Expoacre Juruá 2026 anuncia shows de Natanzinho Lima, padre Fábio de Melo e Leonardo

A Expoacre Juruá 2026 será realizada de 30 de junho a 5 de julho, em Cruzeiro do Sul, com shows nacionais já confirmados de Natanzinho Lima, Banda Morada, Tierry, padre Fábio de Melo e Leonardo. A programação do dia 3 de julho ainda não teve atração divulgada.

O anúncio da grade foi feito nesta quinta-feira, 11 de junho, durante encontro entre representantes do governo do Acre e da Prefeitura de Cruzeiro do Sul. A feira chega à 21ª edição com a expectativa de movimentar setores como hotelaria, comércio, entretenimento e agronegócio na região do Juruá.

Natanzinho Lima abre a programação no dia 30 de junho. No dia 1º de julho, a noite gospel terá show da Banda Morada. Tierry sobe ao palco em 2 de julho. Padre Fábio de Melo se apresenta em 4 de julho. Leonardo encerra a programação no dia 5.

Durante o lançamento, o prefeito Zequinha Lima afirmou que a estrutura do município está sendo preparada para receber o evento e destacou o impacto da feira para os empreendedores locais. Representando o governo estadual, Rosa Sampaio disse que a meta é fazer da edição de 2026 um marco para a região e confirmou a festa oficial de lançamento da Expoacre Juruá para 13 de junho, no estádio Arena do Juruá.

Major Rocha cobra responsabilização por queda da ponte de Sena Madureira e rejeita tese de fatalidade

Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-vice-governador Major Rocha afirmou que o desabamento da ponte de Sena Madureira não pode ser tratado como fatalidade e acusou o governo e a construtora responsável pela obra de tentarem se eximir da responsabilidade. Na gravação, ele diz que a narrativa de que o colapso foi provocado pelo fenômeno das chamadas terras caídas não encerra o caso e, ao contrário, reforça a suspeita de falhas técnicas no estudo, no projeto e na execução da estrutura.

Rocha sustenta que o fenômeno geológico é amplamente conhecido na Amazônia e, por isso, deveria ter sido considerado ainda na fase de planejamento da obra. Na avaliação dele, se a movimentação de terra realmente abalou a estrutura da ponte, isso não afasta a responsabilidade da empresa. “A engenharia existe justamente para prever riscos e adotar medidas capazes de evitá-los”, afirmou.

No vídeo, ele também questiona a posição apresentada por representantes do governo e da empresa após o desabamento. Para Rocha, houve uma tentativa de enquadrar o episódio como caso fortuito, o que poderia abrir caminho para afastar eventual responsabilização. Ele rebate esse entendimento ao afirmar que eventos previsíveis e conhecidos da realidade amazônica não podem ser usados como justificativa automática para o colapso de uma obra pública.

A crítica também alcança o poder público. Rocha afirma que o Estado tinha a obrigação de fiscalizar a execução da ponte, verificar as condições de segurança da estrutura e acompanhar a entrega de uma obra custeada com dinheiro público. Segundo ele, a discussão não se limita à esfera civil, com eventual reparação por danos, mas pode avançar também para a esfera criminal, caso sejam confirmadas negligência, imprudência ou imperícia.

Ao longo da gravação, o ex-vice-governador afirma que a ponte foi construída pela Construtora Cidade e desabou pouco mais de dois anos depois da entrega, o que, segundo ele, amplia a gravidade do caso. Rocha diz ainda que não aceita “jogo de empurra empurra” entre governo e empresa e cobra esclarecimentos técnicos sobre as causas do desabamento, retirada dos destroços do rio e definição das próximas providências.

A fala de Major Rocha amplia a pressão política em torno do caso e coloca no centro do debate não apenas a origem do desabamento, mas também a responsabilidade por uma obra que, agora, passa a ser alvo de questionamentos sobre projeto, fiscalização e segurança.

OPIRJ reúne 60 participantes em formação sobre acervo e produção cultural indígena em Cruzeiro do Sul

A Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá realizou, entre 2 e 8 de junho de 2026, uma formação voltada à organização de acervos e à capacitação de produtores culturais indígenas no Centro Diocesano de Treinamento, em Cruzeiro do Sul. A atividade reuniu representantes dos 15 territórios indígenas da base da entidade e integrou o Eixo 4 do Projeto Gestão Territorial OPIRJ, com foco na preservação da memória, dos saberes tradicionais e da produção cultural dos povos da região do Juruá.

Cerca de 60 pessoas participaram da programação, entre lideranças, representantes territoriais e equipe técnica da organização. Para viabilizar a presença dos participantes, a logística incluiu transporte fluvial, aerotáxi, táxis e apoio com combustível, de acordo com a realidade de cada território.

Ao longo da semana, os participantes tiveram atividades sobre organização de acervos culturais, preservação de artefatos tradicionais, documentação de conhecimentos ancestrais e formas de ampliar a transmissão desses saberes entre gerações. A programação também tratou da valorização da arte indígena e do fortalecimento da atuação de produtores culturais dentro dos próprios territórios.

A formação incluiu aulas de audiovisual para criação de acervos digitais, com orientação sobre organização, catalogação e preservação de fotografias, vídeos, documentários e outros registros ligados à história de cada povo. Houve ainda conteúdo sobre pesquisa e identificação de materiais audiovisuais já produzidos sobre os territórios, como forma de reforçar a memória coletiva.

Outro eixo do encontro foi a elaboração de projetos culturais. Os participantes receberam orientações sobre planejamento, construção de propostas, captação de recursos e acesso a editais de incentivo, numa tentativa de ampliar a autonomia das comunidades na criação e execução de ações voltadas à salvaguarda dos conhecimentos tradicionais.

A programação também teve oficinas práticas, rodas de conversa, exposições de artesanato, apresentações culturais e uma visita ao Museu de Cruzeiro do Sul. O debate incluiu ainda a proteção dos conhecimentos tradicionais e dos saberes sagrados, com ênfase no direito de cada povo decidir o que pode ser compartilhado publicamente e o que deve permanecer resguardado no interior das comunidades.

A atividade foi conduzida por consultoria contratada pela OPIRJ por processo seletivo e acompanhada pela equipe técnica da organização, responsável pelo credenciamento, apoio logístico, registros fotográficos e audiovisuais e suporte às ações realizadas durante a semana. A iniciativa reforça a aposta da entidade em ações de valorização cultural e preservação da memória indígena no Vale do Juruá.

Associação Amigos CZS faz ação oftalmológica gratuita na Vila Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul

A Associação Amigos CZS realizou uma ação gratuita de triagem oftalmológica na Vila Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul, com atendimento voltado a moradores da comunidade e oferta de exames para prevenção, diagnóstico e acompanhamento de problemas de visão. A iniciativa teve apoio do deputado estadual Pedro Longo e da vereadora Valéria Lima, além de parceria com a Consultoria Especial de Promoção Hospital Rodrigues Landim.

Durante a ação, a população teve acesso a exames de acuidade visual, tonometria, retinografia, ceratometria, biomicroscopia e refração computadorizada. O atendimento buscou ampliar o acesso a serviços especializados de saúde visual em uma região onde esse tipo de assistência nem sempre chega com facilidade.

A atividade faz parte do projeto Cuidando de Pessoas, desenvolvido pela Associação Amigos CZS, que reúne ações nas áreas de saúde, cidadania e qualidade de vida em comunidades de Cruzeiro do Sul e municípios do entorno. Ao longo do dia, dezenas de moradores passaram pela triagem, o que permitiu identificar casos que precisam de acompanhamento e encaminhamento para tratamento.

Presidente da Associação Amigos CZS, Jefferson Oliveira afirmou que a proposta é levar atendimento especializado para mais perto da população. “Nosso compromisso é aproximar o atendimento especializado das pessoas que mais precisam. Cuidar da saúde visual é promover qualidade de vida e bem-estar para toda a população”, disse.

Pedro Longo afirmou que o apoio a ações preventivas ajuda a ampliar o acesso da população à saúde. “Investir em saúde é investir diretamente na qualidade de vida das pessoas. É gratificante apoiar iniciativas que levam atendimento especializado para mais perto da população e fortalecem a prevenção de doenças”, declarou.

Valéria Lima destacou o impacto social da ação na comunidade. “Quando os serviços chegam às comunidades, estamos levando cuidado, dignidade e cidadania. Essa iniciativa representa mais acesso à saúde para as famílias da Vila Santa Luzia”, afirmou.

A mobilização reforça a atuação conjunta da Associação Amigos CZS, do projeto Cuidando de Pessoas, da Consultoria Especial de Promoção Hospital Rodrigues Landim e de lideranças políticas locais em ações voltadas à saúde da população do Vale do Juruá.

Rodrigues Alves recebe novos maquinários para reforçar obras e manutenção de ramais

A Prefeitura de Rodrigues Alves começou a receber novos maquinários para ampliar a frota municipal e reforçar os serviços públicos na cidade e na zona rural. O município foi contemplado com duas escavadeiras hidráulicas, uma motoniveladora e dois tratores de esteira, que devem ser usados na recuperação e manutenção de ramais, apoio à produção rural, execução de obras e outras ações de infraestrutura.

A chegada dos equipamentos amplia a capacidade operacional do município em áreas consideradas estratégicas para o atendimento da população, sobretudo em regiões que dependem de estradas vicinais para deslocamento, escoamento da produção e acesso a serviços públicos. A expectativa da gestão municipal é dar mais agilidade aos trabalhos e melhorar as condições de atendimento em diferentes frentes.

Os maquinários foram viabilizados por meio de emendas parlamentares destinadas pelo senador Sérgio Petecão e pelos deputados federais Zezinho Barbary e Antônia Lúcia. Os recursos reforçam a estrutura da prefeitura em um momento de ampliação dos investimentos em infraestrutura e apoio às atividades do campo.

Com os novos equipamentos, a administração municipal busca aumentar a eficiência dos serviços e atender com mais rapidez as demandas da população, tanto na área urbana quanto na zona rural.

Prefeitura de Cruzeiro do Sul autoriza obra de R$ 870 mil na Estrada do Passo Fundo

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul assinou nesta terça-feira (9) a ordem de serviço para a recuperação e manutenção da estrada que atende as comunidades Passo Fundo, São Luiz e Sacado do Romeu. A obra prevê terraplanagem e instalação de dispositivos de drenagem, com investimento de R$ 870 mil viabilizado por emenda parlamentar do deputado federal Coronel Ulisses.

A assinatura foi feita pelo prefeito Zequinha Lima, que destacou o impacto da intervenção para os moradores da região rural. Segundo ele, a manutenção das estradas melhora o deslocamento das famílias e reforça o acesso das comunidades a serviços e atividades do dia a dia.

O presidente da Associação de Moradores da Comunidade Passo Fundo, Genivaldo Rocha, afirmou que a melhoria da via atende a uma demanda antiga dos moradores. “Quero agradecer ao prefeito Zequinha e ao deputado Ulisses pelo benefício que está chegando em nossa comunidade. Ter uma estrada melhor sempre foi um sonho nosso que hoje começa a se concretizar”, disse.

A moradora Lucilene Andrade também comemorou o início dos trabalhos e afirmou que a obra deve ampliar a mobilidade e a segurança para quem vive na área. “Hoje é um momento de grande alegria e gratidão para a nossa comunidade Passo Fundo, São Luís e Sacado do Romeu. Essa conquista representa muito mais do que uma obra. Significa melhoria, mobilidade, mais segurança para as nossas famílias, melhor condição e acesso para os estudantes, trabalhadores e produtores rurais”, declarou.

O deputado federal Coronel Ulisses afirmou que a execução dos serviços cumpre um compromisso assumido com os moradores. “É um prazer imenso, uma honra poder estar aqui fazendo algo com que eu tinha me comprometido. Hoje estamos aqui juntamente com o prefeito Zequinha Lima assinando essa ordem de serviço que vai trazer mais dignidade para essas pessoas”, afirmou.

O evento reuniu moradores, secretários municipais e vereadores.

Prefeitura de Rio Branco reforça vacinação e mobiliza rede de saúde contra síndromes respiratórias

A Prefeitura de Rio Branco reuniu na terça-feira, 9 de junho, mais de 60 coordenadores das unidades de Atenção Primária para alinhar ações de prevenção, monitoramento e atendimento diante do aumento dos casos de síndromes respiratórias na capital. A medida busca fortalecer a rede municipal de saúde e ampliar a vacinação contra a influenza, apontada pela gestão como uma das principais formas de evitar agravamentos e internações.

Durante o encontro, a Secretaria Municipal de Saúde apresentou o cenário epidemiológico mais recente e definiu estratégias para reforçar a atuação das equipes nas unidades básicas. A orientação é ampliar o acolhimento, a triagem e o acompanhamento dos pacientes, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.

A diretora de Vigilância em Saúde, Socorro Martins, afirmou que a cobertura vacinal entre os grupos prioritários está em torno de 40%, índice considerado abaixo do ideal para este momento. O alerta se concentra principalmente em crianças, idosos, gestantes e puérperas, públicos com maior risco de complicações causadas pela influenza.

O diretor de Cuidados com a Saúde na Comunidade, Everton Maia, disse que a atenção primária tem papel central no enfrentamento das síndromes respiratórias, tanto na orientação à população quanto no atendimento inicial dos casos. A avaliação da prefeitura é que o reforço da rede básica ajuda a reduzir a pressão sobre os serviços de maior complexidade.

O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, afirmou que a mobilização faz parte de um conjunto de ações para ampliar a resposta da rede municipal neste período de maior circulação de vírus respiratórios. A recomendação é que as pessoas dos grupos prioritários procurem as unidades de saúde para atualizar a vacinação e reforçar a proteção contra formas graves da doença.

Médico Thor Dantas foca em reestruturação da saúde e desenvolvimento econômico em pré-candidatura ao governo do Acre

O médico infectologista Thor Dantas detalhou seu plano de governo para o Estado do Acre durante sabatina no podcast Bar do Vaz, apresentado pelo jornalista Roberto Vaz. Pré-candidato ao governo estadual, Dantas propõe uma quebra na polarização ideológica para focar na reestruturação do sistema de saúde, na ampliação da infraestrutura viária e na inserção do estado em novas rotas comerciais da Ásia. A movimentação política busca atrair eleitores insatisfeitos com a atual gestão e conter o êxodo de jovens acrianos gerado pela ausência de oportunidades profissionais.

A corrida eleitoral no Acre ganha contornos de readequação administrativa. Pesquisas iniciais de intenção de voto colocam Dantas com 2% da preferência do eleitorado, atrás de nomes consolidados como Alan Rick, com 39%. Os números preliminares não alteram a estruturação da campanha, que foca no planejamento de longo prazo e no diálogo direto com a população nas ruas. O pré-candidato diagnostica um esvaziamento da capacidade de investimento do atual governo, que executa apenas 35% de seu orçamento disponível. O principal gargalo da gestão pública acriana é a escassez de planejamento e liderança, refletida na estagnação de obras civis e na precarização de unidades hospitalares do interior, a exemplo da estrutura de Sena Madureira.

A saúde pública é o eixo central do programa. Com 28 anos de atuação no estado e participação direta na criação do curso de medicina e da residência médica local, Dantas avalia a ampliação do número de leitos e a construção de um novo complexo hospitalar como medidas emergenciais. O projeto abrange a implementação de um plano de carreira sólido para fixar os cerca de 50 especialistas formados anualmente no Acre, contendo a fuga de profissionais para outros grandes centros. A reestruturação do Sistema Único de Saúde (SUS) passará obrigatoriamente por uma pactuação com as prefeituras, garantindo o atendimento básico nos municípios e aliviando a superlotação nos prontos-socorros da capital. “A saúde tem uma parte que é cara realmente, mas tem coisa na saúde que é só trabalho em equipe para dar conta. Se eu tratar as hepatites aqui embaixo, eu evito o transplante lá em cima”, declarou o médico.

No campo econômico, a diretriz é a diversificação produtiva. O plano engloba o asfaltamento integral e permanente da ligação viária entre Cruzeiro do Sul e Rio Branco, além da injeção de crédito e fomento no agronegócio, na agricultura familiar e no extrativismo. O objetivo estratégico é utilizar o recém-inaugurado Porto de Chancay, no Peru, para exportar a produção acriana diretamente ao mercado asiático. Essa rota comercial servirá de alavanca para a industrialização local de insumos como castanha, cupuaçu e proteína animal. O desenvolvimento tecnológico, atrelado à geração de emprego e renda, forma a base do projeto para manter a força de trabalho jovem dentro do estado.

O pré-candidato rechaça a manutenção do embate entre esquerda e direita, classificando a disputa ideológica excessiva como um entrave governamental. A proposta defende o diálogo irrestrito com todas as esferas de poder e correntes políticas, assegurando a captação de recursos federais vitais para a sobrevivência econômica do estado. O desgaste gerado pela condução da crise sanitária nos anos anteriores e a fragmentação do grupo político que atualmente governa o Acre pavimentam o cenário no qual a nova chapa tenta se estabelecer.

A consolidação dessa plataforma eleitoral reconfigura o tabuleiro político acriano, forçando o debate público a abandonar as pautas exclusivamente ideológicas para se concentrar na execução orçamentária e na eficiência dos serviços básicos. O avanço da pré-candidatura ao longo do período pré-eleitoral testará a viabilidade de converter o desgaste da administração vigente em capital político, definindo o modelo de gestão, as alianças federativas e os padrões de investimento público no Acre para a próxima década.

Sumiço da Arenga du Acre repercute nas redes após página ampliar pressão sobre políticos

A página Arenga du Acre saiu do ar e o desaparecimento do perfil provocou reação imediata nas redes sociais acreanas, com questionamentos sobre o que aconteceu com uma conta que vinha ocupando espaço frequente no debate político local. A repercussão ganhou força a partir de publicações do sena_news_ e da acre.diario e foi ampliada por prints de stories que passaram a circular entre seguidores da página.

Em um dos stories, Gina Menezes questiona diretamente o caso: “Como assim derrubaram a conta do Arenga do Acre? Censura? ah não. Bom demais acompanhar o Arenga”. Em outra publicação, Hermington afirma que a conta, “com milhares de seguidores”, saiu do ar “misteriosamente” e cobra atenção da imprensa acreana para o episódio. As duas manifestações ajudam a medir o tamanho da repercussão em torno do sumiço de uma página que deixou de ser apenas um perfil de humor para virar presença constante nas disputas de narrativa no Acre.

A Arenga du Acre já havia alcançado um patamar raro para uma página desse tipo. O perfil recebeu uma Moção de Aplauso na Assembleia Legislativa do Acre, reconhecimento que formalizou a relevância que a página passou a ter no ambiente público local. O gesto foi simbólico porque deu tratamento institucional a uma conta que cresceu com linguagem popular, ironia e ataque direto a temas sensíveis da política acreana.

Nos conteúdos mais recentes, a página vinha reforçando pressão sobre a bancada acreana em pautas nacionais. Uma das frentes foi a escala 6×1. Em publicações compartilhadas antes de sair do ar, a Arenga expôs nomes de parlamentares do Acre ligados ao debate e tentou mobilizar seguidores em torno do tema. Em uma peça, citou Márcio Bittar e Sérgio Petecão entre os signatários da PEC 12/2026. Em outra, destacou a pressão popular em torno da votação sobre o fim da escala 6×1 e associou o tema à defesa dos trabalhadores.

A página também vinha ampliando o discurso em defesa da imprensa alternativa. Em material recente, a Arenga convocava apoio a veículos e coletivos fora do circuito tradicional e falava em fortalecer a comunicação ligada à democracia e à informação livre. Esse movimento mostrava uma guinada mais clara do perfil para além da sátira política, com tentativa de se colocar como peça de apoio a causas e atores que disputam espaço no debate público local.

Esse conjunto de pautas ajuda a explicar por que o sumiço da página teve repercussão rápida. A Arenga não estava restrita ao humor cotidiano. Ela vinha pressionando políticos acreanos, aderindo a agendas trabalhistas, defendendo mais visibilidade para a imprensa alternativa e usando alcance digital para ampliar temas que nem sempre encontram espaço na cobertura tradicional. O desaparecimento do perfil, por isso, foi lido por seguidores não como um simples problema técnico, mas como o sumiço de uma conta que vinha se tornando cada vez mais barulhenta e incômoda.

Até agora, o caso segue cercado de questionamentos públicos e sem uma explicação clara apresentada aos seguidores. O que se sabe é que a Arenga du Acre saiu do ar no momento em que acumulava visibilidade, ampliava o tom político das postagens e consolidava presença em pautas que atingem diretamente a classe política e o debate sobre comunicação no Acre.

Edvaldo defende comissão da Aleac para acompanhar investigação sobre queda de ponte em Sena Madureira

A continuidade das discussões sobre o desabamento da ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, levou o deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) a defender uma atuação mais direta da Assembleia Legislativa do Acre no acompanhamento das investigações sobre o caso. Durante a sessão ordinária desta quarta-feira (10), o parlamentar anunciou que vai apresentar um requerimento para criar uma comissão de representação externa e afirmou que a medida busca dar uma resposta institucional aos impactos já sentidos pela população. “Não proponho uma CPI. Proponho algo que permita à Assembleia cumprir seu papel institucional de acompanhar os fatos e garantir que todas as informações sejam devidamente esclarecidas à sociedade”, disse.

Ao comentar a repercussão do desabamento, Edvaldo afirmou que o episódio já ultrapassou o debate político e passou a afetar a vida cotidiana em Sena Madureira. Segundo ele, os prejuízos vão além dos transtornos na mobilidade urbana e atingem moradores, comerciantes e empreendedores que fizeram investimentos no Segundo Distrito após a inauguração da ponte. “O assunto já entrou no cotidiano das pessoas, mas as consequências são muito sérias. Há famílias, comerciantes e empreendedores que organizaram suas vidas acreditando naquela ligação permanente entre os dois lados da cidade”, afirmou.

A proposta apresentada pelo deputado prevê a criação de uma comissão formada por parlamentares e presidida por um integrante da Mesa Diretora. A ideia é que o grupo acompanhe oficialmente as apurações conduzidas pelos órgãos responsáveis pelo caso, entre eles Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado, Polícia Civil e, se houver, instâncias federais envolvidas na investigação.

Edvaldo explicou que decidiu não defender a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito por considerar mais viável, neste momento, um instrumento previsto no Regimento Interno da Aleac. A avaliação do parlamentar é que a Assembleia precisa estar presente no processo de apuração, com acesso às informações produzidas ao longo das investigações e capacidade de cobrar esclarecimentos públicos.

Segundo o deputado, a comissão terá a função de acompanhar os trabalhos técnicos e administrativos até a conclusão das apurações. “O que queremos é acompanhar os trabalhos técnicos e garantir que, ao final, a população saiba exatamente o que aconteceu, quais foram as causas e quem deve ser responsabilizado. A sociedade acreana merece respostas claras sobre esse episódio”, declarou.

A queda da ponte segue no centro do debate político no Acre e amplia a pressão por respostas sobre as causas do desabamento, os critérios adotados na execução da obra e as responsabilidades pelo caso.