Alysson Bestene acompanha obras de pavimentação no Joafra II e ouve demandas de moradores

O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, acompanhou, na manhã desta sexta-feira (9), os serviços de pavimentação e recuperação de ruas no loteamento Joafra II, localizado na região do bairro Paz. Durante a visita, o gestor conversou com moradores sobre as condições das vias e as dificuldades enfrentadas pela comunidade.

As intervenções fazem parte do programa Prefeitura nas Ruas e contemplam, nesta primeira etapa, quatro vias do loteamento: Rua Belo Jardim, Rua da Alegria e duas ruas Projetadas. Os trabalhos incluem pavimentação e operações de tapa-buracos para melhorar as condições de circulação de veículos e pedestres.

Na Rua Belo Jardim, Alysson conversou com a moradora Maria Rozeneide, que relatou as dificuldades de locomoção enfrentadas pela família, principalmente nos deslocamentos com o filho Moisés, que tem necessidades especiais e passou por um período de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após um acidente automobilístico.

Maria explicou que os buracos acumulavam água durante o período de chuvas, dificultando a circulação e aumentando a preocupação dos moradores com a proliferação do mosquito transmissor da dengue.

“É uma beleza. Porque aqui, antigamente, não tinha isso. E agora vai ter, porque é bom. Tem muita criança brincando, e os buracos ficam cheios de água, cheios de tudo. Com a água parada, vem aquela questão da dengue”, afirmou.

A moradora também comentou sobre a expectativa de melhoria na acessibilidade da rua após a conclusão dos serviços.

“É um sacrifício de vida andar com ele aqui. Mas, com esse asfalto agora, vai ficar bom, se Deus quiser. Eu espero”, disse Maria.

Durante a conversa, o prefeito ouviu o relato sobre a recuperação de Moisés e conheceu parte da rotina da família. Maria trabalha com a quebra de castanhas para contribuir com a renda doméstica.

Alysson afirmou que as visitas aos bairros permitem conhecer as necessidades dos moradores e orientar as ações da administração municipal.

“O que a gente quer, através do contato com as pessoas, é poder colaborar, ajudar. Nem sempre é possível, dentro do poder público, fazer tudo, mas aquilo que a gente puder fazer, enquanto gestor, enquanto ser humano e enquanto cristão, pelas pessoas no dia a dia das políticas públicas, da minha parte não vai faltar esforço, fé e disposição para a gente ver dias melhores aqui na nossa cidade”, declarou.

O programa Prefeitura nas Ruas reúne serviços de pavimentação, recuperação de vias e manutenção da infraestrutura urbana em diferentes regiões de Rio Branco.

No Joafra II, as intervenções buscam facilitar o deslocamento diário dos moradores, especialmente nos trajetos para o trabalho, escolas e unidades de atendimento público.

Justiça anula contrato de R$ 1,2 milhão e determina devolução de R$ 300 mil por show de Gusttavo Lima

A Justiça do Maranhão determinou, nesta sexta-feira (9), que a empresa responsável pelos shows do cantor Gusttavo Lima devolva R$ 300 mil aos cofres públicos de São Luís. A decisão foi tomada após a identificação de sobrepreço e irregularidades no pagamento de um contrato de R$ 1,2 milhão firmado pela prefeitura para uma apresentação realizada em setembro de 2025, durante as comemorações dos 413 anos da capital maranhense.

A sentença foi assinada pelo juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís. O magistrado anulou o contrato firmado com a empresa Balada Eventos e Produções Ltda., responsável pela contratação do artista.

A diferença de R$ 300 mil foi identificada após a comparação com outro contrato público para uma apresentação de Gusttavo Lima. Em Petrolina, no interior de Pernambuco, a mesma empresa havia cobrado R$ 900 mil por um show durante as festividades de São João.

A Justiça considerou insuficiente a pesquisa de preços realizada pela Secretaria Municipal de Cultura de São Luís. Para justificar o valor de R$ 1,2 milhão, a prefeitura utilizou notas fiscais de eventos corporativos realizados em outras cidades, com cachês entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões, sem considerar a contratação pública feita em Petrolina.

Outra irregularidade encontrada foi a alteração das condições de pagamento. Inicialmente, o contrato previa a liberação de metade do cachê após a assinatura e o restante no dia do espetáculo. No entanto, a versão final permitiu o pagamento integral antes da apresentação.

Os registros analisados pela Justiça mostraram que a despesa de R$ 1,2 milhão foi empenhada, liquidada e teve ordem de pagamento emitida em 20 de agosto de 2025, quase 20 dias antes do show, realizado em 8 de setembro. Uma nota fiscal chegou a ser atestada como serviço executado antes mesmo da apresentação.

O processo teve origem em uma ação popular apresentada pelos advogados Gilmar Pereira Santos e Josemar Emílio Silva Pinheiro, que questionaram a legalidade da contratação e solicitaram a restituição dos recursos públicos.

Como o show foi efetivamente realizado, o juiz determinou a devolução apenas dos R$ 300 mil considerados excedentes, com correção monetária e juros. A empresa também deverá arcar com despesas processuais e honorários advocatícios fixados em 10% do valor da condenação.

A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso. A assessoria de Gusttavo Lima foi procurada para comentar o caso, mas não havia se manifestado até a publicação da reportagem original.

Fumaça encobre Manaus e queimadas crescem 74% na Amazônia em setembro

Uma camada de fumaça provocada pelas queimadas encobriu Manaus, capital do Amazonas, e foi registrada por satélites da Nasa nos últimos dias. As imagens mostram a concentração de fumaça sobre a cidade e municípios próximos, em meio ao aumento dos incêndios na região. O problema vai além do território amazonense: em setembro de 2026, o bioma Amazônia registrou crescimento de 74% nos focos de calor em comparação com o mesmo mês de 2025, com altas também no Pará, Acre e Rondônia.

Na sexta-feira (9), Manaus chegou a registrar o pior índice de qualidade do ar entre as cidades brasileiras monitoradas pela plataforma IQAir. O indicador atingiu 366 pontos, classificação considerada perigosa, enquanto a concentração de partículas finas PM2,5 chegou a 258,2 microgramas por metro cúbico. A poluição levou à suspensão de aulas presenciais em escolas e instituições de ensino superior, além de alterações no funcionamento de serviços públicos.

A situação foi registrada por equipamentos da agência espacial norte-americana. Uma imagem captada em 8 de outubro pelo satélite Terra, equipado com o sensor MODIS, mostra focos de incêndio e extensas camadas de fumaça nas proximidades de Manaus e Iranduba. Outro registro, consultado na plataforma Worldview na sexta-feira (9), mostra a fumaça espalhada por diferentes áreas do Amazonas.

O avanço das queimadas acompanha o período de estiagem na Amazônia, quando a redução das chuvas e a vegetação ressecada favorecem a propagação do fogo. A maior parte dos incêndios florestais na região tem origem em atividades humanas, como o uso do fogo para limpeza de terrenos, formação de pastagens e abertura de áreas desmatadas. Em condições de seca, essas queimadas podem escapar do controle e alcançar áreas de floresta.

Os números de setembro mostram o crescimento das ocorrências em diferentes estados. No Amazonas, foram contabilizados 3.726 focos de calor, contra 942 no mesmo mês de 2025, aumento de aproximadamente 296%. No Pará, os registros passaram de 2.967 para 5.224, crescimento de 76%. Em Rondônia, o total subiu de 388 para 515, uma alta de 33%.

No Acre, o número passou de 840 focos em setembro de 2025 para 877 no mesmo período deste ano, aumento de 4,4%. O estado também registrou crescimento de 80% em relação a agosto de 2026, quando foram identificados 487 focos. Entre janeiro e setembro, o território acreano acumulou 1.461 registros, com setembro concentrando o maior volume mensal do ano.

Considerando todo o bioma Amazônia, setembro terminou com 12.562 focos de calor, diante dos 7.211 contabilizados em setembro do ano passado. Apesar do crescimento, o resultado de 2026 ainda foi o segundo menor para o mês desde 2002, quando começou a série de comparação com o atual satélite de referência. A diferença mostra que a piora recente não significa necessariamente que as queimadas tenham atingido os níveis históricos mais elevados.

No Amazonas, o avanço continuou em outubro. Entre os dias 1º e 7, foram registrados 644 focos, contra 277 no mesmo intervalo de 2025, aumento de 132,5%. No acumulado de janeiro a 7 de outubro, o estado somou 6.901 focos de calor, quase o dobro dos 3.559 identificados no período correspondente do ano anterior.

Além dos incêndios, a fumaça representa um problema de saúde pública. As partículas liberadas pela queima da vegetação podem permanecer suspensas na atmosfera e ser transportadas pelo vento para municípios distantes das áreas atingidas pelo fogo. A exposição pode causar irritação nos olhos e na garganta, tosse, dificuldade para respirar e agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis.

Diante da situação em Manaus, a Defesa Civil emitiu alertas recomendando que a população reduza a exposição à fumaça, evite atividades físicas ao ar livre e utilize máscaras de proteção, preferencialmente do tipo PFF2, quando precisar sair de casa.

O Ministério do Meio Ambiente informou, na sexta-feira (9), que o Ibama havia extinguido 229 incêndios no Amazonas desde o início da temporada e continuava atuando no combate a outros 20. O governo federal também anunciou o reforço das operações com seis aeronaves e 290 brigadistas.

O cenário mantém a preocupação com a continuidade da estiagem e o risco de novos incêndios. A expansão das queimadas compromete áreas de vegetação, afeta a fauna, libera gases de efeito estufa e amplia a exposição da população amazônica à poluição atmosférica. O monitoramento por satélite permite acompanhar a distribuição dos focos de calor, mas cada registro representa uma detecção térmica, não necessariamente um incêndio isolado ou uma medida da área destruída.

Colégio Militar Dom Pedro II divulgará lista de selecionados para 2027 até o fim de outubro em Cruzeiro do Sul

O Colégio Militar Dom Pedro II, em Cruzeiro do Sul, deve divulgar até o fim de outubro o resultado do processo seletivo para ingresso de novos estudantes no ano letivo de 2027. A informação foi confirmada pela direção da unidade escolar, que orienta pais e responsáveis a acompanharem os canais oficiais de comunicação.

A relação dos candidatos selecionados será publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), nas redes sociais e nos demais canais institucionais do colégio. Até o momento, não foi anunciada uma data específica para a divulgação.

A orientação da direção é que as famílias acompanhem as publicações para consultar a lista de selecionados e obter informações sobre os procedimentos necessários para as próximas etapas, incluindo a matrícula dos novos alunos.

Após ato no Horto Florestal, apoiadores de Lula farão nova mobilização neste domingo no Lago do Amor

Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizarão uma nova mobilização neste domingo (11), a partir das 15h, no Lago do Amor, em Rio Branco. O ato faz parte das atividades de campanha para o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, quando Lula enfrentará Flávio Bolsonaro (PL).

A nova concentração acontece após a mobilização “Sextou com Lula”, realizada na tarde de sexta-feira (9), na rotatória do Horto Florestal. Com bandeiras, camisetas vermelhas e materiais de campanha, militantes ocuparam o espaço para marcar o início das atividades de rua do segundo turno na capital acreana.

As mobilizações são articuladas pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, em conjunto com partidos aliados. A estratégia para esta etapa da eleição inclui ampliar o contato direto com os eleitores, intensificar a presença nas redes sociais e buscar votos entre os indecisos.

Na última quinta-feira (8), dirigentes partidários e lideranças políticas se reuniram na sede estadual do PT para organizar as atividades. Entre os participantes estava o médico Thor Dantas (PSB), que disputou o governo do Acre no primeiro turno.

No cenário nacional, Lula busca reverter a vantagem obtida por Flávio Bolsonaro na primeira votação. O candidato do PL recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto o presidente alcançou 45,15%.

O encontro deste domingo no Lago do Amor será a segunda mobilização de rua da campanha pró-Lula em Rio Branco desde o primeiro turno.

Mesmo após decisão do STF, PGE defende inelegibilidade de Antônia Lúcia e frustra expectativa do MDB

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifestou, nesta sexta-feira (9), pela manutenção da inelegibilidade da deputada federal Antônia Lúcia (MDB), que tenta reverter no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o indeferimento de sua candidatura nas eleições de 2026. O parecer contraria a estratégia do MDB de validar os 6.127 votos recebidos pela parlamentar, resultado que poderia garantir uma segunda vaga ao partido na Câmara dos Deputados e alterar a composição da bancada federal do Acre.

Assinado pelo vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, o parecer recomenda que o TSE rejeite o recurso apresentado pela deputada e mantenha a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC).

Antônia Lúcia teve o registro indeferido em razão de condenações por peculato e improbidade administrativa. Uma decisão posterior do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida pelo ministro Dias Toffoli, anulou o acórdão criminal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), afastando uma das causas de inelegibilidade reconhecidas inicialmente pelo TRE.

Entretanto, a condenação por improbidade administrativa relacionada à prática de “rachadinha” permaneceu como fundamento para impedir sua candidatura.

Em maio deste ano, a 10ª Turma do TRF-1 condenou Antônia Lúcia por envolvimento em um esquema de desvio de salários de assessores parlamentares. A decisão impôs, entre outras sanções, ressarcimento de valores, multa civil e suspensão dos direitos políticos por cinco anos.

A defesa da parlamentar sustenta que a condenação não atende aos requisitos da Lei Complementar nº 219/2025, que passou a exigir a presença simultânea de enriquecimento ilícito e prejuízo ao patrimônio público na parte dispositiva da decisão judicial.

Para a Procuradoria-Geral Eleitoral, porém, a legislação não pode ser interpretada apenas de maneira literal. O órgão argumenta que os dois requisitos podem ser reconhecidos a partir do conjunto da condenação, incluindo sua fundamentação.

“Embora o dispositivo da condenação restrinja-se aos tipos de enriquecimento ilícito, a fundamentação do acórdão evidencia que a conduta também acarretou prejuízo ao erário”, afirma o parecer.

A PGE também cita um julgamento do próprio TSE, realizado em 6 de outubro, envolvendo uma candidatura em Roraima. Na ocasião, a Corte admitiu que a existência simultânea de enriquecimento ilícito e prejuízo aos cofres públicos pode ser verificada na fundamentação da decisão condenatória.

O parecer ainda apresenta trechos da condenação de Antônia Lúcia que descrevem o repasse de remunerações de um assessor parlamentar à então deputada, incluindo períodos em que o funcionário recebeu salários sem exercer as atividades correspondentes ao cargo.

A manifestação da PGE tem consequências para a disputa travada pelo MDB por uma segunda cadeira federal. O partido pretende somar os 6.127 votos de Antônia Lúcia à votação da legenda, que passaria de 83.859 para 89.986 votos.

Segundo a simulação apresentada pelo advogado do MDB, Giordano Jordão, a nova totalização poderia beneficiar Ney Amorim, que recebeu 22.775 votos, e atingir a vaga conquistada por Perpétua Almeida (PCdoB), eleita pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV.

A federação contesta essa possibilidade e sustenta que a cadeira de Perpétua está assegurada pelo resultado eleitoral. Qualquer alteração depende de decisão favorável à candidatura de Antônia Lúcia e de uma nova totalização pela Justiça Eleitoral.

Apesar de se posicionar contra o recurso, a Procuradoria-Geral Eleitoral concordou com o pedido do MDB para participar do processo como assistente simples. O órgão reconheceu que o partido possui interesse jurídico na causa porque o resultado pode afetar o cálculo das cadeiras proporcionais.

O processo, de número 0600182-90.2026.6.01.0000, está sob relatoria do ministro Floriano de Azevedo Marques, no TSE. O parecer da PGE não representa decisão definitiva, cabendo à Corte decidir se mantém ou reforma o indeferimento do registro da deputada.