depois das urnas de domingo.
Derrotado na disputa pelo Senado, o ex-governador praticamente desapareceu dos atos públicos justamente no momento em que sua principal aliada, Mailza Assis, iniciou a campanha do segundo turno para o Governo do Acre.
O silêncio chama atenção porque o próprio Gladson anunciou uma agenda diferente.
Na segunda-feira, em conversa com o jornalista Luis Carlos Moreira Jorge, o Crica, Gladson afirmou que estaria “de cabeça” na campanha de Mailza. Disse ainda que iria a Brasília para participar, ao lado da governadora, de uma conversa com a direção nacional do Progressistas. Depois, seguiria para Manaus para encontrar a família e, na sequência, retornaria a Rio Branco para entrar na campanha do segundo turno.
Mas, até agora, pelo menos publicamente, Gladson não apareceu.
Não foi visto ao lado de Mailza nas primeiras movimentações depois do resultado eleitoral. Também não apareceu nas imagens divulgadas da agenda política da governadora em Brasília.
Na terça-feira, 6, Mailza participou na capital federal da reunião da Federação União Progressista que decidiu formalizar o apoio do PP e do União Brasil a Flávio Bolsonaro no segundo turno presidencial. Estavam presentes dirigentes nacionais das duas legendas, entre eles Ciro Nogueira e Antonio Rueda. Nas reportagens e imagens divulgadas sobre o encontro, Gladson não aparece.
Nesta quarta-feira, 7, Mailza voltou a aparecer ao lado de Flávio Bolsonaro em Brasília durante a formalização pública da aliança. Mais uma vez, não há registro divulgado da presença de Gladson.
A ausência ganha ainda mais peso diante do tamanho do revés eleitoral sofrido pelo ex-governador.
Em 2022, Gladson foi reeleito governador do Acre no primeiro turno com 242.100 votos, ou 56,75% dos votos válidos. Quatro anos depois, deixou o governo para disputar o Senado e terminou apenas na terceira colocação, com 145.244 votos, atrás de Márcio Bittar e Mara Rocha.
São quase 97 mil votos nominais a menos em relação à eleição anterior. É verdade que são disputas diferentes — governador e Senado têm sistemas de votação distintos e, em 2026, cada eleitor pôde escolher dois candidatos ao Senado —, portanto a comparação não pode ser feita de maneira automática. Ainda assim, o resultado coloca uma questão política que até poucos meses atrás parecia improvável: qual é hoje o tamanho real da força eleitoral de Gladson Cameli?
Na sexta-feira anterior à eleição, ele ainda estava nas ruas ao lado de Mailza, participando do ato “Abraça Mailza”, na Baixada da Sobral. Na ocasião, falava em vitória e dizia viver o “calor humano” da campanha.
Vieram as urnas. Gladson perdeu. E, desde então, sua presença pública diminuiu drasticamente.
Há ainda outro detalhe que alimenta as perguntas nos bastidores. Na manhã de segunda-feira, um jatinho foi visto deixando Rio Branco com destino a Manaus. Não há confirmação sobre quem estava a bordo, muito menos de que Gladson fosse passageiro. Mas a coincidência desperta curiosidade porque Manaus era justamente o destino anunciado pelo próprio ex-governador ao Blog do Crica para encontrar familiares.
Gladson antecipou a viagem para Manaus? Foi ele quem deixou Rio Branco naquela manhã? Chegou a passar por Brasília como havia anunciado? Se passou, por que não apareceu ao lado de Mailza na reunião partidária?
Até aqui, são perguntas sem resposta pública.
Mais importante do que especular sobre a vida pessoal do ex-governador é observar o significado político de seu silêncio. Gladson deixou o Palácio Rio Branco em abril com a expectativa de conquistar uma cadeira no Senado. Foi durante anos o principal nome do grupo que atualmente governa o Acre e participou ativamente da construção da candidatura de Mailza.
Agora, justamente quando Mailza enfrenta o momento mais decisivo de sua trajetória eleitoral, seu principal padrinho político ainda não apareceu publicamente ao seu lado depois do primeiro turno.
Pode ser apenas uma pausa depois de uma campanha desgastante. Pode ser uma agenda familiar, como o próprio Gladson anunciou. Pode ser também uma reorganização política depois de uma derrota que mudou seu lugar no tabuleiro acreano.
Rio Branco vai incorporar 20 ônibus Apache VIP VI, modelo 2027, ao sistema de transporte coletivo da capital. Os veículos fazem parte do lote de 80 ônibus zero quilômetro adquirido para renovação da frota, que passará a operar com 120 coletivos.
Um dos novos ônibus foi apresentado na noite desta terça-feira (6), no Via Verde Shopping. O veículo integra a nova geração produzida pela Caio e está entre as primeiras unidades do modelo comercializadas no país.
Dos 80 ônibus zero quilômetro destinados ao sistema municipal, 60 são do modelo Apache VIP V e outros 20 são Apache VIP VI, versão 2027.
Os novos coletivos possuem ar-condicionado, entradas USB para carregamento de celulares, recursos de acessibilidade e monitoramento por GPS. O sistema permitirá acompanhar a operação dos veículos e auxiliar no controle dos horários das linhas.
O prefeito Alysson Bestene afirmou que a incorporação dos ônibus dará continuidade ao processo de renovação do transporte público da capital.
“Uma nova história do transporte coletivo já começou em Rio Branco”, declarou.
A previsão é que os 20 novos veículos sejam colocados gradualmente em circulação nas linhas da cidade. Com a incorporação de todo o lote, 80 dos 120 ônibus disponíveis para a operação do sistema serão veículos zero quilômetro.
A renovação ocorre após mudanças realizadas nos últimos meses no transporte coletivo de Rio Branco, com ampliação da frota e substituição de veículos utilizados nas linhas urbanas.
Dois vendedores do Mercado do Peixe de Cruzeiro do Sul foram afastados por tempo indeterminado após serem identificados em um vídeo envolvendo uma mulher em situação de rua. O episódio, que circulou pelas redes sociais, também levou a Vigilância Sanitária Municipal a intensificar, nesta quarta-feira (7), a fiscalização e as orientações no local.
A Associação dos Vendedores de Pescado informou que os dois comerciantes foram retirados das atividades enquanto o caso é apurado. A entidade também iniciou uma investigação interna para verificar se outras pessoas participaram do episódio registrado nas imagens.
Durante a ação realizada no mercado, equipes da Vigilância Sanitária vistoriaram todos os boxes de venda de pescado. A fiscalização verificou as condições de higiene, armazenamento, conservação e manipulação dos produtos.
Os comerciantes receberam orientações sobre as normas sanitárias exigidas para o funcionamento dos boxes. Caso tenham sido encontradas irregularidades, os responsáveis deverão fazer as adequações dentro dos prazos estabelecidos pela fiscalização.
A coordenadora da Vigilância Sanitária de Cruzeiro do Sul, Nazaré Dantas, afirmou que o trabalho busca impedir a comercialização de pescado sem condições adequadas de consumo.
“Nosso objetivo é garantir que as pessoas consumam um produto de qualidade. O peixe impróprio para consumo não pode ser vendido no local”, afirmou.
A fiscalização ocorre após a repercussão do vídeo nas redes sociais e amplia a atenção sobre as condições de funcionamento do Mercado do Peixe, um dos principais pontos de comercialização de pescado em Cruzeiro do Sul.
Cesário Braga assumiu a presidência do Partido dos Trabalhadores (PT) no Acre e terá como primeira tarefa no comando da legenda organizar a mobilização estadual para o segundo turno da eleição presidencial. A mudança ocorre após a renúncia do vereador André Kamai e faz parte de um acordo construído entre as forças internas do partido durante o Processo de Eleições Diretas (PED).
Candidato a deputado estadual no primeiro turno, Cesário não conseguiu uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). Encerrada a disputa proporcional, ele passa a comandar a estratégia petista no estado na reta final da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Cesário afirmou que o partido não pretende abrir agora uma discussão sobre o desempenho obtido nas urnas. A avaliação das candidaturas, dos resultados e das estratégias utilizadas durante o primeiro turno deverá ficar para depois da disputa presidencial.
“O momento não é de fazer avaliações. Elas devem ser feitas na hora oportuna, com serenidade e responsabilidade. Agora, nossa meta é ajudar o presidente Lula nessa disputa”, afirmou Cesário.
A orientação da nova direção é concentrar os esforços na campanha presidencial e reunir dirigentes, candidatos, militantes e apoiadores para as atividades do segundo turno. A direção estadual deverá definir nos próximos dias uma agenda de mobilizações e ações de campanha no Acre.
“A eleição ainda não terminou. Temos uma nova etapa pela frente e precisamos estar concentrados nela. Vamos organizar o partido, dialogar com a sociedade e fazer a nossa parte nessa disputa”, disse o novo presidente estadual.
Cesário assume o partido depois da saída de André Kamai, que apresentou carta de renúncia à Presidência do Diretório Regional. Kamai explicou que a mudança cumpre um acordo firmado durante o PED, pelo qual caberia a ele conduzir o PT acreano durante a preparação e o primeiro turno das eleições de 2026.
“Considero, portanto, cumprida a missão que me foi confiada e, honrando a palavra e o acordo firmado entre as forças partidárias no PED, deixo a Presidência do Diretório Regional”, declarou Kamai.
Ao deixar o cargo, Kamai apresentou um balanço do desempenho eleitoral do partido. Lula recebeu 134.770 votos no Acre no primeiro turno, enquanto Jorge Viana alcançou 124.063 votos na disputa pelo Senado.
Nas eleições proporcionais, os candidatos petistas somaram 17.950 votos nominais para deputado estadual e 23.499 para deputado federal. Incluídos os votos de legenda, o PT chegou a 21.681 votos para estadual e 25.006 para federal. Segundo os números apresentados pelo ex-presidente, houve crescimento de 20,6% na votação estadual e de 22,1% na federal em comparação com 2022.
O PT também respondeu pela maior parte da votação da Federação Brasil da Esperança no Acre. Na disputa para a Assembleia Legislativa, foram 21.681 votos petistas de um total de 32.281 obtidos pela federação, equivalente a 67,2%. Para a Câmara dos Deputados, o PT teve 25.006 dos 46.510 votos da federação, ou 53,8%.
A Federação Brasil da Esperança elegeu Edvaldo Magalhães para mais um mandato de deputado estadual e Perpétua Almeida para a Câmara dos Deputados.
Kamai permanecerá no Diretório Regional do PT e na Executiva Municipal da legenda em Rio Branco. Vereador da capital, ele também continuará como líder da bancada petista na Câmara Municipal e informou que seguirá atuando na campanha de Lula durante o segundo turno.
“Deixo a Presidência, mas não a direção nem as tarefas do partido”, afirmou.
A senadora eleita Mara Rocha (Republicanos) assumiu a coordenação da campanha de Alan Rick (Republicanos) para o segundo turno da disputa pelo Governo do Acre. A mudança foi definida nesta quarta-feira (7), durante uma reunião com lideranças políticas e representantes dos partidos que apoiam a candidatura.
Com a nova organização, a campanha pretende concentrar a reta final na apresentação de propostas para áreas como saúde, educação e infraestrutura, além de ampliar a mobilização nos municípios. Mara Rocha também ficará à frente da articulação política entre os diferentes grupos que integram a aliança de Alan Rick.
“A ideia é fazer com que a população veja realmente que nós temos um projeto para desenvolver o Acre”, afirmou Mara ao comentar a estratégia para o segundo turno.
Participaram da reunião o senador Sérgio Petecão (PSD), o candidato a vice-governador Ricardo Leite (Republicanos), o ex-prefeito de Sena Madureira Jairo Cassiano, além de deputados estaduais, vereadores e representantes de municípios do interior.
Alan Rick não participou presencialmente do encontro porque cumpria agenda em Brasília, mas acompanhou as definições da equipe. A reorganização ocorre no início de uma nova fase da campanha, quando o candidato busca ampliar alianças e conquistar eleitores que apoiaram outras candidaturas no primeiro turno.
Alan Rick enfrenta Mailza Assis (PP) no segundo turno da eleição para o Governo do Acre, marcado para 25 de outubro.
O deputado federal André Janones (Rede-MG) ampliou a mobilização digital em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e levou o canal “Exército de Lula”, no WhatsApp, de cerca de 50 mil para mais de 1 milhão de seguidores em dois dias. A iniciativa ganhou força após o primeiro turno da eleição presidencial, vencido por Flávio Bolsonaro (PL).
O canal passou a funcionar como uma central de distribuição de conteúdos e orientações para apoiadores de Lula durante o segundo turno. Janones publica áudios, vídeos e mensagens e orienta os participantes a ampliar o alcance das publicações em grupos de WhatsApp e outras redes sociais.
Uma das estratégias adotadas é pedir que cada integrante convide novos participantes para o canal. O deputado também defende uma atuação coordenada de influenciadores, parlamentares e militantes para disputar espaço com grupos ligados à direita nas plataformas digitais.
Janones já havia assumido papel semelhante durante a campanha presidencial de 2022, quando participou da estratégia de comunicação digital de Lula. Agora, após ser reeleito deputado federal, voltou a concentrar sua atuação na organização das redes durante as semanas que antecedem o segundo turno.
A movimentação ocorre enquanto a campanha de Lula reorganiza sua estratégia digital após o resultado do primeiro turno. Além da iniciativa de Janones, nomes com forte presença nas redes sociais foram chamados para ampliar a mobilização pela candidatura petista e tentar reduzir a vantagem obtida por Flávio Bolsonaro na primeira votação.
A aliança entre a governadora Mailza Assis (PP) e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ganhou novo capítulo nesta quarta-feira (7), em Brasília. Durante a formalização do apoio da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, à candidatura presidencial do PL, Flávio agradeceu publicamente o apoio da governadora, enquanto dirigentes partidários reforçaram o alinhamento do PL com Mailza na disputa pelo Governo do Acre.
Mailza participou do ato ao lado de Flávio e reafirmou o apoio que mantém ao candidato desde o primeiro turno. Ao mencionar o desempenho do presidenciável no Acre, a governadora afirmou que Flávio venceu em todos os municípios do estado e recebeu mais de 64% dos votos válidos.
“Nós ganhamos no Acre, Flávio, em todas as cidades. Você teve 64% dos votos, então o Acre é Bolsonaro, é Flávio”, declarou Mailza.
Flávio respondeu agradecendo o apoio da governadora e fez referência ao peso eleitoral dos aliados nesta etapa da campanha. “Obrigado, Mailza. Eu tô contando muito com quem tem voto”, afirmou.
O movimento em Brasília também tem reflexos na disputa estadual. O apoio do PL à reeleição de Mailza foi citado por lideranças da União Progressista durante as articulações nacionais para o segundo turno. No Acre, o PL já integra a coligação que sustenta a candidatura da governadora.
Mailza terminou o primeiro turno na liderança da disputa estadual, com 218.760 votos, o equivalente a 49,76% dos votos válidos. Ela enfrentará Alan Rick (Republicanos) no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Outro número passou a integrar o debate político após a votação. Mesmo sem candidato do PL registrado para o Governo do Acre, 19.428 eleitores digitaram o número 22 na urna. Esses votos foram considerados nulos pela Justiça Eleitoral. O dado passou a ser explorado por aliados da governadora como demonstração do tamanho do eleitorado identificado com o PL e com o bolsonarismo no estado, agora disputado pelas campanhas na segunda rodada.
A aproximação funciona nos dois sentidos. Mailza busca mobilizar no Acre o eleitorado que deu ampla vantagem a Flávio Bolsonaro no primeiro turno presidencial, enquanto o candidato do PL recebe o apoio da estrutura política do PP e do União Brasil no estado.
No cenário nacional, Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também disputam a Presidência no segundo turno de 25 de outubro. Flávio terminou a primeira votação com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%.
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