Alan Rick propõe ampliar crédito rural e industrialização para gerar empregos no Acre

O candidato ao Governo do Acre, senador Alan Rick, propõe ampliar a assistência técnica e o crédito rural, incentivar a industrialização da produção e reduzir entraves para novos investimentos no estado. As medidas integram o primeiro eixo do plano de governo protocolado na Justiça Eleitoral na quarta-feira, 12 de agosto, com foco na geração de emprego e renda e no fortalecimento das atividades produtivas acreanas.

O plano concentra ações na agricultura familiar, responsável por 26.851 estabelecimentos rurais no Acre, o equivalente a 91% das propriedades. Entre os problemas enfrentados pelo setor estão as dificuldades de logística, a assistência técnica limitada, o custo elevado dos insumos e a baixa agregação de valor aos produtos.

A proposta prevê ampliar o atendimento técnico em todas as regiões do estado e facilitar o acesso dos produtores ao crédito rural. Também estão previstas ações para incentivar o uso de tecnologia no campo e fortalecer cooperativas e associações ligadas à produção.

As medidas alcançam cadeias como pecuária, café, grãos, mandioca, fruticultura, piscicultura, suinocultura, avicultura e produtos da sociobiodiversidade. A intenção é aumentar a produtividade e criar condições para que uma parcela maior da produção seja processada no próprio Acre.

O plano também prevê incentivos ao beneficiamento e à industrialização. A estratégia busca aproximar produtores, cooperativas, agroindústrias e compradores, além de ampliar a comercialização para outros estados e mercados internacionais.

A localização do Acre na fronteira com Peru e Bolívia aparece entre os pontos considerados para ampliar o comércio com países vizinhos e buscar acesso aos mercados da região do Pacífico. A proposta combina essa abertura de mercados com ações para aumentar o valor dos produtos antes da venda.

“Não podemos falar em desenvolvimento sem criar condições para quem trabalha, produz e empreende crescer. O Acre tem potencial, tem gente trabalhadora e tem riquezas. O que precisamos é fazer o Estado funcionar como parceiro, ajudando a abrir caminhos para transformar tudo isso em oportunidade, emprego e renda para a nossa população”, afirmou Alan Rick.

A bioeconomia também integra o eixo econômico do programa. As propostas incluem o aproveitamento sustentável dos recursos da floresta e o processamento de produtos da sociobiodiversidade, com participação de produtores, extrativistas, comunidades e cooperativas.

O candidato também propõe reduzir burocracias e ampliar a segurança jurídica para estimular novos negócios e investimentos. Outra medida é aproximar universidades, Embrapa, Instituto Federal do Acre e setor produtivo em projetos de pesquisa e inovação voltados ao aumento da produtividade e da competitividade.

“Nosso desafio é fazer a riqueza do Acre gerar riqueza para os acreanos. Isso significa apoiar o pequeno produtor, fortalecer o agro, incentivar a indústria, o comércio e os serviços e aproveitar de forma responsável as oportunidades da nossa floresta”, declarou o senador.

Agenda de Mailza tem entrevista e propostas para ampliar mercados e fortalecer produção no Acre

A candidata à reeleição ao governo do Acre, Mailza, apresentou nesta quarta-feira, 12, durante sabatina da TV Norte, em Rio Branco, uma agenda voltada à ampliação de mercados, ao fortalecimento da produção local e à integração econômica com países vizinhos. A proposta busca atrair empresas, gerar emprego e renda e criar condições para que produtos acreanos alcancem novos mercados.

Mailza defendeu a aproximação comercial com o Peru e outros países da região como parte da estratégia para transformar a posição geográfica do Acre em oportunidade de negócios. A candidata pretende manter as articulações internacionais e associar esse movimento à melhoria da infraestrutura e do ambiente para empresas e empreendedores.

Na produção local, o café apareceu entre os setores citados como exemplo do potencial acreano. Mailza também defendeu redução da burocracia para empresários e empreendedores e ampliação do apoio às cadeias produtivas. Na agricultura, falou em assistência técnica, investimentos e expansão das condições oferecidas a cooperativas, pequenos produtores e grandes produtores.

A candidata afirmou que esse planejamento não deve ficar restrito aos próximos quatro anos e falou em uma agenda de dez anos para o setor produtivo. O objetivo passa por conectar produção, armazenamento, transporte e comercialização, permitindo que o Acre abasteça o mercado interno e avance nas exportações.

“Precisamos garantir escoamento, venda e entrega da produção, para termos condições de ser autossuficientes e também exportar”, disse Mailza durante a sabatina.

A infraestrutura ocupa uma parte central dessa agenda. Mailza citou investimentos em ramais, pontes e rodovias estaduais e defendeu maior articulação com os responsáveis pela manutenção da BR-364. Também incluiu o arco metropolitano de Rio Branco entre as obras que podem melhorar o transporte de cargas e criar condições para novos investimentos.

Ao tratar da produção agropecuária, Mailza vinculou a expansão econômica ao uso de tecnologia e à abertura de mercados para produtos como carne e farinha. A candidata afirmou que o crescimento da produção precisa resultar em renda para a população e defendeu a integração comercial como caminho para ampliar as vendas de produtos acreanos.

Bocalom apresenta projeto para fortalecer produção e gerar emprego no Acre

O pré-candidato ao governo do Acre Tião Bocalom apresentou, na manhã desta quarta-feira, 29 de julho, em Cruzeiro do Sul, as bases do projeto político que pretende levar à disputa estadual ao lado do pré-candidato a vice-governador Sargento Adonis. Durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM 99,9, Bocalom colocou a geração de emprego, o fortalecimento da agricultura e a aproximação entre o Vale do Juruá e as demais regiões do estado no centro de sua proposta.

A passagem por Cruzeiro do Sul ocorreu após a apresentação pública de Sargento Adonis como integrante da chapa. Bocalom afirmou que a escolha nasceu de uma sequência de conversas e da identificação de valores comuns entre os dois. Para ele, o militar reúne ligação com a população, disposição para percorrer o estado e conhecimento da realidade vivida pelas famílias do Juruá.

“Deus colocou no coração dele e colocou no meu coração que a gente tinha que andar juntos”, disse Bocalom. O pré-candidato contou que recebeu manifestações favoráveis ao nome de Adonis vindas de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo e de outras cidades acreanas.

Bocalom também lembrou a participação de Adonis na eleição municipal de 2020, quando o militar disputou a Prefeitura de Cruzeiro do Sul e conquistou uma votação expressiva por meio do contato direto com os moradores. A trajetória, segundo ele, demonstrou capacidade de mobilização e abriu caminho para a formação de uma chapa com presença política no Juruá.

“Eu tenho certeza absoluta de que o Adonis vai representar muito bem o nosso Vale do Juruá. Não é só Cruzeiro do Sul. A família dele tem raízes em Marechal Thaumaturgo e Porto Walter. Isso é muito importante”, afirmou Bocalom. Ele definiu o pré-candidato a vice como um homem simples, cristão, leal e comprometido com uma forma de fazer política voltada ao atendimento da população.

A produção rural ocupou a maior parte da entrevista. Bocalom defendeu uma política estadual que ofereça ramais em condições de tráfego, assistência técnica, mecanização, tratores, combustível, peças e acompanhamento permanente aos produtores. O objetivo, afirmou, é criar condições para que as famílias aumentem a produtividade, ampliem a renda e movimentem o comércio dentro dos próprios municípios.

O pré-candidato usou sua experiência com o cultivo de café para explicar o potencial da agricultura acreana. Ele relatou que mantém uma área de quatro hectares e que a produção passou de 140 sacas por hectare, no ano anterior, para 204 sacas por hectare na colheita mais recente. Para Bocalom, resultados como esse podem alcançar milhares de famílias quando o poder público garante estrutura, conhecimento técnico e apoio contínuo.

“Eu quero que o produtor ganhe dinheiro. Não tem outra saída para a agricultura familiar. É o café, é o cacau, é o leite, é o arroz, é o milho e é o feijão, produtos que são consumidos aqui”, declarou. Bocalom calcula que o aumento da produção local pode manter mais de R$ 2 bilhões por ano circulando no Acre, reduzir a compra de alimentos de outros estados e criar novas oportunidades de trabalho.

Na visão apresentada durante a entrevista, a riqueza produzida no campo chega às cidades por meio da compra de máquinas, veículos, materiais de construção, alimentos, serviços e outros produtos. Bocalom resumiu essa relação ao afirmar que “campo rico é cidade rica”, defendendo uma economia na qual o desenvolvimento rural fortaleça também os comerciantes e trabalhadores das áreas urbanas.

A agroindustrialização aparece como uma etapa desse processo. Bocalom explicou que fábricas de café, arroz, leite, óleo, carne suína e carne de frango precisam de matéria-prima em quantidade suficiente para operar durante todo o ano. Por isso, o primeiro passo de seu projeto será ampliar a produção e organizar as cadeias produtivas.

“Só existe indústria se tiver matéria-prima. Vamos fazer matéria-prima primeiro, que as indústrias vêm”, afirmou. A proposta prevê que o crescimento da agricultura abra espaço para novos empreendimentos, agregue valor aos produtos acreanos e mantenha uma parcela maior da riqueza dentro do estado.

Bocalom também apresentou o trabalho como instrumento de transformação social. Ele afirmou que deseja criar oportunidades para que as famílias possam aumentar a renda, comprar a casa própria, adquirir veículos, investir na propriedade e garantir melhores condições de estudo aos filhos.

“Eu quero dar oportunidade para o povo ganhar dinheiro, comprar seu caminhão, comprar seu carro, comprar sua casa e colocar o filho para estudar. É isso que eu quero”, declarou. O pré-candidato associou essa visão aos projetos de café desenvolvidos no Juruá e elogiou os produtores que vêm ampliando a atividade em Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e municípios próximos.

Sargento Adonis afirmou que assumiu o projeto com responsabilidade e disposição para percorrer todas as regiões acreanas. “O que eu tenho para ofertar ao povo do Acre é a minha sinceridade e a minha lealdade. Nós vamos caminhar de Assis Brasil a Mâncio Lima, carregando nas costas o projeto do Tião Bocalom”, disse.

A entrevista marcou o início de uma agenda conjunta no Juruá e apresentou uma chapa baseada na experiência administrativa de Bocalom e na presença regional de Adonis. Com a produção rural como principal caminho para gerar emprego e renda, os dois defenderam um projeto de integração do Acre, apoio ao trabalhador e criação de oportunidades para as famílias nos municípios.

Prefeitura de Cruzeiro do Sul leva 500 sacas de café para beneficiamento em Mâncio Lima

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul fez, na quinta-feira, 18 de junho, o transporte de cerca de 500 sacas de café de uma propriedade rural na região da BR-364 até uma indústria em Mâncio Lima. A ação atendeu o produtor Vitor Silva e faz parte do trabalho da Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento para ajudar no escoamento da safra e reduzir custos dos agricultores.

O carregamento ocorreu no Ramal do Caracas. Com o suporte da prefeitura, a produção segue para beneficiamento sem custo de transporte para o produtor. Vitor Silva afirmou que esta foi a décima carga de café transportada este ano com apoio do município. “Esse apoio é muito importante para nós produtores, porque facilita o transporte da produção e ajuda a reduzir os custos. Já estamos no décimo caminhão transportado este ano e isso mostra o quanto essa parceria tem sido fundamental para fortalecer a cafeicultura em nossa região”, disse.

O secretário municipal de Agricultura, Nildson Moura, afirmou que a orientação da gestão é manter o atendimento aos produtores rurais. “O café tem se destacado cada vez mais em nosso município e precisamos garantir que os produtores tenham condições adequadas para escoar sua produção. Esse apoio com maquinários representa mais eficiência, menos custos e mais oportunidades para quem vive da agricultura”, declarou.

Além do transporte, a prefeitura informou que já distribuiu mais de 4,2 toneladas de insumos agrícolas a produtores das regiões dos rios Juruá Mirim e Valparaíso, dentro do Programa de Desenvolvimento Sustentável da Cafeicultura. A iniciativa atende 100 agricultores, cada um com 3 mil mudas de café, volume suficiente para o plantio de um hectare, além de insumos para correção e fertilização do solo.

O município também faz o transporte dos materiais até as comunidades e oferece acompanhamento técnico com engenheiro agrônomo da Secretaria Municipal de Agricultura. Em Cruzeiro do Sul, uma indústria de café está em construção no Ramal II, na Vila Santa Luzia, como parte da expansão da cadeia produtiva no município.

Mâncio Lima recebe 11 máquinas para recuperar ramais e reforçar produção rural

Uma carreata realizada na manhã deste sábado, 13, marcou a chegada de 11 máquinas pesadas que vão reforçar os trabalhos de recuperação de ramais e apoio à produção rural em Mâncio Lima. Os equipamentos integram o Programa Inova e foram entregues pelo Governo do Acre durante o lançamento da Operação Verão no Vale do Juruá, na sexta-feira, 12, com a proposta de melhorar o acesso às comunidades rurais e dar suporte ao escoamento da produção agrícola no município.

As máquinas começam a ser usadas de imediato, assim que forem definidos o cronograma de trabalho e o convênio entre a Prefeitura e o Governo do Estado para a doação de combustível. A medida deve garantir as condições necessárias para a execução dos serviços nas estradas vicinais.

Durante a recepção dos equipamentos, o prefeito Zé Luiz afirmou que o investimento é fruto da articulação da bancada federal e estadual do Acre. “Graças a Deus, a gente está recebendo esses equipamentos do Governo Federal, junto com nossos parlamentares. Quero deixar bem frisado que o Programa Inova é um programa financiado pela bancada dos nossos deputados federais e senadores. Eles reuniram um montante de R$ 206 milhões, destinaram ao Ministério da Integração Nacional, que agiu rapidamente e adquiriu esses equipamentos”, declarou.

O prefeito também destacou a participação de parlamentares na destinação dos maquinários para Mâncio Lima e afirmou que o pacote de investimentos vai além da recuperação de ramais. Segundo ele, o município também foi contemplado com ônibus escolares que deverão atender estudantes que se deslocam para o Instituto Federal do Acre e para a Universidade Federal do Acre.

“Entre esses 73 equipamentos que recebemos, também temos ônibus para colocar em prática o projeto de transporte dos alunos para o IFAC e UFAC. Além disso, nossa governadora está firmando convênios com os prefeitos e Mâncio Lima também será contemplado com combustível para garantir o acesso aos ramais e fortalecer esse trabalho”, disse.

Zé Luiz afirmou ainda que os investimentos representam uma mudança para o município, principalmente para as famílias que vivem na zona rural. “Estamos fazendo uma história diferente no nosso município. Estamos trazendo dignidade para a população, para o homem do campo e para todas as pessoas que dependem dos ramais para produzir, trabalhar e viver com mais qualidade”, afirmou.

A Operação Verão prevê a recuperação de cerca de 300 quilômetros de ramais em Mâncio Lima. A expectativa é melhorar o deslocamento até as comunidades rurais, facilitar o transporte da produção agrícola e fortalecer a agricultura familiar.

Coordenado pelo Governo do Acre, o Programa Inova abre uma nova etapa de investimentos voltados à modernização da infraestrutura produtiva. Nesta primeira fase, serão entregues 324 equipamentos para os 22 municípios acreanos e entidades parceiras, ampliando a capacidade de atendimento às demandas do setor rural em todo o estado.