Bocalom agradece apoio de Nikolas e associa visita ao Acre à pauta da Amazônia

Tião Bocalom afirmou nesta quarta-feira, 20, em Rio Branco, que foi ao evento do PL no auditório da Uninorte para agradecer pessoalmente o apoio recebido do deputado federal Nikolas Ferreira na eleição municipal de 2024. Ao explicar a presença no encontro, disse que fez questão de cumprimentar o parlamentar e reconhecer a ajuda recebida durante a campanha. “Como o Nikolas foi uma figura importante pra mim na minha eleição de prefeito, eu tô aproveitando esse momento que ele está vindo e vim aqui pra pelo menos dar-lhe um abraço e agradecer pelo que ele fez na nossa eleição”, afirmou.

O agradecimento foi o centro da manifestação de Bocalom no evento e veio acompanhado de elogios à articulação do senador Márcio Bittar para levar Nikolas ao Acre. Segundo ele, a visita do deputado ajuda a dar visibilidade nacional aos problemas enfrentados pela população amazônica. “Eu vejo que o Márcio acertou em cheio quando ele traz o Nikolas pra conhecer os problemas da nossa Amazônia”, disse.

Ao desenvolver a fala, Bocalom voltou a defender que a discussão sobre a Amazônia inclua a população local no centro das decisões. “Parece que querem cuidar apenas das árvores e dos bichos e esquecem que o mais importante na Amazônia é o nosso querido ser humano”, declarou. Em seguida, disse que “o desenvolvimento sustentável passa obrigatoriamente pela qualidade de vida do ser humano” e avaliou que Nikolas pode ampliar esse debate fora do Acre.

Bocalom também afirmou que a passagem do deputado pelo estado ajuda a expor a realidade da região a partir da perspectiva de quem vive nela. “Eu acho fundamental essa vinda do Nikolas para conhecer de verdade e in loco os problemas da nossa Amazônia e principalmente do nosso povo da Amazônia”, disse. Na mesma linha, acrescentou que o parlamentar pode levar adiante a ideia de que a floresta não pode ser tratada de forma separada da população local.

No mesmo evento, Bocalom declarou que mantém relação política com o PL, apesar de não estar mais na sigla. “O PL é um parceiro, é um partido de direita. Todo mundo sabe que eu sou de direita”, afirmou. A fala reforçou a tentativa de manter proximidade com o campo conservador ao mesmo tempo em que concentrou sua participação no ato em um gesto de agradecimento a Nikolas e na defesa de uma pauta que une Amazônia, desenvolvimento e qualidade de vida.

Áudio entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro vira crise política e reacende pressão por CPI do Banco Master

O vazamento de um áudio nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no centro de uma negociação direta com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme “Dark Horse”, uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro. Na gravação, Flávio cobra repasses e trata Vorcaro como “irmão”, em um diálogo que ganhou repercussão imediata em Brasília e virou combustível para a oposição ao bolsonarismo no Congresso.

A publicação do material veio acompanhada de mensagens e registros que descrevem tratativas entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, com menções a intermediários e a uma estrutura de pagamentos para viabilizar o projeto. As reportagens que divulgaram o conteúdo afirmam que parte dos recursos teria sido enviada ao exterior e citam documentos e planilhas ligados aos aportes. Um dos números apontados é o pagamento de pelo menos US$ 10,6 milhões em 2025 para o financiamento do longa, além da referência a um valor total estimado de R$ 134 milhões nas tratativas.

A crise atingiu o comando do PL ainda nas primeiras horas após a divulgação. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, afirmou que não tinha conhecimento do assunto ao ser questionado, enquanto aliados passaram a discutir internamente o impacto político do episódio, com atenção especial ao desgaste sobre Flávio em um cenário pré-eleitoral já aquecido.

Flávio Bolsonaro negou irregularidade e enquadrou a conversa como busca de patrocínio privado para um projeto privado, sem uso de dinheiro público e sem Lei Rouanet. A linha de defesa adotada pelo senador tenta separar a negociação do debate sobre favorecimento político e sustenta que o conteúdo não envolve recursos do Estado.

No campo governista, o caso foi incorporado rapidamente à estratégia de pressão institucional. Bancadas do PT na Câmara e no Senado passaram a defender que o episódio fortalece o argumento para tirar do papel uma CPI mista voltada ao Banco Master e às relações de Daniel Vorcaro em Brasília. O foco da articulação é o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a quem líderes petistas atribuem o poder de dar andamento ao requerimento. Para o partido, o conteúdo do áudio e o contexto dos registros anexados à divulgação mostram proximidade e cobrança por repasses, o que justificaria investigação parlamentar.

A divulgação do áudio ocorre em meio ao aumento do escrutínio sobre a atuação do banqueiro e suas conexões políticas. Com a gravação, o financiamento do filme passou a ocupar o centro do debate público, com potencial de desdobramentos no Congresso e efeitos diretos no tabuleiro eleitoral de 2026.