Prefeitura faz melhorias no Ramal do Junqueira e instala abrigos para estudantes em Rio Branco

A Prefeitura de Rio Branco realizou neste sábado (22) serviços de infraestrutura no Ramal do Junqueira, na região do Barro Vermelho, no Distrito Industrial, e instalou abrigos para usuários do transporte coletivo, principalmente estudantes que dependem do transporte escolar. O prefeito Alysson Bestene acompanhou os trabalhos e conversou com moradores e produtores rurais da comunidade.

As intervenções atendem reivindicações apresentadas por moradores da região, que cobravam melhorias nas condições de acesso ao ramal e estruturas para proteger passageiros enquanto aguardam o transporte. A prefeitura não informou o valor investido nem a extensão dos serviços realizados.

A líder comunitária Rosicléia Souza afirmou que as demandas haviam sido apresentadas à gestão municipal. Ela agradeceu a execução dos trabalhos no ramal e a instalação dos abrigos nas paradas utilizadas pela comunidade. “A gente pediu, ele ouviu o nosso pedido, muito obrigada, e atendeu aqui com todo carinho. A equipe dele, eu não tenho nada a reclamar, só agradecer a todo mundo que veio aqui, que veio com empenho, todo mundo que está nos ajudando, tanto no ramal como nas paradas de ônibus. Muito obrigada”, afirmou.

Os serviços são executados pela Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade. O secretário Tony Roque afirmou que parte das ações foi direcionada às crianças e aos adolescentes que utilizam diariamente o transporte escolar.

Durante a visita, Alysson Bestene afirmou que a prefeitura pretende ampliar o atendimento às comunidades rurais e manter o acompanhamento das demandas apresentadas pelos moradores.

O prefeito também mencionou a possibilidade de pavimentação do Ramal do Junqueira e da ampliação de uma linha de ônibus até a comunidade. Não foram apresentados, porém, prazos, projetos ou previsão de recursos para essas medidas. “Sou muito grato a Deus pela oportunidade de conhecer a dona Fátima, a comunidade do Junqueira e as famílias do Barro Vermelho, e ser acolhido com tanto carinho. A gente se sente realizado em poder trazer benefícios, como as paradas de ônibus e a melhoria do ramal. O desafio é continuar avançando e, quem sabe, no futuro, levar o asfalto e a linha de ônibus até o Ramal do Junqueira”, afirmou.

Velloso visita tradicional comércio de Rio Branco e defende mais segurança para quem gera emprego

Assessoria

O candidato ao Senado Eduardo Velloso visitou, na manhã deste sábado (22), o empresário João Batista Queiroz, o “Badate”, proprietário da tradicional Badate Festas, no Centro de Rio Branco. A agenda ocorreu poucas horas depois da chegada de Velloso de Feijó, onde participou do Festival do Açaí ao lado de Rejane Velloso, que também acompanhou a visita deste sábado.

Durante a conversa, Velloso e Badate falaram sobre a situação da economia, os desafios enfrentados pelo comércio e a necessidade de criar um ambiente mais seguro para quem investe e gera empregos. O candidato destacou que o poder público precisa facilitar a vida de quem empreende e dar condições para que os negócios consigam crescer.

“Quem abre uma loja, mantém funcionários e paga suas contas todos os meses está ajudando a movimentar a economia da cidade. O comerciante precisa encontrar menos dificuldade para trabalhar e mais segurança para continuar investindo”, afirmou Velloso.

A segurança pública também entrou na pauta. Para o candidato, a violência afeta diretamente o funcionamento do comércio, principalmente nas áreas de maior circulação da capital. “Quando o comerciante fecha mais cedo por medo ou precisa gastar cada vez mais com segurança, toda a cidade perde. Segurança também é uma questão econômica, porque quem empreende precisa ter tranquilidade para trabalhar”, disse.

Velloso também falou sobre saúde, sua principal área de atuação profissional e política. Segundo ele, melhorar o atendimento público também interfere na economia e na rotina das empresas. “Quando uma pessoa consegue atendimento mais rápido e perto de casa, isso faz diferença para ela e para toda a família. Saúde funcionando também significa trabalhador com mais qualidade de vida e mais condição de seguir sua rotina”, afirmou.

Ao longo da campanha, o candidato tem buscado conversar diretamente com empresários, trabalhadores e moradores para apresentar suas propostas e ouvir as principais demandas de cada setor.

Nicolau Júnior e Zequinha Lima reforçam parceria política durante adesivaço

O deputado estadual Nicolau Júnior e o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, ambos do Progressistas, apareceram juntos na manhã deste sábado (22) durante um ato de adesivagem no Acre. A participação dos dois no evento reforçou publicamente a relação política construída entre as lideranças do Vale do Juruá.

Nicolau e Zequinha mantêm uma trajetória de proximidade política e voltaram a dividir espaço durante a mobilização eleitoral. O encontro ocorreu no início da campanha de Nicolau Júnior, que busca a reeleição para a Assembleia Legislativa do Acre.

A presença de Zequinha ao lado do parlamentar também mantém em evidência a parceria entre duas das principais lideranças políticas de Cruzeiro do Sul. Nicolau tem sua principal base eleitoral no Juruá, enquanto Zequinha está no segundo mandato à frente da prefeitura do município.

Os dois são filiados ao Progressistas e têm participado juntos de agendas políticas e institucionais em Cruzeiro do Sul.

Gladson Cameli e o risco de uma eleição sub judice no Acre

“A briga é em Brasília.” A frase publicada por Crica resume a estratégia de Gladson Cameli para permanecer na disputa pelo Senado, mas deixa aberta uma pergunta que deveria interessar mais ao Acre do que a própria sobrevivência eleitoral do ex-governador: até onde é razoável levar uma candidatura quando o eleitor pode votar, ajudar a eleger e descobrir depois que aquele voto não valeu?

Gladson entrou oficialmente na campanha enquanto responde a uma ação de impugnação de registro no Tribunal Regional Eleitoral do Acre. A Procuradoria Regional Eleitoral pediu que sua candidatura seja indeferida por causa da condenação criminal imposta pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça. Pela legislação eleitoral, ele pode se defender, recorrer e continuar fazendo campanha enquanto a situação estiver sub judice. Pode pedir voto, aparecer na propaganda eleitoral e, dependendo do estágio do processo, permanecer na urna. A própria Lei das Eleições permite isso. O problema começa justamente aí: a mesma lei estabelece que, em determinadas situações de registro indeferido sob recurso, a validade dos votos dependerá do resultado posterior da batalha judicial.

Não é uma discussão pequena, nem nasceu às vésperas da eleição. A Operação Ptolomeu entrou em sua fase ostensiva em dezembro de 2021. Gladson permaneceu governador. Em maio de 2024, a Corte Especial do STJ recebeu por unanimidade a denúncia criminal contra ele. Gladson permaneceu governador. Em 2025, o mesmo tribunal prorrogou medidas cautelares que incluíam proibição de contato com testemunhas e investigados, entrega de passaporte e indisponibilidade de valores. Gladson permaneceu governador. Só deixou o Palácio Rio Branco em abril deste ano, para abrir caminho à candidatura ao Senado.

Durante boa parte desse período, portanto, o Acre conviveu com uma situação extraordinária que acabou incorporada à rotina política. Havia uma investigação de enorme gravidade em curso contra o governador, depois uma denúncia criminal aceita pelo STJ, e o governo continuou funcionando com Gladson no comando. Isso era juridicamente possível. A existência de uma investigação ou mesmo de uma ação penal não produz automaticamente a perda de um mandato conquistado nas urnas.

O que mudou em maio de 2026 foi a natureza do problema. A acusação deixou de ser apenas acusação. A Corte Especial do STJ julgou a ação e condenou Gladson a 25 anos e nove meses de prisão por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. Também determinou multa e indenização de R$ 11,785 milhões ao Estado. A maioria dos ministros acompanhou a relatora Nancy Andrighi, que atribuiu ao então governador posição de liderança no esquema criminoso julgado pelo tribunal. A defesa nega as acusações e continua recorrendo, e a condenação ainda não transitou em julgado.

Essa diferença é fundamental. Durante anos, Gladson podia responder politicamente que havia uma investigação e que caberia à Justiça dizer se a acusação procedia. Agora a Justiça já disse, embora ainda existam recursos. Não foi um juiz de primeira instância que tomou essa decisão sozinho. Foi a Corte Especial do STJ, em julgamento colegiado. Em agosto, o próprio tribunal rejeitou por unanimidade embargos apresentados pela defesa e manteve a condenação.

É exatamente nesse ponto que a eleição acreana passa a carregar um problema que ultrapassa Gladson.

A Lei da Ficha Limpa estabelece inelegibilidade a partir de condenação por órgão judicial colegiado para crimes que incluem delitos contra a administração pública, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. A legislação também permite que essa inelegibilidade seja suspensa por decisão judicial. Gladson tem direito de buscar essa suspensão e esgotar os recursos disponíveis. Isso faz parte das garantias de qualquer acusado.

O direito de recorrer, porém, não elimina o custo democrático de uma candidatura mantida nessas condições.

Gladson pode percorrer o Acre, montar palanque, reunir prefeitos, pedir votos e disputar uma das duas vagas de senador. Milhares de pessoas podem escolher seu número acreditando que estão elegendo alguém para representá-las em Brasília. E, se a situação jurídica não estiver resolvida até a votação e o registro acabar definitivamente negado nas condições previstas pela legislação, esses votos podem perder a validade. O próprio TSE estabelece que o candidato com registro sub judice pode continuar na campanha, mas a validade dos votos pode ficar condicionada ao deferimento posterior do registro.

É aí que aquilo que parece ser apenas uma batalha de advogados passa a atingir diretamente o eleitor.

Porque quem assume o risco não é somente Gladson. Não é somente seu partido. É também a pessoa que sai de casa, enfrenta fila, entra numa cabine e acredita estar fazendo uma escolha capaz de produzir um mandato. Uma eleição não deveria funcionar como uma aposta em que o eleitor descobre meses depois se o voto que depositou na urna juridicamente existia.

Há ainda um efeito político mais grave. Gladson é um candidato competitivo. Se alcançar uma votação suficiente para conquistar uma das vagas e depois tiver os votos invalidados, a composição final da disputa poderá não corresponder à fotografia que o eleitor viu na noite da eleição. O resultado político conhecido nas urnas ficará submetido ao resultado jurídico produzido nos tribunais. Não porque ministros estejam tomando para si o direito de escolher senador, mas porque uma candidatura juridicamente contestada foi levada até o voto antes que sua condição fosse definitivamente resolvida.

É uma espécie de tumulto eleitoral produzido dentro das próprias regras.

Isso precisa ser dito sem atalhos. Gladson não comete ilegalidade simplesmente por recorrer ou por continuar candidato enquanto a legislação permitir. O problema é outro: candidato e partido, ao sustentarem uma candidatura nessas condições, assumem conscientemente um risco que não termina neles. Uma parte desse risco é empurrada para o eleitor e para a própria legitimidade do resultado.

Durante anos, o tempo da Justiça favoreceu politicamente Gladson. A investigação começou, avançou, virou denúncia, a denúncia virou ação penal, medidas cautelares foram mantidas e ele continuou governando. Quando finalmente chegou a condenação, o mandato no Executivo estava no fim e o projeto político já havia mudado de endereço: saiu do Palácio Rio Branco e foi para a disputa pelo Senado.

Agora o relógio corre de outra maneira. De um lado, uma campanha curta, com data certa para terminar. Do outro, recursos que podem atravessar instâncias e consumir um tempo que a eleição não tem.

A democracia precisa garantir defesa até o último recurso cabível. Mas também precisa garantir ao eleitor algo elementar: saber, com a maior segurança possível, se a pessoa em quem está votando poderá receber o mandato caso seja escolhida.

No caso de Gladson, essa certeza não existe hoje.

Talvez por isso a frase de Crica seja tão precisa. A briga está em Brasília. Só que o voto será dado no Acre. E, se essa briga não terminar antes das urnas, quem poderá pagar a conta da incerteza não será apenas Gladson Cameli.

Será o eleitor.

Blog do Ray diz que vínculo de colaborador do Data Control com governo Mailza levanta dúvidas sobre pesquisa

O Blog do Ray publicou neste sábado (22) que a ligação de José Denis Moura dos Santos, fundador do Data Control e atualmente colaborador do instituto, com o governo da governadora Mailza Assis (PP) passou a ser questionada por grupos de oposição às vésperas da divulgação de uma nova pesquisa sobre a disputa pelo Governo do Acre. José Denis ocupa cargo de direção no Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac).

A publicação afirma que adversários políticos de Mailza avaliam levar o caso à Justiça Eleitoral. O principal questionamento envolve o fato de José Denis exercer uma função comissionada na administração estadual ao mesmo tempo em que mantém relação profissional com o instituto responsável por levantamentos eleitorais que medem o desempenho da própria governadora e de seus adversários.

Atualmente, José Denis aparece na estrutura oficial do Imac como diretor de Gestão Administrativa e Financeira. O Blog do Ray afirma ainda que, na folha de pagamento de julho, ele recebeu remuneração bruta de R$ 18.242,48, com valor líquido de R$ 13.616,18.

A relação de José Denis com o Data Control vem de longa data. Ele participou da criação do instituto em 1997. Em entrevista publicada em 2023, porém, afirmou que deixou de ser proprietário da empresa e que, desde 2019, o instituto pertence à advogada Marina Belandi. Na ocasião, declarou que continuava prestando serviços ao Data Control como colaborador.

Esse ponto diferencia a condição atual de José Denis da posição de proprietário da empresa, mas não encerrou os questionamentos levantados por integrantes da oposição sobre sua atuação simultânea no governo estadual e junto ao instituto.

O Blog do Ray também afirma que partidos de oposição questionam a situação do Data Control perante o Conselho Regional de Estatística da 7ª Região (Conre-7), responsável pela jurisdição que inclui o Acre. Na página pública de profissionais e empresas em situação regular consultada neste sábado, uma busca pelo nome Data Control não apresenta resultado.

A discussão ocorre antes da divulgação de uma nova rodada do Data Control prevista para este domingo (23). De acordo com as informações publicadas, o levantamento ouviu 1.620 eleitores em 20 municípios do Acre e teve custo declarado de R$ 20 mil, pago pelo próprio instituto.

A publicação lembra ainda uma pesquisa divulgada em fevereiro, quando Mailza apareceu com 18,3% das intenções de voto e o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, com 18%. Com margem de erro de 3,5 pontos percentuais, os dois estavam tecnicamente empatados.

Integrantes da oposição ouvidos pelo Blog do Ray afirmam que escritórios de advocacia ligados a grupos políticos avaliam possíveis medidas na Justiça Eleitoral após a divulgação dos novos números. Até o momento, não há decisão judicial citada que suspenda ou invalide o levantamento.

A existência de vínculo profissional ou funcional de uma pessoa ligada a um instituto de pesquisa, por si só, não permite concluir que os resultados tenham sido manipulados. Os questionamentos apresentados pelos adversários de Mailza tratam da independência e da percepção de credibilidade do levantamento, pontos que poderão ser discutidos formalmente caso alguma representação seja apresentada à Justiça Eleitoral.