Saúde Rural realiza mais de 2 mil procedimentos no Barro Vermelho, em Rio Branco

A Prefeitura de Rio Branco realizou mais de 2 mil procedimentos de saúde no sábado, 20 de junho, na comunidade Barro Vermelho, na zona rural da capital acreana. A ação ocorreu na Igreja Assembleia de Deus, no km 17 da Estrada do Barro Vermelho, com atendimentos concentrados em um único ponto para facilitar o acesso de moradores a serviços básicos e preventivos.

A iniciativa foi executada por meio da Secretaria Municipal de Saúde e reuniu consultas médicas, atendimento pediátrico, consulta de enfermagem, atendimento odontológico, pré-natal, exame preventivo do colo do útero, inserção de Implanon, aferição de pressão arterial e glicemia, testes rápidos, vacinação, imunização antirrábica, entrega de medicamentos, ações de controle de endemias e acompanhamento do Programa Bolsa Família.

O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, afirmou que o Saúde Rural busca levar atendimento às comunidades mais distantes. “O Saúde Rural tem esse compromisso de aproximar os serviços da população que vive nas comunidades mais distantes da nossa capital. Muitas vezes, essas famílias têm apenas uma oportunidade ao longo do ano para acessar diversos atendimentos de saúde em um único local”, disse.

Moradora da comunidade, Tânia Soares recebeu atendimento durante a ação e saiu com a medicação prescrita. “Foi tudo rápido, organizado, e já consegui sair com a medicação que precisava. Isso facilita muito a vida de quem mora na zona rural e nem sempre consegue se deslocar com facilidade até a cidade”, afirmou.

A oferta de serviços na própria comunidade reduz deslocamentos até a área urbana e amplia o alcance da atenção básica na zona rural. Além dos atendimentos clínicos, a ação incluiu prevenção, vacinação, acompanhamento social e controle de doenças endêmicas, com equipes deslocadas para atender a população local.

Governo acumula dívida de mais de R$ 20 milhões com o Hospital Santa Juliana

A Diocese de Rio Branco cobrou publicamente, nesta segunda-feira, 21 de junho de 2026, a regularização de uma dívida de mais de R$ 20 milhões do governo do Acre com o Hospital Santa Juliana, em Rio Branco, por atendimentos prestados ao Sistema Único de Saúde, já realizados, auditados e reconhecidos pelo poder público. O atraso nos repasses, acumulado ao longo dos últimos anos, atinge a principal unidade filantrópica de saúde do Estado e ameaça serviços usados diariamente por pacientes de todos os municípios acreanos.  

O Santa Juliana não ocupa posição secundária na rede pública. Cerca de 80% dos atendimentos feitos pelo hospital são destinados a usuários do SUS. Na prática, isso significa que a crise financeira da instituição não afeta apenas a administração interna, fornecedores ou contratos de manutenção. Ela alcança diretamente pacientes que dependem da unidade para cirurgias, internações, partos e procedimentos que o próprio Estado não consegue absorver sozinho.

A situação é mais sensível porque o hospital concentra serviços que não têm substituição simples no Acre. O Santa Juliana é a única instituição hospitalar que realiza regularmente cirurgias cardíacas no Estado, área em que a interrupção ou redução de capacidade pode obrigar pacientes a buscar tratamento fora do Acre. Também é a única unidade que realiza cirurgias urológicas eletivas de alta complexidade, atendendo pessoas encaminhadas de diferentes municípios.

A maternidade é outro ponto central da cobrança. Aproximadamente metade dos partos realizados em Rio Branco ocorre no Santa Juliana. A informação dimensiona o risco de qualquer instabilidade na unidade: uma crise prolongada no hospital pressionaria imediatamente a rede obstétrica da capital, com reflexo sobre mães, recém-nascidos e equipes de saúde.

A mensagem assinada por Dom Joaquín Pertíñez, bispo de Rio Branco, trata a dívida como uma ameaça à continuidade de serviços essenciais. A Diocese afirma que o hospital atravessa um dos momentos mais delicados de sua história por causa dos sucessivos atrasos nos repasses financeiros devidos pelo Estado referentes aos serviços prestados ao SUS. A cobrança também alcança a Casa de Acolhida Souza Araújo, mantida pelas Obras Sociais da Diocese, que recebe pacientes em situação de vulnerabilidade social e de saúde. Os repasses para a manutenção desse serviço também estão atrasados.

O comunicado evita enquadrar a cobrança como disputa partidária. A Diocese afirma que a manifestação “não tem caráter político-partidário nem busca privilégios ou benefícios especiais” e cobra providências das autoridades para regularizar os pagamentos pendentes. O ponto central é objetivo: os serviços foram prestados, passaram por auditoria, foram reconhecidos pelo poder público e seguem sem pagamento integral.

O problema expõe uma dependência antiga da saúde acreana em relação às instituições filantrópicas. O Santa Juliana funciona como retaguarda de alta complexidade para o SUS, especialmente em áreas nas quais a rede pública estadual não oferece cobertura suficiente. Quando o governo atrasa repasses por anos, transfere para o hospital o custo imediato de manter equipes, estrutura, insumos e atendimento funcionando.

A Diocese também reforça que o Santa Juliana não pertence apenas à Igreja Católica. A instituição faz parte da história da saúde no Acre e atende uma demanda pública que vai além de Rio Branco. Por isso, a dívida de mais de R$ 20 milhões não pode ser tratada apenas como pendência administrativa. Ela envolve a capacidade do Estado de garantir assistência a pacientes que dependem do SUS para procedimentos de alta complexidade.

Prefeito de Rodrigues Alves diz que ponte ficou parada por ter sido amarrada à estrada para o Peru

O prefeito de Rodrigues Alves, Salatiel Magalhães, afirmou nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, em entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM 99,9, que a ponte sobre o Rio Juruá continua sem execução porque foi colocada dentro do projeto da estrada entre Cruzeiro do Sul e Pucallpa, no Peru. Para ele, a obra deveria ter sido tratada separadamente, já que a necessidade da ponte é local e imediata, enquanto a rodovia internacional envolve licenciamento, consulta a povos indígenas, estudos ambientais e uma disputa jurídica bem mais ampla. “Hoje nós todos sabemos da importância de nós termos ali aquela ponte em Rodrigues Alves”, disse o prefeito.

A ponte é prometida há décadas e seria a ligação direta entre Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul. Hoje, a travessia depende da balsa. A própria conversa no programa nasceu desse ponto: não dá para falar de Rodrigues Alves sem falar da ponte. A BR-364 passa nas proximidades da frente do município, abaixo da travessia da balsa, numa área onde os limites de Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Mâncio Lima se encontram. Essa localização torna a obra mais do que uma demanda municipal. Ela mexe com o deslocamento diário de trabalhadores, estudantes, comerciantes, produtores rurais e moradores que dependem de Cruzeiro do Sul para serviços públicos, saúde, comércio e transporte.

Salatiel disse que a ponte acabou presa ao mesmo processo da estrada para o Peru. “Antes se dizia que ia ter a construção da estrada até o Peru e que o projeto da ponte estava dentro desse projeto dessa estrada. Depois veio o embargo pelo Ministério Público Federal dessa rodovia, onde não tiveram como executar a ponte porque estava dentro desse projeto”, afirmou. A explicação do prefeito coincide com o histórico do edital nº 130/2021 do DNIT, questionado judicialmente por entidades indígenas, indigenistas, ambientalistas e extrativistas por falta de estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental e por ausência de consulta prévia a povos indígenas afetados pela rodovia até Pucallpa.

O ponto central da entrevista foi a crítica ao erro de origem. Chico Melo questionou se a ponte não deveria ter ficado fora do pacote da estrada internacional. Salatiel concordou. Para o prefeito, assim que o projeto maior foi embargado, o caminho deveria ter sido retirar a ponte daquele processo e criar uma tramitação independente em Brasília. “No próprio instante que o projeto foi embargado pelo Ministério Público Federal, era também, se possível, imediatamente ali, que se tivesse feito os mecanismos lá em Brasília para que rapidamente tirasse a ponte desse projeto”, disse.

A crítica do prefeito foi além da demora. Salatiel disse que já havia projeto e estudo para a ponte, mas a obra voltou para uma nova rodada de etapas técnicas. “Já tinha um projeto de uma ponte feito. Então por que não pegaram esse projeto e botaram ele para execução separadamente?”, questionou. Na avaliação dele, a burocracia transformou uma obra regional em promessa permanente. “As pessoas burocratizam muito as coisas que findam deixando de desenvolver uma região”, afirmou.

O contexto jurídico da ponte é mais específico do que a discussão pública costuma apresentar. Em 2023, a SOS Amazônia afirmou ser favorável à construção da ponte sobre o Rio Juruá entre Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul e defendeu que a ação civil pública contra a estrada para Pucallpa preservava a ponte. O MPF também afirmou que pediu a nulidade do edital da rodovia, mas tentou excluir do bloqueio o trecho da ponte sobre o Rio Juruá. A Justiça Federal não liberou o aproveitamento da licitação embargada, mas admitiu a possibilidade de novas licitações específicas para a ponte.

Esse detalhe muda o peso da discussão. A ponte não foi barrada por ser considerada desnecessária. O problema foi o caminho escolhido para tentar tirá-la do papel, uma escolha politica, com apoio da bancada federal do Acre na época. Ao entrar junto da ligação até o Peru, a obra passou a carregar o mesmo conflito da rodovia internacional, que envolve impacto ambiental, consulta a povos indígenas e abertura de uma rota até Pucallpa. Para Rodrigues Alves, a demanda é outra: atravessar o Rio Juruá sem depender de balsa.

Em abril de 2026, o Ministério dos Transportes incluiu a ponte no pacote de obras rodoviárias do Acre. A pasta anunciou R$ 875 milhões para rodovias no estado e previu estudos e projetos básicos e executivos de engenharia para a construção da ponte sobre o Rio Juruá, em Rodrigues Alves, na BR-364. O investimento anunciado para essa etapa foi de R$ 1,9 milhão, com estrutura prevista de cerca de sete quilômetros.

Na entrevista, Salatiel tentou separar o que é promessa antiga do que é necessidade concreta. Para ele, a ponte não atenderia apenas Rodrigues Alves. “Aquela ponte não vai desenvolver só o município de Rodrigues Alves, ela vai desenvolver a região do Juruá”, disse. A frase resume a cobrança política que permanece sobre a obra: enquanto o projeto não avança para execução, a população continua dependendo da balsa, e Rodrigues Alves segue com uma barreira física entre sua sede, Cruzeiro do Sul e o restante da malha de serviços da região.

Jornal da Manhã em Coluna – 22 de junho de 2026

A coluna desta segunda-feira reúne os principais bastidores, comentários e informações levados ao ar no Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM 99,9.

Rueda inflacionou a praça

O lançamento da pré-candidatura de Fabio Rueda a deputado federal, no fim de semana, foi tratado no Jornal da Manhã como um evento com cara de campanha majoritária. Rogério Wenceslau resumiu o impacto político: Rueda levou lideranças de vários municípios, misturou siglas, atraiu prefeitos, vereadores, empresários e gente do governo.

A leitura da bancada foi direta: o ato não serviu apenas para lançar uma pré-candidatura. Serviu para mostrar força, testar musculatura e avisar aos concorrentes que a disputa por deputado federal ficou mais cara.

Quem pagou o voo?

A presença de vereadores de Cruzeiro do Sul no evento de Fabio Rueda, em Rio Branco, também entrou na pauta. Foram citados Cristiano Rodrigues, Keleu, Antonio Cosmo, Zé Roberto, Tiago da Milênio e Mazinho da BR.

A pergunta feita no ar ficou no ar mesmo: quem bancou a viagem? A bancada evitou cravar qualquer irregularidade, mas lembrou que deslocamento, hospedagem e alimentação custam dinheiro. E em pré-campanha, quando muita gente viaja junto, a conta sempre vira assunto político.

O capacete de Mailza

A governadora Mailza Assis apareceu no evento de Fabio Rueda e, segundo o comentário feito no programa, chegou de motocicleta sem capacete. A cena virou símbolo.

Não pelo valor jurídico do episódio, mas pelo valor político. Quem comanda o Estado precisa dar exemplo, ainda mais em um programa que também discutiu acidentes de trânsito, álcool ao volante e blitzes. A crítica foi simples: o cidadão comum seria cobrado. A governadora também deve ser.

Londres e o Acre sem comando político claro

A viagem de Mailza a Londres abriu outro flanco. A bancada não atacou a agenda internacional em si, mas questionou o momento da saída do Estado. O Acre vive problemas administrativos, a ponte Frei Paolino ainda cobra respostas, e a pauta ambiental precisa sair do discurso.

O ponto político mais sensível é a linha sucessória. Sem vice-governador, a ausência de Mailza empurra o comando do Estado para o presidente da Assembleia Legislativa. Como Nicolau Júnior é candidato à reeleição, assumir o governo, ainda que por pouco tempo, cria problema eleitoral. Resultado: ele também precisa se ausentar para não ficar inelegível.

No fim, sobra a pergunta incômoda: quem, de fato, segura o governo quando a governadora viaja?

MDB ainda na sala de espera

A novela do MDB voltou ao ar. O partido esperava sair de uma conversa com Alan Rick mais próximo da vaga de vice. Não saiu. Wagner Sales e Jéssica Sales foram citados como parte dessa movimentação, mas a avaliação foi de frustração no MDB.

A governadora havia dito que o partido estava “dentro”. Agora, a impressão é outra: o MDB continua negociando, pressionando e esperando. A definição, como de costume, deve ficar para a convenção, talvez no limite do prazo.

Jorge Viana mexe no tabuleiro

A presença de Jorge Viana no Juruá também foi lida como movimento capaz de incomodar adversários, especialmente Márcio Bittar. A bancada comentou o vídeo publicado por Bittar com uso de inteligência artificial e colocou o tema no campo da fake news e da regulação eleitoral.

O recado político foi claro: a disputa ao Senado já começou antes da campanha oficial. E, quando Jorge circula pelo interior, os adversários reagem.

Salatiel e a ponte esquecida

O prefeito de Rodrigues Alves, Salatiel Magalhães, foi ao estúdio falar do Festival da Banana, mas a conversa entrou no tema inevitável: a ponte entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves.

Salatiel reconheceu a importância da obra e concordou com a crítica feita por Chico Melo: a ponte não deveria ter sido amarrada ao projeto da estrada para o Peru. Quando tudo entrou no mesmo pacote, o embargo ambiental travou também uma obra essencial para Rodrigues Alves e para o Juruá.

A frase que ficou é política: a ponte virou promessa de décadas, mas segue dependendo de decisão técnica, vontade política e menos uso eleitoral.

“O município perdeu população”

Salatiel também explicou a queda na população oficial de Rodrigues Alves no último censo. Segundo ele, comunidades que antes eram contabilizadas para o município passaram a ser enquadradas de outra forma por causa dos limites georreferenciados.

O efeito é direto no Fundo de Participação dos Municípios. Menos população no cálculo significa menos dinheiro. O prefeito disse que a arrecadação própria de Rodrigues Alves não paga nem metade da folha dos garis. É o retrato do aperto vivido por municípios pequenos do interior.

Petecão bem na foto

Na bancada federal, Salatiel fez questão de citar quem, segundo ele, tem ajudado Rodrigues Alves. O primeiro nome foi Sérgio Petecão. O prefeito atribuiu ao senador recursos para estradas vicinais, ponte de alvenaria, orla e a futura rua coberta do município.

Também citou Zezinho Barbary, com mais de R$ 25 milhões em investimentos encaminhados; Antônia Lúcia, pelo recurso que viabiliza a festa via Ministério da Cultura; e Roberto Duarte, com apoio na área da saúde.

Quando perguntado sobre quem não ajuda, o prefeito desviou. Preferiu deixar que a lista dos citados falasse por si.

Fabio Rueda passou por lá, mas ouviu não

Salatiel confirmou que já recebeu Fabio Rueda em Rodrigues Alves, em visita institucional, mas disse que falou ao pré-candidato sobre seus compromissos políticos. A mensagem foi simples: quem já ajuda o município tem prioridade.

Em política, isso é quase uma declaração. O prefeito abriu a porta, mas não entregou a chave.

Festival da Banana com data e produto

O Festival da Banana foi defendido por Salatiel como evento cultural e econômico. A programação começa com atividades em julho e terá shows de Samuel Mariano, na abertura da feira, e Léo Magalhães no encerramento.

O prefeito reforçou que Rodrigues Alves tem banana de verdade, com produção em áreas como Praia da Amizade, Três de Maio, Profeta, Moju, Pucalpa e Foz do Paraná. Também citou derivados como doce, chips, bombom, tapioca e o pastel de banana, produzido pela Panificadora Davi.

A festa, segundo ele, não é só palco. É vitrine para a produção rural.

Expoacre Juruá esquenta

A Expoacre Juruá também dominou o fim do programa. A seletiva da Rainha do Rodeio teve sete candidatas e definiu cinco finalistas. A final será realizada durante o rodeio.

A cavalgada, coordenada por Eric Thiago Salles Castanha, já tem mais de 100 cavalos inscritos. A saída dos animais será ajustada para reduzir o percurso e atender recomendações de bem-estar animal. A festa vai até a Arena do Juruá e deve encerrar antes do show de Leonardo.

Casamento coletivo

Cruzeiro do Sul terá 300 vagas para casamento coletivo durante a Expoacre Juruá. As inscrições começam nesta segunda-feira, 22, na Secretaria Municipal de Assistência Social, próxima à OCA.

Rodrigues Alves também terá casamento coletivo dentro do Projeto Cidadão, em parceria com o Tribunal de Justiça do Acre, durante a programação do Festival da Banana.

MP cobra o Iapen

Na área institucional, o Ministério Público do Acre acionou a Justiça para cobrar melhorias estruturais e reforço de segurança no Complexo Penitenciário do Juruá. A ação é assinada pelo promotor Vanderlei Batista Cerqueira e tem como alvo o Estado e o Iapen.

O assunto entra em um ponto sensível: segurança pública não se resolve só na rua. Também passa por presídio funcionando com estrutura mínima.

Trânsito, álcool e morte

O programa abriu com um alerta pesado: o Acre aparece entre os estados com maior taxa de internações por acidentes de trânsito envolvendo álcool. Gledisson Albano lembrou que a PM flagra com frequência motoristas dirigindo sob efeito de bebida.

O fim de semana também teve a morte de Wesley Nepomuceno Galvão, em acidente na Ladeira do Bode, na Avenida Copacabana, em Cruzeiro do Sul. A polícia informou que ele não era habilitado. Não foi feita ligação direta, no programa, entre o caso e consumo de álcool.

Folga para quem doa sangue

Cruzeiro do Sul sancionou lei que garante dois dias de folga ao servidor municipal que doar sangue. O benefício poderá ser usado duas vezes ao ano, totalizando quatro dias.

A medida foi tratada como incentivo importante porque o Hemocentro do Juruá atende pacientes de vários municípios, de Porto Walter a Marechal Thaumaturgo, e costuma enfrentar estoque baixo.

Fim de semana policial

Gledisson Albano também trouxe um resumo pesado da área policial: assalto em Mâncio Lima, furto de mercadorias de caminhão no centro de Cruzeiro do Sul, roubo a loja no bairro João Alves e prisão de foragido pelo Gefron em ônibus na BR-364.

O fim de semana mostrou, mais uma vez, que a pauta policial no Juruá não cabe em um bloco só.

Salatiel diz que Festival da Banana vai movimentar Rodrigues Alves e fortalecer produtores

O prefeito de Rodrigues Alves, Salatiel Magalhães, apresentou nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, no Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM 99,9, a programação da 10ª edição do Festival da Banana e dos 34 anos do município. A agenda começa em julho, terá trilha feminina, show gospel com Samuel Mariano, casamento coletivo pelo Projeto Cidadão, rodeio, feira de produtos derivados da banana e encerramento em 2 de agosto com show de Léo Magalhães. “Pra nós é uma satisfação, alegria de nós estarmos aqui para trazer boas notícias para a nossa querida população de Rodrigues Alves, falar dos festejos que vão se anteceder aí no próximo mês de julho, em comemoração tanto ao aniversário da cidade como também ao Festival da Banana, onde nós vamos estar realizando a décima edição”, disse o prefeito.

Salatiel começou a entrevista falando da situação financeira da prefeitura. O prefeito disse que a arrecadação própria de Rodrigues Alves é baixa e que a gestão depende de repasses federais, emendas parlamentares e convênios para manter serviços e investimentos. “Rodrigues Alves, a sua arrecadação própria não dá pra mim pagar a metade da folha dos nossos garis que cuidam da limpeza da cidade. Então, por aí, você já vê o enfrentamento e a dificuldade que um gestor passa”, afirmou.

A queda populacional registrada no último censo também entrou na conversa. Salatiel disse que o município tinha estimativa de mais de 18 mil habitantes e caiu para pouco mais de 14 mil moradores na contagem oficial, o que reduziu o repasse do Fundo de Participação dos Municípios. Para o prefeito, essa perda afeta diretamente áreas como educação, saúde, assistência social, meio ambiente, manutenção de ramais e realização de eventos públicos. Mesmo com esse cenário, ele defendeu a festa como parte da identidade do município. “A gente vai estar fazendo os festejos da cidade porque já é algo cultural. E você sabe, muitas vezes, a maioria da população, se você não faz, reclama; e se você faz, reclama do mesmo jeito. Mas a gente vai estar lá, se Deus quiser, trabalhando com muito cuidado para que nós possamos fazer um grande evento”, declarou.

O principal ponto da entrevista foi a produção de banana. Salatiel citou comunidades como Praia da Amizade, Três de Maio, Profeta, Agrovila do Moju, Pucalpa e Foz do Paraná como áreas importantes para a economia rural de Rodrigues Alves. “Hoje, se nós pegarmos aqui da Praia da Amizade até a Foz do Paraná, você vai ver o quantitativo de produtores que nós temos hoje que produzem banana”, disse. O prefeito também falou sobre os prejuízos causados pelas cheias em áreas próximas ao Rio Juruá. “Às vezes a banana passa muito tempo ali dentro d’água e acaba afetando a sua produção”, afirmou.

Salatiel disse que Rodrigues Alves produz mais banana do que consome e que a fábrica de derivados ajuda a ampliar o uso da produção local. “Hoje nós temos uma fábrica que fabrica os derivados da banana. Todos esses derivados da banana são feitos lá nessa fábrica. Hoje o doce da banana, banana chips, bombom da banana, é tudo feito lá dentro dessa fábrica, que hoje é gerida pela cooperativa Cooperfã”, afirmou. O festival vai reunir produtos como doce de banana, chips, bombom, tapioca e pastel de banana.

A programação começa no dia 4 de julho, com uma trilha feminina. “Dia quatro com uma trilha feminina. Então aí nós já convidamos todas as mulheres do Vale do Juruá, especificamente de Rodrigues Alves”, disse Salatiel. O prefeito afirmou que a atividade terá apoio mecânico e equipe de saúde durante o percurso. “Se acontecer de alguém passar mal, se machucar, vai ter todo o suporte lá”, completou.

A abertura oficial do Festival da Banana será no dia 29 de julho, com show gospel de Samuel Mariano. “Nós vamos estar também abrindo com o show gospel com o cantor e pastor Samuel Mariano. É a sua segunda vinda no estado do Acre. A primeira vinda dele foi na cidade de Epitaciolândia e agora ele vai estar vindo abrir a décima edição do Festival da Banana”, disse o prefeito.

No dia 30 de julho, a prefeitura vai realizar casamento coletivo em parceria com o Tribunal de Justiça do Acre, por meio do Projeto Cidadão. “Você que quer casar, dia trinta de julho nós vamos estar realizando este casamento lá no estádio de futebol, no pôr do sol. A gente vai fazer uma coisa bem romântica”, afirmou Salatiel.

A entrevista também passou pela articulação política da prefeitura. Salatiel citou o senador Sérgio Petecão e os deputados federais Zezinho Barbary, Antônia Lúcia e Roberto Duarte entre os parlamentares que destinaram recursos para Rodrigues Alves. Sobre Zezinho Barbary, o prefeito disse que o volume de investimentos já passa de R$ 25 milhões. “Hoje nós temos, dos oito deputados federais, o deputado Zezinho Barbary, que o seu montante hoje já ultrapassa os vinte e cinco milhões de investimento dentro do município”, afirmou.

Ao falar da deputada federal Antônia Lúcia, Salatiel disse que o recurso destinado por ela garante a realização da festa. “A festa da cidade vai acontecer através dela. Se não fosse ela, nós não iríamos fazer”, afirmou. O prefeito explicou que o dinheiro veio para ações culturais e não pode ser usado em outras áreas. “Se eu não realizar os eventos culturais, eu vou ter que devolver esse recurso para a União. Eu não posso tirar ele de lá e botar na educação, na saúde, em infraestrutura”, declarou.

No fim da entrevista, Salatiel falou do pastel de banana como novidade da edição deste ano. “Esse ano nós temos também o pastelzinho de banana. É uma novidade”, disse. O produto foi preparado pela panificadora Davi e apresentado no lançamento da programação. “Quem teve lá degustou desse pastelzinho muito delicioso. Para mim foi excepcional. Eu tenho certeza que vai ser novidade”, afirmou.

O Festival da Banana chega à 10ª edição com a promessa de movimentar produtores, comerciantes, empreendedores e moradores de Rodrigues Alves. A entrevista de Salatiel mostrou que a prefeitura quer usar a festa para reforçar a produção rural, ampliar a venda de derivados da banana e manter o evento como uma das principais marcas do município no Vale do Juruá.

Casamento coletivo em Cruzeiro do Sul abre inscrições com 300 vagas

As inscrições para o casamento coletivo em Cruzeiro do Sul começam nesta segunda-feira, 22, e seguem até sexta-feira, 26, com 300 vagas disponíveis para casais que desejam oficializar a união civil gratuitamente. O atendimento será feito das 7h às 14h, na Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, na Rua Rui Barbosa, nº 226, no Centro.

A cerimônia está marcada para o dia 4 de julho de 2026, às 17h, no Estádio Arena do Juruá, localizado na Rodovia AC-405, Km 9, na Estrada do Aeroporto. A ação integra o Projeto Cidadão, coordenado pelo Tribunal de Justiça do Acre, e busca facilitar o acesso ao casamento civil sem cobrança de taxas cartorárias.

Podem participar casais que cumpram os requisitos legais para o casamento civil e apresentem a documentação exigida no período de habilitação. As certidões precisam ter sido emitidas há, no máximo, seis meses.

Noivos solteiros devem apresentar certidão de nascimento original, comprovante de endereço, RG e CPF, com original e cópia. Para noivos divorciados, são exigidas a certidão de casamento com averbação do divórcio, cópia do processo ou da sentença de divórcio referente à partilha de bens, comprovante de endereço, RG e CPF.

No caso de noivos menores de idade, entre 16 e 18 anos incompletos, é necessária a certidão de nascimento original, comprovante de endereço e a presença dos pais ou responsáveis com RG e CPF. Em caso de falecimento dos pais, deve ser apresentada a certidão de óbito. Quando houver ausência dos responsáveis, será exigida autorização por escrito do responsável legal.

A iniciativa conta com parceria do Governo do Estado, Ministério Público do Acre, Tribunal Regional Eleitoral, Receita Federal, Incra, Prefeitura de Cruzeiro do Sul e outras instituições. A proposta é ampliar o acesso da população a serviços de cidadania e garantir a formalização da união civil a casais que buscam regularizar a vida familiar.