“Quando a gente cuida dos ônibus, estamos cuidando da nossa cidade”, diz Alysson

“Quando a gente cuida dos ônibus, das praças, das escolas e dos espaços públicos, estamos cuidando da nossa cidade.” A declaração do prefeito Alysson Bestene marcou, nesta quinta-feira (1º), a apresentação da nova frota do transporte coletivo de Rio Branco e o início de uma mobilização de líderes comunitários para incentivar a população a preservar os veículos que começam a operar nesta sexta-feira (2).

A nova operação contará com 120 ônibus, sendo 80 veículos zero quilômetro e 40 seminovos. Desse total, 110 ficarão em circulação e outros dez serão mantidos como reserva técnica. A mudança também prevê ampliação do atendimento para novos bairros da capital.

Os ônibus novos contam com ar-condicionado, acessibilidade para pessoas com deficiência, entradas USB para carregamento de celulares, Wi-Fi e sistema de monitoramento por GPS.

Durante a apresentação, Alysson afirmou que a renovação busca melhorar as condições de deslocamento dos moradores que dependem diariamente do transporte público para trabalhar, estudar ou acessar serviços de saúde.

“É uma emoção poder dar aos trabalhadores qualidade no serviço, poder proporcionar para as pessoas que vivem e moram em Rio Branco, para os idosos, para as crianças, para quem vai aos hospitais, às unidades de saúde e às escolas, um transporte de qualidade, com ar-condicionado, carregador de celular e acessibilidade para os cadeirantes”, afirmou.

Além da entrada dos novos veículos, a Prefeitura passou a defender a participação dos próprios usuários na conservação da frota. O pedido foi reforçado por representantes de associações de moradores, que pretendem realizar ações de conscientização nos bairros e nas redes de comunicação das comunidades.

O presidente da União Municipal das Associações de Moradores de Rio Branco, Jorge Wenderson, afirmou que a chegada dos ônibus cria uma nova expectativa entre os usuários do sistema e disse que as lideranças comunitárias continuarão acompanhando o serviço.

“Estou muito contente com a chegada desses ônibus. A nossa comunidade sabe dos problemas enfrentados pelo transporte público nos últimos anos e espera que essa nova frota melhore a vida dos moradores. Vamos continuar acompanhando e fiscalizando esse serviço”, afirmou.

Segundo Wenderson, as associações também devem orientar os passageiros sobre a necessidade de preservar os veículos.

“Vamos orientar a população a cuidar dos ônibus, porque o transporte é um bem público e pertence a todos nós”, declarou.

No bairro Seis de Agosto, o presidente da associação de moradores, Rony Carvalho, afirmou que uma das principais expectativas é a redução do tempo de espera nos pontos.

“A população é quem mais ganha com esse presente que o prefeito está dando ao pessoal de Rio Branco. Espero que ajude a acabar com aquela espera de uma hora pelo ônibus. Acho que agora vai melhorar”, disse.

Rony também afirmou que pretende trabalhar junto aos moradores para evitar danos aos ônibus e contribuir para que os veículos sejam conservados.

O presidente da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito, coronel Marcos Roberto Coutinho, informou que a nova empresa responsável pelo serviço começa a operação nesta sexta-feira.

“A partir do dia 2, a nova empresa inicia a operação com 120 ônibus, sendo 110 em circulação e 10 como reserva, além da ampliação do atendimento para novos bairros”, afirmou.

A renovação da frota ocorre após anos de reclamações relacionadas à idade dos veículos, manutenção e tempo de espera. Com os novos ônibus nas ruas, a Prefeitura, a RBTrans e as lideranças comunitárias concentram agora a atenção no funcionamento do novo sistema e na preservação dos veículos.

Emerson Soares analisa situação de Gladson no STF e disputas jurídicas da eleição no Acre

O advogado Emerson Soares analisou, nesta quinta-feira (1º), durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Integração FM, o cenário jurídico das eleições no Acre. A situação do ex-governador e candidato ao Senado Gladson Cameli (PP) concentrou a maior parte da entrevista, que também abordou questionamentos envolvendo Alan Rick (Republicanos), o certificado de formação apresentado por Mailza Assis (PP) e as diferenças entre pesquisas eleitorais divulgadas na reta final da campanha.

Ao falar sobre o aumento das disputas judiciais durante a eleição, Emerson afirmou que o cenário está relacionado à profissionalização das campanhas e à presença cada vez maior de equipes jurídicas acompanhando candidatos, principalmente nas disputas majoritárias. Na avaliação dele, o excesso de conflitos pode afastar o debate das propostas, embora considere necessária a atuação da Justiça Eleitoral para estabelecer os limites previstos na legislação.

O principal tema da entrevista foi a situação de Gladson Cameli. O ex-governador foi condenado pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em maio, a 25 anos e nove meses de prisão, em regime inicialmente fechado. A condenação ainda não transitou em julgado.

Na esfera eleitoral, o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) indeferiu, por unanimidade, o registro de candidatura de Gladson ao Senado em 11 de setembro, com fundamento na inelegibilidade decorrente da condenação por órgão colegiado. Como existem recursos pendentes, ele continua sub judice e pode permanecer na campanha e ter o nome mantido na urna.

Durante a entrevista, Emerson explicou que a defesa ainda dispõe de instrumentos processuais para tentar levar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a discussão relacionada à condenação. Segundo ele, porém, existem obstáculos para que o recurso extraordinário ultrapasse a fase de admissibilidade.

“Eu acho muito difícil esse recurso extraordinário chegar no STF, porque eu não vejo que ele preenche requisitos de admissibilidade mínimos”, afirmou, ao recordar análise que já havia feito anteriormente no programa.

Emerson explicou que a defesa pode apresentar recurso contra a decisão que impede o seguimento do extraordinário, mas sustentou que os fundamentos utilizados para barrá-lo tornam o caminho processual mais restrito. Ele frisou durante a entrevista que se tratava de uma interpretação jurídica própria, e não de uma decisão antecipada sobre o que será feito pelos tribunais.

A situação eleitoral de Gladson também foi abordada. Emerson explicou que, caso o candidato chegue ao dia da eleição com o registro indeferido e recurso pendente, os votos recebidos ficam sujeitos à definição posterior da Justiça Eleitoral. Na entrevista, ele citou a regra que trata da contabilização de votos atribuídos a candidaturas com registro indeferido, mas ainda sob recurso.

O TRE-AC manteve o indeferimento do registro em julgamento realizado em 22 de setembro. A Corte acolheu parcialmente embargos apresentados pela defesa apenas para corrigir um erro material no acórdão, sem alterar o resultado. O processo segue passível de discussão nas instâncias superiores.

Emerson também tratou da possibilidade de uma decisão no STF produzir efeitos antes da diplomação. Segundo ele, uma eventual suspensão dos efeitos da condenação poderia interferir na situação eleitoral, dependendo do momento em que fosse concedida e do andamento do processo no TSE.

Questionado sobre a condenação criminal, o advogado afirmou que uma eventual prisão dependeria do encerramento das possibilidades recursais e do trânsito em julgado da decisão. “Chegou no final, transitou em julgado, o governador será preso pela decisão que está posta pelo STJ, sim”, declarou, ao apresentar o cenário em que a condenação fosse mantida definitivamente.

A entrevista também entrou na disputa pelo Governo do Acre. Ao ser questionado sobre o caso envolvendo Alan Rick e recursos eleitorais de uma campanha anterior, Emerson fez uma ressalva antes de responder e afirmou ter tido acesso apenas parcial às informações.

A partir desse limite, o advogado explicou como irregularidades na comprovação de despesas eleitorais podem resultar em determinação de devolução de recursos. Ele citou uma experiência própria, quando disputou a Prefeitura de Rodrigues Alves, e afirmou que a ausência de documentação aceita pela Justiça Eleitoral pode levar à devolução de valores mesmo quando houve a contratação do serviço.

Em outro momento, Emerson comentou o uso da expressão “janelero” contra Alan Rick. Segundo ele, o termo era utilizado décadas atrás na Universidade Federal do Acre para identificar estudantes que ingressavam em determinado curso e posteriormente solicitavam transferência interna para outro. Emerson afirmou que o procedimento dependia das regras e da existência de vagas na universidade e que a expressão, por si só, não representa prática criminosa.

O certificado de formação apresentado por Mailza Assis também foi discutido. A Justiça Eleitoral analisa uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral apresentada por Alan Rick e pela Coligação Trabalho da Esperança contra Mailza e a candidata a vice, Jéssica Sales. O corregedor regional eleitoral, desembargador Samoel Evangelista, determinou a apresentação de defesa. O recebimento da ação não significa que a Justiça tenha considerado o documento falso ou reconhecido a existência de irregularidade.

Emerson separou a discussão sobre a autenticidade do documento da exigência de escolaridade para o registro da candidatura. Na avaliação dele, um eventual problema relacionado ao certificado de nível superior não retiraria automaticamente o requisito de escolaridade necessário à disputa, mas uma eventual comprovação de falsidade documental poderia produzir outras consequências jurídicas.

“Isso aí é uma coisa que ainda depende de instrução probatória, e a gente não pode fazer um julgamento precipitado”, afirmou.

Na parte final da entrevista, Emerson também comentou as diferenças entre pesquisas eleitorais divulgadas no Acre. Ele deixou claro que não é especialista no assunto e classificou as observações como opinião pessoal baseada na experiência em campanhas. Segundo o advogado, algumas oscilações chamaram sua atenção, mas ele evitou afirmar que algum levantamento tivesse sido manipulado.

Ao encerrar sua participação, Emerson reforçou que as manifestações relacionadas aos processos tinham caráter de análise jurídica e que cabe ao eleitor tomar sua própria decisão nas urnas.

Virgílio Viana agradece apoiadores e pede mobilização até o último segundo

O advogado e candidato a deputado federal pelo Acre, Virgílio Viana (PV), fez um chamado aos apoiadores nesta quinta-feira (1º), na reta final da campanha eleitoral, e pediu que as pessoas ampliem o diálogo com eleitores que já demonstraram apoio ou interesse em conhecer sua candidatura.

Em vídeo direcionado à militância e aos apoiadores, Virgílio iniciou a mensagem agradecendo a participação das pessoas que acompanharam sua caminhada durante a campanha.

“Eu quero começar esse vídeo dizendo uma coisa para todo mundo que caminhou comigo até aqui. Muito obrigado. Cada conversa, cada mensagem, cada pessoa que decidiu participar dessa caminhada fez diferença para a gente chegar até aqui”, afirmou.

Na sequência, o candidato pediu que os apoiadores usem os últimos momentos da campanha para retomar contatos e conversar diretamente com pessoas que já tiveram algum tipo de aproximação com sua candidatura.

“Pega o teu telefone, abre tua agenda, vai naquela pessoa que já conversou contigo sobre a nossa campanha, que já declarou apoio ou que quer conhecer mais sobre o nosso trabalho”, disse.

Virgílio afirmou que a mobilização direta entre apoiadores e eleitores faz parte da estratégia nesta reta final.

“Porque campanha também é isso, é gente conversando com gente e presença e participação. E eu sou muito grato por ter tanta gente construindo isso comigo”, declarou.

Ao encerrar a mensagem, o candidato voltou a agradecer aos apoiadores e pediu mobilização até o encerramento do período eleitoral.

“Muito obrigado por tudo que vocês fizeram até aqui. Agora é hora de cuidar dessa rede até o último segundo. Vamos juntos porque o futuro começou”, concluiu.

Marinete Mesquita contesta notificação eleitoral após ato em Epitaciolândia

A secretária municipal de Saúde de Epitaciolândia, Marinete Mesquita de Castro, contestou nesta quinta-feira (1º) uma notificação da Justiça Eleitoral relacionada a um ato de campanha realizado no município. Em vídeo, ela apresentou o documento e afirmou que a atividade ocorreu às 16h, depois do encerramento do expediente dos servidores municipais envolvidos.

O procedimento também envolve o prefeito Sérgio Mesquita de Castro, o candidato ao Governo do Acre Alan Rick, o candidato a vice Ricardo Leite e Alessandro Gomes da Silva. O caso está relacionado à participação de agentes públicos e às condições em que o evento eleitoral foi realizado em Epitaciolândia.

Ao questionar a notificação, Marinete sustentou que os participantes já haviam encerrado suas atividades na Prefeitura quando estiveram no encontro político. A legislação eleitoral proíbe a cessão de servidor público ou a utilização de seus serviços em campanha durante o horário normal de expediente, salvo quando o servidor estiver licenciado. O Tribunal Superior Eleitoral também possui entendimento de que a participação de agente público em campanha fora do horário normal de trabalho, isoladamente, não configura essa conduta vedada.

A discussão, porém, não se limita ao horário de participação dos servidores. O ato ocorreu nas proximidades da Quadra da Juventude após decisão judicial impedir a utilização do espaço público. A apuração também deverá esclarecer se houve emprego de estrutura, bens ou serviços públicos na realização da atividade eleitoral.

A Lei das Eleições proíbe ainda o uso de bens móveis ou imóveis pertencentes à administração pública em benefício de candidaturas, partidos, federações ou coligações, dentro das hipóteses previstas pela legislação. Por isso, eventual participação dos servidores fora do expediente e uma possível utilização de estrutura pública são questões distintas a serem analisadas pela Justiça Eleitoral.

A notificação faz parte do andamento do procedimento e não representa, por si só, condenação ou reconhecimento de irregularidade. Os fatos e as manifestações apresentadas pelas partes deverão ser avaliados no processo antes de eventual decisão da Justiça Eleitoral.

Urnas seguem pelos rios do Juruá para chegar a comunidades antes da eleição

A Justiça Eleitoral iniciou nesta quinta-feira (1º) mais uma etapa da distribuição de urnas eletrônicas e equipamentos para comunidades de difícil acesso no Vale do Juruá. Barcos percorrem rios e igarapés para levar o material e as equipes responsáveis pela votação do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para domingo, 4 de outubro.

A operação é coordenada pela 4ª Zona Eleitoral, com sede em Cruzeiro do Sul e responsável também pelos municípios de Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo.

O transporte fluvial faz parte de uma logística que utiliza diferentes meios para alcançar localidades onde o deslocamento terrestre não é possível ou demanda mais tempo. Na quarta-feira (30), equipes seguiram de avião para Marechal Thaumaturgo e Porto Walter. Nesta quinta, o trabalho passou a ser concentrado nas rotas pelos rios e igarapés.

Em Porto Walter, por exemplo, há locais de votação instalados em comunidades às margens do Rio Juruá, Rio Cruzeiro do Vale, Rio das Minas, Rio Ouro Preto e em áreas acessadas por igarapés, o que exige planejamento específico para o envio das urnas e dos profissionais que atuarão no dia da votação.

A programação prevê ainda o uso de helicópteros na sexta-feira (2) para atender pontos onde o acesso é mais limitado. A distribuição deve continuar até sábado (3), véspera da eleição, para que urnas, equipamentos e equipes estejam posicionados antes da abertura das seções eleitorais.

A preparação das urnas da 4ª Zona Eleitoral ocorreu entre os dias 23 e 25 de setembro, dentro do calendário organizado pelo TRE do Acre para o primeiro turno.

Com informações da Contilnet

Outubro Rosa reforça prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama em Cruzeiro do Sul

A campanha Outubro Rosa começou em Cruzeiro do Sul com ações de conscientização voltadas à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de mama. Durante o mês de outubro, a mobilização busca ampliar o acesso à informação e incentivar as mulheres a manterem o acompanhamento de saúde em dia.

O câncer de mama está entre os tipos de câncer mais frequentes entre as mulheres. A identificação da doença em estágios iniciais aumenta as possibilidades de tratamento e reduz o risco de complicações, tornando fundamental a atenção a possíveis alterações nas mamas e a procura pelos serviços de saúde.

Entre os sinais que precisam ser investigados estão o aparecimento de nódulos, mudanças no formato das mamas, alterações na pele e outras modificações percebidas pela própria mulher. O Ministério da Saúde orienta que todas as mulheres conheçam o próprio corpo e procurem atendimento médico ao perceber qualquer alteração suspeita.

A mamografia é o principal exame utilizado no rastreamento do câncer de mama. Desde setembro de 2025, a recomendação prioritária do Ministério da Saúde é que mulheres de 50 a 74 anos realizem a mamografia de rastreamento a cada dois anos. Mulheres entre 40 e 49 anos e aquelas acima dos 74 também podem realizar o exame pelo SUS, após orientação profissional sobre riscos e benefícios.

Além dos exames e do acompanhamento médico, a adoção de hábitos saudáveis pode contribuir para reduzir fatores de risco associados à doença. Atividade física regular, alimentação equilibrada, redução do consumo de bebidas alcoólicas e combate ao tabagismo fazem parte das medidas de prevenção.

A campanha Outubro Rosa também chama atenção para a importância do acesso rápido aos serviços de saúde diante de sinais suspeitos. Quanto mais cedo for feita a investigação e, quando necessário, iniciado o tratamento, maiores são as possibilidades de um resultado favorável.

Pesquisas em choque no Acre: quem fiscaliza tamanha disparidade?

Levantamentos invertem a liderança entre Mailza e Alan, mas mantêm Bocalom em terceiro, com números próximos; discrepância exige explicações antes da votação

A três dias da eleição, duas pesquisas divulgadas nesta quinta-feira, 1º de outubro, apresentam retratos radicalmente diferentes da disputa pelo Governo do Acre. Os números publicados pelo ac24horas exigem explicações públicas.

O Data Control coloca Mailza Assis na liderança, com 40,5%, contra 28,8% de Alan Rick. O JC Continental RO apresenta o cenário inverso: Alan tem 43,3%, enquanto Mailza registra 23,2%.

Mailza varia 17,3 pontos entre os levantamentos. Alan, 14,5. A vantagem de 11,7 pontos para Mailza transforma-se em vantagem de 20,1 pontos para Alan: uma inversão de 31,8 pontos na distância entre ambos.

São diferenças muito superiores às margens de erro anunciadas, de três e 2,8 pontos. Os períodos de coleta coincidem em cinco dias e terminam na mesma data, 30 de setembro.

Outro aspecto chama atenção. Enquanto os dois primeiros candidatos parecem disputar eleições diferentes conforme o instituto, Tião Bocalom permanece em terceiro, com 12,1% no Data Control e 13,6% no JC Continental. Uma diferença de apenas 1,5 ponto.

Bocalom acumula cinco mandatos de prefeito, três em Acrelândia e dois em Rio Branco. Tem uma trajetória de gestão e um conjunto de obras e realizações apresentados durante a campanha. Sua presença nas ruas e a exposição desse histórico tornam legítimo perguntar: por que sua candidatura permanece nesse patamar?

Obras e campanha ativa não se convertem automaticamente em votos. Mas a rejeição de 28,3% atribuída a Bocalom pelo Data Control tampouco estabelece um teto eleitoral ou impede seu crescimento e eventual vitória. Esse indicador, isoladamente, não explica sua permanência em terceiro.

O contraste exige esclarecimento: como levantamentos tão divergentes sobre Mailza e Alan chegam a números tão próximos para Bocalom?

A resposta exige dados. Cobertura territorial, seleção dos entrevistados, ponderação, abordagem e questionário podem produzir resultados distintos. Quais dessas escolhas explicam tamanha discrepância? Os institutos precisam demonstrá-las.

A divergência, isoladamente, não prova fraude. Entretanto, cenários tão incompatíveis às vésperas da votação podem alimentar narrativas de vitória antecipada e influenciar a percepção sobre quais candidaturas são competitivas.

Onde estão as iniciativas de fiscalização? O Ministério Público Eleitoral e os legitimados para questionar pesquisas examinaram esses levantamentos? Há pedidos de esclarecimento ou impugnações?

As regras do TSE preveem controle judicial mediante provocação e mecanismos para conferir procedimentos e dados de coleta. É preciso acionar esses instrumentos com fundamentos técnicos.

Registro eleitoral não substitui explicação metodológica. O eleitor merece saber como esses números foram produzidos. Transparência e fiscalização precisam chegar antes do voto.

O abraço da reta final: Quarta da Alegria de Kamai mobiliza Rio Branco com aceno de mudança no Acre

Com informações da assessoria

Às vésperas da votação de 4 de outubro, a entrada do Parque da Maternidade, em frente ao Terminal Urbano de Rio Branco, foi o ponto de encontro de centenas de trabalhadores, estudantes e militantes no final da tarde desta quarta-feira (30). O espaço recebeu a última edição da Quarta da Alegria 1313, marcando o encerramento das ações semanais de rua da candidatura de André Kamai (PT) a deputado federal.

Entre bandeiras, abraços e o buzinaço de quem passava no trânsito, o ato simbolizou o tom de uma caminhada pautada na escuta e no afeto. A mobilização reuniu candidatos da coligação, com destaque para as presenças do candidato ao governo, Dr. Thor (PSB), e do candidato ao Senado, Inácio Moreira, além de postulantes à Assembleia Legislativa.

Para André Kamai, o evento traduziu o sentimento acumulado ao longo das conversas pelos bairros da capital e do interior. “Essa campanha foi sobre levar esperança para o coração do povo do Acre, e a gente precisa fazer isso com alegria. A gente conseguiu tocar as pessoas e mostrar que é possível fazer um Acre novo, onde a gente volte a ser feliz”, declarou Kamai, convocando a militância para o engajamento final.

O tom de renovação também deu a direção às falas das lideranças presentes. Ao analisar a receptividade nas ruas, Dr. Thor destacou o desejo da população por novos rumos na administração estadual. “Tanta gente buscando novos caminhos para a gestão do Estado. A população abraçou a nossa proposta e tenho convicção de que estaremos no segundo turno”, pontuou o candidato ao governo.

Inácio Moreira ressaltou que a força do ato também contou com a adesão espontânea das pessoas que transitavam pelo centro. “Aqui é o mundo real. São as pessoas que de fato vestem a camisa. Essa alegria contagia quem passa nos carros, quem anda na calçada e vem junto com a gente”, observou.

Com o sentimento de dever cumprido na rotina de rua, a militância agora concentra os esforços no contato individual até a abertura das urnas neste domingo.