Festival da Banana amplia programação em Rodrigues Alves com shows, feira e ações de cidadania

Rodrigues Alves reforçou nesta semana a programação do Festival da Banana 2026 com a confirmação de shows de Samuel Mariano e Léo Magalhães, ações do Projeto Cidadão, casamentos coletivos, atendimentos à população e a primeira corrida do evento, que já passou de 400 inscritos. A prefeitura trata a festa como uma das principais agendas do calendário local, com impacto previsto sobre o comércio, o turismo e a agricultura familiar.

A nova rodada de anúncios ampliou o alcance do festival para além da programação musical. Além das apresentações nacionais, a estrutura prevista inclui feira de empreendedores, rodeio, atrações culturais e atividades voltadas à valorização da produção local. A proposta da gestão municipal é transformar o evento em um polo de circulação de público e renda durante as comemorações do aniversário da cidade.

O Projeto Cidadão foi incorporado à agenda com previsão de casamentos coletivos e atendimentos durante a programação em Rodrigues Alves. A inclusão dos serviços amplia o perfil do festival e leva para dentro do evento uma frente de acesso à documentação, cidadania e regularização para moradores do município.

No esporte, a primeira Corrida do Festival da Banana virou uma das novidades mais mobilizadoras desta edição. A procura superou a marca de 400 inscrições, o que colocou a atividade entre os destaques da programação antes mesmo da abertura oficial da festa.

O prefeito Salatiel Magalhães tem vinculado o festival ao fortalecimento da economia local e à identidade do município. Ao defender a realização do evento, afirmou: “Se eu não realizar uma festa, se eu não realizar um evento desse, eu vou ter que devolver esse recurso para a União”. Em outra fala, classificou o festival como “uma vitrine do nosso município, que mostra a força do campo, do talento da nossa gente e da fé que nos une”.

Com a ampliação da agenda, a prefeitura tenta consolidar o Festival da Banana como o principal evento popular de Rodrigues Alves, reunindo entretenimento, serviços públicos e incentivo à atividade econômica em uma única programação.

Mailza falou em Londres, mas o que o Acre tem a mostrar?

A London Climate Action Week começa neste sábado, em Londres, reunindo governos, investidores, organizações ambientais e lideranças internacionais em uma das principais vitrines da agenda climática.

A agenda chama atenção no Acre porque, há poucas semanas, a governadora Mailza Assis citou a Semana do Clima de Londres como um dos espaços em que o estado poderia buscar protagonismo internacional. A fala abriu uma pergunta inevitável: Mailza vai a Londres? Será mais uma viagem internacional do governo em nome da pauta ambiental?

Até agora, não há confirmação pública da presença da governadora nos principais eventos ligados à Amazônia durante a semana. Também não aparece seu nome entre os palestrantes divulgados em agendas que tratam diretamente de floresta, povos indígenas, bioeconomia e COP30.

Mas a questão principal é outra: o que o Acre tem hoje para mostrar nesses espaços?

O governo costuma apresentar programas como o Selo Verde, a rastreabilidade da produção, o discurso do carbono jurisdicional e ações de combate ao desmatamento. São temas importantes, mas que precisam sair da vitrine e chegar com resultado concreto às comunidades, aos produtores, aos extrativistas e aos povos indígenas.

O Acre tem uma história ambiental reconhecida no mundo. Essa história, porém, não foi construída agora. Se o atual governo quer ocupar espaço em Londres, precisa explicar qual é a entrega real da gestão Mailza nessa agenda.

A pergunta, portanto, não é apenas se a governadora vai viajar. É o que ela tem para apresentar em nome do Acre.

Programa Mais Gestão é lançado no Acre para fortalecer cooperativas da agricultura familiar

O Programa Mais Gestão foi lançado na quinta-feira, 18 de junho, na Universidade Federal do Acre, em Rio Branco, com a proposta de fortalecer cooperativas e associações da agricultura familiar no estado. A iniciativa busca ampliar a capacidade de gestão dessas organizações, melhorar a comercialização da produção e abrir novas oportunidades para trabalhadores do campo e do extrativismo.

A ação será executada pela Ufac em parceria com o Sistema OCB Acre e prevê atendimento inicial a 20 organizações. O foco está na oferta de capacitação, consultoria técnica e apoio à estrutura de governança, com medidas voltadas à organização administrativa e ao acesso a mercados institucionais e privados.

Durante o lançamento, representantes do cooperativismo defenderam a medida como um reforço para a produção familiar no Acre. A avaliação é de que o programa pode ampliar a presença de cooperativas em políticas públicas de compra de alimentos e melhorar as condições de inserção de pequenos produtores em cadeias de comercialização mais estruturadas.

Jornal da Manhã em Coluna – 19 de junho de 2026

Ponte de Sena, PF no Juruá e pesquisa eleitoral movimentam o debate da Integração

Aleac reage à queda da ponte

A queda da ponte em Sena Madureira foi o principal tema político do Jornal da Manhã desta sexta-feira, 19. A bancada destacou que a Assembleia Legislativa saiu da posição de silêncio e passou a se movimentar após a proposta do deputado Edvaldo Magalhães para criar uma comissão externa de acompanhamento do caso.

De 9 para 18 assinaturas

Durante entrevista ao programa, Edvaldo Magalhães afirmou que o requerimento da comissão começou com nove assinaturas, passou para 14 e terminou a sessão com 18 deputados apoiando a apuração. Segundo ele, a instalação deve ocorrer na terça-feira, com definição dos membros, presidência e relatoria.

“Um passo de cada vez”

Edvaldo explicou que optou por uma comissão externa, e não por uma CPI, porque considera necessário avançar por etapas. Segundo o deputado, a comissão poderá acompanhar o trabalho do Ministério Público, Tribunal de Contas e Polícia Técnica, além de cobrar informações que ainda não apareceram de forma clara sobre a obra.

Valor da ponte virou ponto central

A bancada voltou a questionar o valor da ponte. O debate começou com os R$ 36 milhões do contrato inicial, mas Edvaldo afirmou que o custo total teria chegado a cerca de R$ 45 milhões, considerando aditivos e reajustes. Para o deputado, o problema é que parte dessas informações não estaria devidamente lançada nos sistemas de controle.

Garantia e execução sob suspeita

Outro ponto levantado por Edvaldo foi a garantia da obra. Ele disse que, até a véspera da entrevista, não havia sido identificado o documento de garantia da ponte. O deputado também afirmou que há diferença entre o que estava previsto no projeto básico e o que teria sido executado, especialmente em relação às estacas e à estrutura da ponte.

Governo perdeu controle da base

Rogério Wenceslay avaliou que a adesão de deputados governistas à comissão mostra mudança de clima dentro da Assembleia. Para ele, a proximidade da eleição faz parlamentares se distanciarem de temas que podem desgastar a própria imagem. Edvaldo também disse que o governo tentou manter sua maioria em silêncio, mas não conseguiu impedir a movimentação.

PF inaugura nova sede em Cruzeiro do Sul

O programa também destacou a inauguração da nova sede da Polícia Federal em Cruzeiro do Sul. Segundo a bancada, o investimento foi de cerca de R$ 22 milhões e a estrutura chega em um momento de aumento das operações contra narcotráfico, crime organizado e crimes transfronteiriços na região do Juruá.

Andrei Rodrigues fala em PF sem lado

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, participou da agenda em Cruzeiro do Sul. Em fala reproduzida no programa, ele afirmou que a PF “não persegue e não protege”, mas cumpre sua missão institucional. A declaração foi comentada pela bancada no contexto de operações nacionais que atingem políticos de diferentes campos.

Troca de tiros entre viaturas ainda sem resposta

A troca de tiros entre duas guarnições da Polícia Militar em Cruzeiro do Sul voltou a ser cobrada no programa. Chico Melo e Rogério Wenceslay defenderam que o comando da PM e a Secretaria de Segurança deem uma explicação pública. Para Wenceslay, quando não há uma versão oficial convincente, a boataria ocupa o espaço da informação.

Pesquisa RealTime agita pré-campanha

A pesquisa RealTime Big Data também entrou no debate. O levantamento citado no programa mostra Alan Rick com 39%, Mailza Assis com 26%, Tião Bocalom com 18% e Thor Dantas com 5%. A bancada destacou que Bocalom foi o primeiro a reagir com força, chamando a pesquisa de mentirosa e dizendo que sua verdadeira pesquisa está nas ruas.

Bocalom desafia adversários

No áudio comentado pela bancada, Bocalom lembrou eleições anteriores em que aparecia atrás nas pesquisas e acabou tendo desempenho melhor nas urnas. Ele desafiou adversários a andarem com ele pelas ruas para medir quem recebe mais apoio popular. A bancada avaliou que, apesar dos 18%, Bocalom ainda tem capacidade de movimentar o cenário.

MDB perto de Alan Rick

O programa também trouxe informação de bastidores sobre uma conversa entre Jéssica Sales e Alan Rick. Segundo a apuração comentada na bancada, o MDB deve anunciar apoio à pré-candidatura de Alan ao governo do Acre. Não houve, no entanto, compromisso de que Jéssica será vice. A definição da chapa, segundo foi dito, ficará para mais adiante.

Marcos Alexandre fica com Mailza

Ainda sobre o MDB, o programa informou que Marcos Alexandre já teria decidido continuar apoiando Mailza Assis, mesmo com parte do partido caminhando para Alan Rick. A bancada avaliou que o MDB segue como uma incógnita, com posições internas diferentes no processo eleitoral.

Porto Walter tem mudança na Câmara

No bloco final, o Jornal da Manhã informou que Rosildo Cassiano Correia, do PSD, renunciou à presidência da Câmara de Porto Walter após decisão do TSE que cassou seu diploma por unanimidade. Com a saída, o vereador Robson Rodrigues foi eleito presidente da Casa. Os demais integrantes da mesa diretora permanecem nos cargos.

Vagner Sales e Ilderlei recuperam direitos políticos

Mazinho Rogério informou que os ex-prefeitos Vagner Sales e Ilderlei Cordeiro tiveram os direitos políticos restabelecidos por decisão da Justiça do Acre. A informação foi tratada como relevante para a política regional, especialmente no contexto das movimentações do MDB e das articulações para 2026.

PAA beneficia produtores em Cruzeiro do Sul

O programa também destacou o Programa de Aquisição de Alimentos, do governo federal, que deve beneficiar 45 produtores rurais e investir mais de R$ 307 mil em Cruzeiro do Sul. A bancada avaliou que o recurso é importante, mas poderia ser maior diante da importância da agricultura familiar para o abastecimento local.

Acre entrega alimentos a 21 entidades no Juruá e garante renda a 45 agricultores familiares

O governo do Acre entregou alimentos a 21 entidades sociais do Juruá, em Cruzeiro do Sul, e garantiu a comercialização da produção de 45 agricultores familiares por meio do Programa de Aquisição de Alimentos. A ação foi realizada ao lado do Mercado do Agricultor e uniu o atendimento a instituições sociais com o fortalecimento da produção rural na região.

A entrega incluiu itens como abacate, melancia, farinha e goma de mandioca, farinha de tapioca, café torrado, açúcar mascavo, pepino, arroz beneficiado, colorau, banana, macaxeira, chicória, inhame, abacaxi, maxixe, couve, coentro, cheiro-verde, laranja, tangerina, limão, abóbora e mamão. Os alimentos foram destinados a entidades que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade e reforçam o abastecimento das unidades assistenciais do município.

Além de atender as instituições, a iniciativa assegura renda aos produtores rurais cadastrados no programa. Cada agricultor pode comercializar até R$ 7,5 mil em produtos ao longo do ano, com compra direta e sem atravessadores. A medida amplia o escoamento da produção local e mantém a circulação de recursos na economia da região.

No Lar dos Vicentinos, em Cruzeiro do Sul, a entrega ajuda a manter a alimentação de 34 idosos acolhidos pela instituição. Para os produtores, o programa também representa estabilidade. Agricultores da região apontam que a venda garantida permite planejar melhor o plantio e dá segurança para continuar produzindo.

A ação reforça a política de apoio à agricultura familiar no interior do estado e busca atender duas frentes ao mesmo tempo: o combate à insegurança alimentar e a valorização de quem produz no campo. No Juruá, a iniciativa consolida uma rede que liga produção rural, abastecimento e assistência social.

Atraso na Expoacre Juruá preocupa empresários antes da abertura

A organização da Expoacre Juruá virou tema de debate político nesta quinta-feira, 18, no Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, em Cruzeiro do Sul. O jornalista Rogério Wenceslau afirmou que empresários do Vale do Juruá estão preocupados com o ritmo dos preparativos para a feira, marcada para começar em 30 de junho, a menos de duas semanas da abertura.

Wenceslau disse que a estrutura do evento ainda não avançou como esperado. Na avaliação dele, o atraso preocupa porque a Expoacre Juruá depende de uma montagem complexa, envolve contratos, serviços, logística, espaços comerciais e a expectativa de quem aposta na feira para faturar no período. “Não tem quase nada feito, não tem quase nada pronto. As coisas não estão andando conforme o esperado”, afirmou durante o programa.

A Expoacre Juruá é uma das principais vitrines econômicas de Cruzeiro do Sul e dos municípios vizinhos. A feira movimenta comércio, alimentação, hospedagem, transporte, publicidade, entretenimento, montagem de estruturas e o setor agropecuário. Por isso, qualquer atraso na preparação atinge diretamente empresários que compram produtos, contratam equipes, reservam espaços e organizam estoques para atender ao público durante os dias de evento.

No comentário, Wenceslau disse acreditar que a feira será realizada, mas apontou risco de o evento começar sem a estrutura no ponto ideal. Para ele, o problema não está apenas na data de abertura, mas na possibilidade de a organização precisar corrigir falhas com o evento já em andamento. “Ah, mas vai ficar. Eu também acredito que sim”, disse. “Mas no meio dessa confusão toda de se fazer um evento desse tamanho, dá muita confusão.”

O jornalista relacionou parte das dificuldades a disputas internas e ao peso político e financeiro dos grandes eventos realizados pelo Estado. Segundo Wenceslau, a Expoacre Juruá reúne dinheiro público, contratos, visibilidade e espaços de influência, o que aumenta a pressão sobre o governo e sobre os responsáveis pela organização. “Tem muito dinheiro em jogo e tem muita gente interessada nesse dinheiro. Tem muitos holofotes acesos e muita gente interessada nesses holofotes”, afirmou.

Wenceslau também afirmou que a governadora Mailza Assis enfrenta dificuldades por não ter recebido, dentro da própria estrutura de governo, uma transição efetiva sobre áreas estratégicas dos grandes eventos. Na análise dele, parte do funcionamento dessas feiras depende de pessoas que concentram experiência, contatos e controle sobre etapas da organização, mas esse conhecimento não teria sido repassado de forma tranquila à atual gestão. “Ela vai tateando no escuro até descobrir quem é quem, quem faz o quê, para poder dar os comandos. E isso se reflete exatamente no atraso do cronograma”, disse.

Ao final, Wenceslau afirmou que a apreensão não parte apenas de agentes políticos. Segundo ele, empresários que se preparam para a feira temem prejuízos caso a estrutura não esteja pronta desde o primeiro dia. “Essa é uma preocupação que eu trago aqui, inclusive do setor empresarial, que coloca muita expectativa nesse evento e teme que ele não saia a contento”, afirmou.

Apesar das críticas, o comentarista disse que ainda há margem para correções. Como a abertura está prevista para 30 de junho, o governo ainda pode ajustar o planejamento, acelerar a montagem e reduzir os riscos apontados nos bastidores. “Dá para corrigir os rumos, dá para corrigir a rota e dá para tudo sair conforme o esperado. Vamos ver”, afirmou.

A Expoacre Juruá está marcada para ocorrer de 30 de junho a 5 de julho, em Cruzeiro do Sul.

Ação contra outdoors de Alan Rick acende guerra eleitoral no Acre

A pedido da Federação União Progressista, Justiça Eleitoral determinou retirada de peças publicitárias do senador em Rio Branco; no Jornal da Manhã, caso foi tratado como sinal de endurecimento da pré-campanha

A disputa pelo governo do Acre ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira, 17, após a Justiça Eleitoral determinar a retirada de outdoors do senador Alan Rick, do Republicanos, instalados em diferentes pontos de Rio Branco. A decisão foi tomada a partir de uma representação apresentada pela Federação União Progressista, formada pelo Progressistas e pelo União Brasil, grupo político ligado à governadora Mailza Assis.

As peças publicitárias destacavam a atuação parlamentar de Alan Rick e associavam o senador à destinação de recursos para obras e investimentos na capital. Entre as frases questionadas estão expressões como “onde tem obra em Rio Branco tem recurso garantido pelo senador Alan Rick”, “tem trabalho do senador Alan Rick” e “com o apoio do senador Alan Rick”.

O juiz eleitoral Luciano Oliveira de Melo determinou que os outdoors sejam retirados no prazo de 24 horas. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 10 mil. A decisão tem caráter provisório e ainda será analisada no mérito, com prazo para manifestação da defesa do senador.

No programa Jornal da Manhã, da Rádio Integração 99,9 FM, o caso foi tratado como um marco da abertura da guerra eleitoral no Acre. A bancada avaliou que a ação do partido da governadora contra o senador sinaliza que a disputa deixou o campo dos bastidores e passou a ser travada também na esfera judicial.

Durante o comentário, os apresentadores questionaram o tratamento dado aos materiais de divulgação de Alan Rick e compararam o caso com peças associadas ao governo estadual. A crítica feita no programa foi de que, se a Justiça Eleitoral for acionada para avaliar outdoors do senador, também deveria haver o mesmo rigor em relação a materiais que, segundo a bancada, fazem promoção da imagem da governadora.

“Se é para ser justo, que seja justo com todo mundo”, afirmou Chico Melo durante o programa, ao comentar a decisão. A bancada também lembrou que Alan Rick tem usado sua atuação no Senado e a destinação de emendas como uma das principais vitrines políticas no período de pré-campanha.

Procurado pela equipe do Jornal da Manhã, Alan Rick respondeu de forma breve. Segundo o programa, ao ser questionado sobre a decisão, o senador citou os “outdoors cor-de-rosa com promoção pessoal da candidata” e classificou a medida como “uma vergonha”.

A decisão ocorre em um momento de acirramento entre os principais grupos que devem disputar o governo em 2026. Alan Rick aparece como pré-candidato ao Palácio Rio Branco pelo Republicanos, enquanto Mailza Assis, atual governadora, é o nome do Progressistas para a disputa.

Além da retirada das peças, a decisão também impede a instalação de novos materiais com características semelhantes enquanto o processo estiver em análise. Para a Federação União Progressista, os outdoors ultrapassam os limites da divulgação parlamentar e configuram promoção pessoal antecipada, especialmente pelo uso de mídia considerada proibida pela legislação eleitoral.

A defesa de Alan Rick ainda poderá apresentar seus argumentos no processo. Até lá, a determinação da Justiça Eleitoral permanece válida e coloca a pré-campanha acreana em um novo patamar de tensão.

Na prática, o episódio mostra que a eleição de 2026 já começou antes do calendário oficial. E começou com disputa por narrativa, ocupação de espaços públicos e judicialização da comunicação política.

Acre abre 7ª Semana do Migrante e amplia debate sobre acolhimento na fronteira

O governo do Acre abriu nesta terça-feira, 16 de junho, a 7ª Semana Estadual do Migrante, Refugiado e Apátrida, no Museu dos Povos Acreanos, em Rio Branco, com uma programação voltada ao fortalecimento das políticas públicas para acolhimento, proteção e regularização de pessoas em situação migratória. O evento também marca a preparação para novas agendas na faixa de fronteira e para um encontro binacional com a Bolívia, previsto para 25 de junho.

A programação foi organizada pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos em parceria com o Comitê Estadual de Apoio a Migrantes, Apátridas e Refugiados. A semana reúne representantes do poder público, organismos de apoio e instituições ligadas à defesa de direitos, em meio ao avanço do debate sobre o fluxo migratório no estado, que há mais de uma década ocupa posição estratégica na entrada de estrangeiros pela fronteira acreana.

Na abertura, o secretário João Paulo Silva defendeu o enfrentamento das falhas no atendimento à população vulnerável e afirmou que o debate sobre direitos humanos ainda esbarra em práticas de negligência. A fala ocorreu no contexto da discussão sobre o acesso de migrantes e refugiados a proteção, assistência e serviços públicos.

O presidente do comitê estadual, Lucas Rodrigues Guimarães, afirmou que a proposta desta edição é dar mais visibilidade à pauta migratória no Acre e reforçar a articulação com os países vizinhos. Segundo ele, a agenda inclui visitas a casas de passagem e a construção de um diálogo mais permanente entre Brasil e Bolívia sobre o tema.

A programação segue nos dias 24 e 25 de junho em Assis Brasil, Brasileia e Epitaciolândia, municípios diretamente ligados à dinâmica migratória na região de fronteira. O dia 25 será dedicado ao encontro bifronteiriço entre Brasil e Bolívia, com foco na cooperação institucional e no aprimoramento das ações de acolhimento.

O evento também contou com representantes do Consulado do Peru, da Defensoria Pública da União, da Organização Internacional para as Migrações, da Defensoria Pública do Estado e de órgãos estaduais. Entre os temas discutidos estão acesso à documentação, regularização migratória, integração local e garantia de direitos.

Após a cerimônia de abertura, a programação teve palestras sobre o histórico da política migratória no Acre entre 2010 e 2020 e sobre os avanços mais recentes na estrutura de atendimento montada pelo estado. A discussão ocorre em uma semana que abrange duas datas simbólicas para o tema: o Dia Mundial do Refugiado, em 20 de junho, e o Dia do Imigrante, em 25 de junho.

Mãe cobra resposta após 54 dias de espera por TFD em Cruzeiro do Sul

A espera por Tratamento Fora de Domicílio interestadual chegou a 54 dias para uma jovem de 18 anos internada no Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul. O caso, que já havia exposto a demora na transferência de pacientes graves para fora do Acre, ganhou novo elemento: um laudo da equipe de neurocirurgia confirma a complexidade do quadro, aponta a necessidade de atendimento fora da rede local e alerta para riscos em caso de demora na avaliação especializada.

A paciente tem hidrocefalia congênita e passou pela primeira cirurgia ainda recém-nascida, com apenas 11 dias de vida. Segundo a mãe, Antônia de S. Cruz, desde então a família enfrenta uma rotina de internações, cirurgias e tentativas de controle do quadro. Em 2022, a válvula de derivação ventriculoperitoneal, conhecida como DVP, começou a apresentar problemas.

“Minha filha tem hidrocefalia congênita, fez a primeira cirurgia com 11 dias. Desde então é uma luta. Hoje tem 18 anos e, no ano de 2022, a DVP começou a dar problema. Desde então vem fazendo vários procedimentos cirúrgicos sem êxito. Está à base de Tramal, que só alivia. Ou seja, é como ela suporta a dor”, afirmou Antônia.

O laudo da neurocirurgia descreve a paciente como portadora de hidrocefalia complexa, já submetida a múltiplas intervenções neurocirúrgicas e com evolução marcada por complicações relacionadas ao sistema de derivação. O histórico médico aponta implante de DVP de média pressão em novembro de 2022, troca para DVP de alta pressão em novembro de 2023 por quadro de hiperdrenagem e novo procedimento em setembro de 2025 para avaliação da hiperdrenagem e possível dependência valvular.

Apesar de, no momento da avaliação, a paciente estar consciente, orientada, com escala de coma de Glasgow 15 e sem déficits neurológicos focais ao exame, o documento é direto ao afirmar que ela precisa de reavaliação especializada. A equipe médica também registra que a manutenção do quadro sem avaliação adequada pode evoluir com piora neurológica, disfunção valvular, hipertensão intracraniana, rebaixamento do nível de consciência, déficits neurológicos permanentes e risco de óbito.

Diante da complexidade do caso e da necessidade de recursos terapêuticos não disponíveis na rede local, o laudo indica TFD interestadual para avaliação e possível realização de terceiroventriculostomia endoscópica ou implante de válvula programável ou autorregulável. O documento afirma ainda que o encaminhamento é necessário por se tratar de procedimento e acompanhamento de alta complexidade, exigindo equipe especializada e centro de referência com experiência em hidrocefalia complexa.

Para a família, a demora deixou de ser apenas uma espera por vaga. São 54 dias de internação, dor controlada com medicação e incerteza sobre quando a transferência será autorizada.

“Será que em 54 dias não teve nenhum estado disponível para receber os pacientes? 54 dias procurando leito, é vergonhoso isso!”, cobrou Antônia.

O caso não é isolado, segundo relato encaminhado ao Grupo Integração. A mãe também informou a situação de outro paciente, identificado como Manoel, que estaria internado desde 23 de abril deste ano no Hospital Regional do Juruá, também à espera de TFD interestadual.

De acordo com o relato, Manoel sofreu um acidente com disparo de arma de fogo em 20 de fevereiro de 2025 e, desde então, passou por cinco procedimentos cirúrgicos. Em 2026, voltou ao hospital com fortes dores e infecção no local da cirurgia. A situação exigiu a retirada de uma placa craniana. A equipe médica teria solicitado avaliação de um cirurgião plástico, já que a pele na região do crânio não estaria mais se regenerando adequadamente.

Manoel Oliveira da Conceição

Ainda segundo a família, Manoel enfrenta fortes dores de cabeça e já apresentou acúmulo de líquido cefalorraquidiano, o que exigiu nova drenagem. O quadro, conforme o relato, vem se agravando enquanto o paciente segue sem transferência para tratamento fora do estado.

Apesar da cobrança pela demora no TFD, os familiares destacam que os pacientes têm recebido acolhimento dos profissionais do Hospital Regional do Juruá. No caso de Manoel, o relato aponta acompanhamento psicológico durante a internação. A crítica se concentra na falta de resposta sobre a transferência, na ausência de prazo e na dificuldade de acesso a serviços de alta complexidade fora do Acre.

A espera de 54 dias escancara um problema que vai além de um caso individual. Em Cruzeiro do Sul, pacientes graves dependem de regulação, vaga, autorização e transporte para conseguir atendimento especializado em outros estados. Quando esse fluxo não acontece, a dor permanece dentro do hospital, sob cuidado das equipes locais, mas sem a solução que só pode vir com o tratamento fora da rede disponível no Juruá.

Enquanto isso, famílias seguem contando os dias. Para Antônia, a pergunta continua sem resposta: por que, em quase dois meses, o Estado ainda não conseguiu garantir um leito para quem precisa sair do Acre para tratar uma condição grave?

GOL cancela cinco voos em Cruzeiro do Sul entre junho e julho

A GOL Linhas Aéreas cancelou cinco operações programadas no Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul, no Acre, em datas previstas entre 20 de junho e 27 de julho. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 15 de junho de 2026, e afeta passageiros com viagens marcadas no período.

A comunicação sobre os cancelamentos foi repassada pela agência Evastur Viagens. Segundo o aviso, os voos impactados estão distribuídos em cinco datas dentro desse intervalo, sem detalhamento público, no comunicado divulgado, sobre cada operação atingida.

Passageiros que tiverem passagens emitidas para as datas afetadas devem procurar a GOL ou a agência responsável pela compra para verificar remarcação, reacomodação e demais orientações sobre a viagem.

Foto: @charlesbzrr