Prefeitura de Cruzeiro do Sul transfere ponto facultativo do Dia do Servidor Público para 30 de outubro

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul transferiu para o dia 30 de outubro, sexta-feira, o ponto facultativo referente ao Dia do Servidor Público, celebrado originalmente em 28 de outubro. A mudança foi oficializada pelo prefeito Zequinha Lima nesta terça-feira (13), por meio do Decreto Municipal nº 343/2026.

A decisão acompanha o Governo do Acre, que também alterou a data do ponto facultativo estadual por meio do Decreto nº 11.961, de 10 de outubro de 2026.

Com a mudança, as repartições públicas municipais terão expediente normal no dia 28 de outubro, enquanto o ponto facultativo será observado no dia 30. Os serviços essenciais à população serão mantidos, incluindo coleta de resíduos, plantão da Defesa Civil Municipal e fiscalização de trânsito.

O secretário municipal da Casa Civil, Ney Willians, explicou que a medida busca alinhar o funcionamento da administração municipal ao calendário estadual.

“A Prefeitura está seguindo o que foi estabelecido pelo decreto estadual. O decreto municipal assinado pelo prefeito Zequinha Lima transfere o ponto facultativo do dia 28 para o dia 30 de outubro. Os serviços essenciais continuarão sendo mantidos para garantir o atendimento à população”, afirmou.

A alteração vale para os órgãos da administração pública municipal de Cruzeiro do Sul e não modifica a data oficial de comemoração do Dia do Servidor Público, que permanece em 28 de outubro.

Alunos denunciam risco de acidentes em escola estadual com piso cedendo e telhado danificado em Cruzeiro do Sul

Estudantes da Escola Professor Francisco Albecir Brito da Silva, localizada na comunidade Periquito, às margens do Rio Liberdade, na zona rural de Cruzeiro do Sul, denunciaram as condições estruturais do prédio onde estudam. Em vídeo divulgado nas redes sociais, os alunos mostram paredes com frestas, assoalho comprometido e danos no telhado, além de relatarem medo de acidentes durante as aulas.

A estudante Bianca Silva percorreu as instalações da escola, construída em madeira, para mostrar a situação enfrentada pelos alunos. Nas imagens, ela apresenta salas com paredes deterioradas, aberturas que permitem a entrada da água da chuva e pontos do assoalho que apresentam inclinação e desnível.

Segundo Bianca, o piso chegou a ceder em uma ocasião em que várias pessoas estavam reunidas no local. A estudante também relatou que uma árvore caiu sobre parte do telhado da unidade e que os danos provocados pelo acidente ainda não foram reparados.

“É uma estrutura que causa medo e insegurança, não só pra mim, mas para os outros alunos também. Estou fazendo o vídeo para que as pessoas vejam a nossa realidade, que também nos preocupa”, afirmou Bianca.

Em outro momento da gravação, acompanhada de uma colega, a estudante reforçou o pedido de providências para melhorar as condições do prédio. “Não queremos privilégios, apenas uma escola digna para todos”, declararam as alunas.

A denúncia ocorre em meio a outros registros de problemas na infraestrutura das escolas estaduais do Acre. Em junho de 2025, a situação de estudantes que assistiam às aulas em um antigo curral, na comunidade Limoeiro, zona rural de Bujari, ganhou repercussão nacional após reportagem do programa Fantástico, da TV Globo.

Na ocasião, as imagens mostraram crianças estudando em um ambiente sem paredes, com chão de terra batida, instalações sanitárias improvisadas e ausência de água encanada. O caso provocou a atuação do Ministério Público do Acre e a adoção de medidas pelo governo estadual.

Dados divulgados em 2026 pela plataforma QEdu também mostram dificuldades na infraestrutura das unidades de ensino acreanas. Apenas 57% das escolas do estado possuem acesso à água potável, enquanto a média nacional chega a 96%. O levantamento aponta ainda que somente 13% das escolas acreanas estão ligadas à rede pública de esgoto, contra 49% no país.

O fornecimento de energia elétrica também apresenta diferenças. No Acre, 62% das escolas estão conectadas à rede pública, enquanto a média brasileira alcança 96%.

As condições da educação estadual também estão sob investigação em outras frentes. Em setembro deste ano, a Polícia Federal deflagrou a Operação Death Note para apurar suspeitas de fraudes em licitações, corrupção e desvio de recursos federais destinados à educação no Acre. O possível prejuízo investigado supera R$ 30 milhões. Em julho, a Operação Talha Real havia investigado suspeitas de irregularidades em contratos financiados com recursos do Fundeb que somavam mais de R$ 51 milhões.

As investigações não possuem relação comprovada com os problemas estruturais denunciados pelos estudantes da escola de Cruzeiro do Sul.

A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) foi procurada para prestar esclarecimentos sobre as condições da Escola Professor Francisco Albecir Brito da Silva, mas não havia apresentado resposta até a publicação da denúncia.

Alan Rick critica força da máquina do governo e aposta em diálogo com prefeitos para virar eleição no Acre

O senador Alan Rick (Republicanos), candidato ao governo do Acre, afirmou nesta terça-feira (13) que pretende intensificar o diálogo com prefeitos, lideranças políticas e eleitores para tentar reverter a vantagem da governadora Mailza Assis (PP) no segundo turno. Durante entrevista à CBN Amazônia Rio Branco, o parlamentar criticou a influência da estrutura governamental na disputa eleitoral e apresentou propostas para saúde, educação e economia.

“A força da máquina é esmagadora”, declarou Alan Rick ao comentar as dificuldades enfrentadas no primeiro turno. Segundo o candidato, o governo utiliza sua estrutura política para conquistar o apoio de prefeitos, oferecendo promessas e compromissos administrativos.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Alan recebeu 141.859 votos, equivalentes a 32,27% dos votos válidos. Mailza Assis terminou na primeira colocação, com 49%. O senador venceu em apenas três dos 22 municípios acreanos, enquanto a governadora liderou a votação nos outros 19.

Apesar da diferença, Alan afirmou que pretende ampliar sua articulação política e buscar o apoio de lideranças municipais. Ele garantiu que, caso seja eleito, manterá uma relação institucional com todas as prefeituras, independentemente do posicionamento político de seus gestores durante a campanha.

“Acabou a eleição, todo mundo senta na mesa”, afirmou o senador, ao defender a construção de parcerias e convênios para atender às demandas dos municípios.

Na área econômica, Alan Rick defendeu a manutenção dos incentivos fiscais nas Áreas de Livre Comércio e na Zona de Processamento de Exportação (ZPE). Também propôs ampliar a utilização de áreas destinadas à produção agropecuária, respeitando os limites previstos na legislação ambiental.

O candidato afirmou ainda que pretende recuperar a capacidade de investimento do Estado sem aumentar impostos. Entre as medidas apresentadas estão a revisão de contratos que considera superfaturados e o combate a irregularidades na administração pública.

Na saúde, Alan defendeu a regionalização dos serviços hospitalares, com a presença de médicos especialistas nos municípios do interior, além da construção de um hospital no Segundo Distrito de Rio Branco. A proposta busca reduzir a concentração de atendimentos na capital e diminuir as filas por consultas e procedimentos.

Para a educação, o senador prometeu valorizar os profissionais do magistério, renovar contratos de professores provisórios, ampliar a conectividade nas escolas rurais e expandir o modelo de escolas cívico-militares.

Ao comentar o cenário eleitoral, Alan Rick rejeitou a avaliação de que a eleição estaria definida em favor da adversária. “A eleição está 0 a 0”, afirmou, defendendo que o resultado do primeiro turno não determina a escolha dos eleitores na votação decisiva.

A disputa entre Alan Rick e Mailza Assis será definida no próximo dia 25 de outubro, quando os acreanos voltarão às urnas para escolher o governador que administrará o Estado pelos próximos quatro anos.

Presidente da Fetacre declara apoio a Mailza durante reunião com trabalhadores rurais no Acre

A governadora Mailza Assis se reuniu nesta terça-feira (13) com representantes de sindicatos de trabalhadores rurais e entidades ligadas à agricultura familiar de 16 municípios do Acre. O encontro, realizado no Comitê Central, em Rio Branco, discutiu investimentos na produção agrícola, regularização fundiária e segurança alimentar. Durante a reunião, o presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Acre (Fetacre), Antônio Sérgione Freitas, conhecido como Cabeça, declarou apoio à governadora.

A manifestação ocorreu em meio à disputa do segundo turno das eleições estaduais, no qual Mailza enfrenta o senador Alan Rick. Sérgione defendeu uma aproximação entre o governo e os sindicatos para discutir as reivindicações dos produtores e buscar soluções para os conflitos fundiários.

“Também manifestamos nosso apoio à governadora Mailza”, declarou o dirigente, ao defender a continuidade do diálogo entre as entidades e o governo estadual.

Durante a reunião, Mailza afirmou que pretende ampliar os investimentos na agricultura familiar, melhorar as condições de produção e fortalecer as políticas de segurança alimentar. A governadora também abordou a necessidade de garantir segurança jurídica às famílias que vivem e trabalham no campo.

“Também precisamos olhar com atenção para a regularização fundiária”, afirmou Mailza.

Participaram do encontro representantes de Porto Walter, Rodrigues Alves, Mâncio Lima, Cruzeiro do Sul, Manoel Urbano, Sena Madureira, Bujari, Rio Branco, Senador Guiomard, Acrelândia, Plácido de Castro, Capixaba, Assis Brasil, Jordão, Porto Acre e Feijó.

Além da Fetacre, estiveram presentes representantes do Sinpasa e da Amopreab, organizações ligadas à defesa dos interesses dos trabalhadores rurais e das comunidades extrativistas.

O encontro reuniu demandas relacionadas ao acesso à terra, à estrutura necessária para o escoamento da produção e ao fortalecimento da agricultura familiar. Não foram anunciados valores de novos investimentos nem prazos para a execução das medidas discutidas.

Prefeitura retira 18 toneladas de lixo de área usada para descarte irregular em Rio Branco

A Prefeitura de Rio Branco retirou 18 toneladas de lixo de uma área utilizada para descarte irregular de resíduos no bairro Adalberto Aragão, nesta terça-feira (13). A operação foi realizada pela Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade, por meio do programa Cuidar Rio Branco, com o objetivo de eliminar pontos de acúmulo de resíduos e reduzir riscos à saúde dos moradores.

Para executar o serviço, equipes municipais utilizaram máquinas e caminhões na remoção do material acumulado. O local vinha sendo utilizado como ponto de descarte de lixo, situação que favorecia a presença de insetos e animais peçonhentos e preocupava a comunidade.

Morador do bairro há 42 anos, o aposentado Ibamar Benedito de Sousa relatou que o acúmulo de resíduos representava um risco, principalmente para as crianças que circulam pela região.

“Significa muita coisa, porque aqui é uma área que passa muita criança e atrai muitos insetos, muita cobra”, afirmou.

Segundo Ibamar, parte dos resíduos deixados no local é trazida por moradores de outras regiões da cidade. “Esse lixo aqui não é só nosso bairro, é que vem de outros bairros”, relatou.

A coordenadora da equipe responsável pela operação, Rosana do Nascimento Oliveira, informou que a prefeitura realiza serviços frequentes na área, mas enfrenta dificuldades para manter o espaço limpo devido ao descarte irregular.

“Daqui desse lugar nós já tiramos 18 toneladas”, informou a coordenadora.

Rosana também pediu a colaboração dos moradores para evitar que o problema volte a ocorrer após a retirada dos resíduos.

“É muito importante. Mas, para manter o nosso trabalho, a população tem que ter consciência. Viemos constantemente fazendo a limpeza desse lugar”, declarou.

A operação faz parte das atividades de manutenção urbana realizadas pela Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade. Além da retirada do lixo, o trabalho busca recuperar áreas utilizadas para descarte irregular e reduzir problemas sanitários nos bairros da capital acreana.

Caminhoneiro denuncia atoleiros e risco de acidentes na BR-364 próximo à ponte do Caeté

Um caminhoneiro denunciou, nesta segunda-feira (12), as condições de um trecho da BR-364 próximo à ponte sobre o Rio Caeté, em Sena Madureira, no interior do Acre. Em vídeo publicado nas redes sociais, o motorista mostrou buracos, valas e pontos de atoleiro que dificultam a passagem de veículos pesados e cobrou providências do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Segundo o trabalhador, as chuvas têm comprometido os serviços de manutenção realizados na estrada. A água arrasta parte do pó de brita utilizado na recuperação da pista, deixando o terreno irregular e dificultando a subida de caminhões carregados.

O motorista relatou que alguns veículos chegam a patinar ou ficar atolados. Outro problema é a presença de pedras expostas, que podem provocar danos aos pneus e aumentar os custos do transporte.

Uma das situações que mais preocupam os motoristas é a necessidade de utilizar a contramão para vencer determinados pontos da subida. Isso acontece porque uma das faixas apresenta deformações no terreno, conhecidas como “borrachudos”.

“Às vezes tem carro, não dá pra subir”, afirmou o caminhoneiro, ao explicar as dificuldades enfrentadas quando precisa utilizar o lado contrário da pista.

Diante da situação, ele pediu que o DNIT realize intervenções emergenciais, incluindo o nivelamento da estrada, a aplicação de material adequado e a compactação do solo com rolo compressor. O trabalhador também sugeriu a colocação de uma camada de asfalto para melhorar a aderência dos pneus.

A denúncia ocorre em meio às cobranças pela recuperação da BR-364, principal ligação terrestre entre Rio Branco e os municípios do Vale do Juruá.

No último dia 6 de outubro, o Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Justiça o aumento de uma multa diária de R$ 10 mil para R$ 20 mil contra a União e o DNIT, em razão do cumprimento considerado incompleto de determinações judiciais relacionadas à recuperação da rodovia.

Entre as medidas cobradas pelo MPF estão a recuperação definitiva de trechos entre Sena Madureira e Tarauacá, a fiscalização de veículos com excesso de peso e a apresentação de um cronograma detalhado das intervenções.

A situação próximo à ponte do Caeté amplia as preocupações com a trafegabilidade da BR-364 durante o período de chuvas, especialmente para os profissionais responsáveis pelo transporte de mercadorias entre a capital e o interior do estado.

Via Portal do Acre

Empresa não honra o compromisso com os barqueiros de Tarauacá e trabalhadores entram em greve, relata Edvaldo

O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) revelou, durante a sessão de hoje (13/10) na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), que a empresa Suply Soluções não cumpriu o compromisso com os barqueiros de Tarauacá, responsáveis pelo transporte escolar. Com isso, os trabalhadores voltaram à greve.

“Eu imaginava que após as eleições, eu não seria chamado a abordar mais uma vez o assunto do transporte escolar de Tarauacá, porque a confusão foi tão grande, criou gravíssimos problemas para a comunidade escolar, que o governo fez um mutirão de diálogos com a empresa, que depois de um mês de paralisação resolveram pagar. A empresa chamou todo mundo para pagar, a tal da Suply. ‘Nós vamos pagar, dos 4 meses atrasados, nós pagamos três. Na hora que cair o dinheiro na conta, vocês vão comprar o combustível para 15 dias. Aí vocês retomam os trabalhos, que no dia 5 de outubro, um dia depois das eleições, a gente vai pagar o quarto mês que está atrasado e também pagar o combustível que vocês adiantaram’. Ficou três dias o pessoal negociando. Resultado, os trabalhadores deram um voto de confiança. Passou o dia 5, o dia 6, o dia 8, o dia 10, passou o feriado do dia 12 e eles voltaram à greve hoje. Porque a empresa não cumpriu o compromisso assumido. Sumiu no meio do mundo”, disse.

Em outro trecho da fala de Edvaldo Magalhães, o parlamentar questionou a postura da Secretaria de Estado de Educação. “Ninguém faz um mês de greve no transporte escolar porque está tudo bem. A pergunta é: por que a Secretaria de Estado de Educação não toma uma medida de punição contra essa empresa? Por que a Educação não faz a contratação emergencial ou o pagamento direto aos transportadores? Ou será que pagaram tudo em dia e na hora de cobrar perderam a capacidade de fazê-la? Estes estudantes não tiveram três meses de ano letivo. Isso é condenar uma geração a não ter o direito básico, que é o acesso ao ensino”.

O deputado disse ainda que vai procurar o secretário de Estado de Educação, Reginaldo Prates, para tratar do assunto. “Eu quero ir à Secretaria de Educação amanhã. Quero sentar, pelo menos dois minutos na mesa do secretário, para que ele me explique isso: por que uma empresa deita e rola, desrespeita, não honra o compromisso e não é punida?”.

Por fim, Edvaldo disse que também levará o caso ao conhecimento do Tribunal de Contas do Estado. “Isso é dinheiro federal, são recursos do Ministério da Educação, do transporte escolar. Se fosse a primeira vez se justificava. Mas, atrasou quatro meses e o aluguel dos barcos um ano. E continuam passando a mão em cima dessa bandalheira, dessa pouca vergonha”.

Assesssoria