Prefeitura inicia manutenção da Arena Race para retomar eventos esportivos em Rio Branco

A Prefeitura de Rio Branco começou nesta sexta-feira, 22 de maio, os serviços de limpeza e manutenção da Arena Race para reativar a pista e recolocar o espaço no calendário esportivo da capital. A intervenção ocorre após vistoria feita no local e atende a uma demanda apresentada pela Associação de Motocross, que cobra a recuperação da estrutura após mais de cinco anos sem atividades.

Os trabalhos começaram pela limpeza completa da pista de motocross, que tem 1.144 metros de extensão. A previsão é que essa etapa seja concluída em até cinco dias. A força-tarefa também inclui reparos na iluminação, na rede elétrica do pit stop e da área de convivência, ajustes na parte hidráulica e melhorias no estacionamento.

A reativação da Arena Race faz parte do planejamento da prefeitura para devolver condições de uso ao espaço e ampliar a oferta de esporte e lazer na cidade. A expectativa é que a estrutura volte a receber não só provas esportivas, mas também outros eventos voltados ao público.

A programação já prevê atividades nos próximos dias. Um evento está marcado para este domingo, 24 de maio, e uma etapa de arrancada deve ser realizada em 7 de junho. A arena também deve voltar a sediar etapas do Campeonato Estadual de Motocross.

Para os organizadores, o início da manutenção representa a retomada de um espaço que vinha sem uso regular e que agora entra novamente na rota das competições em Rio Branco.

MDA desmente Nikolas sobre ponte em Marechal Thaumaturgo e cobra contrapartida da prefeitura

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, comandado por Fernanda Machiaveli, rebateu a versão divulgada pelo deputado federal Nikolas Ferreira sobre a obra de uma ponte em Marechal Thaumaturgo, no Acre, e afirmou que o recurso federal não foi liberado porque a prefeitura ainda não cumpriu exigências previstas no contrato. A resposta foi divulgada depois de o parlamentar publicar um vídeo em que questiona o destino de R$ 2,8 milhões e atribui o impasse ao governo Lula.

Na manifestação oficial, o ministério sustenta que a obra não pertence ao Novo PAC e está vinculada a um contrato de repasse assinado em 31 de dezembro de 2021, ainda na gestão anterior. Pela regra do convênio, caberia ao município conduzir a licitação, contratar a empresa executora e comprovar o depósito da contrapartida financeira para que a União pudesse liberar a parte federal dos recursos.

O MDA informou que a contrapartida da Prefeitura de Marechal Thaumaturgo é de R$ 939.964,24. Sem essa etapa, o repasse da União não pode avançar. A pasta também diz que o processo licitatório só foi apresentado em abril de 2025 e acabou aprovado pela Caixa em julho do mesmo ano, depois de mais de três anos da assinatura do contrato.

No vídeo publicado nas redes, Nikolas aparece diante da placa da obra e questiona o paradeiro do valor anunciado. A resposta do governo muda o centro da discussão. Segundo o ministério, o montante de R$ 2,8 milhões corresponde ao valor total do empreendimento, somando verba federal e contrapartida do município. Como a parte exigida da prefeitura não foi comprovada, o dinheiro federal não teria sido transferido.

Com isso, a reação de Fernanda Machiaveli e do MDA busca desmontar a narrativa de que a obra parou depois de um repasse já feito por Brasília. A versão apresentada pela pasta é a de que o entrave está na execução local e no cumprimento das exigências formais para a liberação do recurso.

Bastidores de 2026: Jorge Viana quebra barreiras ideológicas, atrai o “PIB do Acre” e costura apoios ao centro e à direita

O ex-governador e pré-candidato ao Senado, Jorge Viana (PT), vem operando uma sutil e estratégica aproximação com setores historicamente distantes de seu campo político. Durante a edição desta semana do programa Boa Conversa, produzido pelo portal ac24horas, os jornalistas e colunistas políticos Luís Carlos Moreira Jorge, Astério Moreira e Marcos Venícios revelaram que Viana promoveu um encontro reservado em sua residência com cerca de 40 dos maiores empresários do Acre — um grupo de forte peso econômico e majoritariamente alinhado ao eleitorado bolsonarista.

A movimentação sinaliza uma guinada pragmática do petista rumo ao centro e à moderação, focando no xadrez eleitoral de duas vagas para o Senado no pleito deste ano.

O PIB do Acre na chácara: vinho, café e sem selfies

De acordo com os bastidores detalhados pelos analistas do programa, a reunião ocorreu sob absoluto sigilo e blindagem mútua. Realizado na chácara do ex-governador, o encontro foi marcado pela ausência de registros em redes sociais, atendendo ao perfil discreto do empresariado local de grande porte.

Os colunistas apontaram que a estratégia central de Jorge Viana se ancora no fato de que cada eleitor terá direito a dois votos para o Senado nas eleições de 2026. Ao se apresentar como um interlocutor moderado e aberto ao diálogo com as forças produtivas, Viana tenta se consolidar como a segunda opção viável em um eleitorado que, para o governo estadual ou para a Presidência, votará convictamente em candidaturas de direita.

Para desarmar a barreira do antipetismo na região, o discurso adotado na pré-campanha resgata a retórica regionalista dos anos 1990. Focando no mote de que “o Acre é uma família onde todos se conhecem”, o pré-candidato busca desviar o debate da polarização nacional (Lula versus Bolsonaro) para focar em pautas estritamente locais e econômicas. As caminhadas e agendas de articulação têm contado com o apoio direto do também ex-governador Binho Marques, figura de trânsito leve e respeitada no estado.

Avanço no interior e alianças em Sena Madureira

Além de dialogar com o topo da pirâmide econômica da capital, a capacidade de articulação de Jorge Viana além das fronteiras da esquerda ganhou contornos práticos no interior do estado. Durante o debate no Boa Conversa, os jornalistas confirmaram que lideranças de peso de Sena Madureira estão prestes a formalizar apoio à candidatura do ex-governador.

A aproximação envolve o ex-prefeito Mazinho Serafim e o atual prefeito, Gerlen Diniz, com quem esteve reunido nesta semana, durante visita ao município. O movimento sacode o cenário local, uma vez que ambas as lideranças municipais transitam em palanques ligados à direita e à base da governadora Mailsa Lima (PP), evidenciando o pragmatismo das costuras de bastidores nesta fase de pré-campanha.

O fiel da balança: Como a eleição para o Senado ocorre em turno único e o cenário de direita no Acre se encontra fragmentado entre múltiplas pré-candidaturas fortes, os analistas do Boa Conversa avaliam que essa capacidade de “ciscar para fora do próprio terreiro” recoloca Jorge Viana em uma posição de alta competitividade no epicentro do tabuleiro político acreano.

Alan e Zequinha sorriem para a mesma foto. Falta saber quem entra como vice – Editorial

Alan Rick não respondeu como quem despista. Ao ser perguntado sobre a vontade de ter Zequinha Lima em seu projeto, foi direto ao ponto: disse que a vontade é “no corpo todo”. A frase saiu com jeito de brincadeira, mas na política acreana esse tipo de declaração raramente fica só no campo da simpatia.

O senador sabia o que estava dizendo. Estava em Cruzeiro do Sul, no território político de Zequinha, diante de uma plateia que entende o peso de cada gesto. Chamou o prefeito de amigo, elogiou sua gestão, lembrou a parceria de campanha e fez questão de dizer que nunca deixou de atender os pedidos do município. Em outras palavras, Alan não apenas abriu a porta. Colocou tapete vermelho.

Zequinha também não fechou a porta. Preferiu o caminho mais cuidadoso, como costuma fazer quem sabe que está sendo observado por vários lados. Disse que conversa com todos os que pretendem governar o Acre. Citou Mailza, Bocalom e Alan. Lembrou que Mailza é do seu partido e que teve papel importante em sua trajetória. Disse que Bocalom é amigo. Mas, quando falou de Alan, destacou algo concreto: recursos, emendas e presença em Cruzeiro do Sul.

Foi aí que a fala institucional ganhou temperatura política.

Zequinha afirmou que Alan tem história no município, que todos os anos destinou recursos para ajudar Cruzeiro do Sul e citou a revitalização do Mercado Público Municipal como exemplo dessa relação. O recado, sem precisar ser dito em tom de rompimento, foi entendido: o prefeito não pretende se afastar de quem ajuda sua cidade.

A frase mais importante de Zequinha talvez tenha sido essa. Não pela cortesia, mas pelo cálculo. Ao dizer que precisa estar ao lado dos políticos que ajudam o Acre, o prefeito se coloca numa posição confortável. Não rompe com Mailza, não se entrega a Alan, não fecha com Bocalom. Mas deixa claro que apoio político, para ele, precisa ter retorno administrativo.

É nesse ponto que a aproximação entre Alan e Zequinha deixa de ser apenas troca de elogios e entra no terreno da engenharia eleitoral.

Alan quer crescer no Juruá. Zequinha é hoje a principal liderança municipal da região. Para o senador, ter o prefeito de Cruzeiro do Sul ao lado não seria apenas ganhar um apoio. Seria abrir uma avenida política no segundo maior colégio eleitoral do Acre e reduzir o espaço de movimentação dos adversários.

Para Zequinha, o jogo também é evidente. Ele não precisa correr. Está no comando da Prefeitura, foi reeleito, tem base, tem vitrine e virou peça disputada no tabuleiro estadual. Se entrar no projeto de Alan, dificilmente será para ocupar a plateia. A pergunta que se impõe é outra: qual pedaço da mesa lhe será oferecido?

É aí que aparece a questão do vice.

Nos bastidores, a hipótese de Zequinha indicar o nome para a vice de Alan deixou de ser especulação solta e passou a circular como uma senha política. A lógica é simples: se o prefeito entregar peso regional, estrutura e presença no Juruá, vai querer algo mais que promessa de parceria futura. Vai querer uma marca na chapa.

O nome mais lembrado é Marcelo Siqueira.

Ex-secretário municipal de Saúde, professor doutor da Ufac e filiado ao PSD, Marcelo saiu da gestão de Zequinha em abril e passou a ser tratado como uma peça possível para 2026. Não é um nome aleatório. Tem vínculo com o grupo do prefeito, passou por uma secretaria sensível, circula no campo técnico e pode ser apresentado como representante do Juruá sem obrigar Zequinha a deixar a Prefeitura.

Essa é a vantagem política de Marcelo. Ele poderia carregar a digital de Zequinha na chapa de Alan, enquanto o prefeito permaneceria em Cruzeiro do Sul com a máquina municipal nas mãos. Para Alan, seria um gesto objetivo em direção ao Juruá. Para Zequinha, seria a confirmação de que seu apoio não foi recebido como favor, mas como sociedade política.

Mas Marcelo não corre sozinho nesse tabuleiro.

Janaína Terças, secretária municipal de Turismo, Empreendedorismo e Inovação, aparece como uma possibilidade com outro tipo de leitura. Seu nome permitiria ao grupo de Zequinha apresentar uma alternativa ligada à economia, ao turismo, à inovação e ao discurso de desenvolvimento regional. Em uma campanha estadual, especialmente com o Juruá no centro da conversa, Janaína poderia representar uma tentativa de mostrar Cruzeiro do Sul não apenas como base eleitoral, mas como território de oportunidades.

A presença de Janaína numa lista de possibilidades também teria um efeito simbólico: colocaria uma mulher do entorno de Zequinha em uma composição majoritária e abriria espaço para uma narrativa menos tradicional, mais conectada a empreendedorismo, geração de renda e fortalecimento econômico do interior. Não seria a escolha mais óbvia, mas justamente por isso poderia funcionar como gesto de renovação controlada dentro do grupo.

Milca Santos é outro nome que precisa ser observado.

À frente da Assistência e Desenvolvimento Social, Milca ocupa uma área de contato direto com famílias, bairros, comunidades e pessoas em situação de vulnerabilidade. Em campanha, isso não é detalhe. A assistência social é uma das pontes mais sensíveis entre a gestão e a vida cotidiana da população. Um nome vindo dessa área poderia ajudar a compor uma imagem de cuidado, presença territorial e atenção às demandas mais concretas das famílias.

Se Marcelo Siqueira carrega o perfil técnico e administrativo, Janaína fala com desenvolvimento e economia, e Milca Santos dialoga com o campo social. São três possibilidades diferentes para uma mesma equação: como Zequinha poderia transformar sua força em Cruzeiro do Sul em espaço real dentro da chapa de Alan Rick.

O pano de fundo de tudo isso é a crise recente entre Zequinha e o governo Mailza. Não houve rompimento formal. Houve ruído. E, em política, ruído também comunica. O prefeito demonstrou incômodo com setores do governo, aliados falaram em isolamento, e colunas políticas passaram a registrar a possibilidade de seu grupo olhar para Alan ou Bocalom.

Mailza tenta manter a relação institucional. Zequinha também evita queimar pontes. Mas a dúvida já foi instalada: o prefeito está apenas ampliando diálogo ou preparando uma mudança de lado?

Alan percebeu a fresta e entrou por ela.

Ao dizer que a vontade de ter Zequinha é “no corpo todo”, o senador fez mais do que uma gentileza pública. Ele produziu uma imagem política. Deixou claro para o Juruá, para os aliados e para os adversários que o prefeito de Cruzeiro do Sul é prioridade em sua estratégia.

Zequinha respondeu à altura, mas com freio de mão puxado. Elogiou Alan, lembrou as emendas, destacou a parceria, mas não assinou adesão. É o movimento típico de quem sabe que seu passe valorizou.

A partir de agora, a questão não é mais saber se Alan quer Zequinha. Isso já foi dito. Também não é saber se Zequinha conversa com Alan. Ele mesmo confirmou.

A pergunta que realmente importa é outra: Alan está disposto a entregar a vice ao grupo de Zequinha?

Porque carinho político, por si só, não fecha aliança. Foto bonita ajuda. Frase espirituosa rende manchete. Elogio aquece o ambiente. Mas chapa majoritária se decide em outro balcão.

Se o acordo avançar, o vice será o recibo.

Zequinha diz que Alan Rick faz mandato próximo dos prefeitos e da população

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, destacou a atuação do senador Alan Rick no apoio aos municípios acreanos e afirmou que o parlamentar mantém um mandato próximo dos prefeitos e das necessidades da população. “Quando você faz um mandato próximo dos prefeitos, faz um mandato próximo das pessoas”, disse.

Durante agenda em Cruzeiro do Sul, Zequinha disse que conversa com lideranças políticas que ajudam o município e defendeu que a relação institucional com parlamentares é importante para garantir obras, investimentos e serviços públicos.

“Estou conversando com Alan Rick hoje aqui como senador da República, como representante dos acreanos, como representante do povo cruzeirense”, afirmou o prefeito.

Zequinha ressaltou que Alan Rick tem uma relação antiga com Cruzeiro do Sul e tem destinado recursos ao município ao longo dos anos. Segundo ele, a presença do senador nas agendas locais demonstra compromisso com a cidade e com as demandas apresentadas pela gestão municipal.

“Alan Rick tem história também aqui em Cruzeiro do Sul. Sempre teve. Todos os anos ele colocou recursos para que pudesse ajudar o povo de Cruzeiro do Sul”, disse.

O prefeito citou como exemplo a ordem de serviço para revitalização do Mercado Público Municipal, obra realizada com apoio de emenda parlamentar. Para Zequinha, o investimento contribui para melhorar a estrutura oferecida aos agricultores, comerciantes e à população que utiliza o espaço.

“Recentemente, demos ordem de serviço para que a gente possa revitalizar o Mercado Público Municipal, para que a gente possa melhorar cada vez mais e oferecer um prédio público melhor para os agricultores”, declarou.

Zequinha também afirmou que há outras ações previstas para este ano, incluindo ordens de serviço e inaugurações relacionadas a emendas destinadas ao município. O prefeito disse que sua prioridade é manter diálogo com quem contribui para Cruzeiro do Sul.

“Eu não posso me afastar dos políticos que ajudam o Acre. Eu tenho que estar sempre do lado deles, porque eu sei que de lá vão vir coisas boas para a população de Cruzeiro do Sul”, afirmou.

Alan Rick leva “Fala, Acre!” a Marechal Thaumaturgo e Porto Walter e amplia escuta popular no Vale do Juruá

Inclusão, saúde, juventude, infraestrutura, cultura e fortalecimento dos serviços públicos estiveram entre as principais pautas apresentadas pela população

O senador Alan Rick (Republicanos), pré-candidato ao governo do estado, deu continuidade, nesta sexta-feira (22), às agendas do “Fala, Acre!”, projeto de escuta popular criado para ouvir a população acreana e contribuir na construção de propostas voltadas ao desenvolvimento do estado.

As agendas ocorreram em Marechal Thaumaturgo e Porto Walter, reunindo lideranças políticas, profissionais da saúde, educadores, jovens, representantes religiosos, produtores rurais, representantes indígenas e moradores.

Em Marechal Thaumaturgo, pautas ligadas à inclusão, educação especial, fortalecimento da saúde regionalizada, valorização dos profissionais da atenção básica, geração de oportunidades para a juventude e melhorias de infraestrutura e logística, com destaque para estradas, pontes, mobilidade e fortalecimento do atendimento às pessoas neurodivergentes, estiveram entre os principais temas apresentados pela população.

“Precisamos olhar para as crianças, mas também para os jovens e adultos com neurodiversidade. A inclusão precisa acontecer desde cedo, com formação adequada e suporte para educadores e famílias”, destacou a professora da educação especial Valterlene da Costa Souza.

Já em Porto Walter, aproximadamente 80% do público participante era formado por jovens e as contribuições concentraram-se principalmente em cultura, esporte, oportunidades para juventude, infraestrutura, fortalecimento dos serviços públicos, educação indígena e ampliação do acesso à saúde especializada.

Também ganharam força durante a escuta temas relacionados ao fortalecimento da ligação entre Porto Walter e Cruzeiro do Sul, melhorias logísticas, ampliação da telemedicina, fortalecimento dos atendimentos itinerantes, valorização da cultura e do esporte como ferramentas de transformação social e ampliação de políticas voltadas aos povos indígenas.

O isolamento territorial do município e seus impactos sobre o acesso aos serviços públicos também estiveram entre os pontos mais debatidos.

“O isolamento impacta diretamente a saúde. Transporte de pacientes, vacinação, deslocamento de profissionais e atração de especialistas acabam ficando mais difíceis e mais caros. Precisamos de soluções adaptadas à nossa realidade”, destacou Ana Flávia, secretária municipal de Saúde e primeira dama do município.

Durante as agendas, Alan Rick reforçou que a proposta do projeto é construir soluções ouvindo quem vive a realidade de cada município.

“Nós estamos ouvindo as pessoas, anotando prioridades, entendendo desafios e construindo caminhos junto com quem vive a realidade de cada região. Sabemos que o Acre pode mais e o nosso povo merece mais. Queremos construir esse futuro junto com a população”, destacou.

O deputado federal Roberto Duarte também ressaltou a importância da iniciativa.

“Construir propostas ouvindo as pessoas, percorrendo os municípios e entendendo os desafios de cada região fortalece esse projeto e aproxima as soluções da realidade da população”, afirmou.

Quem não conseguiu participar presencialmente pode continuar contribuindo por meio do formato digital do projeto. O link está disponível nas redes sociais do senador Alan Rick.

“O “Fala, Acre!” seguirá percorrendo os municípios acreanos ouvindo a população para contribuir na construção coletiva de propostas voltadas ao futuro do estado. Também faremos entregas do que já temos construído para melhorar a vida dos acreanos aqui no Juruá nesses próximos dias. Estou muito feliz com a adesão popular”, destacou o senador.

O senador também aproveitou a passagem pelos municípios para conversar com comerciantes e trabalhadores da região, ouvindo contribuições sobre os desafios enfrentados no dia a dia e sugestões voltadas ao fortalecimento da economia local, geração de oportunidades e melhoria dos serviços que impactam diretamente a vida da população.

Com Fala, Acre, Alan Rick chega ao Juruá e arrasta público em agenda de escuta

O senador Alan Rick, pré-candidato ao governo do Acre pelo Republicanos, chegou ao Vale do Juruá com a caravana do Fala, Acre e tem usado a passagem pela região para reforçar presença política, reunir público e ouvir demandas de moradores, lideranças comunitárias e representantes de diferentes segmentos sociais.

Antes de chegar a Cruzeiro do Sul, a agenda passou por municípios isolados como Marechal Thaumaturgo e Porto Walter. Nas duas cidades, o senador realizou escutas presenciais do projeto e registrou demandas ligadas à saúde, juventude, infraestrutura, educação, mobilidade e oportunidades para a população.

Em Marechal Thaumaturgo, Alan Rick afirmou que a população apresentou propostas para o futuro do estado. Entre os principais pontos levantados estiveram a ampliação do atendimento às pessoas com autismo e transtornos do neurodesenvolvimento, com mais acesso a diagnóstico, terapias e educação especial. Também foram citados pedidos de valorização dos servidores públicos, capacitação, primeiro emprego e projetos voltados para afastar jovens das drogas e da ociosidade.

A população de Marechal Thaumaturgo também reforçou uma demanda antiga da região: a superação do isolamento terrestre, com investimentos em estrada e ponte. Alan agradeceu ao padre Orlando pela acolhida e destacou a contribuição dele no debate sobre atenção aos jovens.

Em Porto Walter, a escuta teve forte participação da juventude. Segundo o senador, jovens participaram propondo ideias e defendendo um Acre com mais oportunidades. Entre os principais apontamentos estiveram cultura, esporte, acesso a médicos especialistas, fortalecimento da telemedicina, atenção a crianças e jovens neurodivergentes, além de soluções de mobilidade e infraestrutura para enfrentar o isolamento da região.

A passagem pelo Juruá é tratada por aliados como uma agenda positiva para Alan Rick. O público presente nas atividades, as imagens de recepção e a participação de lideranças locais reforçam a tentativa de transformar o Fala, Acre em uma vitrine política da pré-campanha, com presença nos municípios e discurso de escuta direta da população.

Em fala durante a agenda em Cruzeiro do Sul, Alan Rick disse que o movimento em torno do seu projeto mostra adesão de lideranças e grupos políticos. “Tem muita gente querendo ingressar no nosso projeto, muita gente colocando nomes, muitos partidos aliados colocando nomes. Isso é muito bonito, isso é muito legal”, afirmou. Para o senador, a movimentação indica que “a população e os próprios grupos políticos querem estar conosco”.

Alan também defendeu que sua atuação parlamentar tem mantido diálogo com os municípios do interior. Ao comentar a relação com Cruzeiro do Sul, afirmou que “todo município tem dificuldade” e que os prefeitos, diante da baixa arrecadação, precisam buscar apoio de parlamentares para realizar obras. “Todas as vezes que Cruzeiro do Sul precisou do senador Alan Rick, prontamente ele atendeu. E farei isso sempre”, declarou.

Neste fim de semana, a caravana segue por Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Mâncio Lima, com entregas de maquinários, visitas técnicas, encontros com produtores rurais e novas rodadas de escuta popular. A estratégia de Alan Rick é percorrer comunidades, ouvir demandas e apresentar o projeto como uma construção feita a partir das realidades locais.

Alan Rick diz que vontade de ter Zequinha no grupo é “no corpo todo”

O senador Alan Rick afirmou, em Cruzeiro do Sul, que deseja ter o prefeito Zequinha Lima em seu projeto político para 2026. Ao ser questionado sobre a possibilidade de aproximação com o gestor, Alan respondeu em tom direto: “A vontade é no corpo todo”.

A declaração realizada hoje, 23, em agenda em Cruzeiro do Sul, ocorre em meio às especulações sobre a composição da chapa majoritária para o governo do Acre. Alan disse que Zequinha é “um amigo querido”, lembrou que esteve ao lado dele na campanha municipal e afirmou que o prefeito de Cruzeiro do Sul sempre teve apoio de seu mandato.

“Zequinha é um excelente gestor. Todo município tem dificuldade. A gente sabe dos problemas que os prefeitos enfrentam com a baixa arrecadação e muitas vezes o prefeito tem que buscar nos parlamentares o recurso para poder realizar as obras”, declarou o senador.

Alan também afirmou que nunca deixou de atender demandas apresentadas por Zequinha. Segundo ele, a relação entre os dois é baseada em “companheirismo, amizade e respeito”. O senador disse ainda que Cruzeiro do Sul sempre contou com sua atuação quando precisou de recursos.

“Todas as vezes que Cruzeiro do Sul precisou, prontamente ele atendeu. E farei isso sempre, porque eu sei que o Zequinha tem no coração o mesmo desejo meu de melhorar a vida do seu povo, de trabalhar pelo seu povo”, afirmou.

Ao comentar a escolha do vice em sua chapa, Alan evitou cravar nomes, mas disse que a movimentação mostra o interesse de partidos e lideranças em participar de seu projeto político.

“Essa questão do vice é muito bonita porque mostra que tem muita gente querendo ingressar no nosso projeto, muita gente colocando nomes, muitos partidos aliados colocando nomes. Isso é muito bonito. Estou vendo do outro lado, parece que ninguém quer ser vice lá, mas aqui todo mundo quer”, disse.

Zequinha, por sua vez, não confirmou adesão a nenhum projeto eleitoral, mas defendeu que precisa manter diálogo com todos os que pretendem disputar o governo do Acre. O prefeito disse que não pode se isolar politicamente e que conversa com Mailza Assis, Tião Bocalom e Alan Rick.

“Eu tenho conversado com todo mundo. Eu acho que a gente tem que conversar com todos aqueles que pretendem governar o Acre. A gente não pode se isolar politicamente. Ninguém sabe quem é que vai ganhar a eleição. Qualquer um dos três pode ganhar”, afirmou.

O prefeito destacou que mantém relação com Mailza, que é do seu partido, e disse ser grato à governadora por tê-lo incentivado a disputar a Prefeitura de Cruzeiro do Sul. Também afirmou ter relação política com Tião Bocalom e Alan Rick.

“Assim como eu converso com a Mailza, tenho excelente relação com a Mailza. É do meu partido, e eu sou muito grato a ela porque ela sempre me incentivou a ser candidato a prefeito. Converso com o Boca também. Boca é meu amigo. Foi presidente da Amac por dois mandatos. Eu fui vice-presidente dele”, declarou.

Sobre Alan, Zequinha afirmou que o diálogo ocorre também pela condição do senador como representante do Acre no Congresso. O prefeito citou emendas e investimentos destinados a Cruzeiro do Sul, incluindo ações no Mercado Público Municipal.

“Estou conversando com Alan Rick hoje aqui como senador da República, como representante dos acreanos, como representante do povo cruzeirense. Porque o Alan Rick tem história também aqui em Cruzeiro do Sul. Todos os anos ele colocou recursos para ajudar o povo de Cruzeiro do Sul”, disse.

A aproximação ocorre após semanas de ruídos entre Zequinha e o governo Mailza. Em abril, o ac24horas publicou que um grupo ligado ao prefeito cogitava indicar o vice em uma eventual chapa de Alan Rick ou Tião Bocalom, em meio à insatisfação com setores do governo estadual. A coluna também apontou o nome do ex-secretário Marcelo Siqueira como uma das possibilidades discutidas nos bastidores.

Dias depois, outra publicação registrou que a assessoria de Zequinha negava que ele estivesse integralmente dentro da campanha de Mailza, enquanto interlocutores políticos já apontavam a possibilidade de o prefeito entrar no projeto de Alan com peso na composição, inclusive indicando o vice.

Até agora, não há rompimento formal entre Zequinha e Mailza. O que existe é uma disputa aberta por espaço político em torno do prefeito de Cruzeiro do Sul, principal liderança municipal do Juruá. Enquanto Alan Rick tenta atrair Zequinha para seu campo, o prefeito evita fechar portas e sustenta publicamente que dialoga com todos os candidatos que podem governar o Acre a partir de 2027.

Rio Branco recebe 57º Fonaje com juristas do Brasil, Bolívia e Peru

Rio Branco será sede, entre 27 e 29 de maio, do 57º Fórum Nacional de Juizados Especiais, que vai reunir mais de 350 participantes de todo o país na Universidade Federal do Acre para discutir o funcionamento e o aperfeiçoamento dos Juizados Especiais. A programação prevê 17 palestrantes, mediadores e painelistas, além da presença de representantes das Cortes de Justiça do Departamento de Pando, na Bolívia, e da Província de Madre de Dios, no Peru.

A abertura está marcada para o dia 27, às 17h30, com conferência magna da ministra do Superior Tribunal de Justiça Nancy Andrighi. Integrante do STJ desde 1999, ela é uma das magistradas mais conhecidas do país e tem trajetória marcada por decisões em temas de direito de família e proteção da criança.

O encontro também terá a participação do juiz Fernando Gajardoni, da Justiça de São Paulo, e do desembargador José Henrique Torres, do Tribunal de Justiça paulista. Entre as juristas escaladas para os debates estão ainda as juízas Admarcia Machado, do Judiciário acreano, Fabiana Peregrino, do Tribunal de Justiça da Bahia, e Patrícia Ceni, da Justiça de Mato Grosso.

A proposta do fórum é ampliar a troca de experiências e discutir medidas para melhorar os serviços prestados pelos Juizados Especiais. A programação inclui ainda o lançamento de livros durante o evento, reforçando o perfil institucional e acadêmico do encontro.