Após ato no Horto Florestal, apoiadores de Lula farão nova mobilização neste domingo no Lago do Amor

Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizarão uma nova mobilização neste domingo (11), a partir das 15h, no Lago do Amor, em Rio Branco. O ato faz parte das atividades de campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, quando Lula enfrentará Flávio Bolsonaro (PL).

A nova concentração acontece após a mobilização “Sextou com Lula”, realizada na tarde de sexta-feira (9), na rotatória do Horto Florestal. Com bandeiras, camisetas vermelhas e materiais de campanha, militantes ocuparam o espaço para marcar o início das atividades de rua do segundo turno na capital acreana.

As mobilizações são articuladas pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, em conjunto com partidos aliados. A estratégia para esta etapa da eleição inclui ampliar o contato direto com os eleitores, intensificar a presença nas redes sociais e buscar votos entre os indecisos.

Na última quinta-feira (8), dirigentes partidários e lideranças políticas se reuniram na sede estadual do PT para organizar as atividades. Entre os participantes estava o médico Thor Dantas (PSB), que disputou o governo do Acre no primeiro turno.

No cenário nacional, Lula busca reverter a vantagem obtida por Flávio Bolsonaro na primeira votação. O candidato do PL recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente alcançou 45,15%.

O encontro deste domingo no Lago do Amor será a segunda mobilização de rua da campanha pró-Lula em Rio Branco desde o primeiro turno.

Gleici diz que sua vida mudou antes do BBB e defende programas sociais ao reafirmar voto em Lula

A acreana Gleici Damasceno, campeã do Big Brother Brasil 2018, usou as redes sociais nesta sexta-feira (9) para responder às críticas recebidas após declarar apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em um vídeo, ela relembrou a infância na zona rural do Acre e afirmou que sua trajetória de superação começou muito antes da participação no reality show, graças ao acesso à energia elétrica, à educação e a programas sociais.

A manifestação ocorreu depois que internautas atribuíram sua ascensão financeira exclusivamente à vitória no programa da TV Globo. Gleici contestou os comentários e contou que, durante a infância, sua família viveu em uma comunidade rural sem eletricidade.

“Só venceu na vida por causa do BBB. Esta foi a frase que eu mais li na postagem que eu fiz falando que eu voto no Lula. Queria tanto que essa tivesse sido minha única batalha na vida, mas não foi”, declarou.

A ex-BBB lembrou que a chegada do programa Luz para Todos representou uma mudança nas condições de vida de sua família e de outros moradores da região.

“Eu cresci na zona rural do Acre. Lá não tinha energia elétrica. Eu vi o Luz para Todos chegar na minha casa e vi as pessoas muito felizes, com dignidade. E isso é vencer na vida para muita gente”, afirmou.

Gleici também falou sobre as dificuldades enfrentadas pela mãe, que trabalhou como empregada doméstica para sustentar os filhos. Segundo ela, o Bolsa Família ajudava a complementar a renda familiar e permitia a compra de materiais escolares.

A acreana recordou ainda que foi a primeira pessoa da família a ingressar no ensino superior, por meio do Programa Universidade para Todos (Prouni). Para ela, a conquista representou uma transformação em sua vida antes mesmo da exposição nacional conquistada em 2018.

“Vencer na vida também, acho que essa foi a minha maior vitória, foi quando eu consegui ser a primeira da minha família a entrar numa faculdade, através do Prouni”, contou.

Ao responder aos críticos, Gleici reconheceu que a participação no BBB ampliou suas oportunidades profissionais e financeiras, mas argumentou que já havia conquistado espaço no mercado de trabalho e avançado nos estudos antes de entrar no programa.

“Eu já estava avançando na vida, eu estava ascendendo na vida, eu estava com um trabalho bom, eu estava estudando. O BBB passou ali pela minha vida, obviamente, e eu consegui ascender mesmo, de uma vez por todas”, afirmou.

A vencedora do reality também rejeitou a interpretação de que seu apoio ao presidente seria uma demonstração de gratidão pessoal. Segundo ela, garantir acesso à educação e a condições básicas de vida é uma responsabilidade do poder público.

“Não é que aí você tá votando por gratidão. Isso é obrigação do governo”, declarou.

Gleici encerrou a manifestação com uma crítica à ideia de que sucesso pessoal deve ser medido apenas pela riqueza ou pela fama. Ela defendeu que as políticas públicas precisam alcançar principalmente a população de baixa renda.

“O nosso país é muito desigual, profundamente desigual, e a gente ainda precisa trabalhar muito para que todo mundo tenha equidade. Ainda tem gente precisando de comida na mesa, ainda tem gente precisando de oportunidade para estudar”, afirmou.

A manifestação ocorre durante a campanha do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro, quando Lula enfrenta Flávio Bolsonaro (PL). Gleici já havia anunciado publicamente seu voto no petista no dia 2 de outubro, antes do primeiro turno das eleições.

Lula promete fim da escala 6×1 sem redução de salário e defende investimentos públicos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, voltou a defender o fim da escala de trabalho 6×1 e afirmou, nesta quinta-feira (8), em Brasília, que pretende garantir aos trabalhadores brasileiros dois dias de descanso por semana, sem redução salarial. A declaração ocorreu durante um pronunciamento à imprensa, após reuniões com a coordenação de sua campanha eleitoral.

“Vamos conseguir aprovar uma lei que garanta ao trabalhador o direito de ficar dois dias em casa e trabalhar cinco dias”, afirmou Lula, ao manifestar confiança no avanço da proposta que tramita no Congresso Nacional.

A mudança na jornada de trabalho está em discussão no Senado por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O texto passou pela terceira sessão de discussão no plenário, restando outras duas etapas dessa natureza antes de poder ser submetido à votação.

Atualmente, a escala 6×1 permite que empregados trabalhem seis dias consecutivos, com um dia de descanso. A proposta defendida por Lula pretende estabelecer uma jornada de cinco dias de trabalho e dois de folga, preservando a remuneração.

Além de abordar os direitos trabalhistas, o presidente aproveitou o pronunciamento para criticar as propostas econômicas de seu adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), especialmente a defesa de cortes nas despesas públicas.

Lula afirmou que políticas de redução de gastos podem atingir diretamente programas sociais e serviços utilizados pela população de menor renda. Como exemplo, citou as reduções orçamentárias de 59% no Farmácia Popular e de 50% no Mais Médicos, que, segundo ele, encontrou ao iniciar seu terceiro mandato presidencial.

O candidato petista também defendeu a manutenção da política de valorização do salário mínimo acima da inflação, incluindo seus efeitos sobre os benefícios previdenciários. Para Lula, medidas de ajuste fiscal não devem comprometer os rendimentos dos trabalhadores e aposentados.

Na área econômica, o presidente contestou a ideia de que a redução dos investimentos seja o principal caminho para controlar o endividamento público. Ele defendeu a aplicação de recursos federais na construção de rodovias, ferrovias, hidrelétricas e outras obras de infraestrutura.

Segundo Lula, os investimentos em obras públicas ampliam o patrimônio nacional, movimentam a atividade econômica e podem contribuir para a redução da dívida por meio do crescimento da economia.

As declarações ocorreram em meio à disputa presidencial de segundo turno, na qual Lula e Flávio Bolsonaro apresentam propostas distintas para a condução da economia. Enquanto o candidato petista defende investimentos públicos e a ampliação de direitos trabalhistas, o presidente atribuiu ao adversário uma agenda voltada à contenção das despesas governamentais.

O fim da escala 6×1, contudo, ainda depende de aprovação no Congresso Nacional. A eventual mudança na Constituição precisará cumprir as etapas de votação exigidas para uma PEC antes de entrar em vigor.

Cesário Braga assume PT no Acre e prioriza campanha de Lula no segundo turno

Cesário Braga assumiu a presidência do Partido dos Trabalhadores (PT) no Acre e terá como primeira tarefa no comando da legenda organizar a mobilização estadual para o segundo turno da eleição presidencial. A mudança ocorre após a renúncia do vereador André Kamai e faz parte de um acordo construído entre as forças internas do partido durante o Processo de Eleições Diretas (PED).

Candidato a deputado estadual no primeiro turno, Cesário não conseguiu uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). Encerrada a disputa proporcional, ele passa a comandar a estratégia petista no estado na reta final da eleição presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Cesário afirmou que o partido não pretende abrir agora uma discussão sobre o desempenho obtido nas urnas. A avaliação das candidaturas, dos resultados e das estratégias utilizadas durante o primeiro turno deverá ficar para depois da disputa presidencial.

“O momento não é de fazer avaliações. Elas devem ser feitas na hora oportuna, com serenidade e responsabilidade. Agora, nossa meta é ajudar o presidente Lula nessa disputa”, afirmou Cesário.

A orientação da nova direção é concentrar os esforços na campanha presidencial e reunir dirigentes, candidatos, militantes e apoiadores para as atividades do segundo turno. A direção estadual deverá definir nos próximos dias uma agenda de mobilizações e ações de campanha no Acre.

“A eleição ainda não terminou. Temos uma nova etapa pela frente e precisamos estar concentrados nela. Vamos organizar o partido, dialogar com a sociedade e fazer a nossa parte nessa disputa”, disse o novo presidente estadual.

Cesário assume o partido depois da saída de André Kamai, que apresentou carta de renúncia à Presidência do Diretório Regional. Kamai explicou que a mudança cumpre um acordo firmado durante o PED, pelo qual caberia a ele conduzir o PT acreano durante a preparação e o primeiro turno das eleições de 2026.

“Considero, portanto, cumprida a missão que me foi confiada e, honrando a palavra e o acordo firmado entre as forças partidárias no PED, deixo a Presidência do Diretório Regional”, declarou Kamai.

Ao deixar o cargo, Kamai apresentou um balanço do desempenho eleitoral do partido. Lula recebeu 134.770 votos no Acre no primeiro turno, enquanto Jorge Viana alcançou 124.063 votos na disputa pelo Senado.

Nas eleições proporcionais, os candidatos petistas somaram 17.950 votos nominais para deputado estadual e 23.499 para deputado federal. Incluídos os votos de legenda, o PT chegou a 21.681 votos para estadual e 25.006 para federal. Segundo os números apresentados pelo ex-presidente, houve crescimento de 20,6% na votação estadual e de 22,1% na federal em comparação com 2022.

O PT também respondeu pela maior parte da votação da Federação Brasil da Esperança no Acre. Na disputa para a Assembleia Legislativa, foram 21.681 votos petistas de um total de 32.281 obtidos pela federação, equivalente a 67,2%. Para a Câmara dos Deputados, o PT teve 25.006 dos 46.510 votos da federação, ou 53,8%.

A Federação Brasil da Esperança elegeu Edvaldo Magalhães para mais um mandato de deputado estadual e Perpétua Almeida para a Câmara dos Deputados.

Kamai permanecerá no Diretório Regional do PT e na Executiva Municipal da legenda em Rio Branco. Vereador da capital, ele também continuará como líder da bancada petista na Câmara Municipal e informou que seguirá atuando na campanha de Lula durante o segundo turno.

“Deixo a Presidência, mas não a direção nem as tarefas do partido”, afirmou.

Canal de Janones reúne mais de 1 milhão no WhatsApp para campanha de Lula

O deputado federal André Janones (Rede-MG) ampliou a mobilização digital em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e levou o canal “Exército de Lula”, no WhatsApp, de cerca de 50 mil para mais de 1 milhão de seguidores em dois dias. A iniciativa ganhou força após o primeiro turno da eleição presidencial, vencido por Flávio Bolsonaro (PL).

O canal passou a funcionar como uma central de distribuição de conteúdos e orientações para apoiadores de Lula durante o segundo turno. Janones publica áudios, vídeos e mensagens e orienta os participantes a ampliar o alcance das publicações em grupos de WhatsApp e outras redes sociais.

Uma das estratégias adotadas é pedir que cada integrante convide novos participantes para o canal. O deputado também defende uma atuação coordenada de influenciadores, parlamentares e militantes para disputar espaço com grupos ligados à direita nas plataformas digitais.

Janones já havia assumido papel semelhante durante a campanha presidencial de 2022, quando participou da estratégia de comunicação digital de Lula. Agora, após ser reeleito deputado federal, voltou a concentrar sua atuação na organização das redes durante as semanas que antecedem o segundo turno.

A movimentação ocorre enquanto a campanha de Lula reorganiza sua estratégia digital após o resultado do primeiro turno. Além da iniciativa de Janones, nomes com forte presença nas redes sociais foram chamados para ampliar a mobilização pela candidatura petista e tentar reduzir a vantagem obtida por Flávio Bolsonaro na primeira votação.

Cesário Braga reúne apoiadores em ato pró-Lula na Praça Povos da Floresta

O candidato a deputado estadual Cesário Braga (PT) reuniu militantes e apoiadores na noite de sexta-feira (25), na Praça Povos da Floresta, em Rio Branco, durante uma mobilização de campanha em apoio à sua candidatura e à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Batizado de “Sextou com Lula e Cesário”, o ato contou com participantes vestidos de vermelho, bandeiras e manifestações de apoio às duas candidaturas. A programação havia sido organizada como um bandeiraço e terminou com discursos no local.

Durante a mobilização, Cesário Braga falou sobre a reta final da campanha eleitoral e defendeu a continuidade das políticas do governo federal voltadas à distribuição de renda e ao enfrentamento das desigualdades sociais.

“A reeleição do presidente Lula representa a continuidade da construção de um país mais justo e com distribuição de renda”, afirmou o candidato.

Cesário também pediu a participação dos apoiadores nas atividades dos últimos dias de campanha. O petista disputa uma vaga na Assembleia Legislativa do Acre pelo número 13013 e integra a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.

O ato faz parte da agenda de mobilizações das candidaturas petistas no Acre nesta reta final antes do primeiro turno das eleições de 2026.

Biraci Jr. Yawanawá declara apoio a Lula nas eleições de 2026

A liderança indígena Biraci Jr. Yawanawá, conhecido como Iskukua, declarou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência da República em 2026. Ele afirmou que a decisão está relacionada à defesa da democracia, da justiça social, da floresta e dos direitos dos povos indígenas.

Ao explicar a posição, Biraci Jr. disse que o apoio não é motivado por “idolatria, conveniência ou interesse pessoal”, mas pelos princípios que afirma defender em sua atuação como liderança indígena. Entre as pautas citadas estão o combate à fome e às desigualdades, o fortalecimento da educação e da saúde públicas e a proteção dos territórios dos povos originários.

“Defendo a democracia, a justiça social, a proteção da floresta e o respeito aos direitos dos povos originários. Quero um país que combata a fome e as desigualdades, fortaleça a educação e a saúde públicas e reconheça que proteger os territórios indígenas é também proteger o futuro do Brasil”, declarou.

Biraci Jr. afirmou que o apoio eleitoral não significa concordância automática com todas as decisões do presidente ou de um eventual novo governo. “Não concordo com tudo nem entrego minha consciência a nenhum político. Meu apoio não é um cheque em branco”, disse.

A liderança Yawanawá também afirmou que pretende manter uma postura de cobrança independentemente do resultado das eleições. “Continuarei cobrando, criticando e defendendo os interesses do meu povo, independentemente de quem esteja no poder”, declarou.

Ao justificar a escolha, Biraci Jr. disse considerar a candidatura de Lula a mais próxima das pautas que defende. “Entre os projetos apresentados ao país, escolho aquele que considero mais próximo desses princípios. Por isso, meu apoio é ao presidente Lula”, escreveu.

Ele também classificou a decisão como pessoal e afirmou respeitar posições diferentes. “Minha voz tem lado: o lado da democracia, dos povos indígenas, da floresta e da justiça social”, declarou.

André Kamai rebate presidente da Acisa e contesta previsão de falências com Lula

O vereador André Kamai (PT), presidente estadual do partido e candidato a deputado federal, criticou a presidente da Acisa, Patrícia Dossa, após ela afirmar que uma eventual reeleição de Lula poderia provocar o fechamento de empresas. A declaração ocorreu no domingo, 6 de setembro, durante um encontro de empresários com a governadora Mailza Assis, em Rio Branco. Patrícia também pediu votos ao senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência.

“Um discurso irresponsável, envelhecido e que não cola mais. Lula foi presidente por três vezes e em todas elas a classe empresarial só cresceu no Brasil. Aqui no Acre, o governo corrupto e incompetente que ela apoia encheu o Acre de empresas de outros estados e fez muita empresa daqui falir”, escreveu Kamai nas redes sociais.

Os resultados nacionais dos últimos anos oferecem um contraponto à previsão da dirigente. O PIB brasileiro cresceu 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025, quando chegou a R$ 12,7 trilhões. No trimestre encerrado em junho de 2026, o desemprego ficou em 5,4%, contra 5,8% um ano antes. O rendimento real médio dos trabalhadores alcançou R$ 3.738. A inflação, que havia fechado 2024 em 4,83%, recuou para 4,26% em 2025.

No Acre, as exportações chegaram a US$ 98,9 milhões em 2025, crescimento de aproximadamente 13% sobre o ano anterior e maior valor anual da série histórica. Carne bovina, carne suína, soja, castanha-do-brasil e madeira estiveram entre os principais produtos vendidos ao exterior. Entre janeiro e julho de 2026, o estado exportou US$ 72,95 milhões, alta de 12,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A expansão envolve investimentos privados, políticas estaduais, abertura de mercados e ações federais de promoção comercial. Durante a gestão de Jorge Viana na ApexBrasil, entre 2023 e abril de 2026, o Acre recebeu iniciativas voltadas à aproximação de produtores e compradores estrangeiros. Em setembro de 2025, o Exporta Mais Amazônia reuniu em Rio Branco 76 empresas da Região Norte, sendo 44 acreanas, e 25 compradores de 18 países. As 337 reuniões comerciais produziram R$ 101,5 milhões em expectativas de negócios. O valor corresponde a negociações projetadas, não a exportações já realizadas.

A atuação da ApexBrasil incluiu cooperativas, frigoríficos e empresas de produtos florestais e da agricultura regional. O apoio à comercialização internacional não explica sozinho o crescimento das exportações, mas integra o conjunto de medidas que ampliou o acesso de produtores acreanos a novos mercados.

Datafolha: Lula tem 47% e Flávio Bolsonaro 43% em eventual 2º turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026 contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que soma 43%, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21). O levantamento foi realizado em todo o país e mostra os dois candidatos em empate técnico no limite da margem de erro, de dois pontos percentuais.

Os votos em branco e nulos somam 9%. Outros 2% dos entrevistados não souberam responder. No levantamento anterior do instituto, divulgado em julho, Lula tinha 48% e Flávio Bolsonaro, 43%. A variação registrada desde então ocorreu dentro da margem de erro.

A pesquisa também mediu as intenções de voto para o primeiro turno. Lula aparece com 39%, enquanto Flávio Bolsonaro registra 33%. Ronaldo Caiado (PSD) tem 5%, Renan Santos (Missão) aparece com 4% e Romeu Zema (Novo) soma 3%.

Augusto Cury (Avante) registra 2%. Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO), Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Edmilson Costa (PCB) aparecem com 1% cada. Outros nomes não pontuaram no cenário divulgado.

O Datafolha ouviu 2.058 eleitores em 128 municípios. As entrevistas foram presenciais e realizadas entre os dias 18 e 20 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-04496/2026.

O levantamento também mostra rejeição semelhante entre os dois candidatos que lideram a disputa. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 46% dos entrevistados, enquanto 45% afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum.

Carta de Flávio Bolsonaro aos EUA expõe cálculo eleitoral em meio a ameaça de tarifaço

A carta enviada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao governo dos Estados Unidos sobre a ameaça de novas tarifas contra produtos brasileiros abriu uma crise política para a oposição ao colocar o interesse eleitoral no centro da negociação. Em vez de contestar de forma frontal a pressão americana sobre o Brasil, o parlamentar pediu que a decisão fosse adiada para depois das eleições de 2026, argumento que transformou a própria carta em munição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O ponto mais sensível do texto é a admissão de que a sobretaxa poderia favorecer Lula politicamente. Ao levar esse argumento a autoridades americanas, Flávio deslocou o debate do impacto econômico sobre empresas, trabalhadores e exportadores para o efeito da medida sobre sua campanha presidencial. A iniciativa passou a ser lida no meio político como uma tentativa de calibrar o tempo da pressão externa para reduzir danos eleitorais à oposição.

A carta também enfraqueceu o discurso bolsonarista de defesa do Brasil. O pedido não se concentra em barrar definitivamente a tarifa, mas em suspender sua aplicação até depois da eleição. Na prática, a mensagem enviada a Washington sugere que o problema principal não seria a agressão comercial em si, mas o momento em que ela poderia ocorrer. Essa diferença deu ao Planalto espaço para enquadrar a oposição como dependente de uma decisão estrangeira em plena disputa nacional.

O erro político foi agravado pela exposição da estratégia. Ao avisar que o tarifaço ajudaria Lula, Flávio entregou ao adversário a narrativa de que a crise fortalece o discurso de soberania do governo. A carta, que buscava reduzir o custo da medida para a campanha bolsonarista, acabou produzindo o efeito contrário: associou a oposição a uma articulação externa e permitiu ao PT apresentar o episódio como prova de interferência sobre o processo eleitoral brasileiro.

O caso também reacende o histórico de pressão internacional envolvendo integrantes da família Bolsonaro. A atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, em defesa de sanções contra autoridades brasileiras e medidas de pressão relacionadas ao processo judicial do ex-presidente Jair Bolsonaro, dificulta a tentativa de separar a discussão comercial da agenda política do bolsonarismo. A nova carta recoloca esse vínculo no centro do debate.

Para Lula, o episódio funciona como ativo de campanha. O presidente passou a tratar o tarifaço como ataque à economia nacional e à soberania do país, enquanto tenta colar em Flávio a imagem de candidato disposto a negociar com uma potência estrangeira a partir de conveniências eleitorais. Para Flávio, o desafio agora é explicar por que um presidenciável recorreu ao governo americano para pedir não a rejeição plena da tarifa, mas o adiamento de uma decisão que poderia prejudicá-lo nas urnas.

A disputa deixou de ser apenas comercial. A carta transformou a ameaça de tarifa em tema central da eleição e deu ao governo uma linha de ataque direta contra o bolsonarismo. O cálculo de Flávio era evitar que a pressão dos Estados Unidos fortalecesse Lula. O resultado imediato foi justamente ampliar esse risco.