Saerb prepara servidores para reforçar combate à violência contra a mulher em Rio Branco

O Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb) vai promover ações de orientação e conscientização entre servidores para ampliar a prevenção e o enfrentamento à violência contra a mulher. A medida foi definida após uma reunião realizada nesta segunda-feira, 20 de julho, pelo Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), com a participação de representantes de instituições públicas.

O encontro discutiu formas de integrar órgãos públicos e setores da sociedade na construção de uma rede permanente de proteção às mulheres. Casos recentes registrados no Acre foram apresentados durante a reunião, com atenção para agressões físicas, abusos e estupros ocorridos dentro das residências.

A diretora-geral da Escola de Contas do TCE-AC, conselheira Naluh Gouveia, defendeu a mobilização de igrejas, associações comerciais, secretarias, agentes de saúde e organizações comunitárias. A proposta é levar informações e apoio a locais onde o poder público encontra dificuldades para identificar situações de violência.

No Saerb, as atividades deverão abordar os diferentes tipos de violência contra a mulher, as formas de prevenção e os canais disponíveis para acolhimento e denúncia. Também serão criados espaços de diálogo para preparar servidores e servidoras a reconhecer situações de vulnerabilidade, orientar possíveis vítimas e encaminhá-las à rede de atendimento.

O diretor-presidente da autarquia, Enoque Pereira, afirmou que o Saerb participará da articulação com outros órgãos e entidades. “O enfrentamento à violência contra a mulher só é efetivo quando as instituições atuam de forma integrada”, declarou.

A iniciativa pretende tornar o ambiente institucional mais seguro e preparado para lidar com casos de violência de gênero. As ações também deverão aproximar a administração municipal da rede formada por instituições públicas, entidades sociais e representantes da comunidade.

MPAC cobra reforço na segurança durante Festival do Açaí em Feijó

O Ministério Público do Estado do Acre recomendou à Prefeitura de Feijó, à Polícia Militar, à Secretaria Municipal de Assistência Social e ao Conselho Tutelar a adoção de medidas de segurança, fiscalização e proteção de crianças e adolescentes durante o Festival do Açaí, marcado para os dias 21, 22 e 23 de agosto de 2026. A atuação busca prevenir acidentes e irregularidades diante do aumento do fluxo de pessoas e veículos no município.

A recomendação foi expedida pela Promotoria de Justiça Cível de Feijó e assinada pelas promotoras de Justiça substitutas Giselle Luiza Silva e Giovana Kohata. Os órgãos municipais e estaduais deverão trabalhar de forma integrada na organização do evento e na proteção do público.

Entre as medidas estão o reforço da fiscalização de trânsito e o combate à condução de veículos por pessoas sob efeito de álcool ou outras substâncias. O MPAC também cobrou o cumprimento das regras para motocicletas, com limite de duas pessoas por veículo e uso obrigatório de capacete pelo condutor e pelo passageiro.

O Conselho Tutelar e a Secretaria Municipal de Assistência Social deverão fiscalizar a presença de crianças e adolescentes em locais inadequados, principalmente durante a noite. A recomendação também prevê ações para impedir a venda de bebidas alcoólicas e outras substâncias proibidas a menores de idade.

A Prefeitura de Feijó, a Polícia Militar, o Conselho Tutelar e a Assistência Social deverão encaminhar à Promotoria de Justiça informações sobre as providências adotadas. Os órgãos também terão de apresentar um plano de ação e o cronograma de execução das medidas previstas para o festival.

MPF no Acre abre seleção de estágio com bolsa de R$ 1,3 mil

O Ministério Público Federal no Acre abriu processo seletivo para formar cadastro de reserva de estagiários de graduação em Rio Branco. As inscrições poderão ser feitas entre 30 de julho e 16 de agosto de 2026 por estudantes de sete áreas de formação.

A seleção oferece oportunidades para alunos de Administração, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Contábeis, Comunicação Social, Direito, Engenharia Civil e Tecnologia da Informação. Os aprovados poderão ser convocados para atuar na Procuradoria da República no Acre conforme a necessidade do órgão.

A bolsa mensal será de R$ 1.320. Os estudantes também receberão auxílio-transporte de R$ 12 por dia de estágio.

A prova objetiva será aplicada pela internet, com previsão para 30 de agosto. Para participar, o candidato deverá ter a inscrição confirmada, possuir cadastro no Gov.br e acessar o sistema da seleção com pelo menos 72 horas de antecedência. O horário da avaliação seguirá o fuso de Brasília.

Os candidatos da área de Direito também deverão fazer uma prova discursiva presencial, prevista para 27 de setembro. A lista de inscrições válidas será publicada em 20 de agosto, enquanto o resultado final e a classificação estão programados para 21 de outubro.

O processo seletivo terá reserva de vagas para pessoas com deficiência, candidatos negros, indígenas e integrantes de povos e comunidades tradicionais. A participação pelo sistema de cotas dependerá da assinatura da declaração específica prevista no edital.

As inscrições e os comunicados sobre as etapas da seleção serão disponibilizados na página de estágios do MPF no Acre.

DNIT apresenta a Zequinha Lima projeto de reconstrução da BR-364

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes apresentou nesta terça-feira, 21, ao prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, o projeto de reconstrução da BR-364 no Acre. Durante a reunião, o superintendente regional do DNIT, Ricardo Araújo, detalhou as etapas da obra, o modelo técnico escolhido e a previsão de início dos trabalhos entre agosto e setembro.

“Viemos apresentar ao prefeito e à equipe do município todas as etapas que estão sendo executadas e o planejamento da recuperação da BR-364. Nossa meta é que, até o final de agosto, os trechos em manutenção estejam totalmente recuperados, eliminando os buracos e melhorando a trafegabilidade”, afirmou Araújo.

O projeto prevê a reconstrução de 416,4 quilômetros da rodovia entre Sena Madureira e o Rio Liberdade. O investimento total foi estimado em cerca de R$ 5 bilhões, com recursos previstos no Novo Programa de Aceleração do Crescimento. A execução deverá durar entre cinco e seis anos.

A primeira etapa terá 104 quilômetros entre Sena Madureira e Manoel Urbano, com investimento superior a R$ 714 milhões. O DNIT trabalha para concluir a licitação e iniciar as intervenções ainda no segundo semestre.

A reconstrução será feita com macadame hidráulico, técnica que utiliza camadas de pedras compactadas para formar uma base mais resistente. A solução foi escolhida após estudos sobre as características do solo acreano e os danos provocados pelas chuvas e pela infiltração de água.

“Paralelamente, estamos avançando com a licitação da reconstrução definitiva utilizando o macadame hidráulico, uma solução desenvolvida a partir de estudos do DNIT Nacional e que oferece maior durabilidade para as condições da Amazônia”, explicou o superintendente.

Zequinha Lima afirmou que a apresentação do projeto permite ao município acompanhar o planejamento da obra e reforçou a importância da estrada para os moradores do Vale do Juruá.

“A BR-364 é a principal ligação terrestre da nossa região com o restante do estado, sendo fundamental para o transporte de pessoas, mercadorias, atendimento à saúde e fortalecimento da nossa economia”, declarou o prefeito.

“Ver um planejamento técnico sendo apresentado nos dá esperança de que teremos uma rodovia mais segura, duradoura e capaz de garantir o desenvolvimento do Vale do Juruá”, acrescentou.

Enquanto a contratação da reconstrução definitiva avança, o DNIT mantém serviços emergenciais nos pontos mais danificados da rodovia. A previsão é concluir até o fim de agosto a recuperação dos trechos em manutenção para reduzir os buracos e melhorar as condições de tráfego.

Rodrigues Alves inaugura agroindústria de óleo de murmuru

Rodrigues Alves passou a contar, no sábado (18), com uma unidade industrial voltada ao beneficiamento de óleo de murmuru e à produção de manteigas vegetais. Instalada na sede da Coopercintra, a agroindústria recebeu investimento de R$ 1 milhão da Natura e terá como foco o fortalecimento da agricultura familiar, a geração de renda e o aproveitamento sustentável de produtos da floresta.

Cerca de 200 pessoas participaram da inauguração. A nova estrutura permitirá que a matéria-prima coletada por agricultores e extrativistas seja processada no próprio município, aumentando o valor comercial da produção e ampliando as oportunidades para as famílias envolvidas na cadeia do murmuru.

A manteiga extraída do fruto é utilizada pela indústria de cosméticos. A parceria entre a cooperativa e a Natura busca ampliar a produção local sem afastar a atividade econômica da conservação ambiental, base da bioeconomia desenvolvida na região amazônica.

Antes da abertura da unidade, os cooperados participaram de dois dias de formação sobre organização interna, funcionamento da cooperativa e práticas sustentáveis na extração de óleos e na fabricação de manteigas vegetais.

A Prefeitura de Rodrigues Alves participou da cerimônia por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Turismo. A administração municipal pretende apoiar novas parcerias ligadas ao empreendedorismo rural, à produção sustentável e à geração de trabalho no município.

O presidente da Coopercafé, Jonas Lima, também anunciou apoio à diversificação das propriedades atendidas pela cooperativa. A proposta inclui avaliar a distribuição de mudas de açaí e cacau, permitindo que os produtores combinem diferentes culturas e ampliem as fontes de renda.

Equipe inicia estudos da ponte sobre o Rio Juruá em Rodrigues Alves

Uma equipe do consórcio Engeplus–Projecta iniciou na segunda-feira, 20 de julho, em Rodrigues Alves, os levantamentos de campo para definir o projeto da ponte sobre o Rio Juruá e do contorno rodoviário do município. Contratado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes por R$ 1.997.005,87, o trabalho reúne estudos preliminares e os projetos básico e executivo de uma travessia reivindicada há anos no Vale do Juruá. A chegada dos técnicos abre uma nova fase administrativa, mas ainda não representa o início da construção: o governo federal terá de aprovar os projetos e fazer outra licitação para executar a obra.

Enquanto os profissionais começam a medir o terreno, examinar o solo e estudar os possíveis acessos, a rotina dos moradores continua presa ao movimento do rio. A ligação direta entre Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul depende da balsa mantida pelo governo do Acre. Quando o Juruá sobe ou desce rapidamente, a lama se acumula nas rampas, máquinas precisam refazer o aterro e a embarcação aguarda condições para encostar. Para quem atravessa em busca de atendimento médico, trabalho, estudo ou transporte de mercadorias, a condição do rio ainda interfere no tempo da viagem.

O prefeito Salatiel Magalhães recebeu a equipe na tarde de segunda-feira e ofereceu apoio logístico da prefeitura aos trabalhos de campo. “Receber a equipe da Engeplus Engenharia em Rodrigues Alves representa mais um passo importante rumo à realização de um sonho histórico da nossa população”, afirmou. O município deverá ajudar com deslocamento, acesso às áreas estudadas e contato com estruturas locais necessárias aos levantamentos.

Nesta etapa, o consórcio fará levantamentos topográficos, estudos geológicos, análises ambientais e avaliações de engenharia. Esse conjunto de informações servirá para escolher a localização da ponte, traçar o contorno rodoviário, calcular as fundações, definir os acessos e estabelecer as dimensões da estrutura. Sem essa base, não é possível formar um orçamento confiável nem preparar a futura contratação da obra.

O contrato nº 168/2026 foi assinado pelo DNIT em 5 de maio e permanece vigente até 16 de julho de 2027. A Engeplus Engenharia e Consultoria lidera o consórcio, formado também pela Projecta – Projetos e Consultoria. As empresas venceram a Concorrência Eletrônica nº 90304/2025, aberta especificamente para os estudos e projetos da ponte e do contorno de Rodrigues Alves, na BR-364.

A separação da ponte em uma contratação própria encerra, pelo menos nesta fase, um problema criado anos antes, quando o empreendimento foi colocado dentro do projeto de ligação rodoviária entre Cruzeiro do Sul e Pucallpa, no Peru. O Edital nº 130/2021 do DNIT reuniu os projetos básico e executivo da estrada internacional e incluiu a travessia sobre o Rio Juruá.

A estrada provocou reação de organizações indígenas, indigenistas, ambientalistas e extrativistas, que recorreram à Justiça contra o processo. A ação questionou a falta de estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental e a ausência de consulta livre, prévia e informada aos povos indígenas afetados pela rota até o Peru.

A Justiça Federal declarou a nulidade do edital em junho de 2023. A decisão atingiu todo o processo, inclusive o trecho da ponte, embora o Ministério Público Federal e as organizações autoras tenham defendido que a travessia fosse separada da estrada internacional. O MPF sustentou que a ponte atende uma necessidade local, não alcança diretamente as comunidades indígenas envolvidas no conflito da rodovia e poderia facilitar o acesso da população a serviços essenciais.

O aproveitamento da antiga licitação não foi autorizado. A saída permitida foi abrir um novo processo, restrito à ponte e aos acessos de Rodrigues Alves. A Concorrência nº 90304/2025 e o contrato assinado em maio de 2026 nasceram desse caminho. A travessia deixou de carregar, no mesmo pacote administrativo, as disputas ambientais e territoriais da estrada até Pucallpa.

Em junho, durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, Salatiel Magalhães criticou a decisão de manter a ponte vinculada ao projeto da estrada entre Cruzeiro do Sul e Pucallpa, no Peru. Com a ligação internacional cercada por questionamentos judiciais, ambientais e indígenas, a travessia de Rodrigues Alves também ficou presa ao mesmo processo.

“Já tinha um projeto de uma ponte feito. Então por que não pegaram esse projeto e botaram ele para execução separadamente?”, questionou o prefeito.

Para Salatiel, a ponte não pode ser tratada apenas como parte de uma futura rota internacional. A estrutura atenderá primeiro uma necessidade cotidiana dos moradores de Rodrigues Alves e dos demais municípios do Vale do Juruá, onde a travessia ainda depende de balsa. A cobrança feita pelo prefeito ajuda a explicar a mudança adotada depois pelo DNIT: retirar a ponte do conjunto da estrada até o Peru e abrir uma contratação específica para os estudos e projetos da travessia.

A ponte entrou na carteira do Novo PAC em 2023, ainda na área de planejamento. A inclusão no programa federal manteve o empreendimento no orçamento e na estrutura administrativa do DNIT, mas não eliminou a necessidade de projeto, licenciamento, recursos para a construção e licitação da empresa executora.

Em fevereiro de 2026, o governo do Acre divulgou uma previsão atribuída ao DNIT de início da construção ainda naquele ano e conclusão em 2028. O calendário conhecido agora não permite tratar esse prazo como confirmado. O contrato assinado em maio cuida apenas dos estudos e projetos e pode seguir até julho de 2027. Mesmo que os trabalhos sejam entregues antes do encerramento da vigência, a construção continuará condicionada à aprovação técnica e a uma nova concorrência pública.

A urgência da ponte aparece de forma mais clara longe das cerimônias oficiais. Em 2022, o MPF levou ao processo o caso de um idoso que precisou atravessar o Rio Juruá em uma maca enquanto a embarcação capaz de transportar ambulâncias estava em manutenção.

A presença dos técnicos da Engeplus–Projecta em Rodrigues Alves é o passo mais concreto dado desde a anulação do antigo edital. Ainda assim, a ponte permanece no papel. A mudança decisiva virá quando o DNIT receber e aprovar os projetos, definir o custo real da estrutura, garantir o dinheiro da construção e publicar a licitação da obra. Até lá, o morador continuará olhando o nível do Juruá antes de saber quanto tempo levará para chegar ao outro lado.

Taiane nega participação em gastos e contratos da Expoacre Juruá 2026

Taiane Santos afirmou que não participou da elaboração de processos, da contratação de artistas, da escolha de fornecedores nem da fiscalização dos recursos usados na Expoacre Juruá 2026. Segundo ela, sua atuação foi restrita à organização operacional da feira, com a reunião dos projetos apresentados pelos órgãos envolvidos, a distribuição dos espaços e o encaminhamento de demandas surgidas durante a montagem e a realização do evento.

A declaração foi dada ao Grupo Integração após questionamentos sobre os gastos da feira, a contratação de atrações nacionais, os atrasos nos pagamentos de artistas locais e a participação da Associação Transformar na execução do evento.

Taiane afirmou que a Expoacre reúne governo, prefeitura, federações, associações e Sebrae, mas que cada órgão administra suas próprias despesas. Ela disse que não era ordenadora de despesas e não tinha poder para autorizar contratos, pagamentos, licitações, editais ou dispensas.

“Minha função era planejar, unir as secretarias, ver qual o projeto que cada uma tinha, compilar isso e apresentar para aprovação dos gestores”, afirmou.

Segundo Taiane, as decisões sob sua responsabilidade direta ficavam limitadas a questões operacionais, como a definição de espaços e a solução de conflitos entre expositores. Quando surgiam problemas, ela procurava o órgão responsável pela área.

“A gente identifica as demandas e envia para o órgão responsável. Isso faz parecer que eu resolvo tudo, mas minha função era encaminhar”, disse.

Questionada sobre o plano de trabalho apresentado pela Associação Transformar, Taiane negou participação na elaboração, análise ou aprovação do documento. Ela afirmou que esses procedimentos cabiam aos secretários, comissões e setores administrativos.

A Associação Transformar recebeu R$ 15,8 milhões da Casa Civil para executar a Expoacre Juruá. O valor global previsto no Termo de Colaboração chegou a R$ 16,6 milhões.

Taiane também negou participação na definição dos cachês e na escolha das atrações nacionais. Segundo ela, os valores eram definidos pelos artistas e as contratações não passavam por sua função.

“Não sou produtora de show. Os cachês são definidos pelos artistas e eu não era responsável por essa negociação”, afirmou.

Ela disse ainda que mantinha contato com fornecedores durante a organização da feira, mas não participava da seleção das empresas contratadas.

“As escolhas eram feitas por licitações e editais. Não eram feitas por mim”, declarou.

Sobre a fiscalização dos recursos, Taiane afirmou que a responsabilidade cabia aos gestores das pastas que realizavam os pagamentos, como secretários e presidentes de autarquias.

“Não sou ordenadora de despesa. A fiscalização financeira é responsabilidade do gestor da pasta que faz o desembolso”, disse.

Taiane declarou que não tinha acesso a notas fiscais, contratos ou comprovantes de pagamento. Segundo ela, sua participação na prestação de contas era voltada aos resultados da feira, como número de expositores, volume de negócios e público registrado.

As despesas e os documentos financeiros, de acordo com Taiane, ficavam sob responsabilidade de cada órgão envolvido.

Ela também negou manter relação pessoal, profissional ou política com dirigentes da Associação Transformar. O questionamento foi feito após a identificação de emendas destinadas à entidade pelo vereador Moacir Júnior, irmão de Taiane.

“Não possuo relação pessoal com gestores da instituição. As organizações sociais buscam recursos para projetos, mas isso não representa uma relação minha com a entidade”, afirmou.

A existência das emendas não comprova participação de Taiane na escolha da associação ou na liberação dos recursos. Essa eventual ligação dependeria de documentos, atos administrativos, mensagens ou registros que mostrassem interferência dela nos processos.

Ao ser questionada sobre a publicação dos contratos, notas fiscais, comprovantes e da prestação de contas completa da Expoacre Juruá, Taiane afirmou que não tinha acesso aos documentos.

“O adequado é que as solicitações sejam feitas às pastas responsáveis pelas despesas questionadas”, respondeu.

A manifestação de Taiane concentra a responsabilidade financeira nos gestores, na Casa Civil, nos órgãos que realizaram os pagamentos e na Associação Transformar. A divulgação dos processos administrativos e da prestação de contas completa poderá esclarecer quem autorizou cada despesa, quais empresas foram contratadas, quanto foi pago aos artistas e como os recursos públicos foram aplicados.