Pedro Longo chega ao Juruá, agradece votos e promete atuação próxima de prefeitos e movimentos sociais

O deputado federal eleito Pedro Longo (MDB) chegou ao Vale do Juruá nesta sexta-feira (9) para agradecer os mais de oito mil votos recebidos na região nas eleições do último domingo. Em entrevista à Integração, o parlamentar afirmou que pretende manter uma atuação próxima dos prefeitos, associações, cooperativas e movimentos sociais durante seu mandato na Câmara dos Deputados, a partir de fevereiro de 2027.

O Juruá foi a primeira região escolhida por Longo para agradecer pessoalmente o apoio recebido nas urnas. O parlamentar conquistou 26.263 votos em todo o Acre, resultado que garantiu sua eleição para uma das oito cadeiras do estado na Câmara Federal.

“Olha, muito grato. Muita gratidão aqui ao Juruá. É a primeira região em que estou fazendo os agradecimentos pela votação muito expressiva. Foram mais de oito mil votos recebidos e, a partir de agora, começa o planejamento das nossas ações”, declarou.

Pedro Longo também confirmou que o gabinete parlamentar que mantém no Juruá continuará funcionando e terá sua estrutura ampliada. A intenção é preservar o contato com as lideranças municipais e as organizações locais, mesmo com a mudança de sua atuação da Assembleia Legislativa do Acre para o Congresso Nacional.

“Nós temos um gabinete permanente aqui, como você já sabe. Esse gabinete será mantido e ampliado e nós estaremos ao lado dos prefeitos, ao lado das associações, das cooperativas, organizando agora aquilo que será o resultado dessas nossas políticas e daqueles compromissos que nós assumimos durante a campanha”, afirmou.

A relação com as prefeituras e organizações comunitárias deverá fazer parte da rotina do novo mandato. Longo pretende utilizar a experiência acumulada como deputado estadual para acompanhar as demandas dos municípios, especialmente aquelas apresentadas por associações e cooperativas que atuam nas comunidades rurais.

A eleição para a Câmara dos Deputados coloca Pedro Longo em uma nova etapa da carreira política, após dois mandatos na Assembleia Legislativa. No Juruá, onde recebeu parte expressiva de sua votação, o parlamentar começa a organizar a atuação que pretende desenvolver em Brasília, tendo como ponto de apoio o gabinete regional.

Perpétua Almeida critica ausência de mulheres na Aleac e promete mandato voltado a grandes causas

Eleita para o quinto mandato de deputada federal, Perpétua Almeida (PCdoB) afirmou nesta segunda-feira (5) que pretende retornar à Câmara dos Deputados com uma atuação concentrada em pautas sociais, agricultura familiar, geração de emprego, educação e desenvolvimento econômico. Ao comentar o resultado das eleições no Acre, a parlamentar também criticou a ausência de mulheres entre os 24 deputados estaduais eleitos para a próxima legislatura.

Ao falar sobre a nova vitória nas urnas, Perpétua tratou o resultado como parte de uma trajetória iniciada há mais de duas décadas na política acreana. Em duas eleições anteriores, ela chegou a ocupar a posição de deputada federal mais votada do estado.

“5ª vitória? Eu sou pentacampeã das urnas, não é?”, afirmou.

A deputada também disse que pretende manter sua identidade política durante o novo mandato. Filiada ao PCdoB, Perpétua afirmou que não pretende esconder sua posição ideológica e relacionou sua atuação à defesa de políticas voltadas principalmente à população de menor renda.

“É possível fazer política de mãos limpas. Sem medo de dizer que sou de esquerda. Todo mundo sabe, não adianta esconder”, declarou.

Entre as prioridades apresentadas por ela estão investimentos na agroindústria, bioindústria e pequenas e médias empresas. A proposta é ampliar o beneficiamento da produção dentro do próprio Acre, principalmente dos produtos ligados à agricultura familiar.

“Eu vou continuar falando, porque é a gente industrializar a produção dos pequenos, da agricultura familiar, de quem bota comida na nossa mesa”, disse.

Perpétua também citou universidades, institutos federais, políticas para a juventude e geração de empregos entre os temas que pretende levar novamente ao Congresso Nacional.

“As pessoas querem melhorar de vida é agora. E é com os nossos mandatos que a gente vai ajudar”, afirmou.

Um dos pontos da entrevista foi o resultado da disputa pela Assembleia Legislativa. Nenhuma mulher conseguiu uma das 24 cadeiras da Aleac nas eleições de 2026. Perpétua afirmou ter comemorado a reeleição do marido, o deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB), mas disse ter recebido com preocupação a composição exclusivamente masculina do Parlamento estadual.

“Eu confesso que quando eu vi o resultado da Assembleia Legislativa do Acre, eu fiquei muito feliz pela vitória do Edvaldo, meu marido, que é um militante de causas, militante de esquerda. Mas o fato de não ter nenhuma mulher ali, pelo amor de Deus, o que está acontecendo com o Acre?”, questionou.

A deputada relacionou a baixa representação feminina na política aos problemas enfrentados pelas mulheres no estado, entre eles a violência doméstica e o feminicídio.

“Logo o nosso Estado, campeão em feminicídio. Um Estado que todas as pesquisas dizem que não é seguro para as mulheres viver. Como é que é isso?”, disse.

Para Perpétua, o resultado precisa ser analisado por partidos e pela própria sociedade para identificar as razões que levaram a Assembleia Legislativa a ficar sem representação feminina na próxima legislatura.

“Em vez de a gente botar mais mulheres na Assembleia, para ajudar a gente superar esse desafio, a gente tira as mulheres que tem lá dentro e só bota homens”, afirmou.

Sobre os próximos quatro anos na Câmara, a parlamentar definiu a proposta de atuação como um mandato voltado às “grandes causas” e afirmou que pretende dar continuidade a projetos iniciados em períodos anteriores.

“Um mandato de grandes causas, de boas lutas, um mandato de dedicação, um mandato de entrega total. Para mim, política é isso. É olhar para quem precisa e trabalhar com eles”, declarou.

Perpétua citou como exemplos de ações apoiadas por seus mandatos as feiras destinadas a mulheres produtoras rurais e à agricultura familiar em Rio Branco. Segundo ela, cinco espaços tiveram participação de seu mandato na viabilização.

A deputada também mencionou projetos voltados à recuperação de jovens dependentes de drogas, investimentos em laboratórios de universidades e apoio à instalação de indústrias e pequenas unidades industriais no Acre.

“Quando eu vejo laboratórios nas universidades, quando eu vejo indústrias sendo construídas, inauguradas, mini-indústrias também, e sei que o meu mandato chegou lá, eu vou dar continuidade a esse trabalho, porque deu certo”, afirmou.

Fonte: Na Proa da Notícia

Edvaldo e Perpétua endurecem críticas a Gladson e colocam emprego e investimentos no centro da pré-campanha

Na reta final da pré-campanha para as eleições de 2026, o deputado estadual Edvaldo Magalhães e a ex-deputada federal Perpétua Almeida usaram uma entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, nesta quarta-feira, 12, em Cruzeiro do Sul, para cobrar resultados do governo Gladson Cameli e delimitar o campo político que pretendem ocupar na disputa. Os dois confirmaram as pré-candidaturas — Edvaldo à Assembleia Legislativa e Perpétua à Câmara dos Deputados — e concentraram as críticas na baixa execução dos investimentos estaduais, na falta de empregos, nos ramais, na industrialização da produção do Juruá e na aplicação de recursos públicos destinados à ExpoAcre Juruá e à maternidade de Tarauacá.

Edvaldo levou para o centro da entrevista um problema que pretende transformar em tema eleitoral: a distância entre o dinheiro disponível no orçamento e aquilo que efetivamente chega à população em forma de obra, serviço ou atividade econômica. O deputado afirmou que, ao longo dos dois mandatos de Gladson Cameli, o Estado executou menos da metade dos recursos reservados para investimentos e responsabilizou a estrutura administrativa do governo por parte desse desempenho.

“O Estado do Acre, nesse período dos oito anos, dos dois mandatos do governador Gladson Cameli, foi o governo que teve a menor capacidade de pegar o dinheiro destinado, não é um dinheiro que vai existir, o dinheiro que existia no orçamento para investimento, e executar. Executou menos de 50% de todo o dinheiro de investimento”, afirmou.

A crítica atingiu diretamente a composição da máquina estadual. Edvaldo acusou o governo de ocupar postos administrativos com pessoas de “baixa capacidade técnica” e relacionou essa escolha às dificuldades para preparar projetos, cumprir etapas burocráticas e executar recursos. A resposta apresentada pelo parlamentar passa pelo que ele chamou de um “novo pacto político por governança” e por investimentos, com prioridade para infraestrutura, agricultura, saúde e educação.

A discussão, para Edvaldo, não termina na contabilidade pública. O deputado relaciona a dificuldade de investimento à redução das oportunidades de trabalho e à saída de jovens do Acre. Sua proposta política parte da ideia de que a administração estadual precisa recuperar capacidade técnica para transformar recursos existentes em projetos capazes de movimentar empresas, produção rural, serviços e empregos.

Foi nesse ponto que ele também defendeu uma mudança na relação do Acre com o governo federal. Mesmo em um ambiente de forte divisão partidária, Edvaldo afirmou que Brasília precisa ser tratada como fonte de recursos para projetos estruturantes, independentemente das diferenças políticas entre governos.

“Tem que parar com essa discussão boba da guerra ideológica e discutir o seguinte: onde é que está o dinheiro que pode vir para a gente desenvolver a economia do Juruá? Está lá em Brasília, está lá no governo federal. Como é que a gente arranca a maior parte desses recursos em projetos estruturantes para nossa economia?”, questionou.

Perpétua levou o debate para a capacidade de o Acre produzir, beneficiar e comercializar aquilo que sai do campo. A ex-deputada afirmou que a falta de empregos empurra trabalhadores para outros estados e usou uma comparação para resumir o problema econômico que pretende explorar na campanha.

“Eu queria muito que o Acre fosse visto como o estado que mais exporta café, que mais exporta feijão, que mais exporta farinha, que mais exporta produtos beneficiados da madeira, mas nós estamos virando o estado que mais exporta gente. O pessoal sai daqui para ir procurar emprego”, afirmou.

A industrialização da produção rural aparece como uma das principais apostas de Perpétua. Ela citou a cadeia do café para defender um modelo em que o produtor deixe de vender apenas matéria-prima e tenha acesso a estruturas de beneficiamento. A ex-parlamentar afirmou que a indústria instalada em Mâncio Lima levou um ano e cinco meses entre a ordem de serviço e o início das operações e disse que outra unidade, em Cruzeiro do Sul, deverá ser entregue até o fim de setembro em parceria com a Coopercafé.

“Menos de um ano a indústria será entregue. O dinheiro foi colocado, foi bem empregado”, declarou.

Perpétua também citou projetos para Capixaba e Acrelândia e uma unidade de beneficiamento de açaí em Feijó. A proposta é levar o mesmo modelo para cadeias como mandioca, banana e feijão, aproveitando atividades que já fazem parte da economia rural acreana. No Juruá, ela defendeu ainda a mecanização como caminho para ampliar a produção sem manter as famílias dependentes de etapas inteiramente manuais.

A farinha, um dos produtos mais associados à economia de Cruzeiro do Sul, entrou no mesmo debate. Edvaldo afirmou que as casas de farinha financiadas em outros períodos ajudaram a modernizar a produção, mas já não resolvem sozinhas os problemas atuais da cadeia. Segundo o deputado, profissionais de Cruzeiro do Sul trabalham no desenvolvimento de equipamentos capazes de mecanizar novas etapas, e o poder público deveria criar mecanismos para colocar essas tecnologias à disposição das famílias produtoras.

“Se botar um bom dinheiro nisso, nós podemos espalhar essas casas de farinha modernizadas dentro da cadeia produtiva”, afirmou.

A defesa da mecanização vem acompanhada de outro problema conhecido pelas comunidades rurais do Juruá: sem ramal em condições de tráfego, aumentar a produção não basta. Perpétua criticou a falta de planejamento conjunto entre bancada federal, governo estadual e prefeituras e recuperou a experiência dos períodos em que, como deputada federal, participava de reuniões antes do verão para dividir responsabilidades e direcionar recursos às estradas rurais.

“Nem a bancada federal do Acre se mexe para ajudar o produtor rural com ramais, nem o governo do Estado tem feito um calendário desse e a maioria das prefeituras também não tem dado a atenção necessária”, criticou. “É preciso voltar uma união da bancada federal com o governo do Estado, com prefeituras, para trabalhar juntos em benefício de quem mora mais distante e que depende de ramais para trazer comida para quem mora na cidade.”

Edvaldo também recuperou investimentos anteriores no Polo Naval e no Polo Moveleiro de Cruzeiro do Sul para defender políticas que atravessem governos. No caso do Polo Naval, o deputado lembrou a reorganização dos trabalhadores que atuavam de forma dispersa depois das mudanças provocadas pela construção da ponte sobre o Rio Juruá. Sobre o Polo Moveleiro, afirmou que a área disponível está ocupada e cobrou infraestrutura para uma nova etapa de expansão das empresas.

A entrevista mudou de tom quando a discussão chegou à fiscalização do dinheiro público. Edvaldo voltou a questionar a movimentação de mais de R$ 15 milhões destinados a artistas, infraestrutura e serviços relacionados à ExpoAcre Juruá. O parlamentar criticou o uso de uma associação na operação financeira e defendeu que os pagamentos poderiam ter ocorrido diretamente aos fornecedores.

O deputado relacionou a situação à suspensão, pelo Tribunal de Contas, de um convênio semelhante ligado à ExpoAcre de Rio Branco e fez uma acusação direta sobre os chamados custos operacionais.

“O dinheiro chega grande, sai um pedaço, fica pelo meio do caminho nos chamados custos operacionais, que nada mais é do que desvio de recurso público”, acusou.

A declaração é de responsabilidade do parlamentar. Durante a entrevista, não houve manifestação do governo estadual nem da entidade citada sobre a acusação. A ausência de contraponto no programa mantém aberta uma questão central para qualquer apuração sobre o caso: quanto foi efetivamente repassado, quais serviços foram executados, quanto foi retido como custo operacional e qual foi a base legal utilizada para a movimentação dos recursos.

Perpétua abriu outra frente de cobrança ao tratar da maternidade de Tarauacá. Ela afirmou ter participado da articulação de R$ 24 milhões em emendas federais para a construção da unidade. Desse total, R$ 18 milhões teriam origem em emendas apresentadas por ela durante o mandato de deputada federal, enquanto o restante teria sido reunido com apoio de outros integrantes da bancada acreana.

Quatro anos depois, a ex-deputada afirmou que ainda busca esclarecimentos sobre o destino dos recursos e cobrou explicações da Secretaria de Estado de Saúde.

“Esses R$ 24 milhões não se sabe para onde eles foram até hoje. A Secretaria de Saúde do Acre não explicou o que o secretário anterior fez com R$ 24 milhões para construir a maternidade de Tarauacá”, declarou.

Perpétua afirmou que já pediu formalmente informações ao governo e anunciou que poderá recorrer ao Tribunal de Contas da União e ao Ministério Público Federal caso não receba resposta.

“Se eles não responderem, nós vamos entrar no Tribunal de Contas da União, no Ministério Público Federal, denunciando que o dinheiro, R$ 24 milhões para construir a maternidade de Tarauacá, sumiu”, afirmou.

Também nesse caso, não houve resposta do governo estadual durante o programa. A fala de Perpétua representa uma cobrança política que ainda depende do confronto com registros de empenho, pagamento, execução do convênio e eventuais mudanças na destinação dos recursos para que seja possível estabelecer o que ocorreu com o dinheiro.

Com a eleição cada vez mais próxima, a entrevista avançou da avaliação do governo para uma crítica ao comportamento dos próprios parlamentares. Edvaldo defendeu que integrar uma base governista não elimina a responsabilidade de divergir quando os interesses do Executivo entram em conflito com demandas da população.

“Você pode ser de base de governo, mas você pode ser também independente em questões que são fundamentais para o interesse do povo”, afirmou. “O parlamento que não é discordante nas questões sentidas da comunidade cai na desmoralização. A representação cai na desmoralização.”

Edvaldo também tratou o mandato como atividade que exige preparação permanente e definiu a representação política como “uma espécie de sacerdócio”. A fala serve para posicioná-lo diante de um debate que deverá ganhar peso na campanha de 2026: a diferença entre parlamentares que concentram atuação na distribuição de emendas e aqueles que buscam construir presença política por meio de fiscalização, debate legislativo e articulação institucional.

Perpétua foi mais direta ao atacar o grau de reconhecimento da atual bancada federal. Ela afirmou que 80% dos eleitores teriam dificuldade para citar quatro dos oito deputados federais do Acre e atribuiu essa situação à baixa presença política de parte dos mandatos.

“Nós temos hoje bancadas que se deixam esquecer, que não fazem uma atuação. E o Estado do Acre é muito pequeno, é um estado que depende muito de recursos públicos federais, então é preciso ter uma atuação muito firme para poder trazer recursos para esse estado”, afirmou.

A cobrança sobre os atuais representantes também funciona como apresentação das duas pré-candidaturas. Edvaldo confirmou que disputará novamente uma cadeira na Assembleia Legislativa e que Perpétua pretende retornar à Câmara dos Deputados. O deputado evitou limitar a justificativa eleitoral ao histórico dos dois e disse que a campanha precisa discutir as necessidades dos próximos anos.

“Toda candidatura tem que olhar para o futuro, tem que se colocar olhando para aquilo que o Estado precisa”, afirmou.

Perpétua encerrou a participação atacando uma prática recorrente nas eleições locais: a avaliação de candidatos apenas pela ajuda individual prestada ao eleitor. Para ela, a capacidade de resolver uma demanda particular não substitui o desempenho político de quem ocupa uma cadeira no Legislativo.

“Nem sempre aquele que te dá o tijolo, que resolve a cobertura da tua casa, que resolve teus problemas financeiros, vai ser aquele que tu vai ver te defendendo no Congresso Nacional ou na Assembleia Legislativa”, afirmou.

A entrevista deixou claro o caminho escolhido pelos dois para entrar na campanha de 2026. Edvaldo tenta transformar execução orçamentária, capacidade administrativa e fiscalização em instrumentos de confronto com o governo Gladson Cameli. Perpétua concentra a argumentação em emprego, produção, industrialização e força da representação federal. No Juruá, os dois ligam essas propostas a problemas concretos que atravessam diferentes governos: ramais precários, dificuldade para escoar produção, baixa industrialização e dependência de recursos públicos.

Ao mesmo tempo, as acusações sobre a ExpoAcre Juruá e os R$ 24 milhões destinados à maternidade de Tarauacá abrem uma frente que ultrapassa a disputa eleitoral. São cobranças que exigem respostas documentais do governo, dos responsáveis pela execução dos recursos e, caso os questionamentos avancem, dos órgãos de controle. Na pré-campanha, Edvaldo e Perpétua já escolheram onde pretendem pressionar. A campanha dirá quanto desse debate ficará na disputa política e quanto chegará à análise concreta das contas públicas.

Câmara aprova fim da escala 6×1 e bancada do Acre vota unida a favor

A Câmara dos Deputados aprovou em 27 de maio, em dois turnos, a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala 6×1 e fixa jornada de 40 horas semanais em cinco dias de trabalho, com dois de descanso. No primeiro turno, o placar foi de 472 votos a 22. No segundo, 461 deputados votaram a favor e 19 contra. O texto agora segue para análise do Senado.

A proposta prevê uma transição em duas etapas. Dois meses depois da promulgação, a jornada passa para 42 horas semanais, já com dois dias de repouso remunerado. Um ano depois, a carga cai para 40 horas, sem redução salarial. O texto também abre espaço para regras específicas em algumas carreiras e para contratos terceirizados ligados à administração pública.

Os oito deputados federais do Acre votaram a favor da proposta nos dois turnos: Antônia Lúcia, Coronel Ulysses, Eduardo Velloso, Meire Serafim, Roberto Duarte, Socorro Neri, Zé Adriano e Zezinho Barbary. Com isso, a bancada acreana fechou apoio integral à PEC nas duas votações realizadas no plenário.

A votação mostrou apoio amplo à proposta na Câmara, com os votos contrários concentrados em parlamentares de partidos que fizeram oposição ao texto e em dissidências de outras siglas. Com a aprovação dos deputados, a discussão passa agora ao Senado, que ainda precisará votar a PEC em dois turnos para que a mudança entre em vigor.

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados