O advogado e candidato a deputado federal pelo Acre, Virgílio Viana (PV), fez um chamado aos apoiadores nesta quinta-feira (1º), na reta final da campanha eleitoral, e pediu que as pessoas ampliem o diálogo com eleitores que já demonstraram apoio ou interesse em conhecer sua candidatura.
Em vídeo direcionado à militância e aos apoiadores, Virgílio iniciou a mensagem agradecendo a participação das pessoas que acompanharam sua caminhada durante a campanha.
“Eu quero começar esse vídeo dizendo uma coisa para todo mundo que caminhou comigo até aqui. Muito obrigado. Cada conversa, cada mensagem, cada pessoa que decidiu participar dessa caminhada fez diferença para a gente chegar até aqui”, afirmou.
Na sequência, o candidato pediu que os apoiadores usem os últimos momentos da campanha para retomar contatos e conversar diretamente com pessoas que já tiveram algum tipo de aproximação com sua candidatura.
“Pega o teu telefone, abre tua agenda, vai naquela pessoa que já conversou contigo sobre a nossa campanha, que já declarou apoio ou que quer conhecer mais sobre o nosso trabalho”, disse.
Virgílio afirmou que a mobilização direta entre apoiadores e eleitores faz parte da estratégia nesta reta final.
“Porque campanha também é isso, é gente conversando com gente e presença e participação. E eu sou muito grato por ter tanta gente construindo isso comigo”, declarou.
Ao encerrar a mensagem, o candidato voltou a agradecer aos apoiadores e pediu mobilização até o encerramento do período eleitoral.
“Muito obrigado por tudo que vocês fizeram até aqui. Agora é hora de cuidar dessa rede até o último segundo. Vamos juntos porque o futuro começou”, concluiu.
O candidato a deputado federal Virgílio Viana (PV) realiza neste domingo, 20 de setembro, às 18h, um encontro aberto no Coreto da Praça da Revolução, em Rio Branco, para ouvir demandas da população e discutir propostas voltadas ao futuro do Acre.
Batizado de “Acre do Futuro”, o encontro terá formato de perguntas e respostas, sem roteiro pré-definido. A proposta da campanha é permitir que os participantes apresentem diretamente ao candidato dúvidas, reivindicações e sugestões relacionadas aos principais problemas enfrentados no estado.
Entre os temas previstos estão emprego e geração de renda, saúde, educação, segurança, infraestrutura e oportunidades para os jovens. Outros assuntos também poderão ser apresentados pelos eleitores durante a conversa.
O encontro integra a agenda de campanha de Virgílio Viana e será aberto ao público. A atividade busca reunir diferentes demandas da população em um espaço de diálogo direto entre o candidato e os participantes.
Virgílio Viana disputa uma vaga de deputado federal pelo Partido Verde nas eleições de 2026. O registro da candidatura consta como deferido pela Justiça Eleitoral.
O ex-governador e ex-senador Tião Viana afirmou que está “de corpo e alma” na campanha do filho, Virgílio Viana, que disputa uma vaga de deputado federal pelo Acre. Tião participa ativamente da candidatura e diz que pretende colocar a experiência acumulada na vida pública à disposição do filho, sem interferir na construção de uma trajetória própria para a nova geração.
“Estou de corpo e alma na campanha do meu filho. Quero estar ao lado dele, transmitir aquilo que aprendi ao longo da minha trajetória e, ao mesmo tempo, respeitar o caminho que ele está construindo. Virgílio pertence a uma nova geração e precisa apresentar suas próprias respostas para os desafios do Acre”, afirmou Tião.
Formado em Direito e integrante de uma família com longa atuação na política acreana, Virgílio reconhece a influência da trajetória do pai, mas tenta construir uma candidatura ligada aos problemas atuais do estado. Entre os temas apresentados na campanha estão inovação, empreendedorismo, melhoria dos serviços públicos, sustentabilidade e políticas voltadas à população de menor renda.
“Tenho orgulho do que meu pai construiu, mas sei que preciso conquistar a confiança dos acreanos pelo que tenho a oferecer. Quero olhar para os problemas de hoje, sem perder de vista quem mais precisa do poder público”, afirmou Virgílio.
Tião Viana foi eleito duas vezes senador e governou o Acre por oito anos. Entre as ações associadas às suas gestões estão o Saúde Itinerante, criado para levar atendimento a comunidades com dificuldade de acesso aos serviços médicos, e iniciativas de incentivo a florestas plantadas, com produção vinculada à conservação ambiental. Ao falar sobre a campanha do filho, o ex-governador defendeu que as soluções apresentadas agora precisam considerar as mudanças ocorridas no estado nas últimas décadas.
“Fiz a minha parte e agora quero apoiar meu filho para que ele faça a dele. O Acre mudou, surgiram outras necessidades e cabe a quem chega agora encontrar respostas para esse novo momento. Quero estar presente, ajudar no que puder e colocar minha experiência à disposição dessa nova caminhada”, disse.
A campanha de Virgílio tem colocado entre as prioridades o apoio aos pequenos negócios, a qualificação profissional, a geração de empregos e a melhoria dos serviços públicos. A permanência dos jovens no Acre também entrou no debate diante da perda populacional registrada nos últimos anos.
Dados do Censo 2022 mostram que o Acre teve saldo migratório negativo de 23,7 mil moradores entre 2017 e 2022. Nesse período, 33,9 mil pessoas deixaram o estado e 10,2 mil chegaram. Virgílio defende a criação de oportunidades para quem pretende permanecer no Acre e condições para que jovens que saem em busca de formação ou emprego possam retornar.
Saúde, segurança e educação também aparecem entre as propostas apresentadas durante a campanha. Virgílio defende ampliar o atendimento médico, melhorar a qualidade do ensino e reforçar políticas de enfrentamento à violência, levando em consideração as diferenças entre Rio Branco e os municípios do interior.
A tecnologia é outro eixo da candidatura. Virgílio sustenta que ferramentas digitais podem reduzir os impactos das grandes distâncias entre os municípios e facilitar o acesso à educação e aos serviços públicos. Em publicação recente nas redes sociais, ele também relacionou inteligência artificial, novas profissões e qualificação da juventude ao debate sobre o futuro econômico do Acre.
Na área ambiental, a proposta apresentada é conciliar conservação e atividade econômica, com valorização da floresta em pé e aproveitamento dos recursos naturais em benefício das comunidades. As ideias fazem parte do conceito apresentado pela campanha como “Acre do futuro”, que reúne modernização da gestão pública, desenvolvimento econômico, tecnologia e uso sustentável dos ativos ambientais.
Para Tião Viana, o papel na campanha será contribuir com a experiência política sem definir os passos do filho. “Legado não é repetir uma história. É deixar referências para que quem vem depois avance e faça a sua parte. Estou ao lado do Virgílio porque acredito na capacidade dele e porque entendo que a política também precisa abrir espaço para novas ideias e novas gerações”, afirmou.
Em uma edição especial, no Vale dos Buritis, o Jornal da Manhã, da Rádio Integração, recebeu o ex-governador Tião Viana e o advogado Virgílio Viana, de 23 anos, pré-candidato a deputado federal. A entrevista, conduzida por Chico Melo e Rogério Venceslau, colocou no centro da conversa a entrada de Virgílio na política, o peso do legado familiar, a saída de jovens do Acre, a falta de oportunidades e a disputa sobre o rumo do Estado nos últimos anos. A entrevista foi ao ar na manhã desta quinta-feira (28), em cadeia no Youtube e na 99,9 FM.
Logo na abertura, Chico Melo apresentou Tião como parte da história política do Acre e Virgílio como um jovem que tenta ocupar espaço em um momento de desgaste da política tradicional. Tião tratou a presença do filho como uma passagem entre gerações. Para ele, estar ao lado de Virgílio naquele cenário era “uma entrega do passado do Acre, dos últimos anos, do presente e entregando ao futuro uma oportunidade”. A frase resumiu o tom da entrevista: Virgílio não aparece apenas como filho de um ex-governador, mas como alguém que tenta transformar herança política em projeto próprio.
Virgílio negou que tenha sido empurrado para a disputa. Contou que a decisão nasceu de uma inquietação pessoal diante do que vê no Estado. “Eu tô muito incomodado com o cenário que eu vejo o Acre vivendo hoje”, disse. O pré-candidato afirmou que passou a sentir esse incômodo ao ver amigos, familiares e jovens de sua geração deixando o Acre em busca de oportunidade e qualidade de vida em outros lugares. Para ele, esse êxodo juvenil virou uma ferida aberta no Estado.
O ponto mais forte da fala de Virgílio foi a defesa de que o Acre precisa voltar a oferecer futuro para quem nasce, estuda e quer trabalhar aqui. Ele citou jovens que concluem o ensino médio, entram na universidade, formam-se e, depois, não encontram espaço no mercado. Disse que muitos acabam dependendo de algum arranjo em prefeitura, governo ou secretaria. Na avaliação dele, essa falta de caminho empurra parte da juventude para a frustração e, nos casos mais graves, para o crime. “Isso não pode ser o novo normal do Acre”, afirmou.
Tião Viana revelou que a decisão do filho não foi recebida de imediato com entusiasmo dentro de casa. Disse que, como pai, tentou convencê-lo a seguir outro caminho. Chamou o Congresso Nacional de ambiente contaminado por práticas ruins e afirmou que chegou a aconselhar Virgílio a atuar como advogado ou criar uma organização para ajudar pessoas fora da política. “Esse mundo tá podre”, disse Tião, ao lembrar a reação que teve quando ouviu do filho que ele queria disputar uma vaga de deputado federal.
Virgílio, porém, insistiu. O argumento que convenceu a família, segundo Tião, foi o de que o espaço público não pode ser abandonado. “Se não for pessoa boa pro parlamento, vão ficar só as ruins”, afirmou o ex-governador, ao reproduzir a fala do filho. A partir daí, disse que ele e a ex-primeira-dama Marlúcia Viana aceitaram acompanhar a caminhada. “Pai e mãe tão na chuva e no sol com filho que ama”, completou.
A entrevista também abriu espaço para Tião defender o legado de seus governos. Ele citou a integração da BR-364, investimentos em infraestrutura, saneamento, mecanização agrícola, saúde, educação e desenvolvimento regional. Disse que a estrada foi tratada como prioridade porque era a “espinha dorsal” do Acre. Na comparação com o cenário atual, afirmou que o Estado perdeu capacidade de investimento e passou a viver preso à folha de pagamento.
Na educação, Tião fez uma das críticas mais duras. Afirmou que o Acre chegou a ocupar a oitava posição no Brasil e a primeira na Amazônia durante sua gestão, mas hoje aparece em situação muito pior. Também citou a criação do curso de Medicina e a formação de jovens médicos no Estado. Ao falar da saúde, lembrou relatos de moradores de Feijó sobre a perda de estrutura hospitalar e a dificuldade de acesso a cirurgias e especialistas.
Virgílio tentou ligar essa memória administrativa ao presente. Disse que o Acre precisa recuperar prestígio em Brasília, buscar recursos federais, tratar emendas parlamentares com responsabilidade e priorizar áreas que cheguem à vida real das pessoas. Falou em agricultura familiar, cultura, esporte, programas sociais e políticas para a juventude. Para ele, cultura e esporte são “vacinas contra a criminalidade” e contra a falta de perspectiva.
A conversa também entrou no tema do desenvolvimento econômico. Tião defendeu industrialização, bioeconomia, produção de alimentos, uso inteligente da terra e valorização da floresta em pé. Virgílio reforçou a ideia com exemplos como granjas, suínos, açaí, cacau, café, cooperativas e produção rural em pequenas áreas. “O Acre pode se desenvolver, pode se industrializar de uma forma sustentável”, disse.
No campo político, Virgílio reconheceu que encontra uma juventude descrente e dividida pela polarização nacional. Defendeu o diálogo e citou programas federais como Pé-de-Meia, crédito para trabalhadores de aplicativo, Pronampe, Desenrola Brasil, reformas habitacionais e Vale Gás. Para ele, a política precisa sair da briga permanente e chegar ao cotidiano das famílias.
A imagem mais concreta usada por Virgílio foi a de uma criança de quatro anos, no bairro São Francisco, em Rio Branco, cozinhando em um fogão quebrado, com lenha, perto do igarapé. A lembrança serviu para amarrar o principal recado da entrevista: política não pode ser apenas disputa de poder, cargo ou sobrenome. Precisa chegar à casa de quem vive sem estrutura, ao jovem que quer ficar no Acre, ao produtor que precisa trabalhar e às famílias que não aguentam mais promessas distantes.
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