Créditos de carbono no Acre sob investigação: CEVA apura contratos de R$ 3,4 milhões

A Comissão Estadual de Validação e Acompanhamento (CEVA) cobra explicações sobre contratações da Companhia de Desenvolvimento e Serviços Ambientais do Acre (CDSA) ligadas à comercialização de créditos de carbono. A apuração, que já havia levado a própria estatal a abrir uma auditoria interna em abril de 2026, ganhou repercussão internacional nesta terça-feira, 8 de setembro, com uma reportagem da Quantum Commodity Intelligence. O veículo especializado no mercado de commodities e carbono examinou dois contratos firmados em 2025 com a VR Consultoria, no valor aproximado de R$ 3,4 milhões, e levantou dúvidas sobre os procedimentos adotados para a contratação da consultoria e a escolha da Sylvera e do banco Standard Chartered. O Integração Net já havia identificado R$ 3,25 milhões pagos à VR entre 2023 e 2026 e cobrado do governo a demonstração dos resultados obtidos com esses gastos.

A questão não é apenas quanto o Acre gastou para preparar sua entrada no mercado internacional. A CEVA quer saber por que a CDSA contratou a VR diretamente, quais serviços foram entregues, como os preços foram definidos e se existem vínculos comerciais entre as consultorias e as instituições financeiras envolvidas na operação. A comissão integra a estrutura de participação e controle social do Sistema de Incentivos a Serviços Ambientais (Sisa), política criada para remunerar a conservação ambiental e repartir benefícios com povos indígenas, extrativistas, agricultores familiares e outros grupos que vivem da floresta. As decisões sobre a venda de carbono, portanto, alcançam uma política pública construída ao longo de mais de uma década e recursos que o governo promete destinar a essas populações.

A investigação tem uma sequência anterior à publicação internacional. Em 27 de abril de 2026, a CDSA instituiu, por meio da Portaria nº 21, uma comissão para examinar de forma integrada três contratos da VR Consultoria. O procedimento recebeu o número SEI 0068.010331.00039/2026-38 e foi aberto para apurar “possíveis inconsistências sanáveis e não sanáveis”, permitir correções administrativas e avaliar a continuidade das relações contratuais. Em 18 de agosto, a CEVA encaminhou à Ouvidoria do Sisa um ofício cobrando acesso aos processos e ao resultado da auditoria. O Ministério Público Estadual, o Ministério Público Federal e o Tribunal de Contas do Estado também foram incluídos entre os destinatários para acompanhamento.

A cobrança alcança os contratos nº 002/2024, nº 006/2025 e nº 12/2025. A CEVA pediu cópias integrais dos processos, incluindo os objetos, valores, prazos, justificativas para a contratação direta, pareceres jurídicos, comprovação da especialização da empresa, compatibilidade dos preços e registros de publicação. Também requisitou a relação de todas as consultorias e assessorias brasileiras ou estrangeiras contratadas para as operações do Acre Carbon Standard (ACS) e do programa jurisdicional ART/TREES, com os respectivos fundamentos legais. O pedido inclui informações sobre eventuais vínculos diretos ou indiretos entre essas empresas e as instituições financeiras que participam das negociações.

A CDSA é uma sociedade de economia mista e está submetida à Lei Federal nº 13.303/2016, a Lei das Estatais. A legislação permite a contratação direta em situações específicas, mas exige que a administração demonstre o enquadramento legal, inclusive quando alega inviabilidade de competição e notória especialização. A ausência de licitação, isoladamente, não comprova ilegalidade. O ponto sob exame é se a estatal reuniu os elementos necessários para justificar a escolha da VR e o preço dos serviços. A CDSA informou à Quantum que a legislação admite essas hipóteses, mas não apresentou ao veículo os documentos que sustentariam sua aplicação aos contratos questionados.

Um dos contratos examinados pela Quantum, destinado à obtenção de uma classificação internacional para o programa de carbono, tem valor de R$ 2,57 milhões. A dúvida é se esse montante inclui os honorários da Sylvera ou se corresponde apenas à remuneração da VR Consultoria. A distinção importa porque a contratação envolve serviços diferentes: a consultoria contratada pelo Estado para estruturar a operação e a empresa responsável por avaliar a qualidade dos créditos. Sem os instrumentos completos e a discriminação dos pagamentos, não é possível estabelecer quanto foi destinado a cada serviço nem verificar se houve sobreposição de despesas.

A Sylvera informou à Quantum que seu contrato foi firmado diretamente com a CDSA, sem participação da VR no instrumento. A empresa também afirmou que a consultoria não influenciou a classificação atribuída aos créditos e que desconhece o procedimento de contratação adotado pela estatal acreana. Essas declarações afastam, na versão da Sylvera, a existência de interferência da VR na avaliação técnica, mas não substituem a necessidade de tornar públicos os contratos e os respectivos valores. A apuração não apresenta prova de irregularidade praticada pela agência de classificação.

A escolha do Standard Chartered também entrou no campo das cobranças. O banco anunciou em 7 de agosto de 2025 um acordo para comercializar créditos jurisdicionais do Acre ao longo de cinco anos, com a possibilidade de levar até 5 milhões de créditos ao mercado em 2026. A Quantum afirma que não localizou no Diário Oficial do Estado a publicação do instrumento que formalizaria a parceria. Questionado sobre eventual relação comercial com a VR, o banco não comentou. A ausência de publicação localizada pelo veículo não permite afirmar, por si só, que o contrato não existe ou que houve irregularidade. A questão é qual instrumento foi assinado, quais obrigações foram assumidas e por que seu conteúdo não foi disponibilizado aos órgãos de controle.

A dúvida sobre a natureza do acordo não surgiu agora. Em 21 de agosto, o deputado federal Roberto Duarte, do Republicanos, tornou pública uma cobrança baseada em respostas recebidas de órgãos estaduais. De acordo com o parlamentar, a CDSA informou que não havia contrato de venda assinado com o Standard Chartered, mas um acordo de confidencialidade, enquanto o Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC) havia informado que contratos e pareceres relacionados à operação existiam e estavam sob responsabilidade da estatal. Duarte encaminhou pedidos de informação e representações a órgãos de controle e cobrou a divulgação do resultado da auditoria interna.

O Integração Net acompanha essa diferença desde junho. Em 23 de junho de 2026, a reportagem “Mailza busca crédito de carbono em Londres enquanto Acre paga R$ 3,2 milhões em consultoria dos próprios cofres” apresentou um levantamento de despesas da CDSA no Portal da Transparência. Os registros identificaram R$ 3.256.745,01 pagos à VR Consultoria Empresarial LTDA entre 2023 e 2026, com recursos próprios do Tesouro Estadual. Desse total, R$ 2.534.924,05 haviam sido pagos somente em 2025. Os lançamentos abrangiam serviços relacionados ao Sisa, ao Programa ISA Carbono, ao REDD+, aos créditos jurisdicionais, ao mercado financeiro internacional, à classificação de risco e à articulação com instituições nacionais e estrangeiras.

Os valores exigem cuidado na comparação. Os R$ 3.256.745,01 identificados pelo Integração Net correspondem a pagamentos realizados ao longo de quatro exercícios, enquanto os cerca de R$ 3,4 milhões mencionados pela Quantum representam o valor de dois contratos de 2025. Contrato firmado, despesa empenhada e pagamento realizado são etapas diferentes da execução financeira. Os montantes não podem ser somados nem tratados como equivalentes sem a conferência dos processos, das notas fiscais e dos registros de liquidação. A auditoria deverá permitir essa conciliação e esclarecer se os serviços contratados foram integralmente executados.

Na reportagem de junho, o Integração Net também cobrou respostas sobre o resultado financeiro da política de carbono. A pergunta era quanto o Estado havia recebido pela comercialização de novos créditos jurisdicionais, quais compradores tinham sido identificados e que recursos haviam chegado às comunidades. O acordo anunciado com o Standard Chartered não representava uma venda antecipada nem receita garantida. O próprio banco informou à Reuters, em agosto de 2025, que não havia compromisso de vender os créditos naquele momento. A projeção de até 5 milhões de unidades em 2026 dependia da conclusão das etapas necessárias para que os ativos chegassem ao mercado.

No caso do ART/TREES, o processo ainda depende de etapas técnicas próprias. Em 26 de março de 2026, o secretariado do ART aceitou os documentos apresentados pelo Acre para o período de crédito de 2023 a 2027 e o relatório de monitoramento de 2023. A aceitação autorizou o avanço para a validação e a verificação independentes. A emissão de créditos serializados depende da conclusão dessas etapas e de aprovação posterior pelo conselho do ART. A classificação da Sylvera pode contribuir para a avaliação da qualidade e dos riscos do programa, mas não substitui esse procedimento de certificação.

A estratégia internacional também passou por uma mudança de rota. O Acre havia iniciado negociações com a Coalizão LEAF/Emergent, chegando a assinar uma carta de intenções no fim de 2023. Posteriormente, o governo passou a concentrar a comercialização no Standard Chartered. Em 7 de agosto de 2025, o governo estadual anunciou uma parceria com potencial de até 40 milhões de créditos, enquanto o comunicado do banco apresentou a expectativa de até 5 milhões de créditos chegando ao mercado em 2026. A diferença entre o volume potencial da operação, a quantidade efetivamente emitida e as vendas realizadas precisa permanecer clara para que projeções comerciais não sejam confundidas com receita pública.

Em 26 de junho, o Integração Net aprofundou essa mudança na reportagem “Mailza em Londres: uma reunião que poderia ter sido um e-mail”. A matéria examinou a participação de Victor Hugo Rondon Soto, apresentado pelo governo como gerente-geral do Projeto de Crédito de Carbono do Estado e identificado como sócio-administrador da VR Consultoria, na articulação internacional da política. Também reuniu críticas de representantes da governança do Sisa à falta de acesso às negociações e à utilização do sigilo comercial como justificativa para restringir informações. A relação entre a função exercida por Rondon na estrutura do projeto e os serviços contratados de sua empresa é um dos pontos que exigem delimitação documental: quais atribuições cabiam à consultoria, quem autorizava as decisões e quais entregas eram de responsabilidade de cada contratado.

A repartição dos benefícios dá dimensão social à discussão. A estratégia estadual reserva 72% dos recursos líquidos gerados ao Estado para beneficiários do Sisa e 28% para o poder público. Dentro da parcela destinada aos beneficiários, a divisão anunciada contempla povos indígenas, comunidades extrativistas e agricultores familiares. Para quem vive da floresta, porém, o percentual não resolve sozinho a questão. É necessário conhecer a base de cálculo, os custos descontados antes da repartição, os critérios de distribuição, os responsáveis pelas decisões e os mecanismos de fiscalização. Uma receita anunciada em milhões de dólares não corresponde ao mesmo valor disponível para as comunidades depois de despesas, remuneração de intermediários e demais obrigações da operação.

A participação dessas populações também depende de consulta adequada. Em abril de 2025, o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado do Acre recomendaram que o governo e o IMC garantissem consulta livre, prévia e informada antes de incluir territórios indígenas e comunidades tradicionais no Programa ISA Carbono. Os órgãos defenderam o direito de cada comunidade decidir se deseja participar e, caso queira, desenvolver seus próprios projetos. Também orientaram o Estado a não tratar as consultas públicas regionais sobre repartição de benefícios como substitutas da consulta exigida pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho. A discussão sobre contratos e receitas, portanto, não elimina a obrigação de respeitar os direitos dos povos afetados.

A CEVA também pediu informações sobre o estágio das negociações, o volume de créditos envolvidos, a estrutura financeira, os riscos jurídicos e a destinação prevista para os recursos. À Secretaria de Estado da Fazenda, cobrou esclarecimentos sobre a contabilização de eventuais receitas dos ativos ambientais e sobre a forma de execução e fiscalização desses valores. O ofício estabeleceu prazo de até 20 dias para o fornecimento das informações, prorrogável por mais dez mediante justificativa. A comissão reconheceu a competência legal da CDSA para negociar os créditos, mas cobrou condições para exercer o controle social previsto na própria estrutura do Sisa.

A repercussão internacional acrescenta pressão a uma cobrança que já existia dentro do Acre. A Quantum avalia que dúvidas sobre os procedimentos de contratação podem afetar a confiança no programa jurisdicional e provocar atrasos na emissão dos créditos. Essa possibilidade não significa que os contratos serão anulados, que a comercialização será suspensa ou que a Sylvera e o Standard Chartered tenham cometido irregularidades. O resultado dependerá da análise dos processos e das decisões das instâncias competentes.

A CDSA informou à Quantum que a legislação permite contratações diretas nas hipóteses previstas em lei. A Sylvera afirmou que contratou diretamente com a estatal e que a VR não interferiu em sua avaliação. O Standard Chartered não comentou os questionamentos sobre eventual relação comercial com a consultoria. A VR e os demais envolvidos têm espaço para apresentar suas versões, documentos e esclarecimentos. Até a conclusão das apurações, não há base para atribuir responsabilidade jurídica a qualquer deles.

A prestação de contas precisa permitir que qualquer cidadão acompanhe a sequência completa: quanto foi contratado, quanto foi pago, o que foi entregue, quais créditos foram emitidos, quanto foi vendido, qual receita entrou no Tesouro e que parcela chegou aos beneficiários. Sem essa correspondência, o governo pode apresentar uma operação de grande valor potencial, mas não permite que a população conheça seu resultado financeiro e social.

Para o contribuinte acreano e para as comunidades que devem receber os benefícios, essa é a informação necessária para avaliar uma política que movimenta milhões de reais antes de demonstrar, de forma completa, quanto dinheiro novo produziu e como foi distribuído.

Bocalom visita indústrias em Rio Branco e defende incentivos à produção

O candidato ao Governo do Acre Tião Bocalom visitou indústrias em Rio Branco nesta terça-feira, 8 de setembro, para discutir propostas de incentivo à produção e à geração de empregos. A agenda passou pelo Distrito Industrial e pela Miragina, onde ele conversou com empresários e trabalhadores sobre as necessidades do setor produtivo.

Na Janel, empresa que atua na fabricação de cerâmica e no beneficiamento de madeira, Bocalom defendeu a criação de condições para ampliar investimentos, produção e contratações. O empresário Manoel Eugênio Nogueira participou do encontro e cobrou medidas que permitam o crescimento das empresas acreanas.

O candidato também esteve na Miragina S/A Indústria e Comércio, na Estrada do Aviário. Com mais de 59 anos de atuação, a empresa emprega mais de 150 trabalhadores e mantém três unidades voltadas à fabricação de biscoitos e macarrão e ao beneficiamento de castanha.

Durante a visita, Bocalom ouviu sugestões dos colaboradores e apresentou propostas para estimular novos investimentos. O presidente da Miragina, José Luiz Assis Felício, defendeu segurança e condições para que as empresas continuem investindo no estado.

A proposta apresentada pelo candidato tem como foco ampliar a produção local e aproveitar matérias-primas disponíveis no Acre, com agregação de valor aos produtos. “A nossa proposta é aquecer a economia pelo caminho da produção”, afirmou Bocalom. As medidas foram apresentadas como parte de uma política de incentivo à atividade industrial, mas não foram detalhados valores, prazos ou instrumentos específicos para sua execução.

Jorge Viana acompanha obras na Estrada do Aeroporto e reafirma compromisso com as BRs 364 e 317

Ex-governador destaca retomada dos investimentos federais e afirma que quer atuar no Senado para garantir recursos permanentes às duas principais rodovias do Acre

O candidato ao Senado Jorge Viana acompanhou esta semana o andamento das obras de recuperação da BR-364, no trecho da Estrada do Aeroporto, em Rio Branco, e reafirmou que a infraestrutura rodoviária será uma de suas prioridades caso seja eleito. Durante a visita, ele destacou os investimentos realizados pelo Governo Federal nos últimos anos e defendeu uma solução permanente para as BRs 364 e 317, consideradas fundamentais para a integração territorial e o desenvolvimento econômico do Acre.

Jorge lembrou que as condições das duas rodovias ocuparam grande espaço no noticiário nos últimos anos e atribuiu a deterioração das estradas à falta de investimentos e de manutenção adequada.

“A BR-364 e a BR-317 ficaram muito no noticiário nos últimos anos, mas a verdade é uma só: por puro abandono. Nem o Governo do Estado cuidou, nem aqueles que tiveram oportunidade de ajudar, inclusive ocupando posições importantes no Congresso Nacional. O certo é que a BR-364 quase acabou”, afirmou.

Segundo Jorge, a diferença no volume de recursos destinados à rodovia demonstra a retomada da atenção do Governo Federal para a infraestrutura acreana. Ele ressaltou que, enquanto no governo federal anterior foram destinados cerca de R$ 230 milhões à BR-364 ao longo de quatro anos, nos últimos três anos os investimentos e recursos liberados para a recuperação da estrada já ultrapassam R$ 1,2 bilhão.

“Agora a estrada está recebendo um tratamento definitivo. O que eu estou defendendo é que a gente encontre uma solução para que essa estrada saia da pauta dos maus políticos e fique como aquilo que ela realmente é: a espinha dorsal da infraestrutura do Acre”, declarou.

Articulação por recursos mesmo sem mandato

Durante a visita à Estrada do Aeroporto, Jorge destacou que, mesmo sem exercer atualmente mandato parlamentar, participou das articulações em Brasília para assegurar investimentos nas rodovias acreanas. Ele citou reuniões com o então ministro dos Transportes Renan Filho e com o atual ministro George Santoro.

Entre as intervenções mencionadas está justamente o trecho entre Rio Branco e o aeroporto, onde Jorge acompanhou o andamento dos serviços. Segundo ele, estão sendo investidos cerca de R$ 40 milhões na recuperação do segmento, com a utilização de macadame, uma camada de aproximadamente 25 a 30 centímetros de pedra utilizada como base para aumentar a resistência da pavimentação.

Jorge também recordou que esse trecho da rodovia foi executado durante seu período como governador do Acre e ressaltou a importância de realizar agora uma intervenção mais duradoura.

“Mesmo sem ter mandato, fui atrás. Estive com o ministro Renan Filho e depois com o ministro George Santoro, e garantimos recursos para fazer esse trecho de Rio Branco até o aeroporto de forma definitiva. Só nele estão sendo investidos cerca de R$ 40 milhões”, disse.

De acordo com Jorge, aproximadamente 60 quilômetros da BR-364 já receberam serviços com essa técnica. Ele destacou ainda a previsão de licitação para intervenções em mais de 100 quilômetros entre Sena Madureira e a região posterior a Manoel Urbano, além da recuperação, pelo atual Governo Federal, de cerca de 120 pontos da rodovia que apresentavam problemas de desmoronamento.

“Quero ser senador para cuidar dessas duas estradas”

Jorge afirmou que pretende transformar a atenção permanente às BRs 364 e 317 em uma das prioridades de seu eventual mandato. Para ele, as duas rodovias precisam deixar de depender de ações emergenciais e passar a contar com planejamento, manutenção e recursos contínuos.

“Eu quero ser senador para cuidar dessas duas estradas: da divisa do Acre com Rondônia até Cruzeiro do Sul, pela BR-364, e da divisa com o Amazonas até Assis Brasil, pela BR-317, que é a nossa Estrada do Pacífico. Esse é um dos desafios que me motivam a ser senador”, afirmou.

O candidato também fez críticas ao uso político dos problemas enfrentados nas rodovias e disse que pretende trabalhar para que a precariedade das estradas não volte a ser uma realidade recorrente para a população.

“Vamos acabar com essa história de políticos ganharem eleição às custas da desgraça do povo acreano e da falta de apoio para a infraestrutura. O melhor jeito de fazer isso é ter alguém que faça um trabalho sério”, declarou.

Jorge acrescentou que já tratou do assunto diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou ter recebido do presidente o compromisso de manutenção dos investimentos necessários às rodovias acreanas.

“O presidente Lula já me garantiu que vai assegurar os recursos para que a estrada nunca mais volte a viver o drama que viveu nos últimos anos. É esse trabalho que quero fazer no Senado: garantir recursos, acompanhar as obras e cuidar para que a BR-364 e a BR-317 sejam tratadas como infraestrutura permanente e estratégica para o futuro do Acre”, concluiu.

Assessoria

Alan Rick comemora liderança na Veritá e aposta em campanha de rua

O senador Alan Rick (Republicanos), candidato ao Governo do Acre, comemorou nesta terça-feira (8) o resultado da pesquisa do Instituto Veritá, que o colocou na liderança da disputa com 39,8% das intenções de voto. Durante uma agenda de rua, ele afirmou que os números reforçam a estratégia de manter contato direto com os eleitores e apresentar propostas para o estado.

“Isso nos deixa muito felizes e mostra que a nossa campanha está no caminho certo”, afirmou Alan. O candidato disse que a recepção da população tem sido construída por meio de conversas e visitas, em uma campanha que classificou como “pé no chão”. Ele também associou o resultado à expectativa de mudanças no Acre.

Na avaliação do senador, a liderança aumenta a confiança no trabalho desenvolvido até agora. Alan agradeceu o apoio dos eleitores e afirmou que pretende continuar percorrendo os municípios para ouvir a população e defender seu projeto de governo.

No cenário estimulado da Veritá, Alan aparece 11,9 pontos percentuais à frente de Mailza Assis (PP), que tem 27,9%. Tião Bocalom (PSDB) ocupa a terceira posição, com 11,7%. Os demais candidatos somam 12,5%, enquanto brancos, nulos, indecisos e pessoas que não responderam representam 7,9%.

A pesquisa foi realizada por iniciativa própria do Instituto Veritá entre 29 de agosto e 1º de setembro de 2026, com 1.030 eleitores em todo o Acre. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número AC-08816/2026.

12ª edição do Cultura na Praça reúne artistas e empreendedores em Rio Branco

A 12ª edição do Cultura na Praça reuniu artistas, artesãos e pequenos empreendedores no domingo (6), na Praça dos Povos da Floresta, no Centro de Rio Branco. Com entrada gratuita, o evento contou com apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação (SDTI), e parceria com o grupo Jovens do Futuro. A programação buscou ampliar o acesso à cultura e oferecer espaço para a comercialização de produtos locais.

A iniciativa integrou o Festival Jovens do Futuro, realizado entre os dias 3 e 6 de setembro. O festival reuniu atividades culturais e socioambientais, com participação de jovens e apresentações ligadas às identidades amazônicas.

Além das atrações artísticas, o público encontrou uma feira com produtos de pequenos negócios e peças de artesanato. Os expositores puderam apresentar seus trabalhos, vender diretamente aos visitantes e divulgar seus empreendimentos.

A diretora de Desenvolvimento Econômico da SDTI, Lara Costa, afirmou que a participação em eventos desse tipo ajuda os empreendedores a ampliar as vendas e alcançar novos clientes. A ocupação dos espaços públicos com atividades culturais e de lazer também faz parte da proposta.

O jornalista William Azevedo, de 23 anos, que participou da programação, defendeu a realização de iniciativas semelhantes em outras regiões da cidade. “Espero que outras iniciativas similares ocorram não só no centro, mas também na periferia”, afirmou.

A Prefeitura pretende manter o apoio a projetos que reúnam cultura, empreendedorismo e atividades em espaços públicos. O Cultura na Praça oferece programação gratuita e cria oportunidades de comercialização para trabalhadores que dependem da venda de produtos e serviços.

Dois homens são presos por violência contra a mulher no Juruá

Dois homens foram presos no sábado (5) por suspeita de violência contra a mulher em Cruzeiro do Sul e Mâncio Lima, no Vale do Juruá, interior do Acre. Em Cruzeiro do Sul, uma jovem de 20 anos foi agredida com socos, sofreu ferimentos e perdeu a consciência. Em Mâncio Lima, uma mulher de 35 anos denunciou ameaças do companheiro após episódios de conflitos dentro de casa, presenciados pelos filhos.

A ocorrência de Cruzeiro do Sul foi registrada durante a madrugada, em uma residência na Rua Alita, no bairro do Telégrafo. Uelmisson Figuiredo Santiago, de 46 anos, foi preso suspeito de agredir a companheira. O caso foi registrado como lesão corporal dolosa no contexto de violência doméstica.

A vítima procurou a Delegacia Geral para pedir ajuda. Ela apresentava sangramento, escoriações pelo corpo e uma lesão na cabeça. A jovem contou que havia consumido bebida alcoólica com o companheiro e, depois de voltar para casa, foi dormir. Algum tempo depois, acordou com o homem sobre seu corpo e passou a receber socos. Ela relatou ainda que sofreu um golpe na cabeça e perdeu a consciência.

Quando recobrou os sentidos, percebeu que o companheiro tentava cuidar dos ferimentos. A mulher conseguiu pegar uma motocicleta e seguir até a delegacia. Policiais foram ao apartamento do casal, mas não encontraram o suspeito inicialmente. Após buscas, ele foi localizado e preso.

A jovem permaneceu em atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), enquanto o suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil.

Em Mâncio Lima, Gilmar Alves da Costa, de 43 anos, foi preso na noite de sábado, no bairro Iracema. A esposa, de 35 anos, relatou que ele chegou em casa embriagado, entrou no imóvel e trancou a porta, impedindo que ela entrasse. A mulher ficou do lado de fora acompanhada dos filhos.

Ela contou que a Polícia Militar já havia sido acionada pela manhã por causa de uma situação semelhante. Após o primeiro episódio, familiares levaram o homem para a comunidade São Domingos, na tentativa de evitar novos conflitos. Ele retornou à residência e, conforme o relato da esposa, voltou a ameaçá-la.

A mulher também afirmou que o companheiro costumava chegar em casa após consumir bebidas alcoólicas e quebrar objetos. Nessas ocasiões, os filhos ficavam assustados e choravam. Os policiais deram voz de prisão ao homem, que foi levado à Delegacia de Polícia Civil de Cruzeiro do Sul.

As duas ocorrências envolveram violência no ambiente doméstico e terminaram com a prisão dos suspeitos. A Lei Maria da Penha prevê medidas de proteção para mulheres em situação de violência doméstica e familiar, que pode ocorrer de forma física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral.

Mulheres que precisam de orientação ou desejam denunciar podem procurar a Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180. Em situações de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.

Jorge Viana grava com Luiz Albuquerque no Juruá e diz que eleição não é guerra

Jorge Viana publicou nesta segunda-feira, 7, um vídeo ao lado do influenciador digital Luiz Albuquerque, em Cruzeiro do Sul, no Vale do Juruá, e usou a conversa para defender uma disputa eleitoral sem clima de guerra. Na legenda da publicação, ele escreveu que a eleição deve ser uma chance de construir um futuro melhor e agradeceu ao criador de conteúdo por compartilhar “desses sonhos”.

Luiz Albuquerque é um nome conhecido nas redes sociais de Cruzeiro do Sul. Com vídeos feitos nas ruas, linguagem popular e forte presença entre moradores do Juruá, ele ganhou espaço mostrando personagens locais, situações do cotidiano, manifestações culturais e cobranças da população. Essa marca aparece na gravação com Viana, quando o influenciador comenta que basta caminhar pela cidade para ser parado por pessoas que querem falar de problemas, fazer reclamações e opinar sobre o futuro.

“A gente dá um passo e a galera para a gente aqui para comentar, para falar, para colocar suas reclamações e para falar sobre o futuro novo daquilo que ficou para trás”, disse Luiz Albuquerque.

Ao apresentar o influenciador, Viana citou a força dele nas redes e associou o trabalho do blogueiro à valorização da cultura acreana. “Cruzeiro do Sul. Olha só que quem está aqui comigo, Luiz Albuquerque, o cara mais famoso nas redes sociais do Cruzeiro do Sul, faz um trabalho lindo, social, valorizando a cultura do nosso povo do Acre, especialmente aqui do Juruá”, afirmou.

A gravação tem tom de caminhada de rua, longe do formato tradicional de discurso político. Viana aparece conversando com Luiz e recupera lembranças de obras no Acre, ao dizer que houve um período em que faltou mão de obra local para atender à quantidade de serviços em andamento. Ele afirmou que precisou buscar trabalhadores em Curitiba, Brasília, Goiânia, Cuiabá e Porto Velho para funções como armação de ferro e caixaria.

“Tinha tanta obra que eu tive que trazer gente de Curitiba, de Brasília, de Goiânia, de Cuiabá e Porto Velho. Não tinha mais ninguém profissional no Acre pra contratar, pra virar ferro, caixaria e tal”, disse Viana.

A presença de Luiz Albuquerque na publicação aproxima a mensagem de Viana de um público que acompanha a política pelo celular, principalmente no interior. No Juruá, o influenciador construiu audiência justamente por circular entre moradores, ouvir queixas e transformar a rotina local em conteúdo de grande alcance regional. “Eleição não é guerra, é oportunidade de construirmos um futuro melhor. Esse é meu propósito como senador dos acreanos. Obrigado por compartilhar desses sonhos, querido Luís”, escreveu Jorge.

Ônibus com estudantes tomba na BR-364 durante viagem para premiação em Rio Branco

Um ônibus que levava estudantes e profissionais da educação para uma cerimônia de premiação em Rio Branco tombou por volta das 9h desta segunda-feira (7), na BR-364, entre Cruzeiro do Sul e Tarauacá, no interior do Acre. O veículo atingiu um poste às margens da rodovia. Não houve registro de feridos, e a viagem foi interrompida. O grupo está sendo levado de volta a Cruzeiro do Sul.

A comitiva seguia para a capital para participar, na terça-feira (8), da premiação do projeto Estudantes em Movimento. A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) informou que viajavam nove estudantes, três professoras e uma representante da pasta. Os alunos são das escolas estaduais Indígena Ixubãy Rabui Puyanawa, de Mâncio Lima; Maria Lima de Souza, de Cruzeiro do Sul; e Francisco Braga de Souza, de Rodrigues Alves.

O acidente ocorreu na região da comunidade Liberdade. A SEE situou o tombamento no km 89 da rodovia, enquanto a informação inicial publicada pela ContilNet apontava o km 7, logo após a comunidade. A localização quilométrica exata ainda não foi esclarecida.

A secretaria acionou suas equipes em Tarauacá e Feijó e a Secretaria de Estado de Segurança Pública para prestar apoio aos ocupantes. A pasta também informou que acompanha o retorno da comitiva e oferece assistência aos envolvidos e seus familiares.

O secretário de Estado de Educação e Cultura, Reginaldo Prates, assinou a nota oficial sobre a ocorrência. O comunicado não detalha a dinâmica do acidente nem informa o que provocou o tombamento. Também não há confirmação sobre eventual participação dos estudantes na cerimônia após o retorno a Cruzeiro do Sul.

Eduardo Velloso defende centros cirúrgicos nos 22 municípios para reduzir viagens de pacientes

Assessoria

O candidato ao Senado, Dr. Eduardo Velloso, defende a criação e estruturação de centros cirúrgicos nos 22 municípios do Acre como uma das medidas para ampliar o acesso à saúde também no interior. Médico há mais de duas décadas, Velloso considera que procedimentos de menor e média complexidade podem ser realizados mais perto dos pacientes, evitando deslocamentos desnecessários até capital ou aos poucos municípios que contam com a estrutura.

A proposta prevê que cada município tenha uma estrutura cirúrgica compatível com sua realidade, com equipamentos, profissionais e condições adequadas para realizar os procedimentos que possam ser descentralizados. Os casos de maior complexidade continuariam encaminhados aos hospitais de referência.

“Tem muita cirurgia que não precisa obrigar uma pessoa a sair do seu município, gastar com viagem e ficar longe da família. Nós precisamos levar estrutura para perto do paciente. O que puder ser resolvido no município deve ser resolvido ali”, afirma Velloso.

A defesa da interiorização está ligada à atuação de Velloso na saúde durante o mandato de deputado federal. Entre os investimentos articulados estão recursos para cirurgia robótica na Fundhacre, videolaparoscopia e novos serviços especializados, além do apoio à construção do novo Hospital da Criança e à ampliação de atendimentos no interior.

Segundo Velloso, no Senado a proposta é buscar recursos federais para equipar os municípios e ampliar progressivamente sua capacidade de atendimento. “Não estamos falando de colocar uma cirurgia de alta complexidade em cada cidade. Estamos falando de dar condições para que cada município faça aquilo que pode fazer com segurança. Isso desafoga os grandes hospitais e, principalmente, facilita a vida de quem mora no interior”, explica.

Para o candidato, a descentralização dos serviços deve fazer parte de uma política mais ampla de fortalecimento da saúde nas regionais, com mais especialistas, tecnologia e integração entre os municípios e os hospitais de referência.

Cruzeiro do Sul celebra 7 de Setembro com hasteamento de bandeiras no centro

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul realizou, na manhã desta segunda-feira, 7 de setembro, uma solenidade cívica no centro da cidade para celebrar o Dia da Independência do Brasil. O evento reuniu autoridades civis e militares, estudantes e servidores públicos, com o objetivo de promover o civismo e aproximar as crianças dos símbolos nacionais.

Durante a cerimônia, foram hasteadas as bandeiras do Brasil, do Acre e de Cruzeiro do Sul. Participaram o prefeito Zequinha Lima, o comandante do 61º Batalhão de Infantaria de Selva (61º BIS), tenente-coronel Fábio Moreira, representantes do Governo do Estado, comandantes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Marinha e Aeronáutica, além de servidores municipais e estaduais.

O tenente-coronel Fábio Moreira afirmou que a data também é lembrada por brasileiros que vivem fora do país. “O 7 de Setembro não é apenas para o Brasil, é para o brasileiro em qualquer lugar do mundo. Onde nós tenhamos um brasileiro, tenho certeza que, no dia de hoje, ele se lembra da independência do país dele. A importância dessas atividades é justamente o incremento do sentimento de brasilidade, de civismo e de patriotismo.”

A participação dos estudantes fez parte da proposta de trabalhar o respeito aos símbolos nacionais e a formação cidadã desde os primeiros anos escolares. A secretária municipal de Educação, Rosa Lebre, afirmou que a presença das crianças na solenidade permite que elas conheçam e pratiquem valores ligados à cidadania. “Desde pequenininhos, a gente já precisa ensinar e incentivar essa participação. É uma forma de eles aprenderem a respeitar a nossa Pátria.”

A gestora da Escola 21 de Abril, Artemísia da Silva, contou que a unidade mantém atividades cívicas na rotina dos alunos, com a execução do Hino Nacional às segundas-feiras. Ela afirmou que os estudantes receberam com entusiasmo o convite para participar da cerimônia. “Eles ficaram eufóricos quando foram convidados para participar. É um momento rápido, mas muito preciso e importante para eles.”

Entre os alunos presentes, Auxilândio Conceição, de 10 anos, falou sobre o significado da data. “Eu acho muito importante porque a gente está aqui para celebrar um dia que o Brasil é independente.”

O prefeito Zequinha Lima afirmou que a celebração busca manter as tradições cívicas e envolver as novas gerações na história do país. “Celebrar a Independência do Brasil é também reafirmar o nosso compromisso com a cidadania, com o respeito e com a construção de um futuro melhor. É muito importante ver nossas crianças participando desse momento, aprendendo desde cedo a valorizar os símbolos nacionais e a história do nosso país.”